<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	>
<channel>
	<title>Comentários em: Desconstruir é o caminho</title>
	<atom:link href="http://www.culturaemercado.com.br/post/desconstruir-e-o-caminho/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/desconstruir-e-o-caminho/</link>
	<description>Rede de informação e proposição de políticas culturais articulada por Leonardo Brant</description>
	<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 13:58:15 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.6.3</generator>
		<item>
		<title>Por: Carlos Henrique Machado</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/desconstruir-e-o-caminho/#comment-2300</link>
		<dc:creator>Carlos Henrique Machado</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 16:15:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=4346#comment-2300</guid>
		<description>Carla!

No mesmo dia em que tive a infeliz notícia de que os dois pontos e cultura em Volta Redonda estão nas mãos de pessoas ultra, mega, super incluídas, de transbordar, recebi um telefonema de um mestre de folia de reis de mais de 50 anos de tradição, pedindo para que nós aqui em casa o ajudássemos a fazer uma caixiha para a aquisção de quepes e um violão, pois o meso mestre já havia tomado dinheiro emprestado R$500,00 com um agiota para a aqisição da sanfoinha (cabeça de égua).
 Ah!!, os dis pontos de cultura são, fundamentamente, pontos comerciais, uma, empresa de publicidade e a outra, salas de exibição de cinema. Não têm projetos, estao `a caça de um para justificarem suas contrapartidas. Essa é uma dura realidade, mas é de fato, concretíssima.

Essa boiada, a qual pertencemos e mesmo os que acham que não pertencem, é conduzida, depois da engorda, para o matadouro e com financiamento do Estado, a rapaziada la do andar de cima se esbalda no banquete.

Na verdade, Carla, pior que o preconceito no Brasil, é esse comando social da lei do Gerson. Em tudo a casta se metee leva a melhor sempre!!!. Como dizia Jovelina Pérola Negra, pagodeira de primeira linha e que de boba não tinha nada, "Sobrou pra mim, o bagaço da laranja".

