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	<title>Comentários em: Comissão de Culturas Populares não tem &#8220;populares&#8221;</title>
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	<description>Rede de informação e proposição de políticas culturais articulada por Leonardo Brant</description>
	<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 19:02:17 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Carlos Henrique Machado</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/comissao-de-cultura-populares-nao-tem-populares/#comment-8012</link>
		<dc:creator>Carlos Henrique Machado</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 13:32:17 +0000</pubDate>
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		<description>Essa é a grande falácia no Brasil. O Estado e o governo põem a cultura da sociedade em jogo, mas o baralho continua nas mãos do mesmo conceito. Isso só nos revela que falta muito nessa caminhada rumo a uma democracia concreta e real. Essa liberdade vigiada, com o Estado e o governo trombeteando as suas cornetas para o toque de recolher, é coisa comum, é da nossa tradição da eterna casa grande e sua senzala. As comissões folclóricas são também uma beleza, no estado do Rio, então! 

A verdade é que, quando falamos no mercado cultural, principalmente no emprego fixo, esquecemos de contabilizar uma legião de aspones culturais. O Brasil precisarabandonar este modelo de fazer da cultura de muitas comunidades bens como mote de barganha política e mantê-las no mesmo estado para sustentar o emprego de muitos. Vou insistir na tecla, o Brasil precisa formular políticas inteligentes que contribuam para uma economia saudável da cultura e, para isso, o governo terá que implantar uma logística que contemple a todos e escoe a produção, para que o mercado crie uma dinâmica própria. A cultura brasileira precisa dessa infra-estrutura, assim como a agricultura, a indústria de um modo geral dependem do escoamento de um mercado interligado, é aí que o governo tem que atuar, ligar o Brasil de norte a sul, de leste a oeste, com inúmeras formas de estímulo à produção e deixar a cultura com a sociedade. Ela saberá, como sempre soube, escolher seus rumos. O que ela precisa é de um start nos investimentos, um planejamento sóbrio que possibilite a independência do mercado cultura, do contrário, ficaremos aqui vendo o vôo da galinha dos ovos de ouro de meia dúzia. Precisamos de um plano estratégico nacional para o desenvolvimento de um mercado cultural de fato e de direito.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Essa é a grande falácia no Brasil. O Estado e o governo põem a cultura da sociedade em jogo, mas o baralho continua nas mãos do mesmo conceito. Isso só nos revela que falta muito nessa caminhada rumo a uma democracia concreta e real. Essa liberdade vigiada, com o Estado e o governo trombeteando as suas cornetas para o toque de recolher, é coisa comum, é da nossa tradição da eterna casa grande e sua senzala. As comissões folclóricas são também uma beleza, no estado do Rio, então! </p>
<p>A verdade é que, quando falamos no mercado cultural, principalmente no emprego fixo, esquecemos de contabilizar uma legião de aspones culturais. O Brasil precisarabandonar este modelo de fazer da cultura de muitas comunidades bens como mote de barganha política e mantê-las no mesmo estado para sustentar o emprego de muitos. Vou insistir na tecla, o Brasil precisa formular políticas inteligentes que contribuam para uma economia saudável da cultura e, para isso, o governo terá que implantar uma logística que contemple a todos e escoe a produção, para que o mercado crie uma dinâmica própria. A cultura brasileira precisa dessa infra-estrutura, assim como a agricultura, a indústria de um modo geral dependem do escoamento de um mercado interligado, é aí que o governo tem que atuar, ligar o Brasil de norte a sul, de leste a oeste, com inúmeras formas de estímulo à produção e deixar a cultura com a sociedade. Ela saberá, como sempre soube, escolher seus rumos. O que ela precisa é de um start nos investimentos, um planejamento sóbrio que possibilite a independência do mercado cultura, do contrário, ficaremos aqui vendo o vôo da galinha dos ovos de ouro de meia dúzia. Precisamos de um plano estratégico nacional para o desenvolvimento de um mercado cultural de fato e de direito.</p>
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