O Ministro e o Rei
Quero compartilhar com os leitores o curioso release de imprensa que acabo de receber do Ministério da Cultura, propagandeando a visita de Juca Ferreira à exposição de Roberto Carlos. Ele cita a exposição como exemplo das mudanças que deseja promover com a Lei e se diz fã do compositor romântico.
Íntegra do release:
Juca Ferreira visita exposição de Roberto Carlos na Oca
Lei Rouanet contribuiu com R$ 1 milhão dos custos da instalação
Brasília, 8 de março de 2010 – O ministro da Cultura, Juca Ferreira, visitou nesta segunda-feira (8) a exposição que relembra os 50 anos de carreira de Roberto Carlos, na Oca. O público pode ver os carros, fotografias de família, presentes de fãs e prêmios recebidos em todo o mundo pelo Rei, além de instalações de audiovisual com vídeos, músicas e filmes de Roberto Carlos.
A oportunidade de estar próximo a itens que até então não haviam saído da casa de Roberto Carlos tem preços acessíveis graças ao apoio de R$ 1 milhão (no total, foram investidos R$ 5 milhões) por meio da Lei Rouanet, de incentivo à Cultura. Às terças e quartas-feiras, o ingresso custa apenas R$ 5, assim como nesta segunda-feira, quando a mostra abriu excepcionalmente devido ao Dia Internacional da Mulher.
“É importante que a Lei Rouanet sirva para incentivar a cultura do povo brasileiro, e ótimo que esta exposição esteja tão acessível. Infelizmente, nem todas as ações patrocinadas têm esse comprometimento com os ingressos populares, mas porque a lei, como está, é muito frouxa. Sem critérios. Por isso aguardamos que o Congresso vote as mudanças que propusemos para criar esses critérios”, afirmou Juca Ferreira.
O ministro acredita que mesmo 2010 sendo um ano atípico, por conta das eleições, já existe consenso suficiente entre os parlamentares em Brasília para aprovar as mudanças que tornariam a Lei Rouanet mais rígida no que diz respeito à contribuição social dos espetáculos patrocinados.
“E a exposição está muito bonita. Eu gostei. Certamente é um marco da cultura brasileira. Sou fã, mas o Roberto não canta mais a música que eu mais gosto: aquela que ele manda tudo mais para o inferno”, observa Juca.
A coordenadora da exposição, Léa Penteado, destaca a democratização do acesso. “É uma exposição importantíssima, que traz um público novo para o ambiente das exposições. O Roberto consegue fazer isso. Liga gente aqui nos perguntando que roupa deve usar, o que pode trazer. São pessoas que nunca pisaram num espaço assim”.
A aposentada Rosa Olivieri, de 76 anos, entrou gratuitamente na exposição e se disse emocionada. “A gente não lembra só do Roberto Carlos, mas da própria vida da gente. Ouvíamos essas músicas, eram outros tempos. Se for a primeira exposição da vida de alguém, é para se emocionar demais”, disse.
Além dos preços populares às terças e quartas, ainda continua valendo o benefício da meia-entrada: estudantes e professores, por exemplo, pagam R$ 2,50. Pessoas até 12 anos e acima de 60 não pagam ingresso.






Demagogia com preço de ingresso foi o que por exemplo matou o mercado da Bossa NOva entre nós, deram tanto de graça que ninguém consegue vender, a Madonna adora, ouve bossa nova e vende seus produtos entre nós.
O mesmo acontece com a música no ambiente da Nova Cultura, se “baixar” grátis é o modelo, não se produz riqueza e o resultado é esse, nada de novo no front há 10 anos, debacle na produção e circulação de música nacional, mercado inteiramente ocupado pela música estrangeira que tem os meios para se difundir e produzir riquezas.
Exposição é outra coisa, funciona até para promover ainda mais nosso Rei, Roberto Carlos, que merece esse mundo e o outro. Duvido que ele faça shows de graça, e faz muito bem. Roberto é o luxo do Brasil, Viva Roberto Carlos..mas demagogia não, a gente está descolado.
salve Elisa, não entendi…
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