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	<title>Comentários sobre: O podre neoliberalismo que dominou a Lei Rouanet</title>
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	<description>Desde 1998 &#124; Para quem vive de cultura.</description>
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		<title>Por: Posts sobre a lei Rouanet &#171; Algodão Hidrófilo</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/pontos-de-vista/o-podre-neoliberalismo-que-dominou-a-lei-rouanet/comment-page-1/#comment-58574</link>
		<dc:creator>Posts sobre a lei Rouanet &#171; Algodão Hidrófilo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 17:49:25 +0000</pubDate>
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		<description>[...] é a pergunta que eu faço. . Carlos Henrique Machado é pesquisador e músico. Veja o post dele O podre Neoliberalismo que Dominou a Lei Rouanet. Abaixo copio parte do comentário dele (num post sobre a música dele) Nós brasileiros queremos [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] é a pergunta que eu faço. . Carlos Henrique Machado é pesquisador e músico. Veja o post dele O podre Neoliberalismo que Dominou a Lei Rouanet. Abaixo copio parte do comentário dele (num post sobre a música dele) Nós brasileiros queremos [...]</p>
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		<title>Por: Flavia</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/pontos-de-vista/o-podre-neoliberalismo-que-dominou-a-lei-rouanet/comment-page-1/#comment-58349</link>
		<dc:creator>Flavia</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 10:28:41 +0000</pubDate>
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		<description>É, Carlos Henrique,

Estou aqui ovindo você tocar chorinho e pensando - o teu chorinho faz pensar, bicho, agente fica assim naquele espírito mezo lírico, mezo coração partido, e mezo feliz de ser, pra mostrar que ser brasileiro é uma conta que dá uns 150%.
Queria te agradecer por me lembrar disso, que a nossa cultura é aquela coisa generosa, contributiva. Que nós encontramos nos bairros e nos rincões umas pérolas que nunca foram descobertas pela lei rouanet... imagina, ao contrário disso. 

Eu moro na Vila Indiana (Butantã), e quando tenho a felicidade de atravessar a Corifeu e subir um pouquinho o morro pra encontrar o povo que desce o morro pras festas da região fico em estado de nirvana. Uma dessas vezes teve um show, com um palco e tudo - tudo minúsculo, se não fosse um amigo que mora do outro lado da avenida eu nem tinha ficado sabendo. Tocaram muitas bandas, veio o Chico César, mas o que me deixou mais pasma foi um loirinho que entrava banda, saía banda e ele no palco - não consigo me lembrar se ele tocava alguma percursão, ou o que, mas ele segurou a onda de todo mundo. Foi tudo muito bonito. Outra feita fui num bar - também escondido, com cara de casa de tia-avó, com potinhos de planta na varanda - chamado Bar da Bel (o dono do bar é uma gracinha - uma vez fui lá gripada e mostrei minha garrafa térmica pra ele e disse &quot;é. hoje eu vim pro bar pra tomar chá&quot; ele até esquentou agua e fez mais chá pra mim...). De vez em quando quando vamos lá damos a sorte de encontrar um povo que se reúne lá pra tocar chorinho. Momentos como esses são as coisas mais preciosas da vida. 

Pois é, estou ouvindo você tocar chorinho e naquele espírito 1/2 isto 1/2 aquilo... lembro que houve todo um movimento desse povo da arte do Butantã pra criar um centro de cultura aqui. Caiu em ouvidos surdos. Hoje o lugar - que era terreno abandonado - é um daqueles mega-postos de gasolina, com locadora block buster e casaa do pão de queijo. Isso tudo é o que o teu chorinho me fez lembrar - iniciou-se um movimento meio proustiano em busca do tempo perdido em mim e tudo culpa tua...

Coloquei um vídeo teu no meu blog e devo comentar que é gostoso de ver - bem como de ouvir. Gosto em especial das caras que você faz: até um surdo seria caapaz de compreender o que é chorinho, só de te olhar. E eu ainda estou congelada naquele momento de compreenção do que é ser brasileiro que músicas como estas podem trazer. Dois meninos escreveram de Reykjavík e eu me emocionei. Não sei o que é estar longe com saudades do Brasil, mas sei o que é ter um irmão longe com saudades do Brasil e eu com saudades dele.

