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	<title>Comentários sobre: Um engodo chamado Procultura</title>
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	<description>Desde 1998 &#124; Para quem vive de cultura.</description>
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		<title>Por: Leonardo Brant</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/procultura/minc-entrega-ao-congresso-projeto-de-revogacao-da-lei-rouanet/comment-page-1/#comment-74579</link>
		<dc:creator>Leonardo Brant</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 02:27:18 +0000</pubDate>
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		<description>Obrigado Sergio, por suas colocações. Contribuições como a sua são fundamentais para aprimorar este espaço.

Eu moro no mesmo país que vc e talvez tenha tido um tipo de experiência diferente da sua. Trabalho no setor cultural desde 1993. Já atendi inúmeros investidores em minha consultoria, assim como grupos de teatro, músicos, ONGs, grandes e pequenas instituições ligadas à cultura. Não vou dizer que nunca vi sacanagem na vida, aqui no Brasil ou fora dele. A hipocrisia impera tanto nos corredores da Esplanada quanto nas salas com ar condicionado das grandes corporações. E não menos que nas coxias ou bastidores da cultura.

A permissividade da Lei Rouanet é grande e abre brechas incríveis para o mau uso da lei, por todas instâncias e esferas da sociedade. Falta sobretudo regulação. O Estado precisa deixar claro qual o lugar do mecanismo em sua política. E precisa criar instrumentos de promoção das boas práticas nessa área. É assim em qualquer instrumento de financiamento à cultura no mundo, pois os desvios de finalidade existem fora daqui também. 

Sou a favor de punição para quem recebe e para qem paga além do permitido na lei, mas não sou contra a profissão de captador de recursos. Conheço bons profissionais nessa área, importante para o desenvolvimento do mercado. Assim como, em tese, não considero usurpação do Erário o investimento privado com dinheiro público. Posso citar inúmeros casos positivos nessa área.

E considero importante desenvolver o mercado cultural. Pode parecer contraditório para quem defende políticas culturais, financiamento público e tenha participado ativamente no ambito internacional pela construção e promulgação da Convenção da Unesco para a diversidade cultural, como é o meu caso. Mas não é. O capitalismo é uma realidade. Seus efeitos nefastos sobre a sujetividade humana só poderão ser minimizados e superados quando houver chance para os artistas participarem do mercado, expondo suas contradições, construindo novas utopias, reconstituindo o Estado em sua função política e cultural.

Mas precisamos de um Estado contemporâneo. Em minha opinião ele é muito próximo daquele imaginado por Lula, mas muito distante daquele colocando em prática por seu ministro da cultura.

A Lei de fomento ao teatro é interessantíssima, mas é um instrumento ultra especializado, para um tipo específico de teatro. Uma experiência a ser experimentada em outras áreas e outras localidades. Mas não em detrimento de outras formas de financiamento. Não é preciso exterminar o incentivo para conseguir fomento. Isso é  prática suicida, pois o artista sempre precisa de várias formas e fontes de financiamento. 

