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	<title>Comentários em: Carlos Mamberti: &#8220;MinC atira no próprio pé&#8221;</title>
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	<description>Rede de informação e proposição de políticas culturais articulada por Leonardo Brant</description>
	<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 19:15:38 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Angela Souza</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/carlos-mamberti-minc-atira-no-proprio-pe/#comment-1004</link>
		<dc:creator>Angela Souza</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 18:48:24 +0000</pubDate>
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		<description>Para mim dentre as questões por Mamberti o que devemos está atentos é a uma discussão na sociedade sobre a politicas para cultura, a lei Rouanet trouxe ganho mas também tem problemas. Apenas acabar a lei sem uma discussão com a sociedade e os artistas e todos os profissionais envolvidos não garante que a nova lei seja consigar ser mais eficiente e com menos problemas.
Devemos lembrar que a Dança também é uma aréa da cultura junto com o Música, Teatro, artes visuas e audio-visual...
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Para mim dentre as questões por Mamberti o que devemos está atentos é a uma discussão na sociedade sobre a politicas para cultura, a lei Rouanet trouxe ganho mas também tem problemas. Apenas acabar a lei sem uma discussão com a sociedade e os artistas e todos os profissionais envolvidos não garante que a nova lei seja consigar ser mais eficiente e com menos problemas.<br />
Devemos lembrar que a Dança também é uma aréa da cultura junto com o Música, Teatro, artes visuas e audio-visual&#8230;</p>
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		<title>Por: Carlos Henrique Machado</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/carlos-mamberti-minc-atira-no-proprio-pe/#comment-1001</link>
		<dc:creator>Carlos Henrique Machado</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 11:12:40 +0000</pubDate>
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		<description>Algumas questões estão passando batidas neste debate. As ações de caráter público, como é o caso da Lei Rouanet, têm por obrigação seguir uma agenda que paute por essa lógica e, dentro de uma democracia, o conceito de igualdade torna-se fator imperativo. Quando o teatro se propõe a se descolar do meio comum da arte visando obter benefícios através de exclusividade, uma fatura será cobrada por outras expressões artísticas. Essa bomba será colocada no colo de quem? Então, vamos imaginar que cada um dos segmentos artísticos reivindique também uma secretaria. O que vai acontecer? Estarão todos no mesmo patamar. Isso, pra mim, acaba se transformando numa corrida em círculo que gerará uma polêmica enorme e cairá no mesmo lugar. Sim, porque, com a vitória da proposta do pessoal do teatro, a reação de outros segmentos virá, com um detalhe, teremos a fragmentação de todo o conjunto de pessoas que produzem arte, ou tem-se a ilusão de que todos ficarão passivos diante disso? É essa a solução proposta pelo teatro, de se criar um oásis em meio à, já conturbada, questão das artes? A solução é essa mesmo, criar várias republiquetas e com isso perder a unidade e, consequentemente, a força política para brigar por um espaço maior para todo o conjunto das manifestações artísticas brasileiras? Acho que isso é uma solução que trará muito mais problemas do que benefícios. Vamos aguardar o que vem por aí com o ganho dessa proposta de exclusividade para o teatro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas questões estão passando batidas neste debate. As ações de caráter público, como é o caso da Lei Rouanet, têm por obrigação seguir uma agenda que paute por essa lógica e, dentro de uma democracia, o conceito de igualdade torna-se fator imperativo. Quando o teatro se propõe a se descolar do meio comum da arte visando obter benefícios através de exclusividade, uma fatura será cobrada por outras expressões artísticas. Essa bomba será colocada no colo de quem? Então, vamos imaginar que cada um dos segmentos artísticos reivindique também uma secretaria. O que vai acontecer? Estarão todos no mesmo patamar. Isso, pra mim, acaba se transformando numa corrida em círculo que gerará uma polêmica enorme e cairá no mesmo lugar. Sim, porque, com a vitória da proposta do pessoal do teatro, a reação de outros segmentos virá, com um detalhe, teremos a fragmentação de todo o conjunto de pessoas que produzem arte, ou tem-se a ilusão de que todos ficarão passivos diante disso? É essa a solução proposta pelo teatro, de se criar um oásis em meio à, já conturbada, questão das artes? A solução é essa mesmo, criar várias republiquetas e com isso perder a unidade e, consequentemente, a força política para brigar por um espaço maior para todo o conjunto das manifestações artísticas brasileiras? Acho que isso é uma solução que trará muito mais problemas do que benefícios. Vamos aguardar o que vem por aí com o ganho dessa proposta de exclusividade para o teatro.</p>