Bom, me perdoe o momento intimista. Mas pensar tudo isso dá vontade de mandar a lei rouanet pro quinto dos infernos mesmo.

um abração</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É, Carlos Henrique,</p>
<p>Estou aqui ovindo você tocar chorinho e pensando &#8211; o teu chorinho faz pensar, bicho, agente fica assim naquele espírito mezo lírico, mezo coração partido, e mezo feliz de ser, pra mostrar que ser brasileiro é uma conta que dá uns 150%.<br />
Queria te agradecer por me lembrar disso, que a nossa cultura é aquela coisa generosa, contributiva. Que nós encontramos nos bairros e nos rincões umas pérolas que nunca foram descobertas pela lei rouanet&#8230; imagina, ao contrário disso. </p>
<p>Eu moro na Vila Indiana (Butantã), e quando tenho a felicidade de atravessar a Corifeu e subir um pouquinho o morro pra encontrar o povo que desce o morro pras festas da região fico em estado de nirvana. Uma dessas vezes teve um show, com um palco e tudo &#8211; tudo minúsculo, se não fosse um amigo que mora do outro lado da avenida eu nem tinha ficado sabendo. Tocaram muitas bandas, veio o Chico César, mas o que me deixou mais pasma foi um loirinho que entrava banda, saía banda e ele no palco &#8211; não consigo me lembrar se ele tocava alguma percursão, ou o que, mas ele segurou a onda de todo mundo. Foi tudo muito bonito. Outra feita fui num bar &#8211; também escondido, com cara de casa de tia-avó, com potinhos de planta na varanda &#8211; chamado Bar da Bel (o dono do bar é uma gracinha &#8211; uma vez fui lá gripada e mostrei minha garrafa térmica pra ele e disse &#8220;é. hoje eu vim pro bar pra tomar chá&#8221; ele até esquentou agua e fez mais chá pra mim&#8230;). De vez em quando quando vamos lá damos a sorte de encontrar um povo que se reúne lá pra tocar chorinho. Momentos como esses são as coisas mais preciosas da vida. </p>
<p>Pois é, estou ouvindo você tocar chorinho e naquele espírito 1/2 isto 1/2 aquilo&#8230; lembro que houve todo um movimento desse povo da arte do Butantã pra criar um centro de cultura aqui. Caiu em ouvidos surdos. Hoje o lugar &#8211; que era terreno abandonado &#8211; é um daqueles mega-postos de gasolina, com locadora block buster e casaa do pão de queijo. Isso tudo é o que o teu chorinho me fez lembrar &#8211; iniciou-se um movimento meio proustiano em busca do tempo perdido em mim e tudo culpa tua&#8230;</p>
<p>Coloquei um vídeo teu no meu blog e devo comentar que é gostoso de ver &#8211; bem como de ouvir. Gosto em especial das caras que você faz: até um surdo seria caapaz de compreender o que é chorinho, só de te olhar. E eu ainda estou congelada naquele momento de compreenção do que é ser brasileiro que músicas como estas podem trazer. Dois meninos escreveram de Reykjavík e eu me emocionei. Não sei o que é estar longe com saudades do Brasil, mas sei o que é ter um irmão longe com saudades do Brasil e eu com saudades dele.</p>
<p>Bom, me perdoe o momento intimista. Mas pensar tudo isso dá vontade de mandar a lei rouanet pro quinto dos infernos mesmo.</p>
<p>um abração</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Henrique Machado Freitas</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/pontos-de-vista/o-podre-neoliberalismo-que-dominou-a-lei-rouanet/comment-page-1/#comment-58247</link>
		<dc:creator>Carlos Henrique Machado Freitas</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 14:34:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=7575#comment-58247</guid>
		<description>Olá Flavia
Parabéns pelo seu belíssimo trabalho no &quot;Algodão Hidrófilo&quot;. Gostei muito da forma como os temas são abordados lá, de peito aberto, uma discussão franca. Acho que é isso, não temos que saber de tudo, temos que lutar por tudo, no caminho aprendemos a lidar com as nossas contradições. Sim, porque não nos enganemos, os erros e acertos de uma sociedade refleitos no comando, são de responsabilidade dessa sociedade.

