Lei 12.485 é liberdade de escolha para o cidadão
A Lei 12.485/11 é um marco para a cultura e, até mesmo, para a democracia brasileira. A lei aprovada em 2011 contemplará o público aumentando a diversidade da programação da TV por assinatura e gerará milhares de empregos em todo mercado cultural brasileiro.
Ela conseguirá isso com, entre outras coisas, o mecanismo de estabelecer uma cota mínima para conteúdo nacional em horário nobre. A lei define que os canais tenham 3h30 de programação brasileira por semana em horário nobre, sendo a metade independente.
Essa lei é a maioridade de nossas políticas públicas de cultura e nos colocou em briga de gente grande.
A Operadora SKY, oriunda da megafusão entre SKY e DirecTV, que deu ao magnata Murdoch 95% do mercado de TV via satélite no Brasil, acaba de lançar uma ampla campanha que visa conscientizar o cidadão contra a lei.
Primeira observação: não precisamos ficar “bravinhos” com a SKY por atacar os produtores independentes e o conteúdo nacional. Debates como esse são naturais na democracia e fazem parte do jogo democrático. Na verdade, deveríamos mesmo é comemorar. Poucas vezes tivemos um momento como esse, onde as questões de cultura ganham atenção do cidadão. Produtores independentes de televisão, Associação de Roteiristas, o Congresso Brasileiro de Cinema, a Abraci, Apaci e outras entidades começam a se manifestar. É um momento único de tentar se comunicar com a sociedade.
Segunda observação: Nossa comunicação deve ser com a sociedade. Não apenas com a “classe audiovisual”. Muitas manifestações convocam a classe audiovisual. Mas é muito pouco. E a “classe” nem precisa ser convocada. O mínimo que temos que fazer é convocar é a militância de todos os produtores de cultura brasileiros. Realizadores de teatro, música, circo, artistas em geral serão favorecidos por ter finalmente espaço televisivo. Mas isso ainda é apenas a base inicial. A comunicação que temos que fazer deve ser voltada à sociedade, ao público. Temos que deixar claro que não estamos defendendo um interesse corporativo. Estamos ao lado do cidadão.
Vale a pena analisar a campanha da SKY.
Ela começa com: Você é a favor da liberdade na TV por assinatura?
Depois afirma que “isso é o inicio de uma grave intervenção nos meios de comunicação e que uma agência reguladora terá o poder de controlar o conteúdo”.
Além disso, em outros momentos afirma que o assinante será obrigado a ver filmes brasileiros.
Como defesa os realizadores em geral estão acostumados a afirmar coisas fundamentais como o fato do conteúdo nacional ser importante para reforçar o senso de identidade nacional e impulsionar o desenvolvimento da indústria do audiovisual.
Isso é verdade, mas é pouco. Não podemos contrapor nacionalismo à liberdade. Liberdade é fundamental.
Temos que avançar no debate e esclarecer a população. E temos que começar respondendo a pergunta: você é a favor da liberdade na TV por assinatura? Sim! Somos a favor, sempre fomos.
Não podemos dar a uma corporação privada o título de defensora da liberdade de escolha do cidadão. Liberdade empresarial não é, necessariamente, liberdade cidadã.
Temos que tomar um grande cuidado: não pode parecer que é cineastas x público. Já tivemos momentos que os cineastas foram assim, no passado. Isso passou. Mas parte pequena do público ainda vê os cineastas como gente chata que quer impor seus filmes ao público. Temos que mostrar que estamos noutra, faz tempo.
A SKY não pode se colocar como defensora do interesse público. E tratar os realizadores como se estivéssemos presos a interesses corporativos. Não é verdade.
Temos que ter claro que o principal objetivo da lei não é dar empregos para cineastas. Nisso a gente se vira. O principal objetivo da lei 12.485/11 é o cidadão, não a classe audiovisual. Ela serve principalmente para aumentar a diversidade de conteúdos para o cidadão comum. Queremos dar mais LIBERDADE DE ESCOLHA para o cidadão.
Queremos conteúdo brasileiro justamente para que o público tenha mais diversidade. Não queremos tirar esportes, nem nada. Isso já tem bastante. Queremos mais. Queremos, por exemplo, ver a TV paga fazendo ficção de qualidade, tal como faz a nossa maravilhosa TV aberta, aumentando a quantidade de entretenimento de qualidade disponível ao público.
Nosso objetivo é apenas impedir a imposição privada de apenas um tipo de conteúdo e aumentar a diversidade de opções para o público.
Lembrei-me agora das linhas de ônibus. Se não tiver algum poder público organizando a rede de transporte (que tem operadores privados) os empresários do setor operam apenas as linhas mais rentáveis. Nesse caso, vastos setores da população ficariam desamparados, sem transporte.
A democracia é o poder da maioria, mas também o direito das minorias. Cabe ao Estado Democrático garantir que a diversidade de gostos e interesses seja contemplada. Se o mercado ficar sem regulação ele vai investir apenas na área mais rentável e prejudicar o interesse público. A TV, por exemplo, poderia produzir apenas transmissões esportivas que são mais rentáveis, pois tem menos investimentos, e não investir em dramaturgia. Isso prejudica o interesse do público.
Isso não é esquerdismo e/ou intervenção estatal à la Fidel Castro. Foi o PSDB que criou o modelo das agências reguladoras e o PT deu sequência. É natural no regime democrático.
Temos que ter a coragem de responder de frente a acusação da SKY: “isso é o início de uma grave intervenção nos meios de comunicação e que uma agência reguladora terá o poder de controlar o conteúdo”.
Sempre desviamos dessa questão, mas chegou a hora de debater claramente a diferença entre regulação e censura.
