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	<title>Comentários em: Estrelas, futuro e diversidade cultural</title>
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	<description>Rede de informação e proposição de políticas culturais articulada por Leonardo Brant</description>
	<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 12:55:12 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Carlos Henrique Machado</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/estrelas-futuro-e-diversidade-cultural/#comment-681</link>
		<dc:creator>Carlos Henrique Machado</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Aug 2007 15:08:35 +0000</pubDate>
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		<description>A didática importada do, já equivocado modelo educacional que, há muito, educa de olho no mercado, abandonando e estímulo ao pensamento crítico, vem se transformando em suporte para as políticas culturais com a idéia de transformação social através da cultura, ou pior, em produto cultural a ser consumido por uma platéia ávida por exotismo que anda bem em moda.

O mercado, com o seu pragmatismo costumeiro, nos ensinou que há um processo perverso, sorrateiro no meio do pacote mercadológico. Interferências que beiram ao desumano. Não há bagaço, tudo em nome da otimização da gestão empresarial. É bom que lembremos que o mesmo meio social que se instalou no estado brasileiro desde sempre, é quem se associou a toda prática golpista que desembocou num processo sem fronteiras para fazer do Brasil um grande mercadão internacional do consumo do lixo cultural produzido pela grande indústria do entretenimento norte-americano. Com a quebra do mercado pelas novas tecnologias, o discurso mudou. Não haverá investimento privado, não há garantias quanto à quebra de patentes do produto. Portanto, para o investidor que vive à caça de um bom negócio, é colocar dinheiro bom em coisa ruim. Qual a saída? Entrar no bloco das diversidades.

Pelo que me lembro, a palavra diversidade comceçou a ser usada como emblema de um segmento social que tinha os seus próprios códigos e que tinham que ser respeitados. A partir do momento em que se aponta uma discussão em torno deste tema, a cultura de mercado entrou de fininho e como partilha do mesmo meio social que os nossos agentes de cultura, usam todo o tipo de argumentação para acoar o pensamento de uma democratização das linguagens diversas vindas de uma camada que, historicamente, esteve fora do mapa dos observadores de cultura do Brasil.

É um momento de cisão. Os patrociandores da farra mercadológica estão navegando em outras águas especulativas, deixaram as suas viuvas do mercado aí e agora elas querem, em nome da diversidade ampla, geral e irrestrita, inverter a lógica a seu gosto, esquecendo-se que quando eram chamados à responsabilidade diante da sociedade, falavam nos momentos de glória finaceira com um sorriso de canto a canto a máxima capitalista, "quem não tem competência, não se estabelece". Vamos aguardar se novamente as políticas públicas vão ceder às pressões meramente capitalistas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A didática importada do, já equivocado modelo educacional que, há muito, educa de olho no mercado, abandonando e estímulo ao pensamento crítico, vem se transformando em suporte para as políticas culturais com a idéia de transformação social através da cultura, ou pior, em produto cultural a ser consumido por uma platéia ávida por exotismo que anda bem em moda.</p>
<p>O mercado, com o seu pragmatismo costumeiro, nos ensinou que há um processo perverso, sorrateiro no meio do pacote mercadológico. Interferências que beiram ao desumano. Não há bagaço, tudo em nome da otimização da gestão empresarial. É bom que lembremos que o mesmo meio social que se instalou no estado brasileiro desde sempre, é quem se associou a toda prática golpista que desembocou num processo sem fronteiras para fazer do Brasil um grande mercadão internacional do consumo do lixo cultural produzido pela grande indústria do entretenimento norte-americano. Com a quebra do mercado pelas novas tecnologias, o discurso mudou. Não haverá investimento privado, não há garantias quanto à quebra de patentes do produto. Portanto, para o investidor que vive à caça de um bom negócio, é colocar dinheiro bom em coisa ruim. Qual a saída? Entrar no bloco das diversidades.</p>
<p>Pelo que me lembro, a palavra diversidade comceçou a ser usada como emblema de um segmento social que tinha os seus próprios códigos e que tinham que ser respeitados. A partir do momento em que se aponta uma discussão em torno deste tema, a cultura de mercado entrou de fininho e como partilha do mesmo meio social que os nossos agentes de cultura, usam todo o tipo de argumentação para acoar o pensamento de uma democratização das linguagens diversas vindas de uma camada que, historicamente, esteve fora do mapa dos observadores de cultura do Brasil.</p>
<p>É um momento de cisão. Os patrociandores da farra mercadológica estão navegando em outras águas especulativas, deixaram as suas viuvas do mercado aí e agora elas querem, em nome da diversidade ampla, geral e irrestrita, inverter a lógica a seu gosto, esquecendo-se que quando eram chamados à responsabilidade diante da sociedade, falavam nos momentos de glória finaceira com um sorriso de canto a canto a máxima capitalista, &#8220;quem não tem competência, não se estabelece&#8221;. Vamos aguardar se novamente as políticas públicas vão ceder às pressões meramente capitalistas.</p>
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