A Lei Rouanet, a meu ver, deveria ser extinta da santíssima da trindade dela. O nome dela, do pai dela e de todos os espíritos santos, principalmente bancos e grandes corporações. Gostaria de ver essa gente toda longe da cultura, zerar a conta e voltar ao bom e velho sentido de festa comunitária. Um sal aqui, um tempero ali, cada um casa um qualquer, compra-se um músculo, a padaria da esquina cede fogão, compramos um pouco de pão, o portuga participa da intera colocando uns a mais, fazemos a fogueira, coloca umas batatas e vai vivendo sem tanto luxo e pompa. Isto é a cultura da cultura brasileira. A do espetáculo, bom, essa é cara, muito foguete, muita luz e barulho, pouco resultado, quando não é a própria sociedade a vítima desse jogo ilusionista.

Voltando à série, &quot;cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça&quot;, o Bradesco acabou de dar uma cortada, uma medália no peito do time de volei de Osasco e caiu no mato da noite para o dia, tirou o patrocínio e caiu no mato. Agora o Bradesco é bicho amazônico, vai encarar o santo dime da floresta pra ver se enxerga alguma coisa além das terras cabrálias. Fernando Henrique Cardoso entregou o nosso solo em nome da modernidade. O banco Itaú, dono da Fundação Itaú Cultural está aí passando o rodo no seu banco de investimento. Numa só paulada, vai derrubar muitos times de Osasco porque não lhe é mais conveniente.

Bom, sobre a Brasil Telecom, Daniel Dantas, aí devemos perguntar para o Protógenes, o delegado que prendeu o bonachão e poderoso chefão, e que a mídia e seu Gilmar Mendes, supremo chefe das leis da boa conduta democrática acharam ruim colocar a famosa pulseira de pobre (algemas) para engrossar o punho do banqueiro. E explica: se colocar as algemas em Daniel Dantas, vai atrapalhar o brilho do seu rolex. Pulseira de prata com relógio de ouro é coisa de emergente da barra, grita o chique falido do Leblon no seu oráculo cultural, assim batendo um bom papo num fim de tarde no bar Jobe, com Nelsinho Mota e Ruy Castro e suas medidas de Garrincha.

Eu, quero essa turma longe. A sociedade está sabendo fazer isso, interagindo e construindo pensamento, assim como o seu belo espaço, como é também aqui no Cultura e Mercado e milhares de outros, iniciando o caminho inverso da base em diante, da periferia para o centro, na dinâmica construida pela própria sociedade.

Gostaria, Flavia, de deixar uma observação: pegue aquele monstrengo chamado Teatro Municipal do Rio, veja a sua história lá do princípio e pegue, por exemplo a história da própria igreja católica, há uns 80 anos atrás. Faça você mesma os cálculos de quantos dogmas cairam da igreja católica e quantos cairam da nave-mãe do mundo culto do Estadão de cultura, pesado, lerdo, acomodado. A igreja mudou e muito, cairam muitos dogmas desse tempo pra cá, ainda assim ela perdeu massa de fiéis em suas missas. Já o Teatro municipal que não precisa de dízimo, se tiver ou não público em suas apresentações, tanto faz como tanto fez. Ali você encontrará todo o segredo de um estado de letargia, de uma sociedade que se organiza para deter poderes através de suas culpas e vai construindo um efeito cascata. 

Por isso, Juca Ferreira, no debate na Folha, acertou quando disse que a questão cultural no Brasil refletida na Lei Rouanet, é social. Basta-nos, agora saber se continuaremos a ser dominados por uma pequena cúpula de donos do Brasil ou se queremos virar a mesa. E para que isso aconteça, teremos que chutar o pau da barraca. Derrubar a lei ou miná-la da maneira como é, já é um grande passo de um longo e árduo caminho para se construir um modelo que contemple o Brasil como um todo. A sociedade e suas ricas visões críticas que sempre foi impedida de se expressar por essa turma de touros sentados dos cultos &quot;da nossa elite econômica&quot;.

