Cultura e Mercado muda visual e atualiza projeto editorial

A partir de março de 2009 o blog Cultura e Mercado ganha nova roupagem e novo conteúdo. Encorajado e incentivado por Fabio Maciel, presidente do Instituto Pensarte, que enxerga no blog “a ampliação da capacidade de diálogo e ativação dos movimentos sociais na área da cultura”, resolvemos encarar uma mudança estrutural, que precisou ser traduzida em um novo visual. O projeto de readequação foi conduzido por Badah, companheiro de tantas jornadas.

A novidade mesmo fica por conta do TVCeM, canal de webTV que colocaremos no ar ainda em março, em caráter experimental. Com mini-documentários e entrevistas, o canal busca oferecer novas possibilidades de retratar e interpretar os temas abordados pelo blog.

A estrutura de Cultura e Mercado também muda. A principal delas é a readequação das editorias. O editorial foi substituído por “provocação”. O site quer assumir sua inquietude diante das políticas, movimentos e dinâmicas culturais do país. Mas não quer se assumir como instância de poder. Por isso optou por abolir as assinaturas “os editores” e “redação”. Tudo o que for postado daqui pra frente será assinado.

A antiga editoria de “notícias” passa a se chamar “relatos”. Vamos assumir o caráter interpretativo da notícia. E sobretudo assumir que a notícia é uma proposição, não uma verdade em si. O antigo “tribuna” ganha o nome de “ideias”, com opinião dos blogueiros e colaboradores de todo o Brasil.

É importante frisar que o blog não representa ninguém. É uma iniciativa minha, acolhida pelo Instituto Pensarte e compartilhada uma rede pessoas interessadas em debater as políticas culturais e dinâmicas de mercado. Minhas ideias não são necessariamente as mesmas da diretoria do Pensarte, tampouco dos blogueiros que participam deste movimento. E nem achamos que devemos fechar questão em relação em determinados temas. É nosso dever provocar o debate, cobrar do poder público, mas também aplaudir e incentivar.

Ricardo Albuquerque foi fundamental para chegarmos até aqui. Colocou em xeque alguns procedimentos, alertou para os perigos impostos pelo exercício dessa função. Uma bateria de discussões riquíssimas que desejo dividir com os leitores e membros da rede no decorrer da implementação deste novo projeto. Algo que resgatou minha militância na área dos direitos humanos e da ética jornalística, sobretudo nos períodos em que trabalhei na Procuradoria Geral do Estado de SP, tendo Norma Kyriakos como chefe e Michel Temer como procurador-geral. E quando dirigi a revista Imprensa, sob a batuta de Sinval de Itacarambi Leão.

E dar espaço para todos que compartilham este ambiente a fazerem de maneira aberta, livre, democrática. Todos os comentários, inclusive os que apontam o gatilho para os autores dos artigos e matérias, são aprovados e encarados de frente. Mas os leitores poderão banir comentaristas inoportunos, por meio de ferramentas do próprio WordPress, plataforma onde o blog é rodado.

Não somos, e não queremos ser, isentos. Tudo o que escrevemos traz a carga emocional, ideológica e a experiência de vida de cada um. O importe é poder declarar isso. Não temos medo de corrigir nossos medos e equívocos, pedir desculpas por palavras mal-colocadas, contradizer o que acabamos de afirmar. A verdade absoluta é uma busca que exige humildade, obstinação e compreensão da própria fragilidade humana, aprendi com Gandhi, por influência da Profa. Lia Diskin.

Precisamos assumir os interesses que nos movem, sejam eles públicos e/ou privados.  Precisamos aprender a reconhecê-los e declará-los. Isso faz a ação política mais legítima e duradoura.

Por que fizemos isso? Movidos por ideologia, convicção, mas sobretudo pelo diálogo e convergência de interesses diversos, de todos os membros dessa imensa rede, que cresce a cada dia e constitui a mais potente força de resistência e luta por melhores dias para a cultura brasileira.

Importante ressaltar o apoio e a colaboração de todos os que compartilham comigo dessa luta, expondo sua indignação e suas angústias neste fórum público e aberto. A todos da Brant Associados, doInstituto Pensarte e do Observatório Itaú Cultural, que apóia a iniciativa desde o ano passado.

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