<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	>
<channel>
	<title>Comentários em: Do bolso direito para o esquerdo</title>
	<atom:link href="http://www.culturaemercado.com.br/post/do-bolso-direito-para-o-esquerdo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/do-bolso-direito-para-o-esquerdo/</link>
	<description>Rede de informação e proposição de políticas culturais articulada por Leonardo Brant</description>
	<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 13:11:15 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.6.3</generator>
		<item>
		<title>Por: Carlos Henrique Machado</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/do-bolso-direito-para-o-esquerdo/#comment-1989</link>
		<dc:creator>Carlos Henrique Machado</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jul 2008 19:26:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=4264#comment-1989</guid>
		<description>Acho que esta explicação de Pélico sobre o investimento bom, ou seja, do próprio bolso do empresariado sem renúncia fiscal, é de fato uma ingenuidade, é uma realidade pra lá de concreta e, consequentemente, dá munição a todas as críticas que as empresas vêm recebendo sobre o seu total despreparo, fruto do seu desinteresse pelas questões da cultura, por isso, distorce todo um conceito que deveria obedecer uma estratégia bem planejada de cultura e que lhe daria, naturalmente, um retorno em marketing. Isso, somado ao conceito de gestão de qualidade no mundo de hoje que está associado a volatilidade do capital, capital este sem pátria que pousa aonde seus dividendos possam se beneficiar de alguma febre especulativa em qualquer parte do planeta. O resultado é esse desastre, essa fratura exposta. E aí, consequentemente, somos obrigados a puxar do baú a velha piada do caminhão. Se temos que empurrar o monstrengo porque ele não tem torque e, se temos que segurá-lo na descida porque não tem freios, pra que trazer o caminhão? Isso é botar a raposa para tomar conta do galinheiro.

Este modelo produz na questão de um plano nacional de cultura o inverso dos valores das nossas reais necessidades. Empresa nenhuma está disposta a construir um novo pensamento, mesmo que seja de mercado. As empresas querem um bom ponto já constituido para falicitar o fluxo dos seus negócios, não vão se preocupar em salvar a cultura de qualquer país, vão salvar os seus lucros. O problema é que, as empresas estatais ou de capital misto no Brasil adotam hoje esse padrão internacional, quando elas deveriam, até por responsabilidade estratégica dos seus negócios e seu compromisso com a nação, pensar em uma estratégia de país, ou seja, totalmente inversa a essa. Como não têm, a Lei Rouanet fica mesmo capenga, pior, ela aprofunda um quadro já deteriorado de uma teia construtiva no sentido de fortalecer toda uma representatividade cultural do Brasil diante do mundo.

Concordo também com Pélico sobre esta absurda grita cantada há séculos neste país, por artistas, heróis de guerra que vão fazer de suas ações culturais, benefícios à sociedade. Já cantei este blefe que muita gente boa adora dizer, "farei uma peça no teatro Leblon para os meus iguais, é claro, e vou salvar a Dona Severina lá no nordeste, porque os ecos da minha elevação cultural chegarão a esse povo carente de cltura, via sei lá o quê", é o famoso, "toca aqui e se ouve lá" de João Sayad, e que não me canso de falar. Claro que este pensamento não é de João Sayad, talvez, por pura ingenuidade, ele acredite mesmo neste discurso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que esta explicação de Pélico sobre o investimento bom, ou seja, do próprio bolso do empresariado sem renúncia fiscal, é de fato uma ingenuidade, é uma realidade pra lá de concreta e, consequentemente, dá munição a todas as críticas que as empresas vêm recebendo sobre o seu total despreparo, fruto do seu desinteresse pelas questões da cultura, por isso, distorce todo um conceito que deveria obedecer uma estratégia bem planejada de cultura e que lhe daria, naturalmente, um retorno em marketing. Isso, somado ao conceito de gestão de qualidade no mundo de hoje que está associado a volatilidade do capital, capital este sem pátria que pousa aonde seus dividendos possam se beneficiar de alguma febre especulativa em qualquer parte do planeta. O resultado é esse desastre, essa fratura exposta. E aí, consequentemente, somos obrigados a puxar do baú a velha piada do caminhão. Se temos que empurrar o monstrengo porque ele não tem torque e, se temos que segurá-lo na descida porque não tem freios, pra que trazer o caminhão? Isso é botar a raposa para tomar conta do galinheiro.</p>
<p>Este modelo produz na questão de um plano nacional de cultura o inverso dos valores das nossas reais necessidades. Empresa nenhuma está disposta a construir um novo pensamento, mesmo que seja de mercado. As empresas querem um bom ponto já constituido para falicitar o fluxo dos seus negócios, não vão se preocupar em salvar a cultura de qualquer país, vão salvar os seus lucros. O problema é que, as empresas estatais ou de capital misto no Brasil adotam hoje esse padrão internacional, quando elas deveriam, até por responsabilidade estratégica dos seus negócios e seu compromisso com a nação, pensar em uma estratégia de país, ou seja, totalmente inversa a essa. Como não têm, a Lei Rouanet fica mesmo capenga, pior, ela aprofunda um quadro já deteriorado de uma teia construtiva no sentido de fortalecer toda uma representatividade cultural do Brasil diante do mundo.</p>
<p>Concordo também com Pélico sobre esta absurda grita cantada há séculos neste país, por artistas, heróis de guerra que vão fazer de suas ações culturais, benefícios à sociedade. Já cantei este blefe que muita gente boa adora dizer, &#8220;farei uma peça no teatro Leblon para os meus iguais, é claro, e vou salvar a Dona Severina lá no nordeste, porque os ecos da minha elevação cultural chegarão a esse povo carente de cltura, via sei lá o quê&#8221;, é o famoso, &#8220;toca aqui e se ouve lá&#8221; de João Sayad, e que não me canso de falar. Claro que este pensamento não é de João Sayad, talvez, por pura ingenuidade, ele acredite mesmo neste discurso.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ROMULO DUQUE</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/do-bolso-direito-para-o-esquerdo/#comment-1628</link>
		<dc:creator>ROMULO DUQUE</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 21:37:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=4264#comment-1628</guid>
		<description>A contra partida é um caso grave na questão da Lei de Incentivo Federal.
