O assassinato de Mario de Andrade
Fui avisada por amigos (produtores teatrais), sobre uma reunião que aconteceu nessa sexta-feira última, dia 25 de Março, na sede da FUNARTE-SP, cujo tema central era a Cultura Digital. Segundo os seus organizadores, estariam presentes, representando o Ministério da Cultura (MINC), o Secretário Executivo, Vitor Ortiz; o Secretário de Políticas Culturais, Sérgio Mamberti; a Secretária de Economia Criativa, Marta Porto, e ainda um coordenador dos assuntos relacionados à Cultura Digital, dentro da mesma Secretaria de Mamberti. Do outro lado, pessoas envolvidas no tema da Cultura Digital, e que vêm defendendo essa questão, publicamente, utilizando-se para tanto da Internet (através de sites, blogs e do twitter). Imediatamente, interessei-me pela reunião porque sou jornalista por profissão e produtora, atuando na área de teatro; e foi por essa segunda atividade que considerei fundamental a minha presença. Desde há muito venho observando uma Invasão, traumática, desse seguimento na esfera de atuação coberta pelo MINC, e que teve início em gestões anteriores; fato este que tem causado muita preocupação aos demais Setores.
A reunião teve início com a composição da mesa e, nesse momento, foi registrada a ausência da Secretaria de Economia Criativa, por motivos alheios à sua vontade. O coordenador do MINC, em São Paulo, expôs então qual seria a Dinâmica desse encontro, ou seja, que após a exposição inicial dos convidados, os representantes do Ministério, a palavra estaria aberta para perguntas e opiniões de todos os presentes, por tempo determinado, não se caracterizando, portanto, num debate nos termos tradicionais. Este acerto foi acatado por todos os presentes. Logo na abertura, tive um sentimento de estranheza ao perceber o clima pesado dos participantes, manifestado pelo silêncio da platéia no momento em que os Secretários foram chamados para compor a mesa. Usualmente, as pessoas se manifestam com aplausos nessas ocasiões.
Assim que composta a mesa, o Secretário Executivo do MINC, Vitor Ortiz, ao fazer uso da palavra, fez uma exposição (longa, por sinal) sobre a real postura do Ministério com relação a este seguimento. Nesse momento, imediatamente percebi um tom conciliatório, o que para muitos pareceu ser um recuo. Foi exatamente aí que deixei de lado minha condição de produtora e passei a atuar como jornalista, inclusive abrindo mão da minha fala. Ao abrir a palavra para participação do plenário, algumas pessoas já se manifestaram de mediato e a minha estranheza e, principalmente, preocupação aumentou na fala do sociólogo, Sérgio Amadeu, que sentando na ponta da cadeira (já sinalizando sua intenção de confronto) e, mesmo com microfone na mão, começou a gritar e a demonstrar uma grande agressividade, tentando assim intimidar e “emparedar” os integrantes da mesa. Curioso, também, é que ao falar ele se virava para um determinado lado do plenário onde, hipoteticamente, estariam sentados os seus adversários. Pessoas que, por sinal, não se manifestaram durante toda a reunião por considerarem ser desnecessário. Em seu discurso, Amadeu insistiu no “bordão” de que atual Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, estaria envolvida numa defesa intransigente do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), embora durante a exposição inicial de Vitor Ortiz ele já tenha falado à exaustão sobre a posição magnânima adotada pela atual Ministra, no que diz respeito aos Direitos Autorais, e também a todo o trabalho já em andamento pela Secretária, Dra.Márcia Regina Barbosa.
Toda a linha de raciocínio defendida por Sérgio Amadeu, como também da maioria desse grupo, é fazer crer para os demais que eles não são contra os autores e, sim, contra os “intermediários”; vem daí todo essa obsessão e ódio mortal pelo ECAD e, ao mesmo tempo, uma simpatia incondicional pelo Creative Commons. O sociólogo expôs a sua própria experiência de como se alcançar o “sucesso”, sem depender do Copyright, ao afirmar: “eu e outros intelectuais disponibilizamos nossos textos, pela Internet, e a coisa tem dado resultado. Eu, por exemplo, escrevo livros e ganho muito dinheiro com palestras, pois meu trabalho é divulgado”. Eu não tenho à gravação do evento, no entanto, sei que o mesmo foi transmitido, on line, e com certeza alguém deve ter gravado essa “pérola”.
A esta altura, a Coordenação da Mesa solicitou ao Vitor Ortiz e, também, ao Sérgio Mamberti que estes respondessem a tudo àquilo o que havia sido falado, até então. O Secretário Executivo lembrou e afirmou, taxativamente, que esta “campanha” desencadeada contra Ana de Hollanda, pelo fato de a mesma ter retirado o logo do Creative Commons, nos primeiros dias de sua gestão, é desproporcional, e encerrou essa discussão sobre o tema informando que o Ministério da Cultura encaminhou um arrazoado à Casa Civil e, por conseqüência, ao Planalto para que este adotasse uma mesma Política de Governo para todos os Ministérios, envolvendo a adoção (ou não) do logo; ação esta já em curso.
Voltando à continuidade das intervenções, uma professora acadêmica refutou a posição de Ana de Hollanda, quanto à sua postura “Magnânima”, pois considera que o Ministério deva “tomar partido”, sobre a questão do Cultura Digital, apesar de a Ministra já tendo declarado anteriormente que não irá interferir nas Entidades Arrecadadoras, uma vez que não é papel do Estado fazer esse trabalho. Fiscalizar, sim, desde que fique sacramentado em Lei. A professora encerrou a sua fala, afirmando categoricamente que os integrantes do CD “são os legítimos representantes do Ministério da Cultura”, é o que se pode deduzir quando afirmou que “o MINC somos nós”. Isso não pode ser verdade, pois para tanto teríamos que excluir todos os demais setores, como o Teatro, a Dança, o Circo, a Música, o Cinema, as Artes Plásticas, etc., que tradicionalmente já se relacionam com o MINC, desde a muito. Ela disse ainda, ironicamente, que apenas os artistas “famosos e estrelas” seria foco central da atual gestão do Ministério; desconhecendo e não levando em consideração que Ana de Hollanda, enquanto artista, desenvolveu sua Arte produzida e distribuída num dos mais exemplares produtores de Cultura Popular – a gravadora CPC-UMES.