Abraços, LB</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigado Sergio, por suas colocações. Contribuições como a sua são fundamentais para aprimorar este espaço.</p>
<p>Eu moro no mesmo país que vc e talvez tenha tido um tipo de experiência diferente da sua. Trabalho no setor cultural desde 1993. Já atendi inúmeros investidores em minha consultoria, assim como grupos de teatro, músicos, ONGs, grandes e pequenas instituições ligadas à cultura. Não vou dizer que nunca vi sacanagem na vida, aqui no Brasil ou fora dele. A hipocrisia impera tanto nos corredores da Esplanada quanto nas salas com ar condicionado das grandes corporações. E não menos que nas coxias ou bastidores da cultura.</p>
<p>A permissividade da Lei Rouanet é grande e abre brechas incríveis para o mau uso da lei, por todas instâncias e esferas da sociedade. Falta sobretudo regulação. O Estado precisa deixar claro qual o lugar do mecanismo em sua política. E precisa criar instrumentos de promoção das boas práticas nessa área. É assim em qualquer instrumento de financiamento à cultura no mundo, pois os desvios de finalidade existem fora daqui também. </p>
<p>Sou a favor de punição para quem recebe e para qem paga além do permitido na lei, mas não sou contra a profissão de captador de recursos. Conheço bons profissionais nessa área, importante para o desenvolvimento do mercado. Assim como, em tese, não considero usurpação do Erário o investimento privado com dinheiro público. Posso citar inúmeros casos positivos nessa área.</p>
<p>E considero importante desenvolver o mercado cultural. Pode parecer contraditório para quem defende políticas culturais, financiamento público e tenha participado ativamente no ambito internacional pela construção e promulgação da Convenção da Unesco para a diversidade cultural, como é o meu caso. Mas não é. O capitalismo é uma realidade. Seus efeitos nefastos sobre a sujetividade humana só poderão ser minimizados e superados quando houver chance para os artistas participarem do mercado, expondo suas contradições, construindo novas utopias, reconstituindo o Estado em sua função política e cultural.</p>
<p>Mas precisamos de um Estado contemporâneo. Em minha opinião ele é muito próximo daquele imaginado por Lula, mas muito distante daquele colocando em prática por seu ministro da cultura.</p>
<p>A Lei de fomento ao teatro é interessantíssima, mas é um instrumento ultra especializado, para um tipo específico de teatro. Uma experiência a ser experimentada em outras áreas e outras localidades. Mas não em detrimento de outras formas de financiamento. Não é preciso exterminar o incentivo para conseguir fomento. Isso é  prática suicida, pois o artista sempre precisa de várias formas e fontes de financiamento. </p>
<p>Abraços, LB</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Sérgio Audi</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/procultura/minc-entrega-ao-congresso-projeto-de-revogacao-da-lei-rouanet/comment-page-1/#comment-74561</link>
		<dc:creator>Sérgio Audi</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Dec 2009 18:32:28 +0000</pubDate>
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		<description>Desculpe, Leonardo, mas em que país vc vive?
&quot;A suposição de que existe uma classe dominante que concentra os recursos da cultura é falsa&quot;... &quot;Quem concentra recursos é o Estado, que atua, contra os princípios da própria Lei Rouanet, como concorrente do mercado.&quot;... &quot;É claro que existem empresas que usurpam o Erário, mas isso é marginal e pode ser facilmente resolvido por alguém que compreenda a dinâmica do mercado e consiga dialogar com os investidores&quot;...
Todas as empresas que utilizam 100% de renúncia fiscal usurpam o erário. E as leis de renúncia fiscal profissionalizaram o tráfico de influência, aqui chamado de captação de recursos. E os captadores não se contentam com os 6, 8 ou 10% permitidos em lei: a maioria quer uma grana a mais, seja para embolsar, seja para deslizá-la para os controllers ou os gernetes de marketing e financeiros das empresas. Isto é ROUBO DE DINHEIRO PÚBLICO e precisa acabar! Se vc não pertence à casta que tem tráfego entre a burguesia deste país, vc não produz cultura, por isso precisa pagar um intermediário. E esta é só uma das distorções causadas pelas leis de renúncia fiscal (todas elas, sejam estaduais, federais ou municipais).
A necessidade de o FNC ter mecanismos claros (leiam-se editais públicos) e recursos à altura é um dos avanços (tímidos) deste projeto que está aí. E não foi conseguido por benevolência ou vontade do governo federal, foi por pressão de um setor mais radical da produção cultural, que sabe que sua produção não sobrevive no mercado, não porque não tenha competência para alavancar público (porque têm!), mas porque a função social primeira da cultura não é gerar valor. Se todos somos refêns da forma mercadoria, não podemos naturalizar esta situação. A função social das empresas não é determinar a produção cultural. É simples assim. E se o empresário quer fazer marketing cultural, que ponha a mão no bolso. Acusações de dirigismo e stalinismo são desculpas de uma burguesia decadente que não se assume como tal. O Estado não é mais do que o reflexo da sociedade, com todas as suas contradições. A questão sobre um estado forte ou fraco é uma falsa questão, pois um estado que abre mão de suas prerrogativas dentro de um estado democrático - como suprir a população de suas necessidades básicas como saúde , educação e CULTURA - é um estado privatizado e ocupado pelas oligarquias, como é o estado brasileiro há 500 anos. Temos que construir o processo de transparência na destinação das verbas públicas, em todos os setores do país,e  a cultura, por ser uma área de vanguarda do pensamento, pode sair na frente. Um exemplo concreto de destinação direta e transparente de dinheiro público é a Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, conquista que inclusive todos os governos tentam minar.
abraço</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Desculpe, Leonardo, mas em que país vc vive?<br />
&#8220;A suposição de que existe uma classe dominante que concentra os recursos da cultura é falsa&#8221;&#8230; &#8220;Quem concentra recursos é o Estado, que atua, contra os princípios da própria Lei Rouanet, como concorrente do mercado.&#8221;&#8230; &#8220;É claro que existem empresas que usurpam o Erário, mas isso é marginal e pode ser facilmente resolvido por alguém que compreenda a dinâmica do mercado e consiga dialogar com os investidores&#8221;&#8230;<br />
