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Cultura e Mercado

Integrar pela Educação

O projeto foi desenvolvido pela Ação Educativa e mais seis entidades que trabalham a educação e a cultura com jovens, e conseguiu alguns apoios, como o da Fundação Kellogg´s para sua realização.Sandra Ximenez

Educação e juventude são os eixos do trabalho desenvolvido pela Ação Educativa. Segundo seus dirigentes (a presidente da Ação Educativa é Marília Sposito e o secretário executivo é Sérgio Haddad, que também preside a Abong – associação brasileira de organizações não governamentais), a educação “é componente fundamental na constituição da democracia e da eqüidade, por seu papel na mudança nos padrões culturais vigentes”.
Já a juventude é promotora ora da “desordem” ora de novos patamares de cidadania. Por isso a combinação desses dois fatores é estratégica para esta organização não-governamental que atua há cinco anos no campo do acompanhamento, da avaliação crítica e da proposição de políticas públicas.

Integrando para educar
O objetivo social da Ação Educativa é contribuir na elaboração de uma plataforma de luta por direitos sociais visando à construção da cidadania e à superação das desigualdades e da exclusão que atinge grandes contigentes da população. Além disso, a entidade quer tornar-se um centro de referência para a articulação dos direitos educativos, especialmente os voltados às camadas juvenis. Para isso, sempre que possível, trabalha em pareceria ou em rede com outros atores e instituições – ONGs, igrejas, governos, universidades e movimentos sociais tradicionais ou emergentes – comprometidos com a defesa e a ampliação dos direitos ligados à educação e à juventude.
É o caso do projeto Integrar pela Educação, iniciado em 1999 com uma previsão de três anos para sua realização. Foi elaborado por sete organizações, espalhadas por vários cantos da cidade de São Paulo, que também compõem sua equipe coordenadora:

Ação Comunitária do Itaim Paulista
Ação Educativa
Associação Ética e Arte na Educação
Escola Estadual Condessa Filomena Matarazzo
Escola Municipal Antonio Carlos de Andrada e Silva
Fórum de Educação da Zona Leste
Núcleo Cultural Força Ativa

Novos sentidos
O projeto pretende gerar novos sentidos para a educação escolar por meio de processos que combinem educação formal e não formal, como atividades artísticas e formação política. Tais processos estão divididos em quatro frentes de atuação. Uma delas é a ampliação da influência dos alunos e de seus familiares na orientação dos serviços educativos. Isso ocorre principalmente com assessoria a profissionais de seis escolas públicas e com cursos dirigidos a participantes de cerca de 100 escolas estaduais e municipais.

Outra frente de atuação do projeto é o fortalecimento do Fórum de Educação da Zona Leste, o qual, desde 1993, realiza reuniões e seminários sobre temas de política educacional reunindo principalmente professores, estudantes e líderes comunitários para dialogar com especialistas e autoridades públicas.

A terceira tarefa do projeto é fortalecer ou até mesmo recompor relações interpessoais e intergrupais, o que é feito por meio de uma ampla variedade de práticas associativas e artísticas, envolvendo o aprendizado e a difusão de atividades teatrais, musicais, coreográficas e plásticas.

A quarta atuação do Integrar pela Educação é a interlocução com os meios de comunicação, de modo a desenvolver a capacidade das organizações participantes de manterem seus próprios veículos (como informativos impressos) e utilizarem os existentes (jornais, emissoras de televisão e rádio), para a divulgação de seus trabalhos e necessidades de apoio.

Educação para todos?
Tudo isso é feito tendo como referência um conceito do direito à educação que vai além do acesso e da permanência nos serviços educativos. Um documento que dá importante fundamentação ao trabalho do Integrar pela Educação, segundo nossa conversa com Elie Ghanem, coordenador do projeto, é a Declaração Mundial de Educação para Todos (Jomtien, 1990), em especial as idéias de que a educação deve estar voltada à satisfação das necessidades básicas das populações (sobrevivência, desenvolvimento pleno das capacidades, uma vida e umtrabalho dignos, participação plena no desenvolvimento, melhoria daqualidade de vida, tomada de decisões informadas, possibilidade de continuar aprendendo); realiza-se ao longo de toda a vida, não se restringindo à educação de crianças, escolar e primária; e deve estar centrada na aprendizagem, concedendo menos importância à estruturação do ensino que à multiplicação de aprendizagens.

Objetivos relembrados
Coerentemente com essas idéias, a equipe chama a atenção ao artigo 205 da Constituição da República, que estabelece três objetivos para a educação brasileira: pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Nessa perspectiva, dois grandes obstáculos são enfrentados pelo projeto, como podemos imaginar: a concepção de educação, sobretudo escolar, como transmissão de saber, estritamente identificada com “dar aulas” e a organização do sistema escolar dela decorrente, que circunscreve a prática educativa à rotina das aulas.

As diferentes atividades do projeto são o ponto de partida para dialogar com variados setores em torno dessas idéias e identificar os pontos dos sistemas escolares e de nossas práticas educativas que devem ser modificados.

Ética e arte na educação
Visitamos também uma das outras entidades participantes do projeto, a Ética e Arte na Educação, localizada na Vila Progresso, próximo a São Miguel Paulista, e conversamos com seu presidente, o professor de História Valter Costa. Esta entidade foi formada por professores, pais e alunos da rede pública de ensino com a intenção de complementar e melhorar a educação de adolescentes e jovens através da arte e de um trabalho de educação social e cultural.

Segundo Valter, os resultados desse tipo de trabalho são extremamente visíveis na comunidade, desde o seu início, o que, aliás é evidente quando se visita a sede do grupo e se percebe a grande efervescência e vitalidade nas atividades dos jovens presentes. Valter ressalta a importância dos trabalhos elaborados e realizados em equipe, com a soma de experiências, como o do projeto Integrar pela Educação, porque eles facilitam a captação de recursos e a busca de apoios às idéias. Fora o apoio da Fundação Kellogg´s, pelo projeto Integrar pela Educação, o professor Valter aponta a participação da entidade nos projetos Arquimedes e Ademar Guerra, da Secretaria de Estado da Cultura.


Integrar pela Educação

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