Para finalizar sobre a participação do plenário quero ressaltar, também, a atuação de Renato Rovai que, apesar de se apresentar como jornalista, agiu como um verdadeiro “militante político”, ameaçando a mesa e cobrando “compromissos programáticos e de continuidade” do Governo, Dilma Rousseff. Pois, “afinal de contas”, segundo ele a maioria dos ali presentes teria votado nela. Nesse momento, eu gostaria de dar uma opinião, pessoal. Embora o grupo do Cultura Digital alegue que o problema com a Ministra começou com a retirada do logo CC, do site, essa campanha difamatória teve início, de fato, muito tempo antes. Na verdade, desde a sua nomeação, ou seja, em dezembro de 2010; e isso não é difícil comprovar.Durante todo o tempo, todas as pessoas desse grupo questionaram a postura e, principalmente, as declarações da Ministra à Imprensa.
Finalizando os trabalhos, o secretário Vitor Ortiz lembrou o compromisso do Governo Dilma que, nessa semana, determinou no Organograma do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, o papel importante que o Ministério da Cultura terá daqui pra frente. Com os Recursos administrados pelo Ministério do Planejamento, vai ter início uma etapa fundamental na Ação Interministerial, visando à Erradicação da Miséria. Portanto, não existe nenhuma dicotomia do MINC, em relação ao Planalto, nem em relação à gestão anterior. É, sim, uma gestão de avanço, ao contrário do que alguns pregam e querem fazer crer tratar-se este um Governo de Retrocesso, concluiu Ortiz.
(*) Já me perguntam por que o título, lembrando Mário de Andrade. É simples. Mário, primo de Gilda, mulher do professor Antonio Candido, teve vida efêmera por ter sonhado, um dia, poder colocar a questão da Cultura no centro das discussões, na formação do Povo Brasileiro. Sua obra literária e artística é inegável. O que reduziu consideravelmente seus anos de vida foi o embate que teve que travar, na elaboração de políticas públicas. A proposta de criação de Departamentos de Cultura foi o estopim de sua morte prematura. Alguma semelhança com o caso Ana de Hollanda?










Excelente reportagem Suely Pinheiro
É tempo de cobrar de gregos e troianos que exerçam o seu papel.
Ainda volto aqui com mais tempo.
ana
Já era tempo que uma jornalista,com suas sapiência feminina e competência profissional,viesse a público nos trazer uma visão
tranquila de mais um episódio dessa campanha de ódios e calúnias contra a Ministra Ana de Hollanda.
Campanha essa que já redundou, entre outras coisas, no vídeo terrorista exposto no You Tube, onde um indivíduo ameaça explodir o Ministério da Cultura com dinamite, o que em tudo recorda a campanha de crimes contra a honra e de incitação ao crime desenvolvida contra a candidata Dilma Rousseff.
O problema é que não vemos na maioria dos blogs ditos progressistas nenhum espanto com essa absurda e indigna campanha de acusações caluniosas contra a Ministra.
Acusar a Ministra de ser representante dos interesses do ECAD é acusá-la do crime de prevaricação e favorecimento ilícito, numa clara tentativa de desmoralizá-la e inviabilizar sua permanência no cargo. Todas essas acusações, diga-se de passagem, são feitas sem quaisquer provas e contra tudo que a biografia honrada da Ministra conduz a crer.
Louvo,portanto,a jornalista e produtora teatral Suely Pinheiro que, com seu texto, expõe claramente o absurdo de uma agressividade que vem ultrapassando os limites impostos pelas leis do país, que vedam os crimes contra a honra,as ameaças terroristas e a eles impõem as penas da lei.
Suely,
Estou propensa a aceitar todos os termos de Paulo Silva (seria o mesmo Paulo, editor de O Imparcial?), mas gostaria também de entender melhor como o MINC e suas instituições estão se relacionando com esses movimentos. Sou do tempo onde os sindicatos tinham papel muito importante nas decisões envolvendo Sociedade Civil X Estado. Diz pra mim, como soube do evento? Como foi convocada? E o que mais te impactou nesse dia?
ana
Suely Pinheiro vc está dando um diagnostico da morte de Mario de Andrade?
“A proposta de criação de Departamentos de Cultura foi o estopim de sua morte prematura”.
Suely, Essa sua declaração é bizarra de tão absurda que nem vale nota.
Muitíssimo oportuno esse artigo da jornalista Suely Pinheiro.
Há um violento clima de agressões, calúnias e mentiras. Esse clima de agressividade já gerou o vídeo terrorista que está no You Tube, onde um cidadão propõe dinamitar o MinC,fato mencionado pelo Paulo Silva.
Por outro lado, é constante o uso de acusações graves, já que tipificam crimes contra a Administração Pública, contra a pessoa de Ana de Hollanda, acusações essas que partem de suposições ou ilações, sem qualquer prova concreta.
Os virulentos detratores da Ministra precisam compreender que estão dando um brutal tiro nos dois pés. Do mesmo tipo daqueles que a direita se deu na última campanha, quando assacou calúnias e ameaças contra a atual Presidenta.
Se não, vejamos: despertaram uma imensa curiosidade sobre a biografia e as idéias da Ministra, sobre as leis brasileiras do campo da cultura, sobre o que se passou no MinC nos últimos oito anos,etc Vale ler a tese da Eliane Sarmento Costa, gerente cultural da Petrobrás, um primor de relato.
Também gerou uma imensa curiosidade a respeito do Creative Commons, da cultura digital, do Cultura Livre e dos papas do Partido Verde em todo o mundo. Sim, porque é preciso ir fundo na história política e econômica da contemporaneidade para que se possa entender tudo que está em jogo na reação contra a nova administração no MinC. Daí acaba-se mesmo é chegando aos fenômenos da contracultura e da Guerra de Quarta Geração.
Excelente que se tenha gerado esse amplo debate logo ao início da atual administração federal. Estou convicta que os ataques à Ana de Hollanda na verdade se dirigem ao novo governo da Presidenta Dilma Rousseff. E que o aprofundamento dos debates, fato que é inexorável, trará grandes benefícios a politização do povo brasileiro,o que significará um imenso apoio ao atual governo.
