Cultura e Mercado
  • Diretor do Grupo Bel analisa fim da rádio Oi FM

    No dia 31 de dezembro de 2011, a rádio Oi FM abandonou o dial para operar somente através da internet, deixando espaços vagos em sete cidades. Detentor dessas frequências, o Grupo Bel conversou com o Adnews para explicar como foi o projeto, que durou sete anos.

    De acordo com Flavio Carneiro, diretor geral do grupo, a Rádio Oi FM surgiu em 2004, por iniciativa da Bel. “Acreditamos que o rádio, nessa nova maneira de ser consumida e como ferramenta de branding, gerando uma expêriencia multi-plataforma para a audiência, cria um diferencial muito bacana para quem está ligado na programação”, diz.

    A operadora de telefonia foi a escolha ideal por ter, como diz Carneiro, “inovação e força de marca no DNA da empresa”. Foi na época em que a Oi era vista como diferente de todas as suas concorrentes por pregar a liberdade dos usuários. “Desde o início eles apostaram nesse formato inédito de rádio e sempre apoiaram muito o projeto”, declara.

    As rádios customizadas passaram por um período de alta no Brasil. Descontando a Oi, há várias que ainda estão em atividade, como a Mitsubishi e a SulAmérica Trânsito, além da 89 Fast. Para manter um projeto desses no ar não há fórmula padrão. Segundo o executivo, “depende basicamente de em qual praça essa emissora esteja e do quanto o conteúdo será customizado para estratégia de marketing”.

    Plataformas de patrocínio, destaca ele, não são eternas em nenhum tipo de segmento. Times de futebol, por exemplo, trocam seus anunciantes praticamente a cada temporada, por isso o fim da Oi FM já era esperado.

    “Não vi a Oi FM não dar certo em nenhuma praça. Vimos as estratégias de mercado para aquelas localidades mudarem e a ferramenta ‘Oi FM’ não ser a mais adequada naquele momento de mercado.” É a razão que fez a rádio migrar para a internet assim que acabou o contrato.

    O que Carneiro não revela é quem assumirá o posto deixado pela operadora. Para ele, basta ser uma marca com cobertura nas praças e com a vontade de “criar talvez a ferramenta mais forte, mais democrática e mais dinâmica que uma marca pode ter, trazendo oportunidades únicas de experiência com os seus consumidores”.

    Chegou-se a especular que três empresas estariam na disputa: Claro, Coca-Cola e Skol. As duas primeiras, consultadas pelo Adnews, disseram que a informação “não procede”, já a marca de cervejas não respondeu.

    Por enquanto é a Rádio Verão que toma conta das estações, localizadas em Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), Belo Horizonte (MG), Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ).

    *Com informações da AdNews

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