A dança das cadeiras
15 de Janeiro de 2008 by Redação
Enquanto se aguarda a posição definitiva de Gilberto Gil a respeito de sua continuidade no Ministério da Cultura, o país aguarda quem comandará a verba de R$ 4,7 bilhões que o Mais Cultura distribuirá nos próximos 3 anos.
Enquanto o calendário político estica-se preguiçosamente entre as festas de fim de ano e o Carnaval, as indefinições no planalto deixam vários ministérios à mercê da dança das cadeiras feita para, entre outras, acomodar negociações tais como a reforma tributária, a extinção da CPMF e a instituição do tributo que a substituirá.
O Ministério da Cultura, até então incólume a este tipo de comprometimentos, teve seu passe valorizado com a injeção dos 4,7 bilhões do PAC Social, anunciada no último trimestre de 2007, que serão aplicados na área cultural durante os próximos 3 anos. Desde então, várias possibilidades se descortinaram e muitos pleiteiam o cargo e seus novos recursos. O ministro Gilberto Gil, que já anunciara repetidamente sua saída, ratificou a decisão durante a TEIA 2007, que aconteceu em Belo Horizonte nos meados de novembro, ocasião em que anunciou à imprensa que realmente se afastaria para dedicar-se com exclusividade à sua carreira de músico.
De lá para cá uma sombra de incógnitas passou a bailar sobre o ministério. O próprio discurso dos secretários que permaneciam em seus cargos era o de anunciar novas ações mal assombradas por um provável término de suas gestões. Para Orlando Senna, à frente da Secretaria do Audiovisual, o fim chegou mesmo. Ele foi nomeado diretor-geral da TV Brasil e seu sucessor no cargo do Ministério da Cultura, o documentarista Silvio Da-Rin, nomeado desde novembro, somente tomou assumiu o cargo agora na última quinta-feira, dia 10 de janeiro, ainda sem saber com certeza se realmente permanecerá como novo secretário. Tudo dependerá da permanência do ministro Gil em seu cargo ou da linha sucessória que for seguida.
Durante ainda as negociações da votação da CPMF, entre os mais bem cotados à sucessão, figurava o nome de Roseana Sarney; suspeita cada vez mais remota, uma vez que a família Sarney já herdou, por indicação, o Ministério das Minas e Energia. Outro ministeriável, ao menos em suas próprias pretensões, era o músico Frank Aguiar que, como ele próprio insiste em dizer, apenas está deputado, mas é artista. Frank é vice-presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados em Brasília.
A terceira e mais bem definida possibilidade é a que agora se torna mais evidente. Gilberto Gil realmente afasta-se para dedicar-se à carreira de cantor e compositor e deixa o ministério intocável, como está. Licenciado o ministro, seu Secretário Executivo, Juca Ferreira, teria o comando da pasta.
Ao que tudo indica, a configuração final não demora agora a se desenhar, afinal o Carnaval já se aproxima e o ano já vai começar. Um fato inusitado durante estes 5 anos de mandato de Gilberto Gil talvez deflagre o tom de sua despedida: o ministro aprovou vários projetos da Lei Rouanet ad referendum, prática bastante comum na gestão do ministro Francisco Weffort que o antecedeu na Cultura. Algo que o próprio Gilberto Gil, em mais de uma ocasião, cansou de combater e maldizer.
Os editores


Das propostas apresentadas todas tres são pessímas.
A melhor é a saída do Ministro Gil em definitivo e a nomeação do Juca Ferreira para o Cargo.
Afinal , todos no setor cultural sabem que quem toca o barco é ele.
E venhamos e convenhamos é de longe o mais capaz entre os nomes citados. Mudar agora seria começar do zero.
E tomara que ao assumir o Juca acabe com esta burocracia de 2 contas no B.brasil parfa cada projeto. E logico libere logo a movimentação dos projetos aprovados e captados no final de 2008.
E pelo amor de Deus quando é que o MINC vai ter um canal de comunicação mais eficiente com o setor cultural???
Telefone só atendem por obra e graça do senhor.
E.mail só respondem , quando respondem se for para atender pedidos do órgão.
Tá na hora de dar dinamismo as Delegacias regionais existentes e criar novas.
O setor cultural agradece.
Concordo com o Rômulo, que o nome mais pertinenta para a cadeira seja mesmo do Juca Ferreira, pois ele já acompanha ao ministro e não vai ocupar o cargo, como um “artista” e sim com um político.