E como disse a revista carioca de humor, "Hitler está vivo, mora na zona sul, gosta de samba de raiz e frequenta o samba da Lapa", os contornos da nossa memória escravocrata estão aí vivos com seus emblemas e com a estátua e Caxias, patrono do exército, bem de frente para o Morro da Providência. Ou seja, a nossa elite adora o funk "tá dominado, tá tudo dominado", e as tiutiucas do jet set deitam e rolam.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Carla!</p>
<p>No mesmo dia em que tive a infeliz notícia de que os dois pontos e cultura em Volta Redonda estão nas mãos de pessoas ultra, mega, super incluídas, de transbordar, recebi um telefonema de um mestre de folia de reis de mais de 50 anos de tradição, pedindo para que nós aqui em casa o ajudássemos a fazer uma caixiha para a aquisção de quepes e um violão, pois o meso mestre já havia tomado dinheiro emprestado R$500,00 com um agiota para a aqisição da sanfoinha (cabeça de égua).<br />
 Ah!!, os dis pontos de cultura são, fundamentamente, pontos comerciais, uma, empresa de publicidade e a outra, salas de exibição de cinema. Não têm projetos, estao `a caça de um para justificarem suas contrapartidas. Essa é uma dura realidade, mas é de fato, concretíssima.</p>
<p>Essa boiada, a qual pertencemos e mesmo os que acham que não pertencem, é conduzida, depois da engorda, para o matadouro e com financiamento do Estado, a rapaziada la do andar de cima se esbalda no banquete.</p>
<p>Na verdade, Carla, pior que o preconceito no Brasil, é esse comando social da lei do Gerson. Em tudo a casta se metee leva a melhor sempre!!!. Como dizia Jovelina Pérola Negra, pagodeira de primeira linha e que de boba não tinha nada, &#8220;Sobrou pra mim, o bagaço da laranja&#8221;.</p>
<p>E como disse a revista carioca de humor, &#8220;Hitler está vivo, mora na zona sul, gosta de samba de raiz e frequenta o samba da Lapa&#8221;, os contornos da nossa memória escravocrata estão aí vivos com seus emblemas e com a estátua e Caxias, patrono do exército, bem de frente para o Morro da Providência. Ou seja, a nossa elite adora o funk &#8220;tá dominado, tá tudo dominado&#8221;, e as tiutiucas do jet set deitam e rolam.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carla Pereira</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/desconstruir-e-o-caminho/#comment-2239</link>
		<dc:creator>Carla Pereira</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 11:43:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=4346#comment-2239</guid>
		<description>Carlos,
desconstruir é, sim, a palavra diante das instituições a que estamos todos submetidos. Instituições abstratas e concretas forjadas sob o molde do mercado, que por definição histórica não deve compromisso a objeto algum para além do ganho material imediato, acelerado e maximizado que é capaz der obter dele.
Dentro dessa lógica, toda a natureza vem sendo consumida numa velocidade jamais vista na história da humanidade e é justamente a natureza humana a que vem sendo mais perversamente deteriorada diante de nossos olhos e corações.
E eu, que nasci durante o governo Médici, que olhar me resta diante desse mundo de guerra-fria com ameaças atômicas, e de aulas de Educação Moral e Cívica que me formou? Que comemorei ao ver a contra-cultura no poder e que hoje me vejo amordaçada diante da "seleção natural" imposta pelas entrelinhas da burocracia e da mentalidade tecnicista onipresente no poder? De antolhos, submetida a produção cultural programada, onde artista é nome a cada dia mais improvável e se confunde com o multiplicador ou "animador cultural", passa-tempo gerador de renda? 
O artista jamais estará submetido a um padrão de produção, antes morrerá de fome ou de tédio!
É ao antolho e à mordaça que me trouxeram ao mundo
que dedico a palavra desconstruir, porque cultura não se constrói, assim como o artista também não. Cultura e artista no Brasil tem é que libertar para brotar na terra! 
Mas no Brasil a terra tem dono e extermina o que brota sem planejamento, investimento e organização institucional, em busca de seu padrão auto-referente (a que estamos todos submetidos, treinados, formatados) confunde nossa riqueza com erva daninha, o que pode prosperar?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos,<br />
desconstruir é, sim, a palavra diante das instituições a que estamos todos submetidos. Instituições abstratas e concretas forjadas sob o molde do mercado, que por definição histórica não deve compromisso a objeto algum para além do ganho material imediato, acelerado e maximizado que é capaz der obter dele.<br />
Dentro dessa lógica, toda a natureza vem sendo consumida numa velocidade jamais vista na história da humanidade e é justamente a natureza humana a que vem sendo mais perversamente deteriorada diante de nossos olhos e corações.<br />
E eu, que nasci durante o governo Médici, que olhar me resta diante desse mundo de guerra-fria com ameaças atômicas, e de aulas de Educação Moral e Cívica que me formou? Que comemorei ao ver a contra-cultura no poder e que hoje me vejo amordaçada diante da &#8220;seleção natural&#8221; imposta pelas entrelinhas da burocracia e da mentalidade tecnicista onipresente no poder? De antolhos, submetida a produção cultural programada, onde artista é nome a cada dia mais improvável e se confunde com o multiplicador ou &#8220;animador cultural&#8221;, passa-tempo gerador de renda?<br />
O artista jamais estará submetido a um padrão de produção, antes morrerá de fome ou de tédio!<br />
É ao antolho e à mordaça que me trouxeram ao mundo<br />
que dedico a palavra desconstruir, porque cultura não se constrói, assim como o artista também não. Cultura e artista no Brasil tem é que libertar para brotar na terra!<br />
Mas no Brasil a terra tem dono e extermina o que brota sem planejamento, investimento e organização institucional, em busca de seu padrão auto-referente (a que estamos todos submetidos, treinados, formatados) confunde nossa riqueza com erva daninha, o que pode prosperar?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Henrique Machado</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/desconstruir-e-o-caminho/#comment-2085</link>
		<dc:creator>Carlos Henrique Machado</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 17:01:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=4346#comment-2085</guid>
		<description>O problema Alexandre, é que o Estado, desde a chegada da côrte até hoje, tem a mania de interfirir na jarra de água e, quer porque quer, transformá-la em scott, e o mercado em coca-cola. Se o próprio Estado não respeita a química natural da água, por que o mercado irá respeitar? 
O problema é que o mundo das artes, hoje, mais do que nunca, necessita é de água limpa, o que o Brasil tem em abundância, é fonte pra todo o lado,
mas, com nossa mania de copiar, nao conseguimos valorizar a nossa própria água, simplesmente como água. Então, fazemos essa coisa, esse ki-suco 12 anos, e a ressaca  diária é inevitável.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O problema Alexandre, é que o Estado, desde a chegada da côrte até hoje, tem a mania de interfirir na jarra de água e, quer porque quer, transformá-la em scott, e o mercado em coca-cola. Se o próprio Estado não respeita a química natural da água, por que o mercado irá respeitar?<br />
O problema é que o mundo das artes, hoje, mais do que nunca, necessita é de água limpa, o que o Brasil tem em abundância, é fonte pra todo o lado,<br />
mas, com nossa mania de copiar, nao conseguimos valorizar a nossa própria água, simplesmente como água. Então, fazemos essa coisa, esse ki-suco 12 anos, e a ressaca  diária é inevitável.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Alexandre Reis</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/desconstruir-e-o-caminho/#comment-2055</link>
		<dc:creator>Alexandre Reis</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 19:24:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=4346#comment-2055</guid>
		<description>Caro Carlos Henrique,