A censura é para excluir conteúdos. A regulação é para aumentar a diversidade de conteúdos. É oposto. A regulação serve para diminuir a censura privada. Muitos falam de censura estatal, mas poucos falam da censura privada, que acontece diariamente. A regulação é anti-censura.
Temos que discutir claramente com a sociedade que a democracia se faz com Estado forte. Com Estado fraco o interesse privado se impõe completamente e a população fica refém do interesse econômico de pequenos grupos de biliardários. O Estado democrático forte tem que “tentar controlar” o interesse privado.
Eu digo “tentar controlar”, pois o fato é que o Estado no Brasil é fraco. A SKY diz que a Ancine vai “ter o poder de controlar o conteúdo”. Alguém realmente acredita nisso? Alguém acredita mesmo que a Ancine é assim tão poderosa? É apenas uma lei que diz que algo como 30 minutos diário deve ser de conteúdo nacional. É pouco para caramba. E a Ancine não escolhe qual conteúdo será. A TV escolhe. E todo o resto é “controlado” apenas pelo interesse comercial e é natural e saudável que seja assim. O Estado não vai ter esse poder todo. Vai apenas fazer uma pequena intervenção visando ao interesse público e ao aumento da diversidade. Convenhamos que é algo bem humilde. Não precisamos ter medo de defender um Estado forte na Politica de Comunicação do Brasil de hoje. Até porque o Estado é muito fraco no setor. Ele é todo controlado por interesses privados. Ter um pouquinho de regulação pública não vai ser assim tão ditatorial.
Além disso, temos que ter claro que o Estado não quer acabar com o mercado. O empreendedorismo privado é uma força fundamental. A agência reguladora visa apenas evitar seus abusos. Nem sempre o “Estado” está certo. O Estado também é feito por seres humanos que podem errar e/ou defenderem apenas seus interesses privados. Mas também nem sempre o poder privado está certo. Ninguém é perfeito nesse jogo. Mas a briga entre os dois é vantajosa para quem realmente interessa: o PÚBLICO. A população. O Cidadão. O cidadão só tem a ganhar com essa briga, pois poderá ir opinando em suas brechas e intervindo. Se o Estado neutralizar o privado ou o privado neutralizar o Estado entramos na ditatura. Seja a ditadura do Estado, seja a ditadura das corporações privadas.
Além disso, um dado final: o fato é que o público de TV paga quer conteúdo nacional. Em especial de ficção. O Canal Viva, por exemplo, que reexibe as novelas da Globo tem dado ótimos índices de audiência. Eu estou convencido que um dos motivos da TV paga ter demorado tanto para emplacar no Brasil foi à ausência de conteúdo nacional e regional. Todos falavam do preço da assinatura, mas isso é parte da verdade. Basta ver o altíssimo índice de pessoas que assinavam TV paga apenas para assistir TV aberta com sinal melhor e de pessoas que assinavam TV paga e desistiam, pois não gostam de sitcoms americanas. A TV paga americana foi implantada com uma politica de criação de canais independentes, como Discovery e HBO. A TV paga brasileira foi apenas com canais ligados à mesma programadora, com pouca diversidade de proprietários de canais, e sem produção local e independente. Foi assim que se afastou do público e temos baixíssimos índices de assinantes.
Hoje temos a oportunidade de recomeçar. A população subiu seu poder aquisitivo e está dando uma nova chance para TV por assinatura. Mas vai querer conteúdo nacional. Torço para que a SKY e outras empresas do setor foquem em realmente conquistar o público e percebam o potencial da produção cultural brasileira para ajudá-las nisso. Mas se eles não perceberem azar. Vamos seguir em frente e mostrar ao PÚBLICO, ao espectador que essa Lei visa melhorar a qualidade e a diversidade sua programação! Nesse sentido considero louvável a iniciativa do Congresso Brasileiro de Cinema (CBC) de entrar em contato com Associações de Defesa do Consumidor. Isso é fundamental e é isso o caminho que devemos seguir.
Tags:audiovisual, lei 12.485, POLÍTICA, sky, tv









MANIFESTO AO POVO BRASILEIRO EM REPÚDIO A SKY
EM DEFESA DO AUDIOVISUAL BRASILEIRO e POR UMA TV POR ASSINATURA COM A CARA DO BRASIL!
Atendendo apenas aos seus próprios intere$$es e aos intere$$ de produtoras de conteúdos audiovisual estrangeiras que monopolizam as programações dos canais oferecidos aos seus assinantes, a SKY lançou e está massivamente divulgando junto aos seus assinantes e ao público em geral uma sórdida e caluniosa campanha contra a Lei 12.485/2011, que cria o SeaC – Serviço de Acesso Condicionado.
Em consonância com legislações semelhantes já em vigor e/ou que estão sendo atualmente aprovadas em dezenas de países do mundo inteiro, a nova lei estabelece novas normas para o funcionamento dos serviços de TV por assinatura no Brasil, dentre as quais a obrigatoriedade da veiculação dentro da grade de programação dos canais de conteúdo qualificado presentes nos “pacotes” oferecidos aos seus assinantes pelas empresas prestadoras de serviços de apenas um mínimo de 3 horas e 30 minutos semanais de conteúdo audiovisual brasileiro, realizado por produtoras independentes.
Colocada como eixo principal da campanha contrária desenvolvida pela Sky contra a Lei 12.485, a obrigatoriedade da veiculação de produções audiovisuais brasileiras, realizadas por produtoras independentes, ao contrário do que equivocada e mentirosamente afirma a Sky, em nada fere a legítima e democrática liberdade de escolha de programação dos assinantes de serviços de TV por Assinatura, já que propomoverá apenas a ampliação dos conteúdos e programas oferecidos atualmente, garantindo espaço à veiculação de conteúdos e programas produzidos no Brasil e, certamente contribuirá, para poupar os milhões de assinantes de se verem submetidos a programações recheadas de reexibições de produções estrangeiras.