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		<title>Por: Abel Carrilho</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/carlos-mamberti-minc-atira-no-proprio-pe/#comment-997</link>
		<dc:creator>Abel Carrilho</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 01:09:07 +0000</pubDate>
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		<description>Com certeza estamos de acordo. Não existe pensamento universal. Tudo é muito mesquinho no mundo cultural. Eu faço a minha arte. Se vc faz a sua vc já é concorrente, pois os recursos são escassos. O problema do MinC, e do Frateschi, em particular, é que ele acha que todo o teatro fora o dele não presta. Sempre foi assim, desde que foi secretário em SP. Mais o maior problema de todos é uma coisa que o Leonardo Brant já aponta há anos: é o MinC virar produtor cultural. Isso é um erro básico já cometido e consolidado. Por isso o mercado torna-se concorrente. Isso tem um nome: fascismo!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Com certeza estamos de acordo. Não existe pensamento universal. Tudo é muito mesquinho no mundo cultural. Eu faço a minha arte. Se vc faz a sua vc já é concorrente, pois os recursos são escassos. O problema do MinC, e do Frateschi, em particular, é que ele acha que todo o teatro fora o dele não presta. Sempre foi assim, desde que foi secretário em SP. Mais o maior problema de todos é uma coisa que o Leonardo Brant já aponta há anos: é o MinC virar produtor cultural. Isso é um erro básico já cometido e consolidado. Por isso o mercado torna-se concorrente. Isso tem um nome: fascismo!</p>
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		<title>Por: Carlos Henrique Machado</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/carlos-mamberti-minc-atira-no-proprio-pe/#comment-995</link>
		<dc:creator>Carlos Henrique Machado</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 21:10:07 +0000</pubDate>
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		<description>Abel Carrilho, respondo aqui o seu comentário no outro post por achar mais conveniente, explico: Mamberti não disse, por exemplo, porque o Minc se calou num erro absurdo, deixando que uma das maiores estatais brasileras e suas afiliadas segmentassem os seus patrocínios que, não por acaso, é o teatro, com direito a entrega de prêmios e tapete vermelho no Copacabana Pallace. O que gostaria é que as pessoas denunciassem sim, quem quer acabar com a lei, mas que denunciem também quem distorceu o conceito de democracia privilegiando uns setores em detrimento de outros. Pra mim, é aí que está o erro do Minc, fazer vista grossa pra isso. Quanto aos grandes espetáculos, é justo que tenhamos. A questão é, se há uma verba reduzida, concentrá-la em poucos, pelo alto custo da produção, naturalmente, vai carecer de um critério mais equânime e democrático. Não sou contra o teatro ter uma secretaria, sou a favor de que outros segmentos também tenham peso de igual monta, até porque as artes ser interagem. O que me parece aqui no discurso de Mamberti é que o mesmo corporativismo que sangrou as políticas de democratização a outros segmentos, numa obsessão pelo áudio-visual, consegue agora, levantar essas questões, não de correções, mas de igualdade de privilégios, ou seja, corrigir um erro com outro. Não acredito que em toda essa história tenha mocinhos. O que precisamos saber é até que ponto as conveniências de lado a lado, Minc, áudio-visual e teatro uniram os três durante estes cinco anos de gestão Gil. E agora, o porquê dessa cisão. Acho tudo isso muito estranho. Uma visão corporativista do próprio teatro, assim como o do cinema, numa postura ambígua, pois, ao mesmo tempo que clamam por verbas em respeito à cultura, se deslocam corporativamente e ampliam a discriminação com outros segmentos, num mesmo desrespeito. Mas há uma fala de Maberti em que dou razão, chamar a sociedade para discutir, chamar todos os segmentos culturais para discutir e saber se o país tem conhecimento dessa lei. Ao mesmo tempo, saber se os artistas de um modo geral têm acessos aos benefícios da lei. A forma como esta discussão está sendo colocada, mais parece guerra de titãs. Portanto, Abel, brigo por um mercado democrático em prol da arte e da dignidade do artista brasileiro, de todos. Nisso, pelo seu comentário, acho que concordamos.  </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Abel Carrilho, respondo aqui o seu comentário no outro post por achar mais conveniente, explico: Mamberti não disse, por exemplo, porque o Minc se calou num erro absurdo, deixando que uma das maiores estatais brasileras e suas afiliadas segmentassem os seus patrocínios que, não por acaso, é o teatro, com direito a entrega de prêmios e tapete vermelho no Copacabana Pallace. O que gostaria é que as pessoas denunciassem sim, quem quer acabar com a lei, mas que denunciem também quem distorceu o conceito de democracia privilegiando uns setores em detrimento de outros. Pra mim, é aí que está o erro do Minc, fazer vista grossa pra isso. Quanto aos grandes espetáculos, é justo que tenhamos. A questão é, se há uma verba reduzida, concentrá-la em poucos, pelo alto custo da produção, naturalmente, vai carecer de um critério mais equânime e democrático. Não sou contra o teatro ter uma secretaria, sou a favor de que outros segmentos também tenham peso de igual monta, até porque as artes ser interagem. O que me parece aqui no discurso de Mamberti é que o mesmo corporativismo que sangrou as políticas de democratização a outros segmentos, numa obsessão pelo áudio-visual, consegue agora, levantar essas questões, não de correções, mas de igualdade de privilégios, ou seja, corrigir um erro com outro. Não acredito que em toda essa história tenha mocinhos. O que precisamos saber é até que ponto as conveniências de lado a lado, Minc, áudio-visual e teatro uniram os três durante estes cinco anos de gestão Gil. E agora, o porquê dessa cisão. Acho tudo isso muito estranho. Uma visão corporativista do próprio teatro, assim como o do cinema, numa postura ambígua, pois, ao mesmo tempo que clamam por verbas em respeito à cultura, se deslocam corporativamente e ampliam a discriminação com outros segmentos, num mesmo desrespeito. Mas há uma fala de Maberti em que dou razão, chamar a sociedade para discutir, chamar todos os segmentos culturais para discutir e saber se o país tem conhecimento dessa lei. Ao mesmo tempo, saber se os artistas de um modo geral têm acessos aos benefícios da lei. A forma como esta discussão está sendo colocada, mais parece guerra de titãs. Portanto, Abel, brigo por um mercado democrático em prol da arte e da dignidade do artista brasileiro, de todos. Nisso, pelo seu comentário, acho que concordamos.</p>
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		<title>Por: Carlos Henrique Machado</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/carlos-mamberti-minc-atira-no-proprio-pe/#comment-994</link>
		<dc:creator>Carlos Henrique Machado</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 20:39:00 +0000</pubDate>
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		<description>Augusto Cabral, não sou eu que estou em questão. Se os meus comentários são longos, enfadonhos e panfletários, é simples, não leia, assim como vou fazer com os seus, por achar inócuos e generalizantes. Enfim, de pouco raciocínio. Além do quê, você também não está em questão.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Augusto Cabral, não sou eu que estou em questão. Se os meus comentários são longos, enfadonhos e panfletários, é simples, não leia, assim como vou fazer com os seus, por achar inócuos e generalizantes. Enfim, de pouco raciocínio. Além do quê, você também não está em questão.</p>
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		<title>Por: Augusto Cabral</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/carlos-mamberti-minc-atira-no-proprio-pe/#comment-992</link>
		<dc:creator>Augusto Cabral</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 19:10:39 +0000</pubDate>
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		<description>Apenas para dizer que não acho que o site faça defesa dos endinheirados, mas concordo com a fala do Abel Carrilho: é preciso incentivar o mainstream e a pesquisa, o showbusiness e a cultura de vanguarda...quanto à defesa dos "endinheirados", quem na cultura é mesmo endinheirado? O setor cultural fica brigando por migalhas enquanto os bancos e o agrobusiness dão risada...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Apenas para dizer que não acho que o site faça defesa dos endinheirados, mas concordo com a fala do Abel Carrilho: é preciso incentivar o mainstream e a pesquisa, o showbusiness e a cultura de vanguarda&#8230;quanto à defesa dos &#8220;endinheirados&#8221;, quem na cultura é mesmo endinheirado? O setor cultural fica brigando por migalhas enquanto os bancos e o agrobusiness dão risada&#8230;</p>