Grande abraço Flávia e obrigado pelo comentário.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Flavia<br />
Parabéns pelo seu belíssimo trabalho no &#8220;Algodão Hidrófilo&#8221;. Gostei muito da forma como os temas são abordados lá, de peito aberto, uma discussão franca. Acho que é isso, não temos que saber de tudo, temos que lutar por tudo, no caminho aprendemos a lidar com as nossas contradições. Sim, porque não nos enganemos, os erros e acertos de uma sociedade refleitos no comando, são de responsabilidade dessa sociedade.</p>
<p>A Lei Rouanet, a meu ver, deveria ser extinta da santíssima da trindade dela. O nome dela, do pai dela e de todos os espíritos santos, principalmente bancos e grandes corporações. Gostaria de ver essa gente toda longe da cultura, zerar a conta e voltar ao bom e velho sentido de festa comunitária. Um sal aqui, um tempero ali, cada um casa um qualquer, compra-se um músculo, a padaria da esquina cede fogão, compramos um pouco de pão, o portuga participa da intera colocando uns a mais, fazemos a fogueira, coloca umas batatas e vai vivendo sem tanto luxo e pompa. Isto é a cultura da cultura brasileira. A do espetáculo, bom, essa é cara, muito foguete, muita luz e barulho, pouco resultado, quando não é a própria sociedade a vítima desse jogo ilusionista.</p>
<p>Voltando à série, &#8220;cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça&#8221;, o Bradesco acabou de dar uma cortada, uma medália no peito do time de volei de Osasco e caiu no mato da noite para o dia, tirou o patrocínio e caiu no mato. Agora o Bradesco é bicho amazônico, vai encarar o santo dime da floresta pra ver se enxerga alguma coisa além das terras cabrálias. Fernando Henrique Cardoso entregou o nosso solo em nome da modernidade. O banco Itaú, dono da Fundação Itaú Cultural está aí passando o rodo no seu banco de investimento. Numa só paulada, vai derrubar muitos times de Osasco porque não lhe é mais conveniente.</p>
<p>Bom, sobre a Brasil Telecom, Daniel Dantas, aí devemos perguntar para o Protógenes, o delegado que prendeu o bonachão e poderoso chefão, e que a mídia e seu Gilmar Mendes, supremo chefe das leis da boa conduta democrática acharam ruim colocar a famosa pulseira de pobre (algemas) para engrossar o punho do banqueiro. E explica: se colocar as algemas em Daniel Dantas, vai atrapalhar o brilho do seu rolex. Pulseira de prata com relógio de ouro é coisa de emergente da barra, grita o chique falido do Leblon no seu oráculo cultural, assim batendo um bom papo num fim de tarde no bar Jobe, com Nelsinho Mota e Ruy Castro e suas medidas de Garrincha.</p>
<p>Eu, quero essa turma longe. A sociedade está sabendo fazer isso, interagindo e construindo pensamento, assim como o seu belo espaço, como é também aqui no Cultura e Mercado e milhares de outros, iniciando o caminho inverso da base em diante, da periferia para o centro, na dinâmica construida pela própria sociedade.</p>
<p>Gostaria, Flavia, de deixar uma observação: pegue aquele monstrengo chamado Teatro Municipal do Rio, veja a sua história lá do princípio e pegue, por exemplo a história da própria igreja católica, há uns 80 anos atrás. Faça você mesma os cálculos de quantos dogmas cairam da igreja católica e quantos cairam da nave-mãe do mundo culto do Estadão de cultura, pesado, lerdo, acomodado. A igreja mudou e muito, cairam muitos dogmas desse tempo pra cá, ainda assim ela perdeu massa de fiéis em suas missas. Já o Teatro municipal que não precisa de dízimo, se tiver ou não público em suas apresentações, tanto faz como tanto fez. Ali você encontrará todo o segredo de um estado de letargia, de uma sociedade que se organiza para deter poderes através de suas culpas e vai construindo um efeito cascata. </p>
<p>Por isso, Juca Ferreira, no debate na Folha, acertou quando disse que a questão cultural no Brasil refletida na Lei Rouanet, é social. Basta-nos, agora saber se continuaremos a ser dominados por uma pequena cúpula de donos do Brasil ou se queremos virar a mesa. E para que isso aconteça, teremos que chutar o pau da barraca. Derrubar a lei ou miná-la da maneira como é, já é um grande passo de um longo e árduo caminho para se construir um modelo que contemple o Brasil como um todo. A sociedade e suas ricas visões críticas que sempre foi impedida de se expressar por essa turma de touros sentados dos cultos &#8220;da nossa elite econômica&#8221;.</p>
<p>Grande abraço Flávia e obrigado pelo comentário.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Flavia</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/pontos-de-vista/o-podre-neoliberalismo-que-dominou-a-lei-rouanet/comment-page-1/#comment-58155</link>
		<dc:creator>Flavia</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 19:08:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=7575#comment-58155</guid>
		<description>Concordo com Carlos Henrique que tudo isso é uma podridão. Eu tô me embananando pra valer pra tentar ler toda esse monte de jargão político da lei, mas considero importante entrar na discussão porque estamos todos pagando por ela. Pagamos pelos incentivos de renúncia fiscal (pois o que não é recolhido deixa de entrar nos cofres públicos e de ir para as já falidas àreas de educação, saúde, etc). Agora leio que &quot;as empresas temem uma devassa fiscal em sua contabilidade afastando-as do patrocínio.&quot; (http://blogs.cultura.gov.br/blogdarouanet/2009/03/23/como-participar-da-consulta/). Que situação! Então as empresas temem contribuir por meio de isenções, pois isto poderia alertar as autoridades do IR que elas estariam sonegando os impostos?