A Ministra Ana de Hollanda,concedeu uma entrevista ontem, na qual, de forma tranquila,sem rancores, demonstra sua coragem e firmeza de convicções e se mostra consciente do campo minado onde pisa. Dessa forma, cada vez mais faz jus ao respeito e admiração que vem obtendo da maioria dos brasileiros e brasileiras.
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-entrevista-de-ana-de-hollanda
Considero muito interessante que sejamos informados sobre as reuniões que estão sendo realizadas pelo MinC, no sentido de ouvir a opinião de todos os setores envolvidos nas questões culturais.Daí o interesse que tive em ler esse artigo de Suely Pinheiro.
Estive presente ao Congresso Brasileiro de Teatro, que se realizou no último fim de semana em Osasco,com grande participação de gente ligada à atividade teatral,vinda de todos os Estados. A Ministra Ana de Hollanda se fez presente e sua participação agradou a maioria dos presentes. Os resultados do Congresso foram positivos.
http://www.cultura.gov.br/site/2011/03/28/congresso-brasileiro-de-teatro-2/
Por acreditar de amplo interesse,informo que tomei conhecimento no Portal do MinC,que todos estamos convocados para a participação na revisão da Lei dos Direitos Autorais,através do Portal do MinC. Lá pode ser encontrado o texto enviado em 2010, na íntegra. O que permite a todos os interessados informarem-se sobre o seu conteúdo e darem a sua contribuição.
Como professora de Artes Cênicas ignorava o texto e foi muito interessante conhecê-lo. Vamos fazer um debate em sala de aula com os alunos,com vistas a redigir uma apreciação, que faremos chegar ao MinC,através de comentário no Portal.
O importante é que a Ministra desde o início de sua gestão se mostra propensa a ouvir todos os setores diretamente envolvidos em cultura.
E convoca a todos para opinar sobre as leis e suas alterações,de forma democrática,o que certamente permitirá debate amplo e construção de consenso.
Já é tempo de partirmos para ações construtivas,por meio de debates
sérios,num clima civilizado.O tempo voa e não é prudente gastá-lo com insultos e agressividades despropositadas, quando estamos diante de uma Ministra que ouve com atenção, que é muito competente e simpática.
É desejável e até estimulante lidar com divergências, desde que se evitem ofensas pessoais,desqualificações e grosserias que só desmerecem quem usa dessas armas inócuas.
Olá Ana,
Primeiro, quero agradecer por ter lido o texto e também pelo seu interesse em obter mais informações.
Sobre o que me perguntou, na verdade, não fui convocada para essa reunião. Soube que ela seria realizada, através de um amigo meu (ator). Eu penso que uma reunião, com essa importância deveria ser convocada com muita antecedência, divulgada da forma mais ampla possível, para que todos tomassem conhecimento dela, e se organizar para participar. Afinal, nessa reunião estavam presentes representantes do Ministério da Cultura, e foi realizada com um grupo de pessoas que, segundo os artistas, têm causado muita preocupação porque consideram uma invasão o que eles estão pretendendo.
Quanto à segunda pergunta, o que mais me causou impacto, foi à violência e o desrespeito com que esse grupo de pessoas trata o MINC (na verdade, à ministra Ana de Hollanda).
Um abraço e, mais uma vez, obrigada,
Atenciosamente,
Suely Pinheiro
Aos poucos vai se esvaindo em nada o rol de acusações e ofensas à Ministra da Cultura,que grupos contrariados em suas aspirações de emplacar ministro da Cultura,repetem em comentários em sites e blogs.
Todas as declarações e atos do MinC têm sido sensatos e lúcidos.
A reunião descrita e analisada nesse artigo,registra mais um momento dessa estranha vontade que alguns ativistas digitais – ligados à empresa privada dos EUA, Creative Commons – demonstram de dirigir a política cultural do país.
A questão cultural sempre gera debates intensos. Et pour cause…
As implicações políticas da ação cultural são óbvias.
Sofreu Mario de Andrade, sofreu Gilberto Gil e sofre Ana de Hollanda, debaixo das pressões de grupos e interesses, muitos dos quais nada têm a ver com o trabalho cultural propriamente dito.
Foi o próprio Gil, que comentou recentemente esse fato, acrescendo que em relação a ele a gritaria inicial também foi violenta.
Portanto,é aguardar que os interesses fiquem claros, que se ponham as cartas na mesa. Está por pouco.A munição dos agressores está acabando.
Era tudo bala de festim.Bolinhas de papel.
Olá Suely,
Desculpe a franqueza, mas este texto é muito fraco, coisa de quem parece não estar acostumado à guerra de foices que é a gestão pública. Quando a professora em questão, provavelmente a Ivana Bentes, da UFRJ (o que deveria ter sido dito no texto), que “o MinC somos nós”, ela tem toda razão. O MinC é de todos os agentes culturais, seja da cultura digital, seja das outras artes.
Você pode ter ficado assustada com a fala mais apimentada ou uma possível agressividade de alguns presentes, mas nem por isso eles deixam de ter razão em seus argumentos. A nova gestão do MinC deu alguns troféus para a turma do barulho e a retirada do Creative Commons foi o principal deles. A partir daí, o fato de a ministra ser mesmo meio autista só piora a situação.
Um abraço.
Eu não tenho nenhuma dúvida de que este encontro na FUNARTE-SP, no dia 25 de março, foi o ponto de partida para um esclarecimento que os artistas devem a população brasileira. Digo isso pelos efeitos imediatos do tudo que ali ficou evidenciado. Existe uma diferença muito grande para quem esteve presente e para quem ouviu falar. A matéria assinada pela jornalista Suely Pinheiro trás várias contradições que serão aprofundadas no decorrer das próximas semanas. A primeira delas diz respeito ao peixe morrer pela própria boca. Segundo entendi, a direção do MINC em São Paulo não pretendia dar maior publicidade ao evento, tanto que inibiu a presença de jornais. A decisão da autora deste tópico que nem se locomoveu para aquele encontro como jornalista, tanto que nem entrevistou ninguém, não gravou nada, apenas confiou na sua memória dos fatos posteriormente.