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		<title>Por: Abel Carrilho</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/carlos-mamberti-minc-atira-no-proprio-pe/#comment-990</link>
		<dc:creator>Abel Carrilho</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 18:26:12 +0000</pubDate>
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		<description>Apenas para complementar o post da outra matéria. Qual será o mercado possível para esses artistas, se nem os globais têm vez neste país? Não quero fazer defesa dos endinheirados, o site já o faz. Quero apenas aprender a separar o show-bizz do resto. E vamos dar muito incentivo ao business e muito fomento ao teatro de pesquisa. Um não vive sem o outro. E não é tirando de um que teremos para o outro. Está aí a burrice desse setor. O dinheiro do outro nunca é merecido. E o meu nunca é privilégio.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Apenas para complementar o post da outra matéria. Qual será o mercado possível para esses artistas, se nem os globais têm vez neste país? Não quero fazer defesa dos endinheirados, o site já o faz. Quero apenas aprender a separar o show-bizz do resto. E vamos dar muito incentivo ao business e muito fomento ao teatro de pesquisa. Um não vive sem o outro. E não é tirando de um que teremos para o outro. Está aí a burrice desse setor. O dinheiro do outro nunca é merecido. E o meu nunca é privilégio.</p>
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		<title>Por: Augusto Cabral</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/carlos-mamberti-minc-atira-no-proprio-pe/#comment-989</link>
		<dc:creator>Augusto Cabral</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 18:24:20 +0000</pubDate>
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		<description>Estou um pouco cansado dos comentários do amigo Carlos Henrique Machado. Nada pessoal, mas são e-mails longos com um discurso panfletário que mais lembra manifestos de movimento estudantil...a cultura brasileira não precisa disso, precisa sim é de um Ministério que atue em favor do setor e que dê continuidade às políticas, aperfeiçoando-as.

Esse discurso pseudo-revolucionário não levará a nada, exceto ao fim da produção cultural.

O tamanho dos discursos do nosso amigo dá a impressão de que têm conteúdo. Falácia. Chega desses discursos longos, chega dessa demagogia panfletária: o Brasil precisa é de políticas concretas e que o Estado atue cumprindo sua missão, que está na Constituição, que é fomentar e incentivar a produção e fruição da cultura. A Lei Rouanet foi um passo nesse sentido, negar isso é mais uma vez fazer política da "terra arrasada", não traz nada de bom e ainda acaba com o que existe... </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estou um pouco cansado dos comentários do amigo Carlos Henrique Machado. Nada pessoal, mas são e-mails longos com um discurso panfletário que mais lembra manifestos de movimento estudantil&#8230;a cultura brasileira não precisa disso, precisa sim é de um Ministério que atue em favor do setor e que dê continuidade às políticas, aperfeiçoando-as.</p>
<p>Esse discurso pseudo-revolucionário não levará a nada, exceto ao fim da produção cultural.</p>
<p>O tamanho dos discursos do nosso amigo dá a impressão de que têm conteúdo. Falácia. Chega desses discursos longos, chega dessa demagogia panfletária: o Brasil precisa é de políticas concretas e que o Estado atue cumprindo sua missão, que está na Constituição, que é fomentar e incentivar a produção e fruição da cultura. A Lei Rouanet foi um passo nesse sentido, negar isso é mais uma vez fazer política da &#8220;terra arrasada&#8221;, não traz nada de bom e ainda acaba com o que existe&#8230;</p>
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		<title>Por: Carlos Henrique Machado</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/post/carlos-mamberti-minc-atira-no-proprio-pe/#comment-984</link>
		<dc:creator>Carlos Henrique Machado</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 12:08:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=3875#comment-984</guid>