Todas as empresas que utilizam 100% de renúncia fiscal usurpam o erário. E as leis de renúncia fiscal profissionalizaram o tráfico de influência, aqui chamado de captação de recursos. E os captadores não se contentam com os 6, 8 ou 10% permitidos em lei: a maioria quer uma grana a mais, seja para embolsar, seja para deslizá-la para os controllers ou os gernetes de marketing e financeiros das empresas. Isto é ROUBO DE DINHEIRO PÚBLICO e precisa acabar! Se vc não pertence à casta que tem tráfego entre a burguesia deste país, vc não produz cultura, por isso precisa pagar um intermediário. E esta é só uma das distorções causadas pelas leis de renúncia fiscal (todas elas, sejam estaduais, federais ou municipais).<br />
A necessidade de o FNC ter mecanismos claros (leiam-se editais públicos) e recursos à altura é um dos avanços (tímidos) deste projeto que está aí. E não foi conseguido por benevolência ou vontade do governo federal, foi por pressão de um setor mais radical da produção cultural, que sabe que sua produção não sobrevive no mercado, não porque não tenha competência para alavancar público (porque têm!), mas porque a função social primeira da cultura não é gerar valor. Se todos somos refêns da forma mercadoria, não podemos naturalizar esta situação. A função social das empresas não é determinar a produção cultural. É simples assim. E se o empresário quer fazer marketing cultural, que ponha a mão no bolso. Acusações de dirigismo e stalinismo são desculpas de uma burguesia decadente que não se assume como tal. O Estado não é mais do que o reflexo da sociedade, com todas as suas contradições. A questão sobre um estado forte ou fraco é uma falsa questão, pois um estado que abre mão de suas prerrogativas dentro de um estado democrático &#8211; como suprir a população de suas necessidades básicas como saúde , educação e CULTURA &#8211; é um estado privatizado e ocupado pelas oligarquias, como é o estado brasileiro há 500 anos. Temos que construir o processo de transparência na destinação das verbas públicas, em todos os setores do país,e  a cultura, por ser uma área de vanguarda do pensamento, pode sair na frente. Um exemplo concreto de destinação direta e transparente de dinheiro público é a Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, conquista que inclusive todos os governos tentam minar.<br />
abraço</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Incentivo a Cultura &#8211; um paradoxo de LEI &#171; Estudionomade&#8217;s Weblog</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/procultura/minc-entrega-ao-congresso-projeto-de-revogacao-da-lei-rouanet/comment-page-1/#comment-74523</link>
		<dc:creator>Incentivo a Cultura &#8211; um paradoxo de LEI &#171; Estudionomade&#8217;s Weblog</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Dec 2009 21:17:24 +0000</pubDate>
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		<description>[...] ler o texto: &#8220;Um engodo chamado Procultura&#8221; de Léo Brant. Até performance para entregar o novo [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] ler o texto: &#8220;Um engodo chamado Procultura&#8221; de Léo Brant. Até performance para entregar o novo [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria Alice Gouveia</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/procultura/minc-entrega-ao-congresso-projeto-de-revogacao-da-lei-rouanet/comment-page-1/#comment-74497</link>
		<dc:creator>Maria Alice Gouveia</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Dec 2009 12:14:55 +0000</pubDate>
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		<description>Alô pessoal:  tá ok!A Lei Rouanet vai ser revogada. Qual é a proposta para depois disso? Depois que a lei acabar vamos fazer o que, como? Parce que toda discussão do nosso mundinho cultural está restrito a isso: ser pró ou contra a Lei Rouanet. Não tem mais nada? Maria Alice Gouveia
Em tempo: feliz 2010 para todos!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Alô pessoal:  tá ok!A Lei Rouanet vai ser revogada. Qual é a proposta para depois disso? Depois que a lei acabar vamos fazer o que, como? Parce que toda discussão do nosso mundinho cultural está restrito a isso: ser pró ou contra a Lei Rouanet. Não tem mais nada? Maria Alice Gouveia<br />
Em tempo: feliz 2010 para todos!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Leonardo Brant</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/procultura/minc-entrega-ao-congresso-projeto-de-revogacao-da-lei-rouanet/comment-page-1/#comment-74379</link>
		<dc:creator>Leonardo Brant</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 16:42:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=11319#comment-74379</guid>
		<description>Todos queremos mudar a Lei Rouanet. A questão é o que, como e porque mudar. A suposição de que existe uma classe dominante que concentra os recursos da cultura é falsa. Quem concentra recursos é o Estado, que atua, contra os princípios da própria Lei Rouanet, como concorrente do mercado. É claro que existem empresas que usurpam o Erário, mas isso é marginal e pode ser facilmente resolvido por alguém que compreenda a dinâmica do mercado e consiga dialogar com os investidores. Esse terrorismo é retrógrado e ineficaz! Abs, LB</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Todos queremos mudar a Lei Rouanet. A questão é o que, como e porque mudar. A suposição de que existe uma classe dominante que concentra os recursos da cultura é falsa. Quem concentra recursos é o Estado, que atua, contra os princípios da própria Lei Rouanet, como concorrente do mercado. É claro que existem empresas que usurpam o Erário, mas isso é marginal e pode ser facilmente resolvido por alguém que compreenda a dinâmica do mercado e consiga dialogar com os investidores. Esse terrorismo é retrógrado e ineficaz! Abs, LB</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Henrique Machado</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/procultura/minc-entrega-ao-congresso-projeto-de-revogacao-da-lei-rouanet/comment-page-1/#comment-74376</link>
		<dc:creator>Carlos Henrique Machado</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 15:08:48 +0000</pubDate>
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		<description>O que não podemos é continuar nesse discurso miúdo, debatendo farelos, mais ou menos democráticos.