Também repudiamos e afirmamos ser mentirosas as afirmações da Sky que afirmam que a nova lei promoverá uma “intervenção excessiva” do estado em serviços operados por empresas privadas, já que entendemos que além das legislações sobre o setor estarem sendo atualizadas em dezenas de países do mundo, a quota mínima prevista (de 3 horas e 30 minutos semanais) na nova legislação brasileira ainda deixa muito a desejar, já que está muito aquém das reais necessidades, da capacidade, da potencialidade de desenvolvimento econômico do setor audiovisual brasileiro, que lembramos, é fundamental para a defesa da soberania nacional e afirmação das nossas identidades e das diversidades culturais, num contexto mundial a cada dia mais globalizado e homogenizado.
Fruto de uma luta capitaneada durante anos pelo CBC / Congresso Brasileiro de Cinema com o apoio de praticamente todas as entidades e empresas do setor audiovisual brasileiro , a Lei 12.485 foi aprovada por ampla maioria pelo Congresso Nacional, sancionada pela presidente Dilma Roussef e sua regulamentação está atualmente sendo colocada em consultas públicas promovidas pela ANCINE – Agência Nacional de Cinema e pela ANATEL – Agência Nacional de Telecomunicações.
Repudiamos veementemente também a tentativa da Sky de antecipada e liminarmente desqualificar a qualidade dos conteúdos audiovisuais produzidos por empresas brasileiras, registrando que como é de conhecimento público o cinema e inúmeros produtos televisos produzidos no Brasil sempre foram e continuam sendo admirados em todo o mundo, como demonstra claramente as milhares de premiações conquistadas em festivais e o expressivo número de produções exportadas por empresas brasileiras e veiculadas em Tvs de vários países por todo o mundo.
Quanto a ameaça velada da Sky de que a nova Lei acarretará um aumento dos custos aos seus assinantes, registramos que todos os estudos realizados por especialistas do setor apontam que, ao contrário do afirmado, a entrada das empresas de telefonia neste mercado, além de ampliar o número de opoeradoras e a concorrência, acarretará num vertiginoso crescimento do número de assinantes de serviços de Tv por Assinatura no Brasil, resultando na redução valores pagos pelos brasileiros, valores estes que atualmente são considerados como um dos mais caros e restritivos do mundo. Esperando-se ainda que a ampliação da oferta e da competitividade no setor resulte na melhoria dos serviços prestados e na diminuição no número de reclamações dos consumidores sobre a má qualidade dos serviços atualmente prestados.
Assim, por entendermos que a Lei 12.485 atende plenamente aos interesses nacionais de promover o desenvolvimento e fortalecimento da indústria audiovisual brasileira, resultando na ampliação da produção, na geração de milhares de empregos, na valorização das identidades e diversidades culturais brasileiras, e a ainda no acesso do público aos bens culturais nacionais é que o CBC / Congresso Brasileiro de Cinema, as entidades e pessoas abaixo assinadas, lançam este
MANIFESTO AO POVO BRASILEIRO EM REPÚDIO A SKY
Em defesa do cinema e do audiovisual brasileiro!
Em defesa das identidades e diversidades culturais brasileiras!
Em defesa a liberdade de escolha e de expressão!
Em defesa do Brasil e da Soberania Nacional!
Participe e manifeste-se nas consultas públicas.
Subscreva, apoie e participe desta mobilização.
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N21427
DEMONSTRE SUA INDIGNAÇÃO, SEU AMOR PELO BRASIL e SEU RESPEITO À CULTURA BRASILEIRA!
DIGA NÃO A SKY!
E SE VOCÊ É UM ASSINANTE DA SKY, NÃO USE SÓ SEU CONTROLE REMOTO, USE TAMBÉM SEU TELEFONE
CANCELE AGORA MESMO SUA ASSINATURA DA SKY!
ELA NÃO MERECE SUA CONFIANÇA.
A Diretoria
CBC/ CONGRESSO BRASILEIRO DE CINEMA
Não concordo com o que foi dito…O nome já diz, TV por assinatura…no qual eu escolho se quero ou não o conteúdo que está disponivel e era justamente essa possibilidade de escolha que faz(ia) com que valesse a pena pagar por isso…se for para ter a mesma porcaria que temos como opção na televisão aberta, não teria um motivo que levasse alguém a pagar por isso…e ainda aproveito pra reclamar dessa ideia besta de que agora existe uma nova classe com poder aquisitivo que vai querer ver mais conteúdos nacionais e tbm preferir que sejam todos na lingua portuguesa..isso é um absurdo forçar goela abaixo toda essa programação dublada para uma tal população que deveria estar brigando pelo direito de todos saber ler as legendas e não por aceitar isso e termos todos agora que engolir isso…
Não escolhe não. Nunca escolheu. Você escolhe os pacotes que eles montam por ti, com os canais que eles escolhem colocar na grade (não interessando se você quer ou não vários canais desinteressantes que eles põem no catálogo). Você, contratando um pacote, vai ter a liberdade de escolher o que ver nessa grade. A Lei te dá opções a mais na grade, e você pode ou não assisti-los. Se você acha que esse conteúdo é tão ruim assim, é só não assistir ele. Se você escolhesse tanto assim o que você quer, já teria escolhido não-assistir propagandas, que antigamente não passavam na tv paga, mas que as pessoas são tão ignóbeis e passivas aos abusos das operadoras, que eles foram colocando algumas aos poucos, e cada vez mais, ao ponto que hoje tem momentos que você assiste uma propaganda, que para de vez em quando para passar um programa, e não o contrário – e ninguém reclama.