Isenção fiscal é o pior meio de patrocínio da cultura que eu já vi. Não seria muito melhor que o fisco pusesse mais fiscalização para pegar sonegadores (se as empresas tem todo esse temor, é por que devem mas não pagam). Não seria melhor que não houvesse nenhuma isenção, e que o estado destinasse verbas para um fundo a ser usado pelo ministério da cultura? Não seria melhor que o próprio ministério tivesse critérios transparentes que limitasse o tamanho das corporações que podem receber o auxílio, ao invés de transformar estas mesmas em recipientes e destinadoras dos recursos públicos como fez a velha lei rouanet?

Mais que isso: toda a discussão da lei é em torno do financiamento da área cultural (como vai ser feito, com que parâmetros com que isenções e fundos, como vão ser as comissões que julgam...)e &lt;strong&gt;não há nenhuma preocupação com o retorno&lt;/strong&gt; desse dinheiro (parece haver o esquecimento de que é dinheiro público) para a população. Por exemplo, a maioria dos filmes produzidos com o nosso dinheiro ficam nas latas. Os filmes não vão para os cinemas, nem para amostras, nem estão à disposição do público em geral.

Por isso eu estive pensando em lançar um &lt;strong&gt;abaixo assinado&lt;/strong&gt; com relação aos filmes, que os &lt;strong&gt;filmes feitos com dinheiro público sejam disponibilizados pelo ministério para download gratuito&lt;/strong&gt;, por exemplo.