O sistema patronal é o ponto central dessa liturgia do capitalismo cultural. Em síntese a reprodução do traçado dessa infame reengenharia econômica imposta a ferro e fogo e, sobretudo, militarmente pelos grandes interesses do capital, são a paisagem absolutamente transparente do tratado neoliberal que invadiu todo o sistema institucional a cultura brasileira em prol da acumulação de bens e a segregação do pensamento livre.

A mainha aposta é que, jamais o Brasil se viu diante de um peso tão grande nas costas em suas manifestações como agora, com essa absoluta desumanização capitalista.

O que devemos entender é que a sociedade não aguenta mais sobreviver debaixo da lógica perversa, seja na arte, seja no seu cotidiano.

As sociedades não podem mais ser um jogo nas mãos do sistema finaceiro e seus derivados.

discutir esse varejo é discustir o nada. Ou temos coragem de mergulhar nas grandes questões da culturais, ou ficaremos aqui completamente distantes das realidades brasileiras e fazer da cultura um objeto de capricho ou de luxo, servindo ao tom pedante do dominador de quem crê que a sociedade não se mobiliza contra esse insulto.

A Lei Rouanet traz em sua principal imagem a fraude capitalista que desembocou na crise financeira mundial. Se ainda dependemos dessa desastrosa visão, e infelizmente dependemos, insistir nesse caminho é produzir cada vez mais o fosso entre duas sociedades, as dos dominados e ricos e a dos degradados, porém livres.