Mari, não sei se ficou claro, mas não haverá conteúdo dublado, mas sim conteúdo produzido no Brasil. E quem decide qual conteúdo são os canais de TV paga. Então não haverá nada forçado ‘goela abaixo’, muito menos programação dublada. Pelo contrário, haverá sim conteúdos nos canais pagos produzidos no Brasil, falados em português e que passarão pelo crivo das TVs pagas, que obviamente escolherão os melhores conteúdos possíveis. Por exemplo, já ouviu falar nessa série http://youtu.be/R_rvS7nX7pM ? Pois então, os produtores estão a procura de um canal para produzir e exibir toda a primeira temporada.
A programação inteiramente dublada é adotada em diversos países, sempre foram. Na Espanha por exemplo é assim, mesmo no cinema, é tudo dublado e os espanhóis não estão tristes nem amuados com isso, pelo contrário, eles sabem o poder da língua, tem consciência do que isso representa para eles e o que vemos, até nos EUA a língua espanhola avança e com ela os espanhóis. Nós aqui já adotamos outro caminho há muito tempo, mas nem todos…os meios disponíveis para quem não está acostumado a legendas é uma oportunidade, por que não? Temos a quarta língua mais falada no mundo e temos interesses em nos afirmar no mundo, somos imensos, gigantescos…e temos língua. Mas estamos longe de adotar princípios civilizatórios que nos protejam e promovam, estamos engatinhando…
Excelente texto Newton,
É válida também a lembrança sobre o quão positivo foi a forte política de incentivo a produção e distribuição cinematográfica implantada na Argentina. Hoje, sabemos que o cinema argentino é referência tanto na qualidade técnica quanto no âmbito político, com leis que incentivam toda a cadeia produtiva.
Essa peleja vale a pena!
abraço!
Com expressões como:
“O principal objetivo da lei 12.485/11 é o cidadão, não a classe audiovisual.”, “…a democracia se faz com Estado forte” e “o fato é que o público de TV paga quer conteúdo nacional”.
Esse texto me passa exatamente o oposto do que ele defende, parece sim briga por uma classe e soa demagógico. Mas não supreende tanto considerando as credenciais do autor.
A amiga aí de cima tá tão por fora que dá dó! Infelizmente, a TV aberta tem maior parte de sua programação de um conteúdo que não é lá essas coisas, mas queria lembrar a moça aí de cima que existem muitas produtoras independentes neste país com muitas idéias e propostas de conteúdo ficcional de qualidade, mas não tem espaço para produzí-los e veiculá-los. Essas mesmas produtoras que fazem filmes de qualidade, premiados ao redor do mundo, as mesmas produtoras que um dia fizeram programas de qualidade veiculados na TV Cultura. Você já ouviu falar no desenho do Peixonauta? Acho que não! Vai estudar mais, minha filha. Vai pesquisar mais antes de vir aqui defender aquela campanha nojenta da SKY que acha certo um canal americano repetir o mesmo episódio de uma série a semana toda quando muita coisa bacana e nacional poderia estar passando lá. Vai ler a lei, amiga! Vai conhecer as produtoras brasileiras e depois você vem comentar qualquer coisa, tá?
boa noite…
A minha opinião é um pouco diferente da sua, Mari.
Um dos motivos que levaram a minha família tempos atrás a optar pela antena parabólica (!) além da qualidade da emissão era a quantidade reduzida das propagandas. Recordo-me do meu pai falando que, afinal, você já está pagando ao canal, ele não precisaria se sustentar ganhando dinheiro com isso.
Está certo que as soap operas começaram sendo patrocinadas, mas o que a tv paga faz com os telespectadores nas AUTOpropagandas é palhaçada!
E não vejo outra razão a não ser economizar na compra/licença dos programas, pois acredito que eles não ganham dinheiro vendendo propaganda pra si mesmos.
O que tenho verificado é o alargamento de programas curtos, recheando-os com propagandas irritantemente repetitivas.
Vai ser bem fácil achar 3h30 na programação, é só diminuir a proporção de 50% 50% entre programas e propagandas do próprio canal!
Se for pra questionar o aumento do CONTEÚDO nos canais pagos, que tal dispensar energia para criticar quanto tempo estes mesmo canais fazem seus telespectadores perderem simplesmente para informar a programação que pode ser consultada por outras vias?
Parabéns e obrigada ao autor Newton Cannito, por compartilhar conosco seu ponto de vista.
Não quero parecer grossa, mas, quem disse que o público de TV paga quer conteúdo nacional? Qual a fonte dessa afirmação?
Eu não vou entrar no mérito de que tipo de programa cada um gosta de assistir, pois seria uma discussão interminável, mas dizer que essa lei reflete liberdade é mentira. Liberdade é pagar por um serviço e acessá-lo da forma que gostaria. Se eu quiser ver conteúdo internacional, eu vejo, se eu não quiser, mudo para um canal nacional.
Seria interessante, sim, a criação de novos canais nacionais na TV aberta, mas impor número de horas e demais exigências, ao meu ver, fere a liberdade do indivíduo de decidir o que quer assistir.
Em momento nenhum desvalorizo o conteúdo brasileiro, porém cabe a cada um escolher o que quer assistir, ainda mais em TV paga.
E quem disse que não quer? Por acaso consta em algum contrato de assinatura um termo que prometa a “não veiculação de nenhum conteúdo realizado por empresa produtora brasileira ou cujo idioma original seja o português”? Se não me engano, nenhum assinante cancela o contrato ou processa a operadora quando é exibido Tropa de Elite 2 na Telecine. Que ideia é essa que o assinante da tv paga não quer assistir nenhum conteúdo nacional? Não é o assinante quem determina a nacionalidade dos conteúdos disponibilizados, isso é ficção. Quem escolhe a programação, obviamente, é a programadora. A nova regra incide sobre as programadoras, que serão obrigadas a encaixar produções brasileiras na sua grade de programação. Simplesmente isso. O assinante não é obrigado a nada, o controle remoto não será bloqueado quando iniciar um filme onde os atores são brasileiros. Pessoas que pensam assim precisam repensar seus conceitos urgentemente.