O que lemos acima é a fotografia em branco e preto do que vimos naquela tarde durante três horas. A decisão da jornalista de transformar sua presença numa matéria deveu-se a pressão feita pelos próprios integrantes da Cultura Digital que forçaram a barra para uma transmissão ao vivo pela Internet. Ao final comunicaram à mesa que a audiência tinha atingido a extraordinária marca de 400 pessoas. Devo imaginar que esse número é pífio, mas será um álibi para algum aventureiro dizer que não estava presente, mas viu pela Internet. É bom dizer também que aventureiros não contam. Todos os outros quatrocentos devem ser respeitados, como os que lá estiveram. Essa é a questão principal deste meu primeiro comentário. A matéria escrita acima passa ser a referência deste marco inicial desse esclarecimento à população. É dever dos artistas se posicionar diante destas questões.
Fui tranqüilo para o encontro para fazer algumas perguntas, duas que ainda não foram respondidas: por que os militantes da Cultura Digital sentem que devem ser cobertos institucionalmente pelo Ministério da Cultura; a segunda é que se legítima essa inserção no MINC, que peso em relação a outros setores terão. Essas perguntas volto a dizer, ainda não respondidas, me levaram a desconfiar que os mesmos pretendiam ser hegemônicos a partir de agora na Cultura nacional. Para minha surpresa o que vi lá, me deu a certeza que eles ignoram completamente a existência de outras artes, outros seguimentos da cultura popular, erudita, acadêmica, livresca e etc. Espantoso.
Recentemente ouvindo um analista francês num dos canais pagos da televisão brasileira, comentando a mobilização no Egito e a importância que teve as redes sociais na mobilização e deposição do antigo ditador, dizia ele que de fato isso foi relevante (as redes), mas que não poderia considerar esse evento algo parecido como cultural e tão-somente político. Como os acontecimentos do Egito foram contemporâneos ao inicio da campanha “fora Ana de Hollanda” não tive dúvidas que se tratava de uma movimentação única e exclusivamente política e nada cultural. Ou seja, as artes e a cultura em nenhum momento esteve em pauta. Nem nos embates via Azenhas, Rovais, Nassifs e mais recentemente Zé Dirceus, o que menos importa nesses debates é a condição de quem trabalha e faz a arte e a cultura para se manter vivo. O dia 25 de março veio para confirmar. Eu, a exemplo da jornalista autora do tópico, estou à espera da veiculação dos vídeos das três horas no Yuotube. Pago pra ver na telinha o que senti na pele. A partir daí é lucro.
“Afinal, nessa reunião estavam presentes representantes do Ministério da Cultura, e foi realizada com um grupo de pessoas que, segundo os artistas, têm causado muita preocupação porque consideram uma invasão o que eles estão pretendendo.”
primeiro de tudo: a cultura não é só dos artistas, e não é só de arte que se faz um ministério da cultura.
e segundo: “segundo os artistas”??? Lamentável esta postura amplamente discriminatória em relação à cultura digital, como se neste setor não existissem artistas. Faça melhor o teu dever de casa, cara “jornalista”. O Brasil e o mundo tem inúmer*s artistas de renome que apóiam e fazem uso da cultura digital na sua arte.
Deixa eu entender,
“Lição de casa” é um bordão da Marina Cor de alface Vencida, candidata pelos mais ou menos verdes, divididos por questões financeiras, não é não?
Escuta aqui pricitiiiiiiiiiiiis, tu vai ensinar jornalista escrever texto? Cè tava lá ou assistiu pela internet?
Que coisa rapaz!!! ou seria moçoila quem de fato escreve?
Bezeera
Caríssimo, competentíssimo, fortíssimo Paulo Moraes das Alterosas,
Somo vítimas do mesmo acidente geográfico cibernético. Ficamos a espera do Leonardo liberar os comentários, os desencontros as intervenções feitas neste site. Mas vamos lá, sou o primeiro da lista a fazer campanha para que ele adquira logo um lap com autonomia de vôo, e com isso a “briga de foice” como você sugere ficará mais divertida. Enquanto isso vamos ao improviso mesmo.
Se o seu comentário fosse liberado imediatamente ontem talvez eu teria já respondido a você, e melhor ainda a autora do texto também, o que seria melhor para todos. No entanto…….
Não tenho procuração para defendê-la, mas me sinto no dever de ao menos colocar alguns pingos nos is. Posteriormente ela talvez te responda, não sei. No momento se encontra no HC de São Paulo sob cuidados médicos, cuidando de resolver seqüelas de um acidente que imobilizou sua mão esquerda. Imagine só uma jornalista sem poder usar as duas mãos. Ditou de orelhada aquele texto para um programa de transcrição automática e em seguida fez as correções com um dedo só. Foi isso o que você leu, o resultado desse esforço pessoal incomum. Mas está, na luta como milhares (eu disse milhares) de profissionais envolvidos na produção artística e cultural. Agora a coisa é comigo daqui pra frente:
Já havia apontado na msg anterior que considero esse encontro de sexta-feira em São Paulo o início de esclarecimentos por parte dos artistas e de todos os produtores culturais para a população brasileira. Sua intervenção defendendo (defende isso mesmo?) a briga de foice na administração pública parece ser uma prática que deva ser combatida. Meu argumento: O Estado deve dar segurança ao cidadão e não o contrário semeando violência. Sei que não é sua intenção, mas se outra atitude não for adotada acabaremos na generalização execuções a luz do dia, como aconteceu numa cidade próxima aqui de São Paulo, por ex-integrantes do poder público, a cerca de dois meses. O caso de Celso Daniel, até hoje ainda não foi desvendado. Talvez a própria Suely Pinheiro possa te esclarecer questões ligadas à violência dentro da administração pública.
Outra questão que de leve você levanta, mas não aprofunda é a questão dos acadêmicos envolvidos nas questões da Cultura. Mora ai o problema. A maioria dos que fez intervenções naquele dia 25 de março ostenta títulos universitários, logo assalariados do poder público. Eu te pergunto se tem idéia como vivem a maioria dos artistas, que estão ligados tanto ou mais a Cultura do que esta casta que bem como disse Sergio Amadeu Silveira ““ eu e outros intelectuais disponibilizamos nossos textos, pela Internet, e a coisa tem dado resultado. Eu, por exemplo, escrevo livros e ganho muito dinheiro com palestras, pois meu trabalho é divulgado”. A arrogância, a avaliação é minha, da professora demonstra muito bem a dicotomia entre a realidade das ruas, dos palcos, dos centros de umbanda e o conforto de um holerite mensal geralmente prova de depósito numa agencia do Banco do Brasil.
