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	<title>Comentários em: Cultura para todos é um bom negócio</title>
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	<description>Rede de informação e proposição de políticas culturais articulada por Leonardo Brant</description>
	<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 12:49:18 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Carlos Henrique Machado</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/cultura-para-todos-e-um-bom-negocio/#comment-1241</link>
		<dc:creator>Carlos Henrique Machado</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 May 2008 13:01:53 +0000</pubDate>
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		<description>Sigo firme na direção tanto de Lígia de Paula quanto de André Luiz. Já falei isso aqui, mas não me custa repetir, sobre uma divertida, porém lúcida, matéria de Arthur Xexeo, "MUITO CENTRO E POUCA CULTURA", onde denuncia de forma bem-humorada a ploriferação de centros culturais de mentirinha no Rio de Janeiro, mostrando inclusive a média de público que frequenta tais centros, o que é praticamente inexistente. Isso está se ploriferando pelo Brasil todo. De reprente, de uma para outra, os centros culturais viraram moda. Consciência sócio-cultural dos ilustres donos de empresas que se apropriam desses centros ou é uma granja reprodutora, em grande escala, de verbas públicas para a raposa não ter tanto trabalho para se fartar das galinhas dos ovos de ouro? Todos os centros são ruins? Não, só a maioria. Os centros culturais talvez sejam o exemplo claro dessa farsa institucional, uma espécie de praga que assola o Brasil via Lei Rouanet. A grana está lá mesmo não é? É só passar da condição de imposto para mecenato. Isso, num estalar de dedos, qualquer burocrata de primeiro cursinho, contratado por centro cultural sabe fazer, e a grana sai da cartola como naqueles velhos truques de empresários brasileiros que ficaram ricos da noite para o dia, como bem disse Lígia de Paula, na era FHC e seu estado mínimo que rifou o patrimônio nacional, sumiu com a grana e ainda quadriplicou a dívida brasileira, quebrando o Brasil três vezes em oito anos, e ainda posa de príncipe da sociologia e mon-senhor da moral em nome da família brasileira.

O Minc no governo Lula e gestão Gil está longe de ser um santuário. Eu mesmo fiz muitas críticas a ele, justamente cobrando uma mudança nas regras da lei e também que ele apresentasse projetos como esse que me parece excelente, o Mais Cultura, como bem disse André Luiz. Assim como ele, acho que é o melhor ministério da cultura que já tivemos, o que também não é tão vantagem assim, já que nunca tivemos um. O que tínhamos era a farra do boi, uma Sodoma e Gomorra onde todos se fartavam do banquete oferecido aos grandes tubarões. Na era FHC os impérios de produções como a de Xuxa, por exemplo, se esbaldaram com recursos públicos. Acho que é simples, meus amigos, a fila tem que andar. A democracia do acesso e do fomento tem que de fato existir e não ser uma obra de ficção. Repito, o Minc tem seus pecados, mas não são esses que a grande maioria dos articulistas aqui do Cultura e Mercado, insistem em apontar como erros, pra mim, ao contrário, são tentativas francas de acerto, de mudança de lógica, de inclusão.

Espero mesmo que a Lei Rouanet mude radicalmente, que ela venha com outras normas, com regras claras, objetivas e democráticas, e que, principalmente, saia do tapetão e passe a fazer parte da vida do artista como recurso honesto para quem, honestamente, produz arte no Brasil. Mais ainda, que ela crie um novo mecanismo que aposente a cartola, o fraque e, principalmente, a bengala, a varinha de condão que enriqueceu muitos escritórios de captação de recursos públicos via Lei Rouanet.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sigo firme na direção tanto de Lígia de Paula quanto de André Luiz. Já falei isso aqui, mas não me custa repetir, sobre uma divertida, porém lúcida, matéria de Arthur Xexeo, &#8220;MUITO CENTRO E POUCA CULTURA&#8221;, onde denuncia de forma bem-humorada a ploriferação de centros culturais de mentirinha no Rio de Janeiro, mostrando inclusive a média de público que frequenta tais centros, o que é praticamente inexistente. Isso está se ploriferando pelo Brasil todo. De reprente, de uma para outra, os centros culturais viraram moda. Consciência sócio-cultural dos ilustres donos de empresas que se apropriam desses centros ou é uma granja reprodutora, em grande escala, de verbas públicas para a raposa não ter tanto trabalho para se fartar das galinhas dos ovos de ouro? Todos os centros são ruins? Não, só a maioria. Os centros culturais talvez sejam o exemplo claro dessa farsa institucional, uma espécie de praga que assola o Brasil via Lei Rouanet. A grana está lá mesmo não é? É só passar da condição de imposto para mecenato. Isso, num estalar de dedos, qualquer burocrata de primeiro cursinho, contratado por centro cultural sabe fazer, e a grana sai da cartola como naqueles velhos truques de empresários brasileiros que ficaram ricos da noite para o dia, como bem disse Lígia de Paula, na era FHC e seu estado mínimo que rifou o patrimônio nacional, sumiu com a grana e ainda quadriplicou a dívida brasileira, quebrando o Brasil três vezes em oito anos, e ainda posa de príncipe da sociologia e mon-senhor da moral em nome da família brasileira.</p>
