Com uma soma de valores repassados equivalente a R$ 3,5 milhões, empresa leva maior festival itinerante mineiro a Juiz de Fora e TiradentesPor Deborah Rocha
Circuito cultural
De 23 a 29 de setembro, o Circuito Telemig Celular de Cultura, através da Lei Estadual (MG) e Federal de Cultura, acontece, simultaneamente, em Juiz de Fora e Tiradentes. Durante toda a semana, uma extensa programação de espetáculos, oficinas, exposição fotográfica, palestras e debates vão ocupar vários pontos das cidades, entre teatros, praças, ginásios, escolas, auditórios e centros culturais.
Todas as atrações têm entrada franca, sendo que para as oficinas os participantes terão que fazer inscrições antecipadas. Para espetáculos apresentados em locais fechados, os convites também deverão ser retirados previamente. Para os debates, palestras e a exposição, não é necessário retirar nenhum convite e a entrada é aberta ao público em geral.
Números
O custo do projeto é de, aproximadamente, R$ 3,5 milhões, que totaliza a soma dos valores repassados através das Lei Estadual (R$ 1,4 mil) e Federal (R$ 800 mil) de Incentivo à Cultura, e de recursos próprios (R$ 1,3 mil) aos grupos participantes do Circuito e àrealização do evento em 15 cidades (incluindo o Rio de Janeiro), ao longo de 2002.
Em cena
Participarão do Circuito nas cidades de Juiz de Fora e Tiradentes os grupos: 1o Ato, Uakti, Circo de Todo Mundo, Deu Palla Cia de Arte, Ponto de Partida, O Grivo, Grupo Seraquê?, Mil Produções, Lu & Margo, Zero Cia de Bonecos, e os artistas Gabriel Vilela, Babaya e Gilvan de Oliveira.
Reconhecimento
O Circuito Telemig Celular de Cultura já passou por 42 cidades (algumas delas em mais de uma edição) e atingiu um público superior a 480 mil pessoas. Em sua trajetória, o projeto Circuito Telemig Celular de Cultura teve o seu trabalho reconhecido e foi contemplado com as seguintes premiações: Prêmio Sesc/Sated, na categoria Marketing Cultural; 1º Prêmio Cidadania Anuário Telecom; VIII Prêmio Gentileza Urbana e o destaque no Guia de Boa Cidadania Corporativa 2001.
Imagem
Em relação ao retorno de imagem e/ou mídia espontânea, Marcos Barreto, gerente de marketing da Telemig Celular, diz que a contabilização não se dá de forma sistemática, mas que foi desenvolvido um modelo de avaliação dos projetos empreendidos ou patrocinados pela empresa, que analisa tanto o retorno em termos de exposição e qualificação da marca da empresa. ?É um processo que demanda atenção em tempo integral, já que realizamos muitos eventos, muitos deles realizados simultaneamente?, comenta.
Segundo Barreto, foi feita a avaliação das etapas do Circuito Telemig Celular de Cultura,principalmente em suas edições 2000 e 2001, e os resultados foram realmentesurpreendentes, na medida em que esse projeto extrapola a mera realização de eventos. ?O Circuito promove um verdadeiro processo de reflexão sobre o cenário cultural das cidades visitadas (as oficinas, palestras e debates tem servido para reunir as pessoas que fazem e as pessoas que têm poder de decisão sobre a cultura local)?, diz Barreto. ?Esperamos retomar, em breve, o processo de análise e avaliação do resultado dos projetos realizados pela empresa?.
Demanda
Para Barreto, o surpreendente sucesso e a projeção nacional do projeto pode ser atribuído ao próprio modelo do projeto, criado e conduzido a muitas mãos. ?O formato atual do Circuito Telemig Celular de Cultura foi alcançado a partir das propostas e sugestões dos artistas envolvidos e de uma observação extremamente atenta e ágil às reais demandas do mercado cultural mineiro?, esclarece Barreto. Segundo ele, o objetivo do Circuito Telemig Celular ?foi, é e sempre será fazer algo transformador, que faça com que o quadro em que se encontra o meio artístico seja constantemente questionado, trabalhado, aprimorado, enfim, transformado a partir da intervenção do projeto e desses talentosíssimos artistas que hoje atuam em Minas Gerais?.
Olhar de fora
O projeto aconteceu também no Rio de Janeiro, entre os dias 22 e 28 de julho. De acordo com Barreto, a idéia de trazer o Circuito ao Rio de Janeiro foi por uma demanda dopróprio projeto e dos artistas participantes. ?Levar o Circuito para fora do estado contribui para vermos as coisas de um outro prisma, avaliarmos nosso trabalho a partir do olhar de quem está de fora de Minas, onde realmente tem provocado e movimentado a cena artística e cultural?, diz.
Gestão Cultural
Além das oficinas ministradas pelos grupos e artistas participantes do projeto, acontecerão também oficinas oferecidas pela Fundação Cultural João Pinheiro intitulada ?Lei Estadual de Incentivo: aprendendo a usar e avaliando resultados?; e pela Faculdade de Ouro Preto (FAOP) ?Gestão Cultural?. Um ponto alto do projeto é o grande debate sobre ?Marketing Cultural e Incentivo Fiscal?, quando dialogam participantes do projeto, autoridades, empresários e artistas locais.
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