Isso já foi comentado acima, mas eu preciso repetir: TV paga! Qual o conceito de TV paga? O vendedor me oferece uma série de canais à serem comprados, eu compro os canais com determinada programação que me interesse, e tenho o privilégio de assistir à esta mesma programação oferecida, DE MINHA ESCOLHA. PORQUE EU ESTOU? PAGANDO. Não tem que determinar que todos os canais sejam obrigados à disponibilizar essa e aquela programação. Eu estou pagando para assistir, eu quero assistir só o que me interessa. Senão qual o sentido de pagar pelo serviço e se sentir insatisfeito?
Eu aplaudo a iniciativa de criar canais como o Viva, com conteúdo exclusivamente brasileiro. E então, aqueles que estiverem INTERESSADOS em assistir tal conteúdo, compram o canal. É simples. Agora impor programação em canais que não são adequados pra este tipo de conteúdo, pra que os compradores destes canais se sintam impelidos à consumir este conteúdo que não é de seu interesse, é um absurdo.
Às pessoas que pagam TV por assinatura apenas para assistir TV aberta em melhor qualidade deveriam ser mais espertas, e comprar um adaptador para TV HD. Os grandes canais de TV aberta já disponibilizam este sinal gratuitamente, e o conversor é muito mais barato do que uma assinatura de TV paga.
Eu não gosto de mais de 90% do conteúdo nacional. Eu pago TV por assinatura porque em meu plano estão os tipos de conteúdo de mídia que eu quero e escolhi consumir. É o que eu quero assistir, e nada além disso. No dia em que a qualidade do conteúdo nacional melhorar, eu posso me sentir interessado em consumir aquele conteúdo, mas hoje eu não me interesso. Se eu quisesse assistir 3 horas de conteúdo nacional em horário nobre, eu assistiria TV aberta.
Repito, se o objetivo é incentivar a população à assistir conteúdo nacional na TV paga, então que continuem sendo criados canais nacionais de qualidade pra TV paga. Querem mais incentivos do que isso? Sancionem leis que facilitem o acesso de conteúdo nacional, como por exemplo diminuir o valor de planos de assinatura de TV paga com maior quantidade de conteúdo nacional. Pronto, assim a ‘nova classe com poder aquisitivo’ poderá consumir seu conteúdo nacional, e com muito menos custos, e os consumidores indecisos terão mais incetivos para o consumo do produto. Se não há conteúdo nacional suficiente para os compradores interessados neste conteúdo, então incentivem a criação deste conteúdo. Em canais a-pro-pri-a-dos!
Agora empurrar programação goela abaixo, em um serviço que estou PAGANDO, é o fim. Se eu me sentir incomodado, no final das contas vou cancelar o serviço de TV PAGA porque não me agrada o conteúdo oferecido à mim no único horário em que eu posso assistir à TV que eu estou PAGANDO.
Prezado Henry,
De fato, você paga para ter uma escolha. No entanto, essas escolha se dá entre canais possíveis organizados por tipo de conteúdo. Vc paga por canais de Filmes, Documentários, Animações de diversas nacionalidades. E por que não a brasileira?
Vc viu o documentário Vinicius? Ou a série Peixonautas? Ou Mandrake? Ou o filme 2 Coelhos? Apenas paar citar pouquíssimos exemplos.
Vc diz que no dia em que a qualidade do conteúdo nacional melhorar, vc pode se sentir interessado. Mas como saber se melhorou, se a programação nacional não possui espaço nos canais de TV por assinatura hoje?
E não serão 3 horas de programção em horário nobre. São 3h e meia semanais. Ou seja, apenas meia hora por dia. Vc pode dar um chance ou ir fazer um lanche e mudar o canal. ;-)
Abs
Henry, você paga sua conta de luz, água, telefone, por exemplo, e se sente totalmente satisfeito? Se a reposta for “não” para qualquer uma delas, pergunto, então: Por que continua pagando, não é mesmo? Você continua PAGANDO e os serviços privatizados continuam insuficientes. Mas como você mesmo disse, tá PAGANDO, né? E faz o que pra melhorá-los? Reclama onde?
gente eu nao li tudo ai em cima, mas o lance e a TV paga tem muita publicidade, isso sim. paga-se duas vezes, pelo comercial que consumimos e pela assinatura que deveria nos livrar delas. eu também nao entendo tanta defesa do conteúdo internacional, uma vez que tem muito lixo na televisão paga. outra coisa, eu queria mesmo ver a globonews na tv aberta. nao temos nenhum canal de jornalismo decente que fique 24 horas no ar, porque temos que engolir aquele jornal nacional que trata o povo como crianças se eles sabem fazer jornalismo de qualidade. isso sim seria um grande incentivo para a população dar qualidade na tv aberta pelo menos no jornalismo. enfim, desculpem se saí da linha de discussão.
ah, sim, tem bastante gente que desconhece o potencial de produção audiovisual no Brasil, uma pena, e não entende muito bem o que esta lei significa.
Estranho que haja consumidor que defenda o monopólio da Tv por assinatura. A criatura paga para assistir a uma programação livre de concorrência em conteúdo e por isso mesmo repetitiva e medíocre,paga de bom grado para ver propaganda e, no entanto supõe estar sendo lesada em sua liberdade de escolha caso a produção audiovisual local
seja chamada a ocupar um pequeno espaço em seu próprio cenário?
Anfan…
Claro que o blockbuster do cinema nacional é uma anomalia quase tão
perversa à liberdade de escolha do consumidor de cultura/entretenimento e afins quanto a hegemonia do empresariado da Tv por assinatura. Mas, o caminho da liberdade é esse mesmo – ponto, contraponto para enfim, alguma identidade.