Só para ficar nas iniciais, a certa altura, não posso precisar se foi à mesma professora ou não, mas componentes dessa casta exigiu retratação de todo Ministério. Exigiram uma autocrítica do ato de feito nos primeiros dias de gestão. Isso é ou não a velha autocrítica stalinista do velho partidão e grupelhos da esquerda dos velhos tempos?
Como foi dito aqui, as provas do ocorrido estão em poder dos integrantes da Cultura Digital (a gravação do encontro). Ao menos nisso, nós contrariamente estamos esnucados. A próxima tacada vem do adversário. Ontem o jornalista Rovai esbravejou ao ser questionado sobre sua ética ou não de atuar como militante cobrando fatura do governo Dilma (na cara dura diria eu) (texto da jornalista Suely Pinheiro). Chamou de sacana o questionamento. O resto da piada eu guardo para o próximo ato. Rovai vai entrar para a história do jornalismo brasileiro, disso eu tenho certeza.
Os “inimigos”da Ministra desde que iniciaram sua campanha para derrubá-la e em seu lugar colocar o candidato deles, vêm usando a tática de repetir uma mentira cem vezes para ver se ela se transforma em verdade.
Outra tática é a de desqualificar qualquer texto ou comentário que exponha fatos ou idéias que os contrariam.
Mas no geral confundem um debate sério e construtivo com um clima de Big Brother Brasil e abusam do bullying.
Táticas muito desgastadas e inúteis.
O MinC vai a pleno vapor,ainda que as nomeações para todos os Ministérios,como sempre acontece a cada início de governo, estejam saindo em ritmo lento. Mas no site do MinC podemos acompanhar e opinar sobre todos os temas em desenvolvimento e inclusive analisar o texto preparado, em 2010, sobre a Lei de Direitos Autorais.
Quanto a essa questão de cultura digital, já há um responsável por esse setor nomeado e tudo segue como normalmente.
Difícil mesmo é compreender porque se faz um cavalo de batalha da retirada do logotipo do Creative Commons do site do MinC. Isso não alterou nem prejudicou o site nem a ninguém.Ou será que prejudicou alguém em especial? E por que? Esse o grande mistério.
Carlos Henrique:
Acompanho esse blog e leio com atenção seus comentarios, alias sempre elevados a posts. Acredito que os seus pontos de vista sejam os mesmos do titular do blog, para receber tanto destaque.
Ja entendi que o senhor acha o Gil e companhia maravilhosos, que detesta a nova ministra, que quer derrubar a lei de direitos autorais.
Tudo bem. Mas e dai ?
Como é que os artistas vão se sustentar? E é bom afirmar que o direito autoral não se restringe apenas a musica.
Gostaria de entende-lo. Ate hoje não consegui.
Que direitos, se acha oportunos, o senhor pensa que os artistas deveriam ter? Nenhum.
Deveriam ganhar a vida com a internet?
Quem são os medalhões da cultura que o senhor sempre cita? O Gil, que o senhor tanto gosta, é medalhão?
Eu creio que os seus textos alem de prolixos trazem grandes enganos. O senhor coloca a nova ministra como ligada ao PSDB, quando justamente o Gil é de um partido de direita ligado a ele. O senhor acusa a ministra recem empossada de beneficiaria da lei Rouanet, enquanto a gestão anterior alem de não alterar a legislação em oito anos, ainda distribuiu o dinheiro publico a todos os amigos, como estamos vendo agora nas recentes denuncias.
Por favor responda sem rodeios.
Gostaria de entende-lo.
Por favor não vire a conversa para o ECAD, porque ja entendi sua posição e tambem acho que o dinheiro dos artistas deva ser bem fiscalizado.
Queos pariu,
Li num tópico hoje cedo um ataque entre “irmãos” que disputam o MINC. Fiquei horrorizada.
Que que é isso companheiro?????
coisa mais ou menos assim:
“O Célio deveria ter vergonha de falar determinadas coisas em público! Ele foi muito irresponsável a frente da SCC deixando inumeros convênios sem caixa para pagamento e causando toda série de transtornos no pagamentos de pontos de cultura.
Na campanha para deputado ele fez alianças péssimas, foi encostado pelo próprio partido, não teve voto nem pra se eleger como vereador! foram míseros 10 mil votos. pra ele ser eleito precisaria de 100 mil!
Outra crítica que tenho é quanto a corrupção na gestão dele. Vários premios que a SCC lançou ano passado foram ganhos por pessoas do pc do b! É só vc investigar, nassif! Veja o premio tuxaua. Na 1° edição 30% dos ganhadores eram de sp. Na segunda, em 2010, ano de eleição no qual Célio se candidatou a deputado por SP, o premio teve mais de 50% de ganhadores de SP! Isso não é um absurdo imoral? Pelo menos dois dos ganhadores trabalharam como cabos eleitorais na campanha dele! O Frederico, o Lejuene, a Veridiana, o Mauro, entre outros, são todos cabos eleitorais do Célio!
Me desculpe Nassif, mas esse sujeito tinha de ir preso. Ele comprava as pessoas com editais! Fale com o Gui Malon no Rio que ele vai confirmar tudo que estou dizendo! Os editais do premio asas e Tuxaua foram criados para financiar campanha! Eu espero que Célio turino nunca volte a politica. Ele é tão sujo quanto Fernando Collor ou Sarney”.
DE ONDE SAI ISSO?
Procurei agora a pouco e já não vi mais a msg.
M.
