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Pontos de interrogação

| segunda-feira, 7 abril 200842 Comentários

O mais novo colunista de Cultura e Mercado volta com sua língua afiada para apontar mais problemas adminstrativos no MinC. Na mira, os Pontos de Cultura

O erro foi todo nosso. Pensávamos estar diante de um super-ministério. A forte figura de Gilberto Gil nos engana nesse sentido. Achávamos que ele tinha capacidade de assumir uma dupla função: articular a sociedade, desenvolver agenda pública e, ao mesmo tempo, governar. Afinal para isso servem os governantes.

Mas a realidade nos mostra que é só um caso de prepotência. Não do ministro, que parece guardar a humildade de sempre, o que não o impede de mirar os grandes propósitos. Mas de seu aparato, que veste a carapuça de rei que o próprio ministro recusa-se a usar. Sobretudo com o anunciado semi-afastamento.

Vimos a situação atingir o máximo grau da esquizofrenia, a ponto de os governantes ocuparem os jornais para um levante contra a sociedade (ou o mercado, como se este não fosse parte de uma sociedade), acusando-a de utilizar mal as ferramentas de gestão do Estado. E fez isso com mentiras e maledicências.

Diante dessa afronta à democracia não podíamos ficar calados. Mas como abrir a boca com um Estado que se ocupa da articulação social e coloca-se no lugar de porta-voz único e inconteste da sociedade? A resposta veio de 1968, que comemoramos agora como algo distante e superado, mas reconhecemos mais presente do que nunca. Justifica-se um Julinho da Adelaide Sobrinho. Muito prazer!

É claro que não vivi os tempos difíceis da ditadura. A situação é incomparável. Mas é certo que não queremos revivê-los. Por isso é preciso fazer algo a tempo de oferecer um freio ao avanço de um esquema insustentável de governo, com sua arrogância e seu poder concentrado, que distribui medo e opressão a uns, como se não tivesse oferecendo a todos.

Está claro que o apoio de uma nova classe de artistas e produtores antes relegada ao bel prazer do mercado, surge e sustenta os desvarios governamentais. Frateschi chegou a declarar que houve um levante contra e outro a favor do MinC, embora daqui ninguém tenha ouvido qualquer sussurro a favor da desfaçatez palaciana.

Mas devemos alertar que está em curso uma reedição da política cultural varguista, de encabrestamento da classe cultural. Frateschi sabe bem o que é isso, pois pisoteou a maldita Lei Mendonça e, no lugar, fez nada além do que a velha comadragem.

Vamos acompanhar de perto os Pontos de Cultura, o maior e mais interessante programa governamental dos últimos tempos. O que ele se tornou para o poder público depois de alguns anos de (má) gestão? Um desgovernado aparelho político.

É claro que não queremos reduzir os pontos a isso. Pelo contrário, estamos aqui para reconhecer a riqueza e a importância de toda e qualquer manifestação cultural existente no país, não só as dos grupos eleitos pelo governo, mas todas as inúmeras outras.

Se o programa se encerrar nele próprio corre o risco de virar um sindicato, com disputas internas de poder e sistemas de representação. Tudo que um ponto de cultura não merece ser. Mas o problema é mais embaixo.

O governo reconhece finalmente o fazer cultural dos pontos mais longínquos e esquecidos do nosso mapa e promete-lhe R$ 180 mil reais. Mas a conta disso para a comunidade local é bem maior. Custa-lhe o apoio político envenenado por processos de participação viciosos, opressivos e anti-democráticos, com interferência direta do poder público.

E pior que isso, custa-lhe uma dívida impagável. O dinheiro prometido aos pontos nunca chega. O mesmo descaso administrativo que rodeia a Lei Rouanet atinge o programa Cultura Viva. Estima-se que 90% dos Pontos de Cultura estejam em situação irregular. Com certeza os pontos não são os verdadeiros culpados dessa situação. Mas são os penalizados.

O Ministério, por outro lado, não admite falhas. Pior do que isso, viaja pelo Brasil a fazer promessas de 20 mil pontos. Chegaram a falar em 100 mil. Mas não existe uma só voz a garantir lisura no processo de seleção, correção administrativa e autonomia política para os pontos. Ou seja, estamos falando do milagre da multiplicação dos problemas.

A ganância, o oportunismo e a irresponsabilidade fiscal são tamanhos que o programa corre o risco de se transformar no próximo escândalo governamental, a ser defenestrado antes de sua real efetivação como política pública. Seria o maior desperdício de talento, não deste governo, mas de todos os artistas e atores culturais envolvidos nessa importante empreitada.

Julinho da Adelaida Sobrinho

J.A.S. http://

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42 Comments »

  • André Galvão disse:

    Acho bacana o Cultura e Mercado exercer um papel crítico, realizando o debate além da superfície.

    Não gosto é de apelidos para esconder o nome de quem é autor da crítica.

    No Brasil as pessoas se acovardam diante do estado e da política, entidades culturais declaram não poder serem atuantes na política, a imprensa se declara imparcial, artistas, com rara execeção, evitam comentar ou assumir uma posição política, enfim, a bem da verdade as pessoas querem saber o que é que vão GANHAR, se assumirem uma posição, que raramente tem cunho de interesse público.

    Vamos mostrar nossas caras, falar o que devemos sem medo, criticar o que deve ser criticado, fazer o debate permanente, pois só assim poderemos olhar face a face e dizer:

    Isto é interesse público…

    André Galvão de França
    Londrina-PR

  • Carlos Henrique Machado disse:

    Concordo com o André Galvão.
    É muito bom que tenhamos uma tribuna como a Cultura e Mercado, da qual, faço questão de participar sempre que me acho em condições de discutir a pauta.
    Mas, assim como ele, também discordo dessa insistente postura, um tanto quanto panfletária do anonimato. Aliás, o governo Lula como um todo, mostrou que tem o queixo de vidro no primeiro soquinho que tomou, e foi justamente da manada do Leblon, liderada pelo senhor dos senhores do grande pensamento brasileiro, Cacá Diegues. Naquela ocasião, o governo foi socorrido, de forma indireta, por documentaristas, cineastas, músicos que viveram anos ao relento sem poder frequentar a cúpula da Pizzaria Guanabara, ponto de encontro dos caciques da cultura estatal. com fluxo direto para o Amarelinho e algumas pequenas biroscas da zona sul do Rio. Os excluídos da cultura viram ali a possibilidade e, com toda razão, de cair de pau em Cacá Diegues, obrigando-o a fazer até um gesto que nos fez lembrar aquele quadro do Chico Anísio em que usava o jargão “Sou doido por esse neguinho”, quando, por conta das críticas de papa-tudo do patrocínio estatal, Cacá exibiu na favela o seu “Deus é Brasileiro”, num gesto típico das sociedades secretas e seus chás das quatro. Acho, inclusive, que esse filme deveria se chamar, “Deus é brasileiro e mora na Delfim Moreira”.