O que têm de empresa fazendo ação social ( vontorantim;furnas;correio,etc) não é brincadeira.

Enquanto isso o Ministério da Ação social não coloca um centavo na cultura.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A contra partida é um caso grave na questão da Lei de Incentivo Federal.<br />
O que têm de empresa fazendo ação social ( vontorantim;furnas;correio,etc) não é brincadeira.</p>
<p>Enquanto isso o Ministério da Ação social não coloca um centavo na cultura.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Marcos Moraes</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/do-bolso-direito-para-o-esquerdo/#comment-1627</link>
		<dc:creator>Marcos Moraes</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 21:22:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=4264#comment-1627</guid>
		<description>O Brasil é uma baixaria institucionalizada! Em primeiro lugar, se cultura fosse prioridade ( e é uma miopia grossa da sociedade, seus políticos e a atual administração federal que não o seja) os recursos do orçamernto, os programas e os mecanismos de fiscalização e avaliação de resultados seriam maiores, mais transparentes e estariam claramente definidos nos programas de candidatos; ningue´m trata assim levianamente a discussão da polpitica econômica ou a reforma política fantasma: a mais falada e nunca existente; em segundo lugar, estamos acostumados à idéia de que governo é para servir "meus" interesses, ou seja, uma privatização do público, sempre que interessa. Por isso os empresários e produtores consideram absolutamente natural que seu retorno de imagem e às vezes "economia de impostos" saia grátis. Mas não são eles os culpados. A lei garante isso e não é assim por acaso. Teve Lobby para que essa brecha se abrisse. Ficamos todos parecendo um bando de carneirinhos... e finalmente, eu nunca vi uma mudança ministerial mais à brasileira do que essa: a tão anunciada saída de Gil de cena para deixar seu Secretario Executivo no lugar, abortada por falta de força política do substituto, foi transformada nessa mudança extra-oficial: todo mundo finge que o ministro ainda atua como ministro e o secretário assumiu a coisa e toca prá frente. Êta paisinho danado de bom, sô...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil é uma baixaria institucionalizada! Em primeiro lugar, se cultura fosse prioridade ( e é uma miopia grossa da sociedade, seus políticos e a atual administração federal que não o seja) os recursos do orçamernto, os programas e os mecanismos de fiscalização e avaliação de resultados seriam maiores, mais transparentes e estariam claramente definidos nos programas de candidatos; ningue´m trata assim levianamente a discussão da polpitica econômica ou a reforma política fantasma: a mais falada e nunca existente; em segundo lugar, estamos acostumados à idéia de que governo é para servir &#8220;meus&#8221; interesses, ou seja, uma privatização do público, sempre que interessa. Por isso os empresários e produtores consideram absolutamente natural que seu retorno de imagem e às vezes &#8220;economia de impostos&#8221; saia grátis. Mas não são eles os culpados. A lei garante isso e não é assim por acaso. Teve Lobby para que essa brecha se abrisse. Ficamos todos parecendo um bando de carneirinhos&#8230; e finalmente, eu nunca vi uma mudança ministerial mais à brasileira do que essa: a tão anunciada saída de Gil de cena para deixar seu Secretario Executivo no lugar, abortada por falta de força política do substituto, foi transformada nessa mudança extra-oficial: todo mundo finge que o ministro ainda atua como ministro e o secretário assumiu a coisa e toca prá frente. Êta paisinho danado de bom, sô&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Paulo Drumond</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/do-bolso-direito-para-o-esquerdo/#comment-1626</link>
		<dc:creator>Paulo Drumond</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 19:52:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=4264#comment-1626</guid>
		<description>Tem uma questão que precisa ser sempre lembrada também. Se o governo passa os recursos do bolso direito para o esquerdo, o empresário, com o modelo atual da lei Rouanet, leva de volta para o bolso, no mínimo como investimento em marketing institucional, os recursos públicos que nunca deveriam ter voltado. Isto não é incentivo à cultura nem política cultural.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tem uma questão que precisa ser sempre lembrada também. Se o governo passa os recursos do bolso direito para o esquerdo, o empresário, com o modelo atual da lei Rouanet, leva de volta para o bolso, no mínimo como investimento em marketing institucional, os recursos públicos que nunca deveriam ter voltado. Isto não é incentivo à cultura nem política cultural.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Priscila Netto</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/do-bolso-direito-para-o-esquerdo/#comment-1623</link>
		<dc:creator>Priscila Netto</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 16:29:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=4264#comment-1623</guid>
		<description>Gostrai de comentar um aspecto da entrevista com meu amigo P. Pélico:
"Para Pélico, “o MinC tem uma visão mais cabocla, no bom sentido”, pois passou a atuar mais como um órgão de assistência social, com “exigências absurdas”, obrigando projetos de alto interesse artístico a desenvolver projetos de inclusão para meninos de rua, por exemplo. “Nem todos os projetos têm essa vocação”, ressalta o dramaturgo: “o produto cultural tem que se legitimar por ele e não pelo programa social a ele acoplado”, vocifera."
