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Cultura e Mercado

Adaptações de livros para cinema passam por desafios

Reportagem do jornal Valor Econômico desta quinta-feira (19/4) mostra que, apesar das adaptações de livros terem se tornado um dos filões prediletos da indústria cinematográfica nos últimos tempos, elas ainda esbarram em alguns desafios para serem realizadas.

“É um mercado muito informal, sigiloso, sem parâmetros de valores”, afirma Ana Luiza Beraba, fundadora da Film2b, agência de venda de conteúdo para adaptação para cinema e televisão. Segundo ela, as agências literárias têm um trabalho muito passivo na área de cinema. “Em geral, quando um produtor topa com um título pelo qual se interessa, vai atrás do autor”, explica.

A Film2b trabalha para redirecionar essa atuação. Criada no fim de 2010 com o objetivo de ser uma ponte entre a área editorial e a de produção de filmes, o papel da empresa consiste em prospectar livros com “bom potencial” de adaptação, conversar com seus autores e vendê-los para os produtores.

“Na medida em que o mercado audiovisual se profissionaliza e o volume de contratos aumenta, a busca por bons títulos de autores brasileiros cresce a cada dia”, afirma Lucia Riff, dona da agência literária que leva seu sobrenome e cujo catálogo de 1,2 mil livros e 70 autores atraiu Ana Luiza para uma parceria que ampliasse o rol de opções da Film2b para seus clientes.

“Hoje, já é comum não mais o pedido específico por um determinado livro, mas o mais genérico: o produtor nos requisita livros para certa faixa de público, para certo gênero de filme”, afirma Lucia. Comédias e histórias com apelo mais comercial, lembra Ana, estão em alta.

Um grande desafio é aquisição dos direitos das obras. Um dos clientes da Film2b, Rodrigo Teixeira, da RT Features, sustenta que comprá-los dos herdeiros de um autor que já morreu costuma ser uma transação mais complicada.

A íntegra da reportagem pode ser lida aqui.

*Com informações do jornal Valor Econômico

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