Se para alguns pouco importa a sociedade estar incorporada nas dinâmicas do desenvolvimento humano, para outros, imagino os mais lúcidos, sem sociedade não há política auto-sustentável. Não adianta ficarmos aqui discutindo uma agenda completamente desfocada da realidade. A Lei Rouanet tem na alma a manutenção e ampliação de privilégios, o descompromisso com a arte, o artista, com a sociedade brasileira e sua cultura e  como contrapartida às suas críticas um manifesto ilusionista e, muitas vezes virulento. Cotidianamente esse pensamento Rouanet destrói qualquer tentativa de se pensar num sistema nacional de cultura. Rouanet é um sistema dos privilegiados do Brasil, comando por gananciosos e irresponsáveis e, absolutamente nada tem a ver com cultura.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O que não podemos é continuar nesse discurso miúdo, debatendo farelos, mais ou menos democráticos.</p>
<p>O sistema patronal é o ponto central dessa liturgia do capitalismo cultural. Em síntese a reprodução do traçado dessa infame reengenharia econômica imposta a ferro e fogo e, sobretudo, militarmente pelos grandes interesses do capital, são a paisagem absolutamente transparente do tratado neoliberal que invadiu todo o sistema institucional a cultura brasileira em prol da acumulação de bens e a segregação do pensamento livre.</p>
<p>A mainha aposta é que, jamais o Brasil se viu diante de um peso tão grande nas costas em suas manifestações como agora, com essa absoluta desumanização capitalista.</p>
<p>O que devemos entender é que a sociedade não aguenta mais sobreviver debaixo da lógica perversa, seja na arte, seja no seu cotidiano.</p>
<p>As sociedades não podem mais ser um jogo nas mãos do sistema finaceiro e seus derivados.</p>
<p>discutir esse varejo é discustir o nada. Ou temos coragem de mergulhar nas grandes questões da culturais, ou ficaremos aqui completamente distantes das realidades brasileiras e fazer da cultura um objeto de capricho ou de luxo, servindo ao tom pedante do dominador de quem crê que a sociedade não se mobiliza contra esse insulto.</p>
<p>A Lei Rouanet traz em sua principal imagem a fraude capitalista que desembocou na crise financeira mundial. Se ainda dependemos dessa desastrosa visão, e infelizmente dependemos, insistir nesse caminho é produzir cada vez mais o fosso entre duas sociedades, as dos dominados e ricos e a dos degradados, porém livres.</p>
<p>Se para alguns pouco importa a sociedade estar incorporada nas dinâmicas do desenvolvimento humano, para outros, imagino os mais lúcidos, sem sociedade não há política auto-sustentável. Não adianta ficarmos aqui discutindo uma agenda completamente desfocada da realidade. A Lei Rouanet tem na alma a manutenção e ampliação de privilégios, o descompromisso com a arte, o artista, com a sociedade brasileira e sua cultura e  como contrapartida às suas críticas um manifesto ilusionista e, muitas vezes virulento. Cotidianamente esse pensamento Rouanet destrói qualquer tentativa de se pensar num sistema nacional de cultura. Rouanet é um sistema dos privilegiados do Brasil, comando por gananciosos e irresponsáveis e, absolutamente nada tem a ver com cultura.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Sergio Sobreira</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/procultura/minc-entrega-ao-congresso-projeto-de-revogacao-da-lei-rouanet/comment-page-1/#comment-74346</link>
		<dc:creator>Sergio Sobreira</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 04:18:26 +0000</pubDate>
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		<description>Aqui na Bahia nunca houve consulta pública, forum, assembleia ou qualquer outra forma de se obter participação ou representação popular, da sociedade civil e do meio cultural, na constituição e gestão do fundo estadual de cultura.
Seja nos dois últimos anos da gestão carlista (o fundo foi criado em 2005) seja na gestão petista (de 2007 para cá), em ambos os casos os integrantes dos comitês gestores, conselheiros, etc. foram da escolha direta dos respectivos secretários.
Cada vez acredito menos nesses postulados, pois me parecem mero democratismo para engabelar os bobos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui na Bahia nunca houve consulta pública, forum, assembleia ou qualquer outra forma de se obter participação ou representação popular, da sociedade civil e do meio cultural, na constituição e gestão do fundo estadual de cultura.<br />
Seja nos dois últimos anos da gestão carlista (o fundo foi criado em 2005) seja na gestão petista (de 2007 para cá), em ambos os casos os integrantes dos comitês gestores, conselheiros, etc. foram da escolha direta dos respectivos secretários.<br />