O grito é bem forte mesmo de todos estes homens e mulheres que fazem Cultura no Brasil. Eu reconheço em seu texto muito do que presencio aqui, muito do que reflito e do que me passa na atual conjuntura. A fonte não secou, de fato não... a lei continua fazendo e refazendo a arte. O problema que  você bem soube apontar é o "veneno".  Se ao invés desse veneno todo pudéssemos refletir a Cultura como uma jarra cheia de água e pura apenas.  E essa doutrina social, nossa que termo difícil de analisar,  mantenedora incondicional dos artifícios culturais gera uma sociedade ainda muito aquém de saber criticar a essência do fazer cultural.  Parece coisa que Deus dá para poucos, para os profetas. Para o homem que procura apenas uma condição confortável em sua vida, essa doutrina ainda parece incapaz de dar-lhe sobrevivência à vida na sociedade. Eu espero que os artistas possam saber onde eles querem chegar com suas propostas inovadoras ou tradicionais! Eu não tenho receio da fonte, nem da água envenenada, eu sei que ela está assim há muitos anos. Os gregos pensaram nisso; mas fomos nós que executamos isso agora, 2000 e tantos anos depois deles. O ambiente padece disso, eu não consigo pensar no meu processo técnico em dança contemporânea distante dessa essencial condição qualitativa.  Montar uma estrutura cultural dentro de uma doutrina social me incita a desconstruir tudo, como você bem soube colocar aqui e me deixa incômodo, insatisfeito, onipotente... e digo que preciso cuidar disso a cada dia. Me concederam o direito de aprender, me explicaram o juízo e os valores, só não me foi dito que eles portavam verdade. Na filosofia de Nietzsche a verdade é um ponto de vista, ele julga os artistas como também os filósofos em função de suas obras primas. Se Beethoven tivesse escrito apenas uma só sinfonia, aquela que fosse considerada a melhor,  seria igualmente tão grande como o compositor.  Desse modo eu parabenizo a sua preciosa colocação aqui no Cultura e Mercado e espero novamente ler seus pontos de vista. Obrigado!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Carlos Henrique,</p>
<p>O grito é bem forte mesmo de todos estes homens e mulheres que fazem Cultura no Brasil. Eu reconheço em seu texto muito do que presencio aqui, muito do que reflito e do que me passa na atual conjuntura. A fonte não secou, de fato não&#8230; a lei continua fazendo e refazendo a arte. O problema que  você bem soube apontar é o &#8220;veneno&#8221;.  Se ao invés desse veneno todo pudéssemos refletir a Cultura como uma jarra cheia de água e pura apenas.  E essa doutrina social, nossa que termo difícil de analisar,  mantenedora incondicional dos artifícios culturais gera uma sociedade ainda muito aquém de saber criticar a essência do fazer cultural.  Parece coisa que Deus dá para poucos, para os profetas. Para o homem que procura apenas uma condição confortável em sua vida, essa doutrina ainda parece incapaz de dar-lhe sobrevivência à vida na sociedade. Eu espero que os artistas possam saber onde eles querem chegar com suas propostas inovadoras ou tradicionais! Eu não tenho receio da fonte, nem da água envenenada, eu sei que ela está assim há muitos anos. Os gregos pensaram nisso; mas fomos nós que executamos isso agora, 2000 e tantos anos depois deles. O ambiente padece disso, eu não consigo pensar no meu processo técnico em dança contemporânea distante dessa essencial condição qualitativa.  Montar uma estrutura cultural dentro de uma doutrina social me incita a desconstruir tudo, como você bem soube colocar aqui e me deixa incômodo, insatisfeito, onipotente&#8230; e digo que preciso cuidar disso a cada dia. Me concederam o direito de aprender, me explicaram o juízo e os valores, só não me foi dito que eles portavam verdade. Na filosofia de Nietzsche a verdade é um ponto de vista, ele julga os artistas como também os filósofos em função de suas obras primas. Se Beethoven tivesse escrito apenas uma só sinfonia, aquela que fosse considerada a melhor,  seria igualmente tão grande como o compositor.  Desse modo eu parabenizo a sua preciosa colocação aqui no Cultura e Mercado e espero novamente ler seus pontos de vista. Obrigado!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