Vociferar é pouco.....
A cultura detem um valor intrínseco, ou seja , não depende de outras atribuições para agregar valor. Uma coisa é educação e inclusão social....responsabilidade de suas respctivas políticas. A lei é clara: o objetivo é a produção e o acesso à cultura. O uso de atividades culturais para a inclusão social, tornando-se uma atividade- meio e não uma atividade- fim vem distorcer mais ainda nossa "política cultural".
Em que pese a legitimidade de projetos com finalidades sociais, esta não é a vocação do Ministério da Cultura e muito menos do Programa Nacional de Incentivo à Cultura.
Parabens, Paulo, por sua visão clara e batalhadora;
Priscila M. Netto Soares</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostrai de comentar um aspecto da entrevista com meu amigo P. Pélico:<br />
&#8220;Para Pélico, “o MinC tem uma visão mais cabocla, no bom sentido”, pois passou a atuar mais como um órgão de assistência social, com “exigências absurdas”, obrigando projetos de alto interesse artístico a desenvolver projetos de inclusão para meninos de rua, por exemplo. “Nem todos os projetos têm essa vocação”, ressalta o dramaturgo: “o produto cultural tem que se legitimar por ele e não pelo programa social a ele acoplado”, vocifera.&#8221;<br />
Vociferar é pouco&#8230;..<br />
A cultura detem um valor intrínseco, ou seja , não depende de outras atribuições para agregar valor. Uma coisa é educação e inclusão social&#8230;.responsabilidade de suas respctivas políticas. A lei é clara: o objetivo é a produção e o acesso à cultura. O uso de atividades culturais para a inclusão social, tornando-se uma atividade- meio e não uma atividade- fim vem distorcer mais ainda nossa &#8220;política cultural&#8221;.<br />
Em que pese a legitimidade de projetos com finalidades sociais, esta não é a vocação do Ministério da Cultura e muito menos do Programa Nacional de Incentivo à Cultura.<br />
Parabens, Paulo, por sua visão clara e batalhadora;<br />
Priscila M. Netto Soares</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Helio Camacho</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/do-bolso-direito-para-o-esquerdo/#comment-1615</link>
		<dc:creator>Helio Camacho</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 21:07:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=4264#comment-1615</guid>
		<description>Sai um ministro cantor e entra um captador de recursos. Olha só o que deu no Diário Oficial de Alagoas de hoje:
"O ministro interino da Cultura, Juca Ferreira, durante a assinatura do acordo de cooperação para a implementação do Programa Mais Cultura em Alagoas, na sexta-feira, no Museu Palácio Floriano Peixoto, se comprometeu em apresentar o projeto de restauração e modernização da Biblioteca Pública Estadual à Petrobras e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 'O governador Teotonio Vilela e o secretário de Estado da Cultura me falaram da demanda da biblioteca e, com certeza, é uma causa justa. Assim que a Secult enviar o projeto vou buscar parceiros, porque a biblioteca é importante para atrair a juventude ao conhecimento', relatou Ferreira."
Como disse o digníssimo maestro aqui neste site: isso é que é bom-dia com o chapéu dos outros.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sai um ministro cantor e entra um captador de recursos. Olha só o que deu no Diário Oficial de Alagoas de hoje:<br />
&#8220;O ministro interino da Cultura, Juca Ferreira, durante a assinatura do acordo de cooperação para a implementação do Programa Mais Cultura em Alagoas, na sexta-feira, no Museu Palácio Floriano Peixoto, se comprometeu em apresentar o projeto de restauração e modernização da Biblioteca Pública Estadual à Petrobras e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). &#8216;O governador Teotonio Vilela e o secretário de Estado da Cultura me falaram da demanda da biblioteca e, com certeza, é uma causa justa. Assim que a Secult enviar o projeto vou buscar parceiros, porque a biblioteca é importante para atrair a juventude ao conhecimento&#8217;, relatou Ferreira.&#8221;<br />
Como disse o digníssimo maestro aqui neste site: isso é que é bom-dia com o chapéu dos outros.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