    O senhor Cacá Diegues e sua trupe levantaram pela primeira vez a bandeira acusatória de estado stalinista que tinha na figura de Zé Dirceu a imagem da Santíssima Trindade. Mais tarde, ganharam de presente, com essa alegoria de stalinista colada nas costas do Ministro Chefe da Casa Civil, o apoio retumbante de, nada mais, nada menos do que a figura que representa a lisura de caráter público, Roberto Jefferson, que poderíamos tranquilamente
    chamar de, o patrono do levante do Canecão.

    Lula, muitas vezes, é cobrado, dentro do próprio partido por não aderir ao confronto. Acho que Gil pecou também nesse ponto, cedeu à oligarquia que sempre se beneficiou dos cofres públicos. Nem o PMDB consegue ser mais camaleônico e fisiologista do que os, digamos assim, Gabeiristas da cultura, é só vermos o espetáculo teatral de um dos líderes dessa mesma leva, Arnaldo Jabor,c om as suas pirotecnias de ódio contra o que ele chama de estado stalinista. Acho que o autor do texto está surfando nessa maré que tem se mostrado inépta diante da opinião pública. Mas, que de certa forma, fortalece a nossa leitura para que entendamos toda a profundidade que este tema, cultura, tem de relevância para o conjunto da sociedade. Não por acaso, ontem assisti um programa na TV Brasil em que foram colocados trailers e comentários sobre dois documentários, um sobre João Saldanha e o outro sobre Wilson Simonal e, um dos produtores de um desses filmes, Cláudio Manoel (Casseta) fez uma colocação bem pertinente a respeito do linchamento de Simonal, o que de certa forma, nos coloca, mesmo longe do mérito de Simonal ter sido ou não dedo-duro, o que me chamou a atenção na colocação de Cláudio Manoel, foi que a repressão era um papo da zona sul, porque a zona norte, nasceu e vive até hoje debaixo de porrada, de invasão de barracos, de todo o tipo de ilegalidade. Enfim, a democracia e o estado de direito nunca estiveram lá, nem antes, nem depois da ditadura. O que chamo a atenção aqui, segue o mesmo princípio: continua sendo um modelo fiscal das questões políticas internas do Minc em tudo o que envolve o mecanismo da Lei Rouanet, mas com um distanciamento maior do que o fosso do maracanã. A galera da geral que tomava tijolada na cabeça, saco de xixi e etc, era a mais criativa, era a mais explorada pelas TVs, sempre dando um tom cômico aos exóticos torcedores da geral que mereceram o carinhoso apelido dado por Nelson Rodrigues de, Os Geraldinos, dando-lhes personalidade, conteúdo de substancial importância em toda a parte estrutural que envolve a cultura do futebol brasileiro, que é outra atividade que se transforma nas mãos dos cultos da zona sul em algo desprezível de um povinho burro, o ópio do povo. No fundo, essa mesma lógica é a que campeia as nossas mentes. Não pode o homem simples, é bom que se diga, simples para o mercado de trabalho que ainda carece de uma demanda técnica que nos coloque em condições de desenvolvimento mais acelerado e com isso, mantém-se na desvalorização da mão-de-obra pesada, da força bruta e que por isso mesmo, por associá-lo quase a um escravo, a um negro, o estado brasileiro que alguém defendeu aqui em discussões passadas, é, dentro da sua lógica cultural, cem por cento racista. Essa política de estado e não governamental que alguém defendeu aqui, ela é a força motriz de um pensamento do obscurantismo típico das elites brancas, tratam a cultura do povo com pão com mortadela, lá na criadagem. Continuam com o patrocínio de políticas de cultura de estado a destilar explícitos e trombetiados preconceitos. A chacota com a cultura povo brasileiro, via João Dória e seus pimpolhos de madames, continuam ainda a promover encontros dos atletas de golf em Campos do Jordão em torno de um Brasil esbranquiçado acima dos trópicos, nas nossas suiças paulistas. Esta convenção de cinismo, com a sigla do “Cansei” é a política cultural do estado que nós temos. E, nesse quesito, defendo Gil. Sei de sua ambição de justiça no sentido do povo, isso é inegável. Muitas ações do Gil tiveram contornos que eu mesmo o critiquei pela falta de confronto. Eu sou adepto ao confronto explícito e, literalmente, passar o rodo nessa elite golpista associada à, também golpista, mídia, que apoiou todos os golpes, que patrocinou torturas, que agiu, na calada da noite, levando à execução centenas de jovens que sonhavam viver livres de um estado policial. Por isso, continuo dizendo que soa como um absurdo essa postura de colar neste governo a imagem de stalinismo opressor, alinhando-se a órgãos que, efetivamente, participaram da festança ditatorial, como a Folha, o Globo e etc. Não posso crer que o articulista esteja se aliando ao discurso de para-choque da Veja, do Sr. Reinaldo Azevedo, que ataca tudo que não é espelho do Senhor ilustre governador de São Paulo, Serra. Tenho muito medo de todo esse alinhamento que acaba dando munição aos pensamentos mais reacionários que ainda caminham por este Brasil via instituições de comando, principalmente nas redações, e que, artigos como este não se transformem em fura-fila ao estilo Heloisa Helena que acabou servindo ao discurso da “Opus Dei” cultural. Estou falando isso, pois é perceptível que em algumas questões de extrema gravidade, o autor do texto tem razão, mas este tom solene do anonimato com disfarce de bem-humorado, alinha-se um pouco com o denuncismo do boto do Amazonas, Arthur Virgílio e seus compatriotas de um Brasil particular como Álvaro Dias, Aleluia, FHC e Cesar Maia. Sei que ninguém está aqui defendendo a massagem do Jungman, mas se queremos discutir essa questão, primeiro vams entender a nossa própria lógica em que me incluo, de discriminar o cidadão brasileiro através da sua cultura, dando a ele a possibilidade de pequenas concessões e, não tendo coragem de colocá-lo no olho da questão cultural brasileira.

  • Paulo de Morais disse:

    Concordo também com os dois comentaristas abaixo. A discussão é interessante, mas não entendo o motivo do anonimato. Senti também a falta de uma consistência maior nesse texto. O que tem de tão ditatorial na política dos pontos de cultura? Porque ele lembra tanto 1964? Acho q isso merece um esclarecimento maior. Eu que trabalho no interiorzão de Minas Gerais fico mirando essas políticas inclusive como forma de viabilizar a defesa do patrimônio cultural local. Infelizmente esse tipo de crítica me pareceu inadequada.

  • Zé Simão disse:

    Sabe por que o Cláudio Prado tá com os comunistas? Porque é comedor de criancinha! hahaha E por que o Célio é Taurino? Porque é cercado de antas!! hahaha Agora só falta o Juca aprender a jogar capoeira, com o edital especial que mandou fazer, e os pontos da Une se unirem aos do MST, pra ver se sai alguma coisa!!