Mendes, o comentário não foi deletado. Ele está no seguinte artigo: http://www.culturaemercado.com.br/conversacao/pontos-de-vista/celio-turino-empoderamento-e-protagonismo/
Paulo,
Aqui está o restante da piada produzida por Ricardo Rovai. Com sua costumeira truculência comparou sua tomada de posição no caso Cultura Digital x MINC, a extraordinária façanha do jornalista norte-americano John Reed. É importante destacar que Reed tomou posição em favor dos fracos, dos oprimidos e dessa forma sua atuação entrou para a história. No caso de Rovai ele toma partido numa questão corporativa do lado dos blogueiros que longe se ser contra ou a favor do governo Dilma/Lula ou vice-versa, cuida de interesses ligados ao financiamento da nossa forma de fazer jornalismo. É o mesmo que aceitar que policiais civis em justa greve (não é o caso dos blogueiros) usassem as mesmas armas (falo de revolver, veículos do estado) para invadir dependências do estado. Outra alternativa esdrúxula seria soltar os presos dos distritos. Isso não acontece porque apesar da origem truculenta da policia civil os profissionais desta mesma policia sabem o que ética.
Ula Lá Leornado,
Massa!!!
Vou lá dar um pitaco.
Mendes? Tomara que seja nova-iorquina Graciela Mendez. Bem vinda amiga, ao antro dos malucos. Aqui você se diverte mas pode levar porrada, até mais que policia em estádio de futebol. Vai devagar. Eu vou. Só cutuco a onça com vara comprida. Não sou louca nem nada.
Vou no endereço me divertir um pouco.
Leonardo,
Todos os bichos começam a sair das tocas. Esse final de semana último foi de lascar. Você recebeu o artigo assinado por Odilon Wagner? Apesar de achar que ele foi um dos responsáveis pelo atravancamento da discussão da Lei de Incentivo, acho que faltou jogo de cintura pra ele no ano passado, neste momento ele pode ter uma importância muito grande no que vem daqui pra frente.
o texto é uma resposta ao Noblat .
veja lá.
Fúria Ideológica http://www.apti.org.br
abraço Jair
Paulo,
Nenhum problema em uma pessoa ser franca, pelo contrário, o que não pode acontecer em hipótese alguma é usar essa desculpa para justificar uma ação de truculência, agressividade e desrespeito contra o MINC (na verdade, contra a atual ministra Ana de Hollanda) e, infelizmente, essa mesma atitude ser aprovada (o que é o seu caso), como sendo a maneira correta de se relacionar com as pessoas, independentemente de quem esteja do outro lado. No caso do grupo em questão, agir como se o Ministério da Cultura fosse seu inimigo.
Quanto à “guerra de foice”, mencionada por você, o que penso e acredito é que não existe necessidade alguma em transformar a política (conforme fez questão de frisar) em um ringue de “LUTA LIVRE” (e foi o que, de fato, aconteceu lá), aliás, sem nenhuma regra ou critério.
Como você disse, o “MINC é de todos”, mas em hipótese alguma poderá ser em detrimento das demais áreas da Cultura, como o teatro, a Dança, o Circo, a Música, o Cinema, as Artes Plásticas, etc, conforme defende ferrenhamente e sem nenhum escrúpulo o grupo da Cultura Digital. Você não tem nenhuma obrigação de saber, mas nesse caso faço questão de destacar que ao contrário do que afirmou (por desconhecimento, naturalmente) é a minha experiência em ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Participei de uma considerada como de ponta e das mais modernas, obtendo excelentes resultados e com visibilidade Internacional, que foi a Prefeitura de Santo André, (ABC Paulista) aonde atuei como COORDENADORA DO DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO DE IMPRENSA, e ASSESSORA DIRETA do Prefeito, CELSO DANIEL.
Suely Pinheiro
Suely,
Juro não entendi. Se tiver alguma pista me avise. O que esse pessoal da Digital tem a ver com o Ministério da Cultura?
Gê
Alessa amiga,
Que coisa maluca essa contra a Ana de Hollanda. Daqui longe dos grandes centros sempre pensei que os artistas fossem unidos. É não?
Pedro, me liga qualquer dia
Suely,
Fui ler o que anda escrevendo esse Rovai. Valente ele, não?
A direita andou falando uma coisa que agora eu começo a perceber que não estava totalmente equivocada. Esse negócio de patrocinar blogs amigos iniciativa do Franklin Martins ia dar m……Parece que começou a dar. Grande culpa é também dos sindicatos dos jornalistas que nada fizeram. Deram uma de “não é com a gente” e deu no que deu.
Azar agora.
Sempre que posso solto o verbo. Não quero nem saber.
Padro
Leonardo,
Atualmente morando em Ibiza, mas sou brasileiro de corpo e alma. Sou DJ e acho uma palhaçada essa que estão fazendo com Ana de Hollanda. Acho que mesmo vivendo graças ao surgimento de tantos instrumentos de execução na era digital, artista é artista. Gestor cultural é gestor cultural. É o mesmo que chamar os Bedeus para elaborar política educacional. No que depender de mim – pau nessa gente.
Pablo
Esta semana que passou foi de fato de lascar!!! Mas o saldo foi muito positivo. Celio Turino levou uma sapatada e tanto e teve abortado um plano de “volta por cima”, triunfal é o que se imagina. Bastou um zé ninguém levantar suspeitas sobre sua origem em Campinas para que seu pequeno exército recolhesse as pedras e estilingues. Tanto melhor, vamos conversar a partir de agora com argumentos e não agressões. Neste tópico acho que apesar da pouca receptividade dos contrários (até porque trouxe a público a natureza dos Nets) algo muito importante veio a tona – Mario de Andrade. Não faltou tentativa de “desqualificar” a jornalista, também não deu certo. Suely é responsável pela publicação de um dos documentos mais importantes que se conhece a respeito das circunstâncias da morte do poeta e musicista da Rua Lopes Chaves. Mas não perderam a oportunidade de tentar azedar a singela matéria acima. A semana promete.
Prezada Suely,
Por que você acha que cultura digital não é arte?
Eu tenho minhas dúvidas mas não entendi também o que essa história tem a ver com Direitos Autorais.
Você como jornalista deveria ter dado uma opinião a respeito. Por que não fez isso?
Por uma questão de honestidade vou relatar o que ouvi e tento entender melhor:
dizem que estão se movimentando para combater o atravessador da cobrança dos Direitos Autorais. O que eu não entendo é se eles representam alguma categoria de produtores intelectuais ou artistas. Não creio.
Repito, o que temos que manter é um canal aberto de discussão, sem bombardear os que pensam diferentemente de nós. Não acha?
Camaradas,
Falo parte do universo dos acadêmicos. Procurei o tal Convênio e achei somente o seguinte:
Que convênio é esse MINC & Universidade Federal do ABC?
