Campanhas tentam promover o cinema nacional
17 de Novembro de 2008 by Carina Teixeira

Com o objetivo de unir forças com a cadeia cinematográfica brasileira e incentivar a ida ao cinema, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) promove durante o mês de novembro a campanha nacional “Mês do Filme Nacional”.
Durante a campanha, que foi iniciada entre os dias 10 e 13, com continuação entre 17 e 20 de novembro, os ingressos dos filmes nacionais, incluindo algumas estréias, vão custar R$ 4,00 (inteiro) nos cinemas que aderirem à promoção.
Ao todo, mais 400 salas de cinema de todo país se cadastraram e vão participar da campanha. Cada exibidor participante montou uma programação, com produções nacionais que fizeram parte do calendário 2008. A grade completa está disponível no site da Ancine.
A iniciativa, que faz parte do Programa de Fomento à Universalização do Acesso às Obras Audiovisuais Cinematográficas Brasileiras de Longa-Metragem no Segmento de Mercado de Salas de Exibição 2008, teve um investimento de R$ 2 milhões e contou com a parceria da Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex (ABRAPLEX) e da Associação e da Associação Brasileira de Exibidores de Cinema (ABRACINE).
Projeto Distribuição Criativa
No final de outubro, a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura lançou o projeto Distribuição Criativa, que promove o acesso do público a produções de baixo orçamento e conteúdo social relevante, garantindo a distribuição de ingressos subsidiados.
O documentário “Pretérito perfeito”, de Gustavo Pizzi, foi escolhido para estrear o projeto. Os títulos “Meu Brasil”, de Daniela Broitman, “Memória para uso diário”, de Beth Formaggini, e “L.A.P.A.”, de Cavi Borges e Emílio Domingos, também já foram acolhidos pela iniciativa, que opera em um circuito específico de cinemas.
Buscando parcerias para distribuição com secretarias de Educação, escolas, universidades, centros acadêmicos, ONGs, associações profissionais e outras instituições cuja área de atuação esteja relacionada com os temas dos filmes, o projeto oferecerá 60 mil bilhetes gratuitos nesta primeira etapa.
Além disso, o projeto também oferecerá o vale-promoção, pelo qual o ingresso para determinados filmes custará R$ 5. Para chegar a esse valor, as produtoras e distribuidoras abrem mão de qualquer porcentagem em favor dos exibidores.
Esses vales-promoção também chegarão ao público por intermédio de ações promocionais que já estão sendo promovidos em veículos da grande mídia e se estenderam em mídias universitárias, sites de cinema ou de interesse relacionado ao filme em questão, como cadeias de restaurantes, livrarias, casas de shows, entre outros.
Programa Vá ao Cinema
Já a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, promove o Programa “Vá ao Cinema”, que é destinado à formação de platéias e ao aumento da freqüência nas salas de exibição do interior.
Na iniciativa, exibidores de determinadas cidades do Estado fazem um acordo com a secretaria para exibir filmes nacionais em um mês previamente escolhido. Vales do programa são distribuídos nas escolas públicas da cidade e podem ser trocados por ingresso. O exibidor recebe R$ 3 por vale arrecadado.
Com pouco mais de um ano, a iniciativa alcançou, em outubro último, a marca de 1,051 milhão de tickets utilizados. Neste mês, através de uma ação especial, a secretaria pretende distribuir um milhão de vales em 100 cidades do Estado ao mesmo tempo.


Parece que sem subsídio o nosso cinema não consegue decolar… E não é por falta de qualidade. O difícil é disputar espaço de mercado com as produções de Hollywood, divulgadas em todos os meios de comunicação através de enormes verbas publicitárias. A bela reportagem de Carina Teixeira descreve com clareza e objetividade o que nosso governo está tentando fazer para fortalecer o cinema nacional. Gostaria de pedir que os números finais dessa campanha fossem publicados, assim que forem disponibilizados.
Pois é… Duas semanas depois que Carina escreveu esta reportagem para Cultura e Mercado sobre o cinema nacional, o jornal O Estado de São Paulo “descobriu” o assunto e publicou longa matéria do Caderno Dois da edição de domingo, 1/12/2008… Nota zero para a imprensa escrita e nota mil para este site, que presta um serviço inestimável em prol da cultura da nossa terra. Faço questão de ler tudo, do começo ao fim e na empresa em que trabalho, são muitos os internautas frequentadores de Cultura e Mercado. Pofr favor, não parem nunca e continuem sempre a dizer as coisas com cara e coragem. Um abraço para a Carina pelo furo jornalístico, que deixou o anacrônico Estadão em maus lençóis!
Chico Ribeiro