Por favor, gostaria de saber qual o opinião das pessoas sobre isso
http://algodao.algumlugar.net/2009/04/a-nova-lei-rouanet-nos-faz-de-burros/</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo com Carlos Henrique que tudo isso é uma podridão. Eu tô me embananando pra valer pra tentar ler toda esse monte de jargão político da lei, mas considero importante entrar na discussão porque estamos todos pagando por ela. Pagamos pelos incentivos de renúncia fiscal (pois o que não é recolhido deixa de entrar nos cofres públicos e de ir para as já falidas àreas de educação, saúde, etc). Agora leio que &#8220;as empresas temem uma devassa fiscal em sua contabilidade afastando-as do patrocínio.&#8221; (<a href="http://blogs.cultura.gov.br/blogdarouanet/2009/03/23/como-participar-da-consulta/" rel="nofollow">http://blogs.cultura.gov.br/blogdarouanet/2009/03/23/como-participar-da-consulta/</a>). Que situação! Então as empresas temem contribuir por meio de isenções, pois isto poderia alertar as autoridades do IR que elas estariam sonegando os impostos?</p>
<p>Isenção fiscal é o pior meio de patrocínio da cultura que eu já vi. Não seria muito melhor que o fisco pusesse mais fiscalização para pegar sonegadores (se as empresas tem todo esse temor, é por que devem mas não pagam). Não seria melhor que não houvesse nenhuma isenção, e que o estado destinasse verbas para um fundo a ser usado pelo ministério da cultura? Não seria melhor que o próprio ministério tivesse critérios transparentes que limitasse o tamanho das corporações que podem receber o auxílio, ao invés de transformar estas mesmas em recipientes e destinadoras dos recursos públicos como fez a velha lei rouanet?</p>
<p>Mais que isso: toda a discussão da lei é em torno do financiamento da área cultural (como vai ser feito, com que parâmetros com que isenções e fundos, como vão ser as comissões que julgam&#8230;)e <strong>não há nenhuma preocupação com o retorno</strong> desse dinheiro (parece haver o esquecimento de que é dinheiro público) para a população. Por exemplo, a maioria dos filmes produzidos com o nosso dinheiro ficam nas latas. Os filmes não vão para os cinemas, nem para amostras, nem estão à disposição do público em geral.</p>
<p>Por isso eu estive pensando em lançar um <strong>abaixo assinado</strong> com relação aos filmes, que os <strong>filmes feitos com dinheiro público sejam disponibilizados pelo ministério para download gratuito</strong>, por exemplo.</p>
<p>Por favor, gostaria de saber qual o opinião das pessoas sobre isso<br />
<a href="http://algodao.algumlugar.net/2009/04/a-nova-lei-rouanet-nos-faz-de-burros/" rel="nofollow">http://algodao.algumlugar.net/2009/04/a-nova-lei-rouanet-nos-faz-de-burros/</a></p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Índio</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/pontos-de-vista/o-podre-neoliberalismo-que-dominou-a-lei-rouanet/comment-page-1/#comment-56804</link>
		<dc:creator>Índio</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 13:05:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=7575#comment-56804</guid>
		<description>Muito boa sua colocação.
Estou farto de ver armação, protecionismo e tantas coisas.
Vergonhas em todos os setores.
Precisa gente de palavra, coerência e transparência no Minc e nas empresas que usufruiem da lei para benefícios própria.
Precisamos evoluir no sentido de uma dialética e uma ação honesta quando se trata de dinheiro público.
Índio</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Muito boa sua colocação.<br />
Estou farto de ver armação, protecionismo e tantas coisas.<br />
Vergonhas em todos os setores.<br />
Precisa gente de palavra, coerência e transparência no Minc e nas empresas que usufruiem da lei para benefícios própria.<br />
Precisamos evoluir no sentido de uma dialética e uma ação honesta quando se trata de dinheiro público.<br />
Índio</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Hanna Pagani</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/pontos-de-vista/o-podre-neoliberalismo-que-dominou-a-lei-rouanet/comment-page-1/#comment-56486</link>
		<dc:creator>Hanna Pagani</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Apr 2009 22:08:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=7575#comment-56486</guid>
		<description>Lendo esse texto de Carlos, me lembro de um domingo em que estive no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil)para assistir a uma peça de teatro.
Enquanto esperava o horário aproveitei para assistir à exposição de título &quot;Brasil&quot;. Era realmente a cara do Brasil, mas o Brasil da classe média, tipo exportação. Para dar o famoso &quot;ar de brasilidade&quot;, a curadoria colocou Skank ao lado de Chico Buarque, Portinari e Di Cavalcanti ao lado dos ditos pós-modernos, que definitivamente, precisam de legenda. Bom, depois de &quot;conhecer o Brasil&quot;, fui para o teatro, pra ver &quot;Maria Stuart&quot;, com Júlia Lemmertz e Clarice Niskier. Um clássico, encenado nos moldes europeus, com marcas tão rígidas que era possível ver o diretor dizendo: &quot; - Ande 2 milímetros para a direita...abaixe mais o braço...não se emocione tanto...afinal, vócê é a rainha Elizabeth!&quot;.
Entre as 3 horas de peça, um intervalo, que se tornou a possibilidade de fuga para muitos,inclusive eu. Já sabíamos que Maria Stuart morreria no final e naquela noite isso já bastava. Atrás do folder estava...Ministério da Cultura-Lei de Incentivo à Cultura  e  Patrocínio: Banco do Brasil.
Fomos ver Brasil e conhecemos um pouco mais de Europa e seus imitadores.
Brasil, um país de todos! Será mesmo??? Ou será, como reforça muito bem Carlos, de uma minoria de sanguessugas culturais, de supostos agentes culturais, centros culturais e fundações...como os Itaús da vida, que bebem na fonte de dinheiro público para vender a sua marca e ainda se dão o direito, sob a chancela do governo, de escolher o produto.
Há que se temer e tremer sim, porque isso tem que acabar. É chegada a hora. 
Carlos, você está de parabéns! Aqui ainda é possível ouvir o eco do povo!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lendo esse texto de Carlos, me lembro de um domingo em que estive no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil)para assistir a uma peça de teatro.<br />
Enquanto esperava o horário aproveitei para assistir à exposição de título &#8220;Brasil&#8221;. Era realmente a cara do Brasil, mas o Brasil da classe média, tipo exportação. Para dar o famoso &#8220;ar de brasilidade&#8221;, a curadoria colocou Skank ao lado de Chico Buarque, Portinari e Di Cavalcanti ao lado dos ditos pós-modernos, que definitivamente, precisam de legenda. Bom, depois de &#8220;conhecer o Brasil&#8221;, fui para o teatro, pra ver &#8220;Maria Stuart&#8221;, com Júlia Lemmertz e Clarice Niskier. Um clássico, encenado nos moldes europeus, com marcas tão rígidas que era possível ver o diretor dizendo: &#8221; &#8211; Ande 2 milímetros para a direita&#8230;abaixe mais o braço&#8230;não se emocione tanto&#8230;afinal, vócê é a rainha Elizabeth!&#8221;.<br />
Entre as 3 horas de peça, um intervalo, que se tornou a possibilidade de fuga para muitos,inclusive eu. Já sabíamos que Maria Stuart morreria no final e naquela noite isso já bastava. Atrás do folder estava&#8230;Ministério da Cultura-Lei de Incentivo à Cultura  e  Patrocínio: Banco do Brasil.<br />
Fomos ver Brasil e conhecemos um pouco mais de Europa e seus imitadores.<br />
Brasil, um país de todos! Será mesmo??? Ou será, como reforça muito bem Carlos, de uma minoria de sanguessugas culturais, de supostos agentes culturais, centros culturais e fundações&#8230;como os Itaús da vida, que bebem na fonte de dinheiro público para vender a sua marca e ainda se dão o direito, sob a chancela do governo, de escolher o produto.<br />
Há que se temer e tremer sim, porque isso tem que acabar. É chegada a hora.<br />
Carlos, você está de parabéns! Aqui ainda é possível ouvir o eco do povo!</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Renan Carneiro</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/pontos-de-vista/o-podre-neoliberalismo-que-dominou-a-lei-rouanet/comment-page-1/#comment-55781</link>
		<dc:creator>Renan Carneiro</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 05:05:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=7575#comment-55781</guid>
		<description>Concordo plenamente com as críticas do Carlos. É no mínimo absurdo, o Instituto Itaú Cultural ser o principal beneficiado com a Lei de incentivo à cultura diante do quadro de desigualdade existente no território nacional. 

