Projeto regulamenta produção de provas em crimes cibernéticos
A Câmara analisa proposta que obriga servidores e provedores de acesso à Internet a armazenar informações por cinco anos. A medida busca facilitar a produção de provas nos crimes cometidos pela internet. O Projeto de Lei 6983/10, do deputado Nelson Goetten (PR-SC), altera o Código de Processo Civil (Lei 5869/73) e o Código de Processo Penal (Decreto-Lei 3689/41).
A proposta obriga provedores de acesso a armazenar por cinco anos os dados de tráfego dos usuários – número da máquina, número de IP, localização, hora, data, origem da comunicação, destino, trajeto, tamanho, duração e tipo do serviço.
Os servidores, responsáveis pelas home-pages, devem guardar por igual período os dados hospedados. Nos dois casos, as informações podem ser requisitadas pelas autoridades no curso de investigações e devem ser fornecidas mediante autorização judicial.
Uso pela Justiça
Pelo texto, as informações sobre o tráfego dos usuários e os dados armazenados nos servidores passam a ser considerados provas em processos cíveis e criminais. Além disso, o projeto amplia a definição legal de documento, que passa a ser qualquer registro inalterável de informação e não apenas aquela em meio físico, como ocorre atualmente.
A proposta também obriga provedores a informar às autoridades sobre denúncias feitas por usuários sobre ações em que haja indício de crimes de ação penal incondicionada – aqueles cuja gravidade obriga o Ministério Público a mover a ação penal, independentemente da manifestação de vontade da vítima. É o caso do crime de pedofilia, por exemplo.
Impunidade
Segundo Nelson Goetten, a Internet abriu campo para crimes como concorrência desleal, plágio, sabotagem por piratas digitais, spams, invasão de sistemas de informação, entre outros. O anonimato do usuário e a velocidade, afirma, dificultam a punição.
“A implementação de tecnologias que viabilizem este monitoramento depende do auxílio de provedores de acessos à Internet e de servidores de dados, que, em face da atual política de não responsabilização, não têm interesse em fazê-lo”, diz
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência da Câmara.












Esse é o preço da liberdade. Vigilância sempre. Câmeras de segurança, rastreamento de celular,radar fotográfico e ainda as vizinhas fofoqueiras. Alguém no mundo sempre terá uma idéia de vigilância para justificar algo errado. Penso que as pessoas precisam de consciência dos seus atos, não de monitoramento.Hoje eu escrevo este comentário, espero que jamais seja usado contra mim em um tribunal.