<p>O Minc no governo Lula e gestão Gil está longe de ser um santuário. Eu mesmo fiz muitas críticas a ele, justamente cobrando uma mudança nas regras da lei e também que ele apresentasse projetos como esse que me parece excelente, o Mais Cultura, como bem disse André Luiz. Assim como ele, acho que é o melhor ministério da cultura que já tivemos, o que também não é tão vantagem assim, já que nunca tivemos um. O que tínhamos era a farra do boi, uma Sodoma e Gomorra onde todos se fartavam do banquete oferecido aos grandes tubarões. Na era FHC os impérios de produções como a de Xuxa, por exemplo, se esbaldaram com recursos públicos. Acho que é simples, meus amigos, a fila tem que andar. A democracia do acesso e do fomento tem que de fato existir e não ser uma obra de ficção. Repito, o Minc tem seus pecados, mas não são esses que a grande maioria dos articulistas aqui do Cultura e Mercado, insistem em apontar como erros, pra mim, ao contrário, são tentativas francas de acerto, de mudança de lógica, de inclusão.</p>
<p>Espero mesmo que a Lei Rouanet mude radicalmente, que ela venha com outras normas, com regras claras, objetivas e democráticas, e que, principalmente, saia do tapetão e passe a fazer parte da vida do artista como recurso honesto para quem, honestamente, produz arte no Brasil. Mais ainda, que ela crie um novo mecanismo que aposente a cartola, o fraque e, principalmente, a bengala, a varinha de condão que enriqueceu muitos escritórios de captação de recursos públicos via Lei Rouanet.</p>
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		<title>Por: André Luiz</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/cultura-para-todos-e-um-bom-negocio/#comment-1238</link>
		<dc:creator>André Luiz</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 May 2008 03:30:52 +0000</pubDate>
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		<description>Discordo da avaliação feita por Tales Ceneviva: "É o governo do caos administrativo no ministério da cultura". É o melhor ministério da cultura que o Brasil já teve. O programa mais cultura é uma proposta inovadora, revolucionou a maneira da União olhar para a diversidade cultural brasileira.  Suas ações são complementares, mostrando um projeto de ação com objetivos bastante claros de democratização e descentralização da gestão cultural. Acho que deve se ter claro que um programa inovador como esse depara-se com desafios, imprevistos, novas questões que são colocadas aos gestores e que nunca foram tratadas na dimensão como estão sendo trabalhadas pelo Minc. Uma outra coisa que parece estar acontecendo é que esta democratização, esta popularização das ações do Minc geraram uma demanda muito maior de projetos à Lei Rouanet. Um crescimento que a máquina pública não pode acompanhar devido aos impedimentos de admissão de novos funcionários para avaliar esta avalanche de projetos que chegam ao Minc solicitando autorização para financiamentos. No antigo jogo de cartas marcadas, poucos outsiders se dispunham a se submeter ao crivo do Minc. O que ocorre é que os grandes projetos (de cineastas e grandes espetáculos) concorrem hoje com pequenos projetos: o trabalho aumentou e a força dos pequenos, isoladamente, é pífia; acho que a mudança sugerida e defendida reconhece este aspecto problemático da Lei. Parabéns Lígia por esclarecer o que está por trás da chiadeira das raposas. Dinheiro público tem que ser revertido para todos os cidadãos indiscriminadamente e, infelizmente, a distribuição de alguns parcos ingressos gratuítos (e dirigidos) não resolvem este problema. A ma fé se alimenta da sobrecarga de trabalho dos funcionários públicos do Minc.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Discordo da avaliação feita por Tales Ceneviva: &#8220;É o governo do caos administrativo no ministério da cultura&#8221;. É o melhor ministério da cultura que o Brasil já teve. O programa mais cultura é uma proposta inovadora, revolucionou a maneira da União olhar para a diversidade cultural brasileira.  