Cada vez acredito menos nesses postulados, pois me parecem mero democratismo para engabelar os bobos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Dayse Cunha</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/procultura/minc-entrega-ao-congresso-projeto-de-revogacao-da-lei-rouanet/comment-page-1/#comment-74345</link>
		<dc:creator>Dayse Cunha</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 03:39:26 +0000</pubDate>
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		<description>Concordo com o Daniel Pereira, Lei Rouanet (acrescento: e congêneres municipais e estaduais) que se vão tarde... - São excelentes para dar isenção fiscal e publicidade a empresas que na verdade não investem nada e como todos sabem acabam se prestando a mascarar fraudes através de vítimas da produção cultural que se vêem forçados a abrirem mão, na maioria dos casos da própria contrapartida. Não sei exatamente como será o Procultura, mas porcerto não pode ser pior que essa Lei Rouanet, pretensiosa, ultrapassada, fraca e debilóide, uma vez que até árvore de Natal da Lagoa e se bobear Templo religioso podem dela se favorecer. 
Enfim, em algum tempo deu certo, mas hoje em dia ela é inviável.
Enquanto a classe continuar a entender cultura sob a ótica ingênua do fortalecimento das desigualdades sociais e da vaidade pessoal, não vai ter lei ou procult-lei que dê jeito e a tendência será cada dia mais o controle estatal sobre as manifestações culturais do país, para tragédia talvez de muitos e benefício de muitíssimo mais eleitores.
DC</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo com o Daniel Pereira, Lei Rouanet (acrescento: e congêneres municipais e estaduais) que se vão tarde&#8230; &#8211; São excelentes para dar isenção fiscal e publicidade a empresas que na verdade não investem nada e como todos sabem acabam se prestando a mascarar fraudes através de vítimas da produção cultural que se vêem forçados a abrirem mão, na maioria dos casos da própria contrapartida. Não sei exatamente como será o Procultura, mas porcerto não pode ser pior que essa Lei Rouanet, pretensiosa, ultrapassada, fraca e debilóide, uma vez que até árvore de Natal da Lagoa e se bobear Templo religioso podem dela se favorecer.<br />
Enfim, em algum tempo deu certo, mas hoje em dia ela é inviável.<br />
Enquanto a classe continuar a entender cultura sob a ótica ingênua do fortalecimento das desigualdades sociais e da vaidade pessoal, não vai ter lei ou procult-lei que dê jeito e a tendência será cada dia mais o controle estatal sobre as manifestações culturais do país, para tragédia talvez de muitos e benefício de muitíssimo mais eleitores.<br />
DC</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Leonardo Brant</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/procultura/minc-entrega-ao-congresso-projeto-de-revogacao-da-lei-rouanet/comment-page-1/#comment-74328</link>
		<dc:creator>Leonardo Brant</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 22:34:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=11319#comment-74328</guid>
		<description>A diferença entre a propaganda e o projeto de lei é absurda. Como ninguém lê o projeto de lei, acaba fixando o discurso. Mas nós vamos dissecar o projeto e discuti-lo aqui. Abs, LB</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A diferença entre a propaganda e o projeto de lei é absurda. Como ninguém lê o projeto de lei, acaba fixando o discurso. Mas nós vamos dissecar o projeto e discuti-lo aqui. Abs, LB</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Caseiro</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/procultura/minc-entrega-ao-congresso-projeto-de-revogacao-da-lei-rouanet/comment-page-1/#comment-74313</link>
		<dc:creator>Fernando Caseiro</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 17:55:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=11319#comment-74313</guid>
		<description>Com todos esses textos brilhantes acima. Fiquei confurso, e começei a refletir e me perguntar: - O Fernando Collor de Mello não foi mais honesto e acabou com a cultura em uma só canetada? - Esse governo esta ensaiando ou se preparando para dar algum tipo de golpe na cultura tão golpeada? - Como tem alguem que não consegue entender que a cultura melhorou depois da Lei Rouanet, e não consegue ver que a utilização do Bradesco em fazer árvore de natal e patrocinar o circo de soleil são aberrações que a incopetencia do Ministério da Cultura é que permite isso. Basta o ministro criar mecanismos legais de avaliação cultural para não permitir que as empresas fassam livros de mesa da própria empresa e etc? 