Eu encontrei essa decisão no site da Própria Universidade, mas não fala de valores nem de termos de contrapartida etc etc. Um coisa ao menos ficou claro, foi firmado em 17 de dezembro.
Ato Decisório nº 17, de 17 de dezembro de 2010 – Aprova o Convênio entre UFABC e Fundep (Termo de Cooperação com o MinC).
(Conselhos/Consuni – Atos Decisórios)
Serviço Público Federal FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC Conselho Universitário ATO DECISÓRIO Nº 17 de 17 de dezembro de 2010 O CONSELHO UNIVERSITÁRIO (ConsUni) da FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL …
17 de dezembro de 2010, quando já se sabia quem seria o novo ministro da Cultura, ou seja, a nova ministra.
Tenho a impressão que mandei um outra mensagem e não estou lendo aqui neste tópico. Sei que tem um video correndo a rede sobre esse debate. Tem noticia a respeito?
Prezada Jornalista Sueli,
Se você foi lá como produtora cultural porque não pediu a palavra e mandou ver?
Agora não dá pra chorar, né minha filha!!!
Paula e Paulinha,
Desculpe-me pela demora, tenho razões objetivas para ser mais lenta nas minhas respostas(mão esquerda imobilizada mas aqui estou. Nãoe estou chorando e quanto a primeira questão acho melhor que cada um que não esteve presente ao encontro do dia 25 de março FUNARTE-SP, possa gastar um pouco de seu tempo e assista esse documento que com toda certeza vai ficar para toda posteridade. Em primeiro lugar chamo a atenção para o orgulho que os integrantes do Movimento Midia Digital tem ao denominarem-se ativistas. Para ilustrar posto aqui o link no YUOTUBE.
http://www.youtube.com/watch?v=_ehNKgrniTc
Tem mais, tem ao menos mais duas partes interessantes que serão postadas futuramente, se houver interesse jornalístico.
Suely,
Entre no link do Yuotube depois de sua mensagem sugerindo que o fizesse. Sinceramente acho que todo bate boca estudantil está invadindo o ambiente da discussão séria do Ministério da Cultura. Louvo a disposição dos membros da atual gestão, mas sinceramente, esse meus coleguinhas de Academia deviam tomar um pouco de vergonha na cara.
Oswaldo
Olá companheira,
Deve saber tudo o que penso a respeito dessa rapaziada desocupada, não?
Pois bem. O que me espanta é ver o Ladislau Dowbor com inestimável serviços prestados a Humanidade envolvido nessa Pandega. Não estive presente e sei que andou dando palpite, portanto fica aqui de momento só a curiosidade. Quanto a SA e Rovai, SEM COMENTÁRIOS.
ATENÇÃO:
Antes que algum desocupado me acuse de dupla face, eu me adianto. Agenor Arruda e Genor são a mesma pessoa. E mais, não sou transexual, mas dou a maior força pra quem é.
(*) tudo culpa do site do Leornardo, Cultura e Mercado, que não nos dá a chance de editar os comentários.
A todos,
Também não costumo responder a predadores, principalmente quando esses fazem uso da desqualificação para se promover. No caso deste tópico me sinto na obrigação de fazer um pequeno comentário a respeito de Mario de Andrade, sua vida e sua obra. No ano de 1993 quando do centenário da nascimento do autor de Macunaíma eu trabalhava como coordenadora de comunicação do Centro Cultural São Paulo, auxiliando a amiga Lulu Librandi, que todos sabem não torce pelo mesmo time que eu na Política Nacional. Isso não tem nenhuma relevância comentar aqui, salvo dizer que somos amigas e orgulho-me de ter participado de uma das mais belas e completas homenagens a Mario de Andrade. Durante muito tempo debrucei sobre a sua obra e sobre o material definitivo que foi exposto ao grande público, dos quais destaco o excelente trabalho do maestro Carlini e o convívio com Bento, extraordinária pessoa, no passado auxiliar de Mario de Andrade.
Mais tarde, por coincidência ou não vim a criar o Jornal impresso Macunaima, na cidade de Araraquara com recursos dos Programas de Pós Graduação da UNESP. Mesma universidade que hoje tem a incumbência de conservar a chácara onde Macunaíma foi escrito.
As 27 edições impressas de Macunaíma estão a disposição de quem julgar oportuno consultá-las
abraço
Suely Pinheiro
Jair Alves respondeu à sua discussão “O assassinato de Mario de Andrade” em Portal Macunaima
Para ver a nova resposta, visite:
http://portalmacunaima.ning.com/forum/topics/o-assassinato-de-mario-de?commentId=6320213%3AComment%3A2706&xg_source=msg_com_forum
Pena que este site não permita postal vídeos, seria muito bom. Logo na imagem inicial surge uma figura emblemática da história política brasileira.
Parabéns Suely
Quero ler todas as edições. como pode mandar? Tem PDF?
Pode requisitar sim,
Basta acessar o Portal Macunaima e procurar minha página pessoal e falar comigo.
Com maior prazer vamos atender.
grata pelo retorno
Andei lendo ontem num outro blog o que andam escrevendo a respeito da questão dos direitos autorais. Há duas semanas teve no Rio de Janeiro uma reunião entre a Ministra, presidente da FUNARTE com os músicos daquele estado. Impressionante os inimigos da atual gestão do MINC sequer tocam no assunto. Isso porque lá levaram, segundo meu disseram, uma tremenda de uma surra. Eles não admitem que possam ser contestados. Ainda mais, efetivamente esse pessoal da mídia livre tem a ver com a criação e distribuição de obras artísticas?
Juro que não sei.
Caríssimo Leonardo,
Vc tem como publicar o video que está no YUOTUBE?
Nesta sexta-feira apesar do grande destaque da imprensa ao caso de Realengo os perseguidores de Ana de Hollanda não deram trégua. Reuniram-se todos num determinado blog, de um certo jornalista econômico para transformar o que era “ilegal” em algo pra lá de “reacionário”. À frente sempre um ou outro pib bul para latir mais alto. É só conferir. Em resposta mandei ver ANA DE HOLLANDA – O Fenômeno, ou Os Ativistas do Inferno. Está disposição deste site se o seu responsável julgar oportuno publicá-lo.
