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	<title>Comentários em: Gil defende sobretaxa para leitores e armazenadores de MP3</title>
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	<description>Rede de informação e proposição de políticas culturais articulada por Leonardo Brant</description>
	<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 13:06:38 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Carlos Henrique Machado</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/gil-defende-sobretaxa-para-leitores-e-armazenadores-de-mp3/#comment-1577</link>
		<dc:creator>Carlos Henrique Machado</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 17:46:58 +0000</pubDate>
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		<description>Tem horas que Gil me faz lembrar o Pelé. Com a sua dupla personalidade, Edson Arantes e Pelé são antagônicos em atitudes e pensamentos. Gil músico, fala de música, já o Gil Ministro, simplesmente assina a sua passagem pelo Minc com grandes serviços prestados à cultura do Brasil, mas é flagorosa a sua ausência numa participação mais efetiva na discussão sobre a produção musical brasileira. É nítido que há um mal-estar entre as duas pessoas, ministro e artista. Tem uma saia justa no meio disso tudo. O Ministro parece bem menos desenvolto para falar sobre todas as questões que envolvem a música e o músico brasileiros. É bom lembrar que de todas as nossas manifestações, a música é a mais representativa das artes do povo, justamente pela sua acessibilidade e natural democracia. Reconhecida internacionalmente, a música contemporânea brasileira foi alijada pelo Minc na gestão Gil, de qualquer plano nacional em todas as suas vertentes. A música continuou marginalizada no ministério do músico Gil, enfim, a palavra música, sob o ponto de vista de políticas públicas foi um absoluto fiasco. Ficamos à mercê da lógica concentradora das doutridas acadêmicas e/ou dos flashes da bajulação midiática das premiações ultra-mercadológicas dos multishows. 

Não dá para entender a postura do Ministro e do músico. Deve ser mesmo bastante conflitante associar esses dois universos. O resultado aparece em números risíveis nas ações do Minc para a música. 

Nós músicos, sentimos aquele gosto estranho de café requentado, da fermentação que provoca o azedo das marmitas dos bóias-frias brasileiros, dos Pedros pedreiros  que constroem a cada dia, tijolo a tijolo, nota por nota, a música contemporânea brasileira. ESPERANDO O QUE JESUS PROMETEU.  

Gostaria de lembrar ao Ministro que o futuro da música está no presente, senão, vamos ficar nessa redundância apoteótica das convergências digitais nos esquivando no dia-a-dia da média com pão com manteiga.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tem horas que Gil me faz lembrar o Pelé. Com a sua dupla personalidade, Edson Arantes e Pelé são antagônicos em atitudes e pensamentos. Gil músico, fala de música, já o Gil Ministro, simplesmente assina a sua passagem pelo Minc com grandes serviços prestados à cultura do Brasil, mas é flagorosa a sua ausência numa participação mais efetiva na discussão sobre a produção musical brasileira. É nítido que há um mal-estar entre as duas pessoas, ministro e artista. Tem uma saia justa no meio disso tudo. O Ministro parece bem menos desenvolto para falar sobre todas as questões que envolvem a música e o músico brasileiros. É bom lembrar que de todas as nossas manifestações, a música é a mais representativa das artes do povo, justamente pela sua acessibilidade e natural democracia. Reconhecida internacionalmente, a música contemporânea brasileira foi alijada pelo Minc na gestão Gil, de qualquer plano nacional em todas as suas vertentes. A música continuou marginalizada no ministério do músico Gil, enfim, a palavra música, sob o ponto de vista de políticas públicas foi um absoluto fiasco. Ficamos à mercê da lógica concentradora das doutridas acadêmicas e/ou dos flashes da bajulação midiática das premiações ultra-mercadológicas dos multishows. </p>
<p>Não dá para entender a postura do Ministro e do músico. Deve ser mesmo bastante conflitante associar esses dois universos. O resultado aparece em números risíveis nas ações do Minc para a música. </p>
<p>Nós músicos, sentimos aquele gosto estranho de café requentado, da fermentação que provoca o azedo das marmitas dos bóias-frias brasileiros, dos Pedros pedreiros  que constroem a cada dia, tijolo a tijolo, nota por nota, a música contemporânea brasileira. ESPERANDO O QUE JESUS PROMETEU.  </p>
<p>Gostaria de lembrar ao Ministro que o futuro da música está no presente, senão, vamos ficar nessa redundância apoteótica das convergências digitais nos esquivando no dia-a-dia da média com pão com manteiga.</p>
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