Parece que o texto trazendo necessidade de reflexão, cada um sai atirando no outro antes mesmo de chegar a uma síntese do significado. Sabemos que a TV paga vende pacotes. Eu mesma pago e deste pacote assinado, assisto somente algumas coisas, cerca de 1/4 da programação tem conteúdo interessante.
Ler pacientemente vale a pena.
E parabéns, alguma coisa está sendo feita para melhorar a condição cidadã.
Reescrevo um fragmento do texto de cannito.
O principal objetivo da lei 12.485/11 é o cidadão, não a classe audiovisual. Ela serve principalmente para aumentar a diversidade de conteúdos para o cidadão comum. Queremos dar mais LIBERDADE DE ESCOLHA para o cidadão.
Precisamos de dar condições para que liberdades sejam praticadas, pelos produtores audiovisuais e pelo cidadão.
A convergência entre os meios de comunicação reflete-e também no aumento da produção audiovisual nacional e esses produtos precisam ser publicados nos mais diversos canis de comunicação.
Isso é democratização de conteúdos, é pratica de liberdade, é inclusão, é provocar mudanças de cenários. É permitir o jogo democrático- VER É PODER, já diz Comolli.
VAMOS EXERCER NOSSO DIREITO DE VER E DE PODER .
Para que eu vou comprar TV por assinatura se ela vai passar a mesma coisa de TV aberta? Eles querem que passem mais coisas brasileiras nas TVs por assinatura, então ponham canal lá ou abram na TV aberta mesmo, não precisam obrigar as pessoas que pagam por canais que são ‘estrangeiros’ a assistir brasileiros. SE UMA PESSOA QUIZESSE VER CANAIS BRASILEIROS NA TV POR ASSINATURA, NÃO COMPRARIA! COMPRARIA UMA ANTENA PAROBÓLICA E PRONTO!
Eu não to afim de pagar por merda, vou ser obrigada a pagar pra assistir uma coisa que se eu quizer eu vejo de graça?
Não acho isso uma democracia brasileira, porque se as pessoas gostassem de ver coisas brasileiras NÃO pagariam pra ver uma coisa que é quase inteiramente estrangeira!
Falaram lá em cima que a gente não escolhe os canais que compramos e sim a TV, mas não ta lá na grade dela pra eu ver se eu quero ou não?
É só pensar um pouquinho, que vai entender o que a moça de cima quiz dizer!
As novelas brasileiras são ‘ótimas’, entre aspas, porque as ótimas mesmo são as da globo, as das outras emissoras são só algumas boas.
AGORA, os filmes brasileiros, NA MINHA OPNIÃO, são horriveis, não gosto, acho que algum se salva no meio de 100.
ENTÃO, na minha opnião se o povo que quer essa lei, quer mais programas brasileiros, obriguem a TV aberta a colocar mais canais brasileris ou mais filmes brasileiros na programação, porque na record e no SBT eu nunca vi passando um filme brasileiro, então obriguem a eles a colocarem e não uma coisa que eu tenho o direito de escolher quando eu compro, se eu quizesse canais brasileiros, não assinaria uma TV PAGA…!!!
ESSA É A MINHA OPNIÃO!
É preciso entender que “TV aberta” não é sinônimo de “produções brasileiras”, muito menos de “produções brasileiras independentes”, que são o foco da nova lei. Assim, ao contrário do que pensas, o conteúdo nacional que será exibido na Tv por assinatura não é Faustão, Gugu, programas de fofoca ou novelas da globo.
Além disso “TV por assinatura” não significa, nem deve significar (por isso foi elaborada a lei), conteúdo exclusivamente estrangeiro, pois não se pode banir deste segmento de mercado um certo produto baseado apenas na sua nacionalidade.
Creio que sua revolta, como a de muitos outros, é derivada deste entendimento equivocado do que seria “produção nacional” e do grande desconhecimento do catálogo de filmes brasileiros.
Se não for esse o problema, a única explicação restante seria o sentimento xenofóbico nutrido contra brasileiros e uma aversão à língua portuguesa. Neste caso, sugiro que mude de país.
O mais importante da nova Lei, que não foi observado pelos comentários acima, é que ela quebra o monopólio de exibição do Murdoch, com seus 95% de mercado televisivo pago. Não temos liberdade de escolha em uma programação previamente escolhida por critérios de lucratividade e de efeito ideológico, destinada em primeiro lugar a dominar mentes passivas, e perpetuar uma cultura desumana que já mostrou-se esgotada. A lei dará oportunidade de exibição a novas formas de ver o mundo, e, principlamente, permitirá que a criatividade nacional tenha vez e voz, para contrapor aos tipos grosseiros que dominam as produções americanas.
Teresa, você tem liberdade de escolha sim na TV por assinatura, você escolhe um pacote quando você compra, e depois se não gostar da programação peixa de assinar a TV.
Se em uma TV paga você acha que não tem liberdade de escolha, e acha que vai dominar mente passivas pra que vc vai assinar?
Na TV aberta só passa programas brasileiros, pra que uma pessoa que quer que na TV paga tenha programas brasileiros vai assinar? Deiva ficar com a televisãozinha dela mesmo e pronto, quer uma qualidade boa? Faz igual ao Henry falou, compra uma TV HD e pronto! Pra que que vai pagar pra assistir programas que são de TV aberta?!
Se eu quisesse assistir 3 horas de conteúdo nacional em horário nobre, eu assistiria TV aberta. Agora empurrar programação goela abaixo, em um serviço que estou PAGANDO, é o fim. Se eu me sentir incomodado, no final das contas vou cancelar o serviço de TV PAGA porque não me agrada o conteúdo oferecido à mim no único horário em que eu posso assistir à TV que eu estou PAGANDO. +++1
Lei Ridícula!