  • Priscila Marques disse:

    A Lei Rouanet e muitas das atitudes recentes do MinC são de fato vergonhosas. Assim como também é a postura que Cultura e Mercado vem adotando desde a edição da semana passada. Este veículo, outrora de suma importância para o setor cultural no Brasil (até por ser o único a falar de mercado e políticas culturais), vem há meses se arrastando sem atualização de conteúdo, sem colunistas de peso, sem agenda, sem matérias decentes. Estava nas mãos de um tal núcleo de jornalistas independentes que, a julgar pelo expediente atual, sumiu sem que ninguém desse falta. Agora, aproveitando a polêmica em torno do artigo publicado na Folha, Cultura e Mercado ressurge, de modo oportunista, apenas para botar mais lenha na fogueira, sem coragem de assinar as matérias (como levar a sério esse jornalismo que assina sob pseudônimos?) e nem sequer o editorial. O que é isso? Estamos diante de um veículo regido por fantasmas? E esta materia sobre os pontos de cultura é de uma gratuitade chocante. O tal que assina com pseudo retorna para polemizar mais um pouco, joga para o leitor diversos ataques à administração dos Pontos de Cultura mas não embasa nem explica nenhuma delas. Atirar pedras é fácil. Fazer jornalismo e dar a cara é são os problemas.

  • amanda brasil disse:

    a questão do anonimato pode ser explicada no conjunto do cultura e mercado. Leiam a queixa do PX Silveira quanto a CNIC. Perderam a boquinha, essa é a verdade.
    O Instituto Pensarte , que banca isso aqui, é o rei dos convenios com o MINC. Foram dispensados, ou alguma coisa se deu, e ai veio a reação.
    O advogado Ceznik é quem está por trás de todos os projetos de captação, incluindo o Soleil. Todo mundo sabe. Por aqui estão inclusive dirigentes do Ministério. A máscara do anonimato os protege. Lembram da campanha aqui contra o Antonio Grassi? Todos defendendo o ministério. E agora?

  • Cleisemery Campos da Costa disse:

    O fórum e o espaço de debates para a pauta cultural é sempre muito importante ( e necessária) a livre expressão ,idem ( 1964,1968…acabou)
    Me causou estranhamento esta nota:afinal,o ministério da cultura nos recentes seis anos vem promovendo e PROVOCANDO muitas mudanças,revoluções.
    Gilberto Gil e sua equipe vem “catucando”, mexendo, e alterando muito do cenário cultural brasileiro, levando os estados e cidades,num efeito cascata a reverem suas práticas e políticas culturais e principalmente a própria sociedade civil ( trabalhadores de cultura,técnicos e pensadores culturais…) e claro: ao mexer e propor mudanças ( e os vários fóruns e encontros,debates e espaços de formulação) garantem diálogo inédito ( das tantas agendas,podemos citar a conferencia nacional de cultura,as câmaras setoriais…) que mantém claro objetivo de transversalizar a cultura em suas tantas frentes ( outras unidades da união, legislativo,entes federados e sociedade )
    Os Pontos de Cultura são uma das tantas ações deste Ministério NOVO, e como outros programas e iniciativas,requer contínua avaliação – reformulação, para que seu processo se efetive (e olha que temos exemplos ótimos de Pontos de Cultura…ótimos !!) a Lei Rouanet,idem.
    Hoje o Brasil exige OUTRO comportamento na e da cultura, e por conta de sua práxis e natureza, não cabe apenas num endereço do Planalto em Brasília,nem está restrita num personalismo de gestão ou de nomes: é soma de muitos, de vários…
    Que se critique,que se cobre,que se coloque,mas que CONTRIBUA.
    A cultura é excluída de muitas listas, e historicamente luta diariamente,matando muitos leões,mas é bom que nós,gente da cultura, saibamos identificar os leões.

    Cleise Campos
    São Gonçalo RJ

  • Fabio Cesnik disse:

    Oi Amanda, Eu não tenho por prática me fazer anônimo. Estou aqui acompanhando a repercussão no site e vi o seu comentário que faz referência a mim. Eu não respondo como diretor do Pensarte; Deixo que a instituição o faça diretamente. Em relação a nosso trabalho como advogado, temos em nosso portifolio mais de 600 clientes e os representamos em processos administrativos, no âmbito da União, de Estados e dos municipios. Muitos deles tem convênio com o MinC, mas também com outros órgãos da Administração. Só não entendo onde está o problema sobre nós a partir do seu comentário, já que nossa atuação é exclusivamente técnica. Se o seu interesse é construtivo de conhecer pessoas que trabalham sério no meio, fico à sua disposição para, inclusive, recebe-la e apresentar nosso trabalho como advogados nessa área há mais de 11 anos. Nosso contato (11) 3661.0003 e website http://www.cqs.adv.br

  • Leonardo Brant disse:

    Nota de esclarecimento: os únicos convênios que o Instituto Pensarte assinou com o Ministério da Cultura nesses 5 anos de gestão foram: a) discussão sobre jornalismo cultural dentro do programa Cultura e Pensamento; b) o pontão de cultura do Kaos, coordenado pelo Jorge Mautner. Fora isso, o Instituto Pensarte só ajudou o Ministério, sem qualquer ônus para este. Em 2007, por exemplo, articulou a realização da TEIA para o MinC e captou dinheiro junto à iniciativa privada. O Ministério não colocou um só tostão no projeto. Não existe um único centavo público na organização. Por isso a liberdade de agir e pensar. Não há rabo preso com este nem com nenhum outro ministro ou facção política que por ali tenha passado. O que não impede de termos, fundadores, diretores e associados, boas relações e até mesmo admiração pelos ministros anteriores e pelo próprio Gilberto Gil. O Pensarte existe há 8 anos e sempre foi plural. Temos gente de Pontos de Cultura e do show business na organização. Não há preconceito de origem, de credo ou de facção política. Não conheço outra organização com esse perfil no Brasil. Talvez isso gere um estranhamento: – como eles apoiavam e agora deixam de apoiar? Isso não existe. Existe uma demanda forte do mercado.

    Temos recebido uma série de textos de desagravo à atitude do MinC, de pessoas sérias e compromissadas com a cultura há décadas. Colhemos, desde então, manifestações substanciais contra o órgão. Acabo de fazer uma reunião por telefone com o Carlos Minuano, respeitado jornalista e colaborador de CeM, solicitando uma ida dela à Brasília com todas as informações em mãos, para buscarmos respostas do Ministério para essas denúncias, que são graves e não podem passar em branco. Posso garantir que o MinC sempre terá todo o espaço que quiser para manifestar-se sobre os assuntos aqui apontados e outros de relevância pública.

    Lembro bem de um episódio recente, em que pressionamos com material opiniativo o então Secretário da Cultura do Estado de SP, João Batista de Andrade. Ele respondeu duramente às críticas e teve espaço privilegiado para defesa. Isso é democracia!