Jair Alves
Leonardo,
Faço minhas as palavras de Waldo: você tem como publicar vídeos já postados no YUOTUBE?
Eu não entendi. O que querem que eu publique e aonde? Abs, LB
Estou postando aqui a passagem da APTR no MINC em Brasília esta semana:
A APTR, através de seus representantes Bianca De Felippes e Eduardo Barata, participou em Brasília do lançamento da Frente Parlamentar Mista da Cultura, da audiência pública da Ministra Ana de Hollanda na Comissão de Educação Cultura e Esportes do Senado e de um encontro formal com a Ministra, o Presidente da Funarte, onde estiveram presentes: Eduardo Saron – Itaú Cultural; Fábio Cesnick – advogado da Fundação Roberto Marinho, do GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas) e Odilon Wagner, presidente da APTI.
A Deputada Federal Jandira Feghali é a presidente da Frente Parlamentar, cujo lançamento aconteceu no Salão Nobre do Congresso. Vários parlamentares, incluindo a deputada Fátima Bezerra, os senadores Roberto Requião e Marisa Serrano, respectivamente presidentes e vice da Comissão de Educação e Cultura da Câmara e Senado, além de secretários do Minc e presidentes de autarquias, fundações, dos músicos Nélson Sargento, Sandra de Sá, Margareth Menezes e do ator Antônio Pedro prestigiaram o evento político. “Sem dúvida, a criação da Frente Parlamentar é um instrumento fundamental no fomento desse diálogo, para que possamos, com isso, construir políticas públicas fundamentais para a nossa área. E o caráter plural e suprapartidário da Frente só aumenta sua representatividade e importância dentro dessa elaboração”, disse a Ministra.
A Frente Parlamentar Mista de Apoio à Cultura já conta com a adesão de mais de 300 deputados e senadores. Para a presidente da Frente Parlamentar, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), um dos principais desafios do grupo é acelerar a pauta relativa à cultura e fazer uma mediação com a sociedade e com os diversos governos. “Precisamos que essa pauta ganhe relevância, não apenas em torno dos projetos que já estão aqui, mas também em torno de grandes questões que a sociedade tem de debater”, avaliou Jandira.
Foram mais de 3 horas de duração da audiência pública da Ministra, na lotada sala da Comissão de Educação e Cultura do Senado. Ana de Hollanda leu o discurso e depois foi sabatinada pelos senadores: “Queremos aprovar o quanto antes o Pro Cultura, que institui o Fundo Nacional de Cultura, com papel de democratizar o acesso a recursos de projetos culturais menos interessantes para o mercado”, afirmou Ana.
Em um encontro fechado, realizado no prédio aonde acontecia o Conselho Nacional de Políticas Culturais, participaram a Ministra, o presidente da Funarte, APTR, APTI, Instituto Itaú Cultural e o advogado Fábio Cesnick. Ficou constatado que ainda não há unanimidade em relação ao projeto de lei que institui o Pro Cultura. APTI e o Instituto Itaú Cultural entendem que o texto substitutivo da PL contempla de forma eficaz a produção independente. Questionamos (APTR) a extinção dos 100%. Segundo o Dr. Fábio, o texto do relator final do projeto, institui até 80% de isenção fiscal e 20% podem ser colocados, pela empresa, como despesa operacional, chegando desta forma, aos 100%. Não temos ainda definição deste entendimento.
Outra questão polêmica continua sendo o item que revoga a Rouanet, pois segundo o jurídico do Senado, extinguindo a 8313, qualquer nova lei de isenção terá que ser revista pelo Congresso de 5 em 5 anos. APTI, Instituto Itaú Cultural e o Dr. Fábio Cesnick não entendem desta forma. É Bom lembrar que a Lei Rouanet não precisa passar por este processo de ser revista, pelo Congresso, de 5 em 5 anos. A Lei do áudio visual precisa e a cada 5 anos é um período bastante desgastante, mesmo tendo Luís Carlos Barreto como representante do cinema.
Neste encontro ficou claro que é fundamental um aprofundamento do texto do PL do Pro Cultura.
O orçamento para o Ministério da Cultura em 2011 era de mais de 1 bilhão e 800 mil, com o corte do governo federal de 500 milhões, o orçamento deste ano do Minc será 1 bilhão e 300 milhões. Propusemos uma organização da comunidade cultural, a fim de solicitar e sensibilizar a Presidente Dilma que este corte não aconteça, ou seja menor, pois desta forma, vários projetos do MinC não poderão ser realizados.
O Presidente da Funarte afirmou que 58 milhões já estão garantidos para o pagamento do edital do Pro Cultura e disse que já começaram a definir as comissões que escolherão os projetos contemplados. Grassi afirmou ainda que haverá novidades nos editais da fundação: “Vamos investir R$ 10 milhões em editais de ocupação dos 20 espaços da Funarte, voltados para a programação do segundo semestre”.
Antônio Grassi comentou que o teatro deve ter uma proteção especial, pois caso o Pro Cultura seja aprovado, da forma atual, perderemos os 100%, porém o Cinema e os Esportes continuarão com as suas leis, proporcionando aos investidores abaterem 100 ou mais de 100% de seu IR.
A Ministra Ana de Hollanda e o Presidente da Funarte Antônio Grassi demonstraram bastante interesse na nossa área e vontade de manutenção do diálogo com os representantes das diversas formas de produção cultural.
Leonardo,
Ainda que em atraso respondo sobre os vídeos.
No dia do embate MINC & ATIVISTAS DIGITAIS foram produzidos vídeos e parte deles estão postados no YUOTUBE. A proposta é que você publique aqui se possível.
jair alves
A extraordidinária mudança de opinião do jornalista Rovai, porta-voz dos Digitais é surpreendente. Quem diria? “eu nunca me alistei como ficaJuca, muito menos ForaAna” Impressionante” Imagino se tivesse se alistado!!!. Conclusão: CONVERSANDO A GENTE SE ENTENDE.
Nesta terça-feira Ana de Hollanda dá entrevista a Jô Soares com dois blocos no Programa do Jô. Se considerarmos que neste mesmo local os CC estiveram vendendo o seu peixe ainda durante a gestão Juca é hora de ver quem está mentindo.
vai sair lascas!!!