A única política cultural no Brasil é aquela que cria condição para o enfrentamento com o produto estrangeiro hegemônico que ocupa o mercado nacional. A outra é a antipolítica cultural, praticada no Brasil e que promove o produto cultural importado. Portanto, toda vez que alguém estiver diante de uma coisa ou de outra, é simples perceber. A afirmação nacional no sentido mais amplo depende da afirmação cultural do país, sem isso trata-se de factóide toda notícia de sucesso e avanço. A maior dívida do país com as gerações futuras será a ausência de políticas culturais que promovam e consolidem a soberania cultural, o inverso disso é a dependência.
Apesar de ser incentivador da produção nacional não creio que seja uma boa ideia.O incentivo à produção Brasileira não pode ser imposto.
Ao relacionar qualidade à origem do programa ele comete uma atrocidade. Não é o fato de de ser nacional que tornará algo “assistível”. Outro argumento que vejo como descabido é alegar que os novos consumidores buscam na Tv por assinatura uma programação semelhante á aberta( que faz ficção de qualidade e é maravilhosa, quando é justamente o oposto.
Soa protecionista tal projeto, porque ele não parte de um melhoramento ou incentivo às nossas ideias e criações, ele vem concluso, empurrando, independente da qualidade, algo que presume ser de interesse do assinante( quando sabemos que não é).
Porém, fiquei restrito às palavras do autor do texto. Qualquer modificação nos parâmetros atuais da Tvs por assinatura soam-me positivos. A qualidade de atendimento e de serviço é péssima. Pacotes, falsas propagandas, preço excessivo…
O autor relaciona qualidade ao fato de ser nacional.
Por que não se incentiva a criação de canais nacionais? Os argumentos utilizados pelo autor presume telespectadores homogênos, ávidos por programas brasileiros e sedentos pela “ficção de qualidade produzida pela maravilhosa Tv aberta”
Entenda que não é a mesma programação da TV aberta. É uma produção independente, sem as diretrizes limitantes dos grandes canais, e muito mais ousadas estéticamente. Pense que muita coisa não vai para a TV Aberta porque a ditadura do canal não deixa. É por essa diferenciação de conteúdo que você paga – ter o que a aberta não te dá. E não pelo país de origem do material – tanto que a TV Aberta é abarrotada de programas estrangeiros, seja nos desenhos e seriados matinais, quanto nos filmes à tarde e à noite, ou mesmo os seriados e filmes do fim-de-semana e da madrugada – tudo, a maioria, made in USA. TV Aberta não é sinônimo de produção nacional. Assim como a TV Paga deveria ser, mas, hoje, ao menos, não é sinônimo de qualidade. Tem muita coisa bacana querendo acontecer, mas que não tem espaço na grade aberta, muito menos na fechada, e não é por falta de qualidade. Imagina se lá nos EUA não tivesse ocorrido uma cota de 25% (contra essa de 3% nossa), se você estaria vendo os produtos deles hoje? A Lei protege a diversidade e a qualidade, e exatamente por isso estará ajudando a produção nacional, por todos os ótimos grupos que não tem espaço e que poderão “botar pra fazer”, ao invés de ficar repassando a esse preço absurdo reprises intermináveis e comerciais que geram custo algum, gerando o lucro descomunal, suficiente pra não se darem nem ao trabalho de atender direito os clientes no telefone ou na instalação (ou vão me dizer que vocês conseguem a solução por telefone imediatamente, que sempre tem datas pra visitar em casa, e que voces não tem que ficar 6h em casa esperando sem saber qual hora exatamente o tecnico vai chegar). Tudo isso com a desculpa que o preço vai subir, quando ele não vai, ele vai CAIR. A Lei permite a entrada de empresas de telefonia no ramo, de maneira de que vai haver concorrência forte, e isso vai baixar os preços, além de aumentar as opções. E terá reflexos, como a estrutura de internet que vai ter que aumentar incrivelmente para atender a demanda de video via web (que nem a internet via web), o que vai fazer o custo das conexões ou baixar, ou se manter com velocidades e qualidades maiores. A idéia toda da Lei é essa.
Mas aí a Sky, que sempre tratou mal os clientes no atendimento, cobrando um preço caríssimo, por um serviço meia-boca (sempre com problemas de recepção, cobrança indevida, etc), principalmente porque muita gente não tem opção de tv a cabo, só por satélite (ou que fique com a tv comum), sabendo que vai ter que investir nos clientes (coisa que não quer fazer) e melhorar o atendimento, porque vai quebrar com a concorrência das outras, faz um apelo enganoso aos clientes, que “defendam sua liberdade”, coisa que eles nunca deram aos clientes, e o povo ACREDITA!?! Por favor, vamos acordar pessoal!
Só gostaria de saber em que parte que defende que essa porcentagem de programação será de qualidade, diferente dos Big Brothers e afins que temos por ai… em que momento que, garantir a programação nacional é equivalente a..garantir somente a programação nacional de qualidade..que as porcarias estão de fora…
Leia a Lei, por favor. Ela é bem clara ao excluir toda sorte de programas oportunistas. Do “conteúdo qualificado” real, o próprio canal (e não a sky) decide o que vai comprar – da mesma maneira que eles decidem todo o resto da grade. Há muitas produtoras interessadas nessa oportunidade, então não se engane: quem não produzir algo bacana, não vai vender. Em última instância, eliminadas essas possibilidades de engambelamento graças ao rigor da Lei, é o crivo do canal que vai determinar a qualidade – e esse você já confia, não é? Afinal, conhecemos todas as outras 23h30 diárias que o canal já contrata.