    Cultura e Mercado apoiou e continua apoiando e discutindo assuntos relevantes como Ancinav, diversidade cultural, cultura digital, cultura viva. Praticamente todos os secretários do ministério foram entrevistados neste espaço, com menções elogiosas ao trabalho. O que nunca nos impediu de ter uma visão crítica, como tivemos em relação à postura de Antonio Grassi.

    O seu e outros comentários sobre a nosso trabalho ficarão aqui postados para debate público. Isso é um privilégio para o Pensarte e para a cultura brasileira.

  • Carlos Henrique Machado disse:

    OK, VAMOS A ALGUMAS CRÍTICAS E SUGESTÕES:
    É percptível que, na mesma proporção em que uma parcela da sociedade que, até bem pouco tempo apoiava Lula, a velha conhecida esquerda festiva, que andava fazendo revolução nas orlas ao gosto da brisa dfo mar, se unem num perfilamento ideólógico ao quye há de mais reaça, conservador na nossa história império/republicana. Digamos, que pela patetice que tive que assistir dias atrás, num quadro emblemático entre erard Thomas e Reinaldo Azevedo que, a princípio, por puro mal-entendido, se degladiaram numa explícita guerra de egos. Reinaldo não poupou mu8nição, atacou pesado. Mas, no meio do caminho, alguém avisou aos dois: vocês são dis reacionários, estão do mesmo lado, e, no dia seguinte houve uma babação de ovo, a maior de que se tem notícia. Quando Lula implantou o bolsa-família, o lacerdismo do Paraguai caiu de pau acusando o Brasil de fabricar vagabundos e aí, pela próp´rio preconceito com Lula que, pra eles, não passa de um presidente pau-de-arara, o assistencialismo eleitoreiro, era a marca indiscutível de um povo que podia ser manobrado por meio quilo de fubá. A verdade é que, Pontos de Cultura, diga-se de passagem, não conseguiu alcançar a eficácia do bolsa-família, recebe também críticas pesadas. Lembro-me de um grande ator, vou mantê-lo no anonimato por já ter falecido, após mantr suas peças em cartaz para uma platéia, digamos, com bastante ascendência para os alpes paulistas, descanso bendito dos “Cansei/Opus-Dei”, o grande ator faz uma crítica pesada a Gil. Primeiro, ele diz que Gil se beneficia de sua condição de artista para se promover, coisa que todos nós sabemos que não é verdade e soa como absurdo. Gil tem autonomia como artista e arrasta com o seu nome todos os ministérios juntos. Garanto a vocês que o mundo já sabia muito mais de Gil do que da existência do próprio ministério da cultura. Mas num toom revelador, o nosso grande ator, disse textualmente “É aquilo, o tal do folclore”. Não o culpo por isso, pois conheço bem esse meio, convivo com ele. No nosso meio há um quê de razão que lhes dá suporte, o mesmo que Mário de Andrade dizia dos próprios modernistas, “Ignorância e leviandade” com este ponto FUNDAMENTAL pra cultura brasileira. Talvez, assim como Lula, Gil não tenha explicado bem que prédio não se levanta com dinheiro, prédio se levanta com a mão-de-obra anônima, tijolo por tijolo, de mão em mão. Essa mão-de-obra que Lula vem tentando fortalecer é que empre trabalhou para construir o Brasil, portanto, o Brasil precisa mais dela do que ela do Brasil. Com certeza, não será ela, essa mão-de-obra ignorante, subjugada que produziu a cratera do metrô e muitoa menos, o viaduto que veio ao chão. O que Gil não disse é q

  • Carlos Henrique Machado disse:

    OK, VAMOS A ALGUMAS CRÍTICAS E SUGESTÕES:
    É percptível que, na mesma proporção em que uma parcela da sociedade que, até bem pouco tempo apoiava Lula, a velha conhecida esquerda festiva, que andava fazendo revolução nas orlas ao gosto da brisa dfo mar, se unem num perfilamento ideólógico ao quye há de mais reaça, conservador na nossa história império/republicana. Digamos, que pela patetice que tive que assistir dias atrás, num quadro emblemático entre erard Thomas e Reinaldo Azevedo que, a princípio, por puro mal-entendido, se degladiaram numa explícita guerra de egos. Reinaldo não poupou mu8nição, atacou pesado. Mas, no meio do caminho, alguém avisou aos dois: vocês são dis reacionários, estão do mesmo lado, e, no dia seguinte houve uma babação de ovo, a maior de que se tem notícia. Quando Lula implantou o bolsa-família, o lacerdismo do Paraguai caiu de pau acusando o Brasil de fabricar vagabundos e aí, pela próp´rio preconceito com Lula que, pra eles, não passa de um presidente pau-de-arara, o assistencialismo eleitoreiro, era a marca indiscutível de um povo que podia ser manobrado por meio quilo de fubá. A verdade é que, Pontos de Cultura, diga-se de passagem, não conseguiu alcançar a eficácia do bolsa-família, recebe também críticas pesadas. Lembro-me de um grande ator, vou mantê-lo no anonimato por já ter falecido, após mantr suas peças em cartaz para uma platéia, digamos, com bastante ascendência para os alpes paulistas, descanso bendito dos “Cansei/Opus-Dei”, o grande ator faz uma crítica pesada a Gil. Primeiro, ele diz que Gil se beneficia de sua condição de artista para se promover, coisa que todos nós sabemos que não é verdade e soa como absurdo. Gil tem autonomia como artista e arrasta com o seu nome todos os ministérios juntos. Garanto a vocês que o mundo já sabia muito mais de Gil do que da existência do próprio ministério da cultura. Mas num toom revelador, o nosso grande ator, disse textualmente “É aquilo, o tal do folclore”. Não o culpo por isso, pois conheço bem esse meio, convivo com ele. No nosso meio há um quê de razão que lhes dá suporte, o mesmo que Mário de Andrade dizia dos próprios modernistas, “Ignorância e leviandade” com este ponto FUNDAMENTAL pra cultura brasileira. Talvez, assim como Lula, Gil não tenha explicado bem que prédio não se levanta com dinheiro, prédio se levanta com a mão-de-obra anônima, tijolo por tijolo, de mão em mão. Essa mão-de-obra que Lula vem tentando fortalecer é que empre trabalhou para construir o Brasil, portanto, o Brasil precisa mais dela do que ela do Brasil. Com certeza, não será ela, essa mão-de-obra ignorante, subjugada que produziu a cratera do metrô e muitoa menos, o viaduto que veio ao chão. O que Gil não disse é q

  • André Luiz disse:

    Li o texto e não entendi a referência a 64/68. Depois de ler os comentários, e verificar que outros leitores também não a compreenderam, só posso concluir que a semelhança é construida pelo autor anonimo do texto: o anonimato. Como pode defender a democracia escondendo-se atrás de apelido? Dê a cara, condiz mais com a antiga postura do Cultura e Mercado. Ou será que o autor tem algum projeto inscrito em algum edital e está com medo de sofrer represálias? É o que parece.