vEJAM O EMAIL QUE RECEBI DO MINC (NÃO DEU PARA COPIAR E COLAR O LOGOTIPO QUE PARECE NAZISTA &quot;REFORMA DA LEI ROUANET). ISSO NÃO É PROPAGANDA ? Ele está fazendo propaganda daquilo que ele mesmo esta querendo acabar, não é estranho?

&gt;&gt; Ministro apresenta Nova Lei de Financiamento à Cultura
O Projeto de Lei da Nova Rouanet foi apresentado pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, à Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados na última quarta-feira (16). Os objetivos gerais são ampliar os recursos financeiros e financiar todas as dimensões da Cultura na totalidade do território nacional.


&gt;&gt; Mais de mil projetos aprovados via Lei Rouanet

De 15 a 17 de dezembro, os conselheiros da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) reuniram-se em Brasília para avaliar os pareceres de projetos culturais que pleiteam o aval da Lei Rouanet para a captação de recursos. Confira a relação dos pareceres.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Com todos esses textos brilhantes acima. Fiquei confurso, e começei a refletir e me perguntar: &#8211; O Fernando Collor de Mello não foi mais honesto e acabou com a cultura em uma só canetada? &#8211; Esse governo esta ensaiando ou se preparando para dar algum tipo de golpe na cultura tão golpeada? &#8211; Como tem alguem que não consegue entender que a cultura melhorou depois da Lei Rouanet, e não consegue ver que a utilização do Bradesco em fazer árvore de natal e patrocinar o circo de soleil são aberrações que a incopetencia do Ministério da Cultura é que permite isso. Basta o ministro criar mecanismos legais de avaliação cultural para não permitir que as empresas fassam livros de mesa da própria empresa e etc? </p>
<p>vEJAM O EMAIL QUE RECEBI DO MINC (NÃO DEU PARA COPIAR E COLAR O LOGOTIPO QUE PARECE NAZISTA &#8220;REFORMA DA LEI ROUANET). ISSO NÃO É PROPAGANDA ? Ele está fazendo propaganda daquilo que ele mesmo esta querendo acabar, não é estranho?</p>
<p>&gt;&gt; Ministro apresenta Nova Lei de Financiamento à Cultura<br />
O Projeto de Lei da Nova Rouanet foi apresentado pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, à Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados na última quarta-feira (16). Os objetivos gerais são ampliar os recursos financeiros e financiar todas as dimensões da Cultura na totalidade do território nacional.</p>
<p>&gt;&gt; Mais de mil projetos aprovados via Lei Rouanet</p>
<p>De 15 a 17 de dezembro, os conselheiros da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) reuniram-se em Brasília para avaliar os pareceres de projetos culturais que pleiteam o aval da Lei Rouanet para a captação de recursos. Confira a relação dos pareceres.</p>
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