Vale uma leitura adicional:
http://edisilva64.blogspot.com/2012/03/quem-manda-na-tv-brasileira.html?spref=fb
A derrota cultural brasileira que se manifesta na música, no cinema, na literatura e nas artes cênicas onde observamos nosso mercado dominado pelo conteúdo importado deve ser enfrentada com políticas que favoreçam o conteúdo nacional e seu desenvolvimento e cabe ao Estado garantir os meios para isso, sobretudo nas cidades de maior acúmulo populacional e de renda, que é onde se trava a guerra cultural. A política foquista é entreguista, dispersiva e alienante, não reconhece o verdadeiro campo de batalha e dispersa recursos e poder ao invés de concentrar e enfrentar a hegemonia do conteúdo estrangeiro.
É no mínimo gozado e triste as pessoas acharem que as TVS ABERTAS são gratuitas. Acordem gente, nós somos consumidores e ajudamos a manter as TVS ABERTAS em funcionamento, mesmo com as porcarias e baixarias que elas oferecem ao público telespectador, com RARÍSSIMAS EXCEÇÕES. As TVS ABERTAS faturam tanto quanto as TVS FECHADAS, ambas sonegam impostos, remuneram mal seus trabalhadores, não cumprem a legislação, não são fiscalizadas como deveriam pela ANATEL ( que é apenas um cabide de emprego). As duas modalidades de TVS existentes no país utilizam concessões feitas pelo Governo Federal e ambas transgridem a legislação pela fraqueza e inoperancia da ANATEL. As TVS ABERTAS chegam ao cumulo de terceirizar as concessões que são publicas , vendendo espaços à picaretas travestidos de religiosos, em suas grades de programação . Agora a pergunta que não quer calar: pq as TVS FECHADAS estão gritando tanto contra a Lei 12.485 ? As duas modalidades de TVs existentes no Brasil impõe aos telespectadores o que lhes convém financeiramente e o telespectador nunca escolheu oque quer assistir, ELES ( das TVS FECHADAS), são os que impõe o nós temos que assistir.
Essa história de porcaria é para boi dormir, os importados também são cheios de porcaria, faz parte…a questão não é essa. Como disse a presidente Dilma: “As condições de competitividade são adversas, não porque a indústria brasileira não seja produtiva ou que o trabalhador brasileiro não seja produtivo, mas porque há uma guerra cambial baseada numa política monetária expansionista, que cria condições desiguais”…é simples assim. Então as respostas tem que ser engendradas em políticas. E ela complementa: “Esses países mostram que eles compensam essa falta de rigidez fiscal com uma política monetária absolutamente inconsequente no ponto de vista do que ela produz sobre os mercados internacionais.”
Portanto todo mundo já sabe de tudo, agora tem que haver ação. E francamente, fingir que não está se vendo que há isenção fiscal para importar conteúdo cultural é um escândalo, não é por outro motivo que nossas artes cênicas estão literalmente tomadas pelo produto importado que além de tudo ainda recebe isenção. E o que dizer do banco do Brasil patrocinando Eric Clapton??? Não é um banco como outro qualquer coisa nenhuma, é uma estatal brasileira…o que eles fazem que não ouvem nem respeitam o que diz a presidente?
Sou totalmente a favor da extinção da televisão aberta…não elaborando quesitos sob o outro sistema mas como seres vivos devemos..
demonstra que somos capaz de… não irmos as urnas e nem tão pouco
assistir programação repetitiva diariamente.isto serve para a record.
Sou a favor da lei !
Já vi que aqui há de tudo!
uns pagam pra assistir o que querem e o que não querem, eu sou um deles,(pacotes fechados e nem se dão conta)seria muito bom pagar somente pelos canais que desejasemos, escolher a dedo os canais.
Meia hora diaria de programação exclusivamente brasileira na TV paga é muito pouco considerando o protecionismo de outros paises que chegam a 50 ou 70 porcento da programação fechada. além disso quem vai determinar o conteúdo será a propria emissora e não o Estado .Não sei ao certo,mas acredito que atualmente temos muito mais do que 30 minutos diarios, somente de propagandas(comerciais)que teoricamente nem deveriam existir na TV paga. alem de pagarmos por canais os quais não desejamos ainda somos obrigados a pagar por comerciais é o cumulo !
Se não querem ver, que troquem de canal.
Para aqueles que dizem para comprar um conversor e deixar de utilizar TV a pago somente por melhoria de sinal os mesmos se esquecem que este serviço geralmente está acompanhado por Telefone e Internet, uma comodidade dificil de desprezar ! e alem disso há localidades no brasil em que os sinais de telefone, Tv e internet nem pegam ficando a mercê de uma ou outra empresa.
com a abertura proporcionada pela Lei haverá concorrencia e consequentemente uma maior oferta desses serviços e uma redução dos valores( teóricamente é claro ).
aqueles que querem ver somente programação internacional aconselho que mudem de País! rsrss
Cota de conteúdo nacional não é dar direito ao povo de escolher sua programação, “Nosso objetivo é apenas impedir a imposição privada de apenas um tipo de conteúdo e aumentar a diversidade de opções para o público.” precisa fazer isso no horário nobre??? pra mim isso é uma censura disfarçada sim!
“Queremos, por exemplo, ver a TV paga fazendo ficção de qualidade, tal como faz a nossa maravilhosa TV aberta” – Mentira! em que Brasil você vive meu amigo?
Se o país escolhesse assistir conteúdo nacional não pagaria tanto por canais com programação internacional, vide as bilheterias do cinema, quem arrecada mais? como eu disse em outra discussão, o que falta não é espaço na TV, falta qualidade nas produções!
“Não queremos tirar esportes, nem nada. Isso já tem bastante.” mas essa será uma consequência! não, essa lei não defende os interesses da população, defende os direitos de uma minoria que patrocina “campanhas” politicas, já que o conteúdo vai ser obrigatório, pois bem, que seja gratuito, que nem os canais e nem as operadoras de TV paguem pela produção desse “conteúdo nacional”.