  • Carlos Henrique Machado disse:

    CONTINUANDO O TEXTO ABAIXO
    O que Gil não disse é que o incentivo a esses pontos de cultura é um benefício para o Brasil e que, com ou sem a participação do ministério, eles vão continuar. “Gil está tentando nos curar da nossa profunda ignorância”. Festas com encontros de congadeiros e todas essas manifestações que hoje o Brasil põe à luz sempre estiveram lá e, se não estivessem, não teríamos uma diversidade nos palcos tão admirada pelo mundo todo. Gil sabe que o fruto bonito tem como base uma semente fundamental, mas o nosso grande problema é que a união de um mesmo ser que tem como princípio o mais explícito espetáculo de PROVINCIANISMO e, consequentemente carrega consigo um complexo terceiro-mundista dentro das suas lógicas, todo o processo de base, de sustentação da infra-estrutura brasileira, seja ela no desenvolvimento industrial, empresarial ou cultural, é, pela lógica da dominação, desqualificada. Volto a insistir, todos nós brasileiros precisamos muito mais desse universo fantástico da nossa cultura do que ele do Brasil. Esse narigão de cera academicista de fundamentalismo ideológico e afrancesado, é o circo dos horrores de toda essa teatralidade social que se une para bombardear qualquer coisa que dê um mínimo de atenção ao povo brasileiro. Os pontos de cultura são um tiro muito bem dado na cabeça dessa lógica absurda de instituições que rejeitam o estudo e o ensino da cultura brasileira dentro dos seus muros. É o início sim, de uma mudança revolucionária de pensamento. Se os mecanismos ainda não funcionam, com todos os problemas que isso possa vir a ter, ele é infinitamente mais eficaz do que o mecanismo corrosivo sabidamente corrompido em seu formato como agente de fomento e democracia cultural que é a Lei Rouanet em sua quase esmagadora totalidade. Se ela, no papel é um oásis para toda a cultura, na realidade, ela se transformou num céu de deuses auto-proclamados nos salões e nos plins-plins que acabammsendo os mesmos, eles são literalmente os atores da cena cultural da Lei Rouanet, também conhecidos como tubarões midiáticos e todo o universo técnico e político que os cercam. Não sei se há como consertar esse pau que, se não nasceu torto, está agonizando torto. Já disse aqui, apresentem números que se oponham ao que chamei de lei centralizadora. É bom também que se diga que a Funarte é um elefante branco, do tamanho da elite branca, é mórbido, cansado, gélido e improdutivo, tanto é verdade que noventa por cento dos artistas brasileiros sequer sabem que esse órgão existe. É também verdade que houve uma excessiva preocupação do Minc em tratar das questões do áudio-visual como filho bonito, dando toda a geléia real para este segmento. É de conhecimento do mundo que a nossa música tem força representativa inigualável nos dias de hoje, ao mesmo tempo em que vivemos um momento de cisão na indústria fonográfica e que está causando um enorme rebuliço, obrigando a repensar todos os modelos comercias e artísticos, o ministério de Gil manteve-se fiel à sua proposta de se fechar em copas e dar de ombros para a música brasileira. Não apresentou até então, uma única proposta. Cedeu ao saudosismo de um projeto Pixinguinha que só existe na memória e que apresenta resultados pífios e reafirma também que a música tem suas cartas marcadas e ponto final. Não se fala de música no ministério. Logo ela, a principal fonte de resistência do último período ditatorial. Nem mesmo ter um assento nas Instituições Vinculadas ao Minc, a música conseguiu. Vi, dias atrás, aqui mesmo o edital dos Correios. Por que o Minc não propõe uma sociedade aos correios para a livre circulação, sem custos para todos os bens culturais que necessitam dos Correios? Não seria marketing mais produtivo para os correios? A desoneração dos tributos no caso dos CDs, simplesmente foi praticamente ignorada. Enfim, o ministério de Gil é autista para uma legião de músicos profissionais no Brasil. A música que, com certeza tem o maior contingente de artistas, se viu completamente órfã no ministério de Gil. O pior é que ele tem conhecimento dessas questões como poucos. Se ele se omitiu ou se encolheu diante da invasão e quase total ocupação do áudio-visual, foi sim, falta de uma postura mais dura de comando. Sigo à frente com mais críticas e sugestões, mas já estamos entrando aqui na tribuna num campo mais franco e aberto. Mais cedo ou mais tarde isso teria que acontecer.

  • amanda brasil disse:

    Sr. Leonardo Brant,
    Sua nota de esclarecimento, infelizmente, é bastante precária. E reveladora. O senhor se enrola nas explicações, lembra alguns personagens do noticiario politico do momento.
    Para ficarmos apenas em alguns detalhes, a Teia foi realizada com recursos da Petrobras repassados ao Ministerio da Cultura. Portanto, sr. Leonardo, são recursos públicos sim. Que o MINC conveniou com o Pensarte. Quem captou os recursos, via Rouanet diga-se de passagem, foi o próprio Ministro.
    Só esse detalhe já basta para desmontar seu discurso.
    Agora o senhor acrescenta mais tempero num assunto já antigo, embora não sepultado. Qual foi a postura do antigo Presidente da Funarte, criticada aqui? Nenhuma.
    Hoje todos sabemos que foi uma disputa politica, onde os senhores tomaram partido anti-petista. Os arquivos ainda se encontram por ai?
    Entrevistaram todos os secretários que interessavam ao cultura e mercado. Nunca foi dado voz ao sr. Antonio Grassi, pelo contrário.
    Nunca teve ele o direito de apresentar sua versão. Me lembro da comparação, feita aqui, entre Judas e Jesus…. Deus me livre!
    Mas a permanencia dos comentários postados aqui, é a garantia minima de que podemos iniciar qualquer debate. Sem hipocrisia. E de verdade

  • Leonardo Brant disse:

    Olá Amanda, mina nota de esclarecimento é sobre a acusação de ter recebido dinheiro do MinC, como se fosse um órgão privilegiado. Isso não é verdade. E quero deixar claro que não falo em nome da instituição, mas em nome de Cultura e Mercado. Em relação à Teia, (a menor) parte dos recursos vieram da Petrobras. Outra parte de empresas privadas como Fiat, Fundação Vale, Usiminas e muitas outras. O que sei é que o contrato da Petrobras foi negociado pelo Pensarte e todas as obrigações civis são da organização. Não sejamos hipócritas, o contrato e o ônus da entrega do encontro foi, sim, do Pensarte. Mas o foco da discussão aqui não é esse. Adoraria discutir o processo da Teia publicamente. Deixo o convite para você, Amanda Brasil, a provocar os leitores com este tema. Terei o prazer de inserir inúmeros comentários, simplesmente porque tenho a contribuir com a discussão, pela experiência vivida. O que não entendo é por que o Pensarte virou alvo dos seus ataques? Qual o seu interesse nisso? O artigo aqui publicado discute outro assunto. E gostaria muito, assim como todos os outros leitores, que continuasse a discuti-lo. Em relação ao Antonio Grassi, publicamos sim artigos dele. Até cheguei a comentar com ele, no auge da crise, que os artigos que ele escreve geram muita repercussão e audiência. E sempre abrimos o espaço para todos profissionais e pesquisadores da cultura. Vamos sim discutir o que aconteceu no passado para não corrermos o risco de cometer os mesmos erros no futuro. Amanda, estou aqui tranquilo e sereno com a qualidade e compromisso dos serviços prestados à comunidade cultural. Nunca nos abstivemos de reconhecer os erros e retratá-los publicamente. Mas você precisa me convencer que estou errado ao decidir publicar um texto que aponta questões importantes praticadas pelo governo, de importantes atores do mercado, acuados com medo de ser perseguido por um órgão público. Esse é o principal motivo da existência dessa revista, que é publicada com recursos aquém de sua importância para o setor cultural. Nós não temos mandato, não representamos ninguém. Apenas somos livres e queremos continuar exercendo essa liberdade, mesmo que ela lhe cause todo esse incômodo. E vamos continuar discutindo as ações do Ministério da Cultura, porque é um assunto de interesse público. Tanto para reconhecer as boas iniciativas, que são muitas e consistentes, quanto para observar e denunciar.

  • José Antônio disse:

    Dessa vez Cultura e Mercado exagerou. O artigo da semana passada foi um soco no estômago do MinC, pois refletiu um sentimento que todos sentíamos. Não conheço os autores do texto, mas sei bem porque estão se protegendo por trás de um heterônimo. Mas devemos reconhecer que a coragem maior de publicar, tanto aquele quanto esse, é mesmo do Cultura e Mercado, que no fundo é o verdadeiro responsável pelo que publica. Mas nada disso importa. O que importa agora é saber o que fazer com essa crise deflagrada pelo próprio MinC. Essa crise de poder. Quem já chegou perto da esplanada conhece a prepotência desse Juca. E sabe que ele varreu do MinC todos os que se opuseram a ele, desde o Roberto Pinho até o Marcio Meira. Não conheço a escola do Juca (sei que da cultura ele nunca foi), mas que tem um DNA carlista, tem. Ele faz da vida de seus inimigos um inferno. E tem o mesmo talento para colecionar inimigos. Bom, e ainda nem falamos do Frateschi, que botou o Juca nessa enrascada e já deve estar prestes a rodar também.

  • João Carillo disse:

    As denúncias são sérias. Tanto as dessa semana quanto as da semana passada. Já qiue não basta a Polícia Federal, Ministério Público cola do MinC!

  • Helio Camacho disse:

    o ministério exagerou. é muito poder concentrado. nós tomos caímos nessa das boas intenções e deixamos o minc ocupar espaço. agora eles querem brincar de deus. mercado e cultura apenas utilizou suas armas, que são insuficientes, para lidar essa bandalheira.

  • André Galvão disse:

    O Cultura e Mercado é um espaço legal, democrático, mas as matérias assinadas pela inexistente família Adelaide, não posso levar a sério.

    Vivemos em uma democracia, se o autor não possui autoridade moral para assinar sua opinião, francamente, desqualifica o site como fonte de informação.

    Passa a ser um jornalismo covarde, e sei que a equipe do Cultura e Mercado é de qualidade, e tem lastro para realizar o debate real.

  • amanda brasil disse:

    Mantenho tudo que disse. Teria mais detalhes a acrescentar mas prefiro focar no debate do momento. O assunto mudou de degrau, sr. Leonardo Brant, a partir do artigo sem autor e a mudança de postura do cultura e mercado em relação ao ministério. As relações e interesses na manutenção dessa fonte de apoio ao MINC (quando lhe interessa).
    O Pensarte poderia, por exemplo, apresentar aqui as contas da Teia. O patrocinio da Petrobras foi negociado pelo ministério e apresentado numa cerimonia no RJ (nisso o senhor mentiu ou omitiu).
    O Ponto de Cultura, que tem como gestor o Jorge Mautner (cumpadre do Ministro) e a direção geral do sr. PX, que administrou a Funarte nos oito anos da gestão Weffort/FHC. A propósito, ele ainda se queixa por não fazer parte da CNIC.
    Acredito que uma maior tranparencia nessas relações pode qualificar mais ainda o debate e esse espaço.
    Não dá para ler tanta noticia e comentário, num ambiente tão embaçado por interesses.
    Ah, o ministro hoje segue sua turnê pela Europa. Dizem que o show está o máximo.
    Para quem perguntou, esse Juca é da área do meio ambiente. Essa coisa chamada Partido Verde, que faz acordo até com o diabo para ficar próximo do poder

  • Carlos Henrique Machado disse:

    Na era do denuncismo oculto, o mesmo se apresenta com duas faces. O CULTURA E MERCADO faz bem em colocar questões aqui com críticas até pesadas ao Minc, mas lembrem-se amigos, que, se o uso do anonimato com esses pseudônimos indica e, logicamente, de forma exagerada, uma inquisição, querendo remontar um quadro de terror vivido na ditadura, quero lembrar aos companheiros que, a princípio, as frentes de resistência ao golpe de 64, entraram de cabeça sem preocupações com a clandestinidade. Só usaram este artifício para fugirem do estado para-militar clandestino. Lembrem-se, companheiros, quem começou a agir clandestinamente, em todos os níveis, na ditadura, foram os militares. A bomba do Riocentro explodiu no colo do Sargento Guilherme Pereira, ao que me consta, ele não estava lá com credencial, crachá e etc. Talvez o texto acima, de quem não viveu o período da ditadura, possa ser um atenuante para o alarido que faz. Ao mesmo tempo em que o texto clama por democracia, o nosso articulista aplaude a panacéia midiática que ele classifica como “um novo escândalo”, sem ter a preocupação de, em nome da democracia que ele próprio clama, se afastar das manchetes dos jornalões, aí sim, historicamente golpistas, pois aplaudiram o golpe de 64 dando total apoio ao aparelho de repressão, com financiamentos pesados e interlocução para que outros empresários financiassem a face mais negra da ditaduta, justamente, feito “clandestinamente” nos porões do DOI/COD e o sumiço de várias pessoas. O autor do texto peca quando se utiliza da maré do pior esgoto da imprensa para dar sustentação aos seus gritos. Então, a sua credibilidade tende a ser menor, pelo menos pra mim. Não posso crer que ele aplauda a mesma mídia que vive de escândalos fabricados e omite os fatos reais, como a compra de votos no caso da reeleição de FHC e suas vergonhosas privatizações,sem falar da tradição do PSDB em não deixar abrir uma CPI sequer no governo federal-FHC, nem na prefeitura e governo de São Paulo PFL/DEM que invertem lógicas com todo o apoio dessa mídia a serviço de escândalos em prol de golpistas. Se clama por democracia, fale da lei, fale das provas cabais, senão, daqui a pouco, você vai usar como exemplo, os ilustres e digníssimos, Roberto Jefferson e Álvaro Dias, ou então, vai se alinhar ao prefeito DEMgue, Cesar Maia e contratar vaias. Muita calma nessa hora! Não vou entrar no mérito das questões que estou acompanhando aqui sobre uma particular discussão entre Amanda e Brant, porque não suporto ser leviano e discutir coisas que eu não sei. Quanto ao período em que Grassi esteve à frente da Funarte, o esforço de democracia, foi sim, empanado por uma lógica bairrista e centralizadora. Eu mesmo estive lá, bati na porta de Ana Buarque e, prontamente fui atendido. Disse a ela da minha insatisfação com os critérios de seleção, não dos titulares, mas de músicos que acompanhavam os titulares em apresentações, alguns participando até de quatro turnês do projeto. Reclamei também que artistas do interior não conseguiam espaço na Funarte. Ali, era uma discussão sobre a forma, sobre a execução dos projetos da Funarte. Ela respondeu que os titulares das apresentações eram livres pra escolherem os músicos que quisessem. Eu, questionava, se o projeto era para fomento e se o órgão era público, esse tipo de opção era um erro. Mas quero lembrar que, mesmo divergindo dos conceitos que ela defendia, fui recebido por ela que defendeu seus pontos de vista. O que eu acredito ser uma atitude coerente e honesta. Gosto muito de ler Cultura e Mercado, mas sinto falta de uma crítica mais contundente a essa legião de “Fundações Culturais” e suas práticas de auto-beneficiamento. Talvez o Minc seja o alvo escolhido, por ser ser um peixe grande e público, o que, de certa forma me dá razão em acrediar que, ele, se fortalecendo, fique mais visível e, consequentemente mais transparente, e nós teríamos muito mais o direito de cobrar condutas éticas e administrativas. Pergunto a vocês, essas críticas, no varejo, empresas patrocinadoras, funcionam? É claro que não. Semana passada mesmo, um desavisado me acusou de frustado por não conseguir patrocínio. Essa inversão da lógica do meu ilustre algoz é um exemplo claro do nível de argumento comum entre aqueles que apoiam a Lei Rouanet como está. Pra mim, insisto, é a lei do mais forte. E, o mais forte, no sistema capitalista, é o capital, seja em forma de finanças, seja em forma política. Para terminar, gostaria de lembrar aos senhores, digo isso, em defesa de Gil, que, assisti a um programa “Roda Viva” em que Hermínio Bello fez pesadas críticas diretamente a Gil e, mais tarde, Hermínio assume o comando do Projeto Pixinguinha. que mostra que o Minc, não só aceita críticas, como também não partilha dessa, propalada aqui, inquisição. Vou estar sempre aqui, aplaudindo todas as críticas que se fizerem pertinentes. Não dou um testemunho sobre os pontos de cultura por não conhecer os seus efeitos, na prática. Apoio seus objetivos, mesmo se eles forem, ainda assim, mais fogueteiros e panfletários do que reais, pois, ele dá início a uma discussão que carecemos e muito. Conheço três pontos que funcionam muito bem no estado do Rio de Janeiro, é só o que posso falar.

  • Carlos Henrique Machado disse:

    LI ESTE TEXTO NO BLOG DO LUIS NASSIF.
    ACHEI PERTINENTE COLÁ-LO AQUI.

    10/04/08 13:37

    COMUNICAÇÃO E DIÁLOGO

    Por Eugênio Bucci, no Estadão de hoje.

    íntegra aqui

    Ninguém é dono da razão final a priori. A razão não se impõe pela propaganda, pelo monólogo do proselitismo. Ela só adquire validade quando faz sentido natural para o conjunto dos interlocutores – e comunicar é justamente isto: tecer o sentido comum. Comunicar é buscar pontes de entendimento. É dialogar.

    Os responsáveis pela mediação do debate público não podem mais ignorar o fato de que nada é mais danoso – e enganoso – do que pôr os meios de comunicação a serviço de ideários prontos e fechados. Esse tipo de prática – em meios públicos ou privados, tanto faz – não constrói confiança, não estimula a divergência e a participação crítica, não emancipa o cidadão. Nos dias atuais, de inovações tecnológicas e políticas que não cessam, nenhuma sociedade gera um espaço público saudável na base da obediência e da concordância. Foi-se o tempo em que comunicação era um alto-falante na pracinha da província. Foi-se o tempo em que a receita era adestrar as massas.

    As técnicas de massificação corroem a credibilidade dos próprios meios. Não promovem o encontro de opiniões complementares, não respeitam nem assimilam os pontos de vista alternativos – apenas militam para fazer prevalecer o interesse de quem exerce poder econômico ou político sobre a mediação do debate. Não raro, poder abusivo. A massificação até consegue potencializar fanatismos de diversas naturezas, mas não gera sabedoria compartilhada. Pode compactar as maiorias em momentos específicos, mas no longo prazo conduz à destruição. O século 20 é pródigo em exemplos trágicos – e, no século 21, ainda há quem insista em retomar e reeditar as fórmulas ultrapassadas.

    Aos mais ansiosos os três parágrafos acima talvez soem genéricos, abstratos, descolados das atualidades ditas jornalísticas, dos dossiês da vida, da dengue desgovernada, dos congestionamentos. E, no entanto, essas palavras, assim mesmo, aparentemente vagas, tocam no âmago da qualidade do debate público e na capacidade que ele tem ou não tem de encarar e superar seus impasses. Eis aqui um dos temas mais graves dos nossos tempos. Um dos mais urgentes, também. Eis aqui um tema visceralmente jornalístico.

    (…) Em vez de operar segundo ditames partidários de ocasião, cabe à imprensa observar e cobrir os partidos e suas escaramuças, vendo-os de fora. Os interesses dos partidos e dos governos devem representar, para os encarregados da comunicação social, não uma baliza para alinhamentos ou combates sistemáticos, mas um fenômeno externo. Infelizmente, contudo, se observarmos com cuidado, veremos que esse tipo de desvio ainda não foi totalmente superado. Entre nós ainda sobrevive uma concepção excessivamente instrumental dos meios de comunicação, que são vistos – e, por vezes, são administrados – como porta-vozes da corrente A ou B e nada mais.

    (…) O Brasil precisa de pontes de diálogo – e só poderá obtê-las da qualidade de sua comunicação social, não das querelas partidárias. Há bons pensadores de um lado e de outro. Há homens públicos de valor dentro e fora do governo. Que suas idéias dialoguem no espaço público. Se a comunicação social e o jornalismo se deixarem formatar e organizar pelas trincheiras que partidos raivosos tentam imprimir sobre a realidade, não serão capazes de erguer as pontes necessárias. Continuarão, eles mesmos, entrincheirados. Abdicarão de seu compromisso com o público e com a busca da verdade – que, a propósito, não é monopólio nem de governos nem da oposição.