Acredito que o Estado deve tomar as rédeas na distribuição dos recursos destinados para cultura através da Lei Rouanet para que distorções como essas não aconteçam mais.

Gostaria de parabenizar também o site do cultura e mercado por proporcionar um diálogo cultural tão democrático, qualidade rara nos meios de comunicação.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo plenamente com as críticas do Carlos. É no mínimo absurdo, o Instituto Itaú Cultural ser o principal beneficiado com a Lei de incentivo à cultura diante do quadro de desigualdade existente no território nacional. </p>
<p>Acredito que o Estado deve tomar as rédeas na distribuição dos recursos destinados para cultura através da Lei Rouanet para que distorções como essas não aconteçam mais.</p>
<p>Gostaria de parabenizar também o site do cultura e mercado por proporcionar um diálogo cultural tão democrático, qualidade rara nos meios de comunicação.</p>
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		<title>Por: André Luiz da Silva</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/pontos-de-vista/o-podre-neoliberalismo-que-dominou-a-lei-rouanet/comment-page-1/#comment-55760</link>
		<dc:creator>André Luiz da Silva</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 02:22:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=7575#comment-55760</guid>
		<description>Valeu pelos comentários Carlos Henrique. Também concordo que o ponto é esse mesmo: o financismo é podridão, deve ser substituido por outra forma mais democratica de financiamento de arte e cultura. A Lei Rouanet não é minha não. É desses bambas do marketing empresarial, das grandes corporações financeiras, mas nossa, do povo, não é não.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Valeu pelos comentários Carlos Henrique. Também concordo que o ponto é esse mesmo: o financismo é podridão, deve ser substituido por outra forma mais democratica de financiamento de arte e cultura. A Lei Rouanet não é minha não. É desses bambas do marketing empresarial, das grandes corporações financeiras, mas nossa, do povo, não é não.</p>
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