		<description>Que beleza! Acho que a próxima peça a ser encenada com essa nova secretaria deveria ser, "Alice no país de todas as maravilhas". Só uma perguntinha: vocês combinaram isso com os alemães? Em primeiro, a Lei Rouanet é sim, o principal mecanismo de financiamento, só faltou dizer que é pra poucos. No fundo, a proposta é ampliar ainda mais os espaços de artistas ligados às artes cênicas? Então, a proposta é discriminar as outras artes? Que maravilha! Isso é que é um discurso democrático, bem ao estilo, "Deus salve a América!", mas só a América. Isso é um avanço. Vamos manter as nossas abelhas raínhas alimentadas com a melhor e mais pura geléia real. Isso me parece uma idéia fantástica, o absolutiismo institucional. Culpar a questão técnica do Minc, o mecanismo de análise, chega a ser patético, é fazer pouco da nossa inteligência. Meus amigos, meus queridos amigos, a nossa guerra na área cultural é travada na questão social, não há nada de técnico nisso. Isso é uma questão meramente de gestão administrativa perfeitamente corrigível. Quero saber qual dessas grandes empresas especializadas em formulação de projetos e captação de recursos, vai receber um artista desconhecido. Quero saber quem é que vai dar sentido de responsabilidade com a cultura brasileira para um deslumbrado marketeiro que está pouco se importando com os desdobramentos dessa complexa questão que é a cultura de um país. O que estou lendo aqui é um insulto ao Brasil, é um insulto ao povo que se move no sentido de ter autonomia e independência em suas manifestações culturais. Esse clube do Baixo Leblon é de um cinismo absurdo. Continuaremos então, com a expansão da segregação social, via cultura? A iluminada proposta aqui colocada é um rompante de arrogância, é a nossa principal tradição de olhar o Brasil do alto de uma cobertura na Delfim Moreira. Peguem um megafone e gritem a todos os outros artistas de todas as outras áreas... lixem-se! Danem-se artistazinhos de artes inferiores, de expressões menores, de sentimentos pouco nobres, pois o cordão do cinismo quer passar. O que vejo aqui, além da parcialidade e o cordão de isolamento, é um conceito duro de aturar. Pra mim, chega! Vocês não querm participação, vocês querem perfilamente fascistóide. Por que não derrubam logo o Gil e convidam o Berlusconi para ser o ministro da cultura? Assim, teremos a garantia da ópera dos horrores. Dessa vez vocês se superaram. Parabéns! Para terminar, poderia colocar aqui "Ode ao Burguês", mas acho que seria um desrespeito ao nosso grande Mário de Andrade. Continuemos então... "Ordem ao povo e progresso aos burgueses".</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Que beleza! Acho que a próxima peça a ser encenada com essa nova secretaria deveria ser, &#8220;Alice no país de todas as maravilhas&#8221;. Só uma perguntinha: vocês combinaram isso com os alemães? Em primeiro, a Lei Rouanet é sim, o principal mecanismo de financiamento, só faltou dizer que é pra poucos. No fundo, a proposta é ampliar ainda mais os espaços de artistas ligados às artes cênicas? Então, a proposta é discriminar as outras artes? Que maravilha! Isso é que é um discurso democrático, bem ao estilo, &#8220;Deus salve a América!&#8221;, mas só a América. Isso é um avanço. Vamos manter as nossas abelhas raínhas alimentadas com a melhor e mais pura geléia real. Isso me parece uma idéia fantástica, o absolutiismo institucional. Culpar a questão técnica do Minc, o mecanismo de análise, chega a ser patético, é fazer pouco da nossa inteligência. Meus amigos, meus queridos amigos, a nossa guerra na área cultural é travada na questão social, não há nada de técnico nisso. Isso é uma questão meramente de gestão administrativa perfeitamente corrigível. Quero saber qual dessas grandes empresas especializadas em formulação de projetos e captação de recursos, vai receber um artista desconhecido. Quero saber quem é que vai dar sentido de responsabilidade com a cultura brasileira para um deslumbrado marketeiro que está pouco se importando com os desdobramentos dessa complexa questão que é a cultura de um país. O que estou lendo aqui é um insulto ao Brasil, é um insulto ao povo que se move no sentido de ter autonomia e independência em suas manifestações culturais. Esse clube do Baixo Leblon é de um cinismo absurdo. Continuaremos então, com a expansão da segregação social, via cultura? A iluminada proposta aqui colocada é um rompante de arrogância, é a nossa principal tradição de olhar o Brasil do alto de uma cobertura na Delfim Moreira. Peguem um megafone e gritem a todos os outros artistas de todas as outras áreas&#8230; lixem-se! Danem-se artistazinhos de artes inferiores, de expressões menores, de sentimentos pouco nobres, pois o cordão do cinismo quer passar. O que vejo aqui, além da parcialidade e o cordão de isolamento, é um conceito duro de aturar. Pra mim, chega! Vocês não querm participação, vocês querem perfilamente fascistóide. Por que não derrubam logo o Gil e convidam o Berlusconi para ser o ministro da cultura? Assim, teremos a garantia da ópera dos horrores. Dessa vez vocês se superaram. Parabéns! Para terminar, poderia colocar aqui &#8220;Ode ao Burguês&#8221;, mas acho que seria um desrespeito ao nosso grande Mário de Andrade. Continuemos então&#8230; &#8220;Ordem ao povo e progresso aos burgueses&#8221;.</p>
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