Suas ações são complementares, mostrando um projeto de ação com objetivos bastante claros de democratização e descentralização da gestão cultural. Acho que deve se ter claro que um programa inovador como esse depara-se com desafios, imprevistos, novas questões que são colocadas aos gestores e que nunca foram tratadas na dimensão como estão sendo trabalhadas pelo Minc. Uma outra coisa que parece estar acontecendo é que esta democratização, esta popularização das ações do Minc geraram uma demanda muito maior de projetos à Lei Rouanet. Um crescimento que a máquina pública não pode acompanhar devido aos impedimentos de admissão de novos funcionários para avaliar esta avalanche de projetos que chegam ao Minc solicitando autorização para financiamentos. No antigo jogo de cartas marcadas, poucos outsiders se dispunham a se submeter ao crivo do Minc. O que ocorre é que os grandes projetos (de cineastas e grandes espetáculos) concorrem hoje com pequenos projetos: o trabalho aumentou e a força dos pequenos, isoladamente, é pífia; acho que a mudança sugerida e defendida reconhece este aspecto problemático da Lei. Parabéns Lígia por esclarecer o que está por trás da chiadeira das raposas. Dinheiro público tem que ser revertido para todos os cidadãos indiscriminadamente e, infelizmente, a distribuição de alguns parcos ingressos gratuítos (e dirigidos) não resolvem este problema. A ma fé se alimenta da sobrecarga de trabalho dos funcionários públicos do Minc.</p>
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		<title>Por: Tales Ceneviva</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/cultura-para-todos-e-um-bom-negocio/#comment-1224</link>
		<dc:creator>Tales Ceneviva</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 May 2008 21:07:53 +0000</pubDate>
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		<description>Quando se fala em reforma da Lei Rouanet recorrentemente usam-se fatos desqualificatórios de maneira equivocada. Isso mais uma vez foi feito no artigo acima. Não é a Lei Rouanet que é responsável pelo fato de algum banco poder patrocinar espetáculos com preços entre R$ 130 à R$ 400. Quem é responsável por tal aberração é a CNIC (Comissão Nacional de Incentivo à Leitura) que aprovou o projeto dessa maneira. A CNIC tem todas as condições de solicitar ao proponente que faça alterações no projeto. Ou cobrando menos, ou oferecendo uma cota de ingressos gratuitos. ENTÃO VAMOS PARAR DE UMA VEZ POR TODAS DE USAR O ARGUMENTO ERRADO CONTRA A LEI. ISSO NÃO É UM PROBLEMA DA LEI, MAS DE ADMINISTRAÇÃO DO MINC. Outra coisa importante a observar é o fato de se criticarem os centros culturais. Se esses oferecem uma programação cutural gratuita e de qualidade qual é o problema ? Devemos julgar o que se produz  ao invés de cobrir com preconceitos quem patrocina. Para o artista que está tendo a sua arte financiada por um centro cultural esse discurso não faz sentido algum, pois o efeito para ele e seu público pode ser o mesmo e até contar com uma estrutura organizada trabalhando pela arte. Também não faz sentido esse tipo de argumento para o cidadão que está ganhando acesso gratuito à uma programação de qualidade. Só faz sentido para alguém que ainda tenta fazer alguma conexão entre o consenso de Washington e o problema  pé no chão que é de todos nós brasileiros - cuidar da nossa estratégia de financiamento da cultura com criatividade e com os recursos que temos sem culpar alienígenas por qualquer coisa. Vamos aguardar o que o governo está preparando para ver se será algo realmente que tenha proveito. Por enquanto a marca desse governo está sendo péssima na gestão da cultura.  É o governo do caos administrativo no ministério da cultura.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quando se fala em reforma da Lei Rouanet recorrentemente usam-se fatos desqualificatórios de maneira equivocada. Isso mais uma vez foi feito no artigo acima. Não é a Lei Rouanet que é responsável pelo fato de algum banco poder patrocinar espetáculos com preços entre R$ 130 à R$ 400. Quem é responsável por tal aberração é a CNIC (Comissão Nacional de Incentivo à Leitura) que aprovou o projeto dessa maneira. A CNIC tem todas as condições de solicitar ao proponente que faça alterações no projeto. Ou cobrando menos, ou oferecendo uma cota de ingressos gratuitos. ENTÃO VAMOS PARAR DE UMA VEZ POR TODAS DE USAR O ARGUMENTO ERRADO CONTRA A LEI. ISSO NÃO É UM PROBLEMA DA LEI, MAS DE ADMINISTRAÇÃO DO MINC. Outra coisa importante a observar é o fato de se criticarem os centros culturais. Se esses oferecem uma programação cutural gratuita e de qualidade qual é o problema ? Devemos julgar o que se produz  ao invés de cobrir com preconceitos quem patrocina. Para o artista que está tendo a sua arte financiada por um centro cultural esse discurso não faz sentido algum, pois o efeito para ele e seu público pode ser o mesmo e até contar com uma estrutura organizada trabalhando pela arte. Também não faz sentido esse tipo de argumento para o cidadão que está ganhando acesso gratuito à uma programação de qualidade. Só faz sentido para alguém que ainda tenta fazer alguma conexão entre o consenso de Washington e o problema  pé no chão que é de todos nós brasileiros - cuidar da nossa estratégia de financiamento da cultura com criatividade e com os recursos que temos sem culpar alienígenas por qualquer coisa. Vamos aguardar o que o governo está preparando para ver se será algo realmente que tenha proveito. Por enquanto a marca desse governo está sendo péssima na gestão da cultura.  É o governo do caos administrativo no ministério da cultura.</p>
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