  • José Antônio disse:

    O Ariano Suassuna diz que o pau está torto para um lado é preciso envergá-lo para o outro com a mesma força para dar-se o equilibrio. Vejo um debate profícuo aqui, como há tempos não vemos. Acho importantíssimo observarmos os passos deste “nosso” canal de interlocução que é o Cultura e Mercado, para não deixarmos se transformar em plataforma política de um grupo. Tenho certeza que não é, pois o acompanho há pelo menos 5 anos, em suas várias fases. E digo nosso, pois aqui consigo expor idéias e vê-las refletidas nas idéias e angústias dos outros. Não vejo outro ambiente para isso na atual situação que o próprio site denuncia. Como o próprio Brant o site não tem mandato e é provocador, sempre foi. Não fala em nome de ninguém, não foi eleito. Já o MinC sim. Vamos batalhar para fortalecer este canal de interlocução e não permitir que abusos, como o uso insistente de heterônimos, faça-se regra e não exceção de um frágil momento. E aguardamos ansiosamente notícias do palácio.

  • Leonardo Brant disse:

    Bom saber que estamos sob “observação”. O espaço aqui merece o cuidado de todos e o exercício da auto-crítica. Estamos em fase de mudança de plataforma e isso favorecerá a horizontalidade. Ou seja, o veículo será melhor apropriado por todos, para não ser entendido como uma coisa unilateral. Nesse sentido aproximaremos mais da proposta do Eugênio Bucci.

  • Leonardo Brant disse:

    Amanda, desculpe. Não tinha visto o seu último post. Vamos combinar juntos uma maneira de expor tudo o que vc reivindica. Estou à disposição pelo e-mail: leonardo@brant.com.br ou pelo fone: (11) 5082.2111. Comunique-se ou envie seus dados para prepararmos um material para os leitores. Abs, LB

  • amanda brasil disse:

    Prezado Leonardo Brant, agradeço a gentileza da resposta. Mas penso, sinceramente, que a melhor maneira de expor o que reinvidico é aqui mesmo publicamente.
    Não vejo sentido de combinarmos em private o que foi discutido abertamente.
    Acho que as colocações foram claras o suficiente para se saber o que queremos. Um exemplo? Quanto custou a Teia? Quanto foi repassado de recursos da Petrobras, pelo MINC, ao Pensarte? Quanto foi captado pelo Pensarte na iniciativa privada, com a chancela do Ministério?
    Simples assim..
    Como diria o autor de teatro: “o que é bom em segredo, é melhor em público!”
    Um abraço

  • Leonardo Brant disse:

    Prezada Amanda, sou gente de carne e osso. Tenho história empresarial, no setor cultural, na área social. Tenho website, endereço, telefone e e-mail. Tenho idéias, pesquisas, artigos e livros publicados, criei e mantenho este serviço, que vc utiliza para fins escusos, há 10 anos. Portanto não sou eu quem está fugindo da raia. Vamos dialogar de verdade. Meus motivos e interesses, públicos e privados, estão todos assumidos e declarados. Há quem inveje essa posição. Eu prefiro tê-la como responsabilidade e compromisso a uma causa. Cometo acertos e vivo contradições diariamente. Não me sinto intimidado por você nem por quem você representa. Nem sei se você existe de verdade, pois sequer consta no Google. Então vamos falar de igual pra igual, aqui mesmo. Mostre quem você é, quais são os seus projetos e interesses. Agora o que vc procura é informação pública, qualquer aprendiz de produtor cultural sabe encontrá-la na web. Não precisa desse tipo de intimidação barata e desqualificada. Sequer merece o meu tempo de resposta, que dou aos 17 mil leitores de Cultura e Mercado e não a você.

  • José Antônio disse:

    Amanda, está claro que a leviana aqui é você. Identfique-se ou cale-se. E voltemos a discutir a questão que interessa a todos e que vc pretende desviar.

    Ontem à noite conversei com um amigo que tem uma organização que possui, ao mesmo tempo, projeto em ponto de cultura e em lei rouanet. Ele me disse que depois de anos de existência, ele paralisou suas atividades e debita isso 100% na conta do MinC, que sequer conseguiu realizar um convênio com a organização, que ganhou o edital há mais de um ano. Está aqui uma dica para o site investigar melhor. Ele disse que nesse tempo conversou com 4 gerentes diferentes no MinC e que ninguém consegue mais desenrolar a situação que se fez naquele lugar, que ele define como antro. E ainda tem a Lei Rouanet. Seu patrocinador perdeu o dinheiro que investe todo ano para a organização simplesmente porque o ministério não aprovou até o fim do ano um mísero projeto apresentado em setembro. Bom, tem um ditado lá na minha terra que diz: já ajuda quem não atrapalha.

  • Ignácio Cruz disse:

    No final do ano passado, com um acúmulo de projeto de lei rouanet (fala-se em 2 mil projetos), a associação de produtores de teatro do rio ameaçou a criar um movimento nacional contra o minstério, que prejudicou a vida de todo o mercado, do show business ao teatro de pesquisa. Foi aí que começou a briga, pois o ministério prometeu aprovar os projetos, o que não fez. no último dia do ano aprovou centenas em sistema ad referendum, mas de nada adiantou, pois para enrolar ainda mais o próprio pescoço, criou uma medida ilegal, que faz que com o próprio Minc tenha que abrir uma conta no Banco do Brasil. Ou seja, o MinC além de não fazer nada para sair desse enrosco, ainda cria mais burocracia que sabe não dar conta de atender. e assim caminha a humanidade…

  • Ignácio Cruz disse:

    Esqueci um assunto. A coisa está feia no palácio. Ontem saiu um artigo assinado por advogados no Correio Braziliense, dizendo que o Minc tem adotado medidas inconstitucionais, legislando por meio de portarias e decretos e ainda por cima impedindo advogados de terem acesso aos projetos de seus clientes. A OAB prepara um pedido de explicação ao MinC.

  • amanda brasil disse:

    Façam-me o favor.
    Acho que toquei na ferida. Sr. Leonardo, eu existo e tenho participado dos debates por aqui com frequencia. Procure no google pelos Julinhos da Adelaide e outros pseudônimos sempre presentes aqui. Quem desvia o assunto é o senhor. Com sua falta total de argumentos.
    E eu sou a leviana?
    Não se trata aqui se representar quem quer que seja. Necessário esclarecermos bem os interesses por trás dessa ratoeira chamada Ministério da Cultura
    Mas, tudo bem, concordo.
    Vamos voltar ao tema central do debate?
    Um beijo

  • Carla Assumpção disse:

    Estou estarrecida com os movimentos do nosso ministério. Chegou ao fim da linha. Mas gostaria de perguntar ao Julinho. Qual é a alternativa a este ministério? Quem se habilita a fazer esse trabalho difícil que é gerir cultura sem grana, sem apoio e consenso de classe? Pelo menos há em torno do Gilberto Gil uma confiança, um sentido de comunhão. Obviamente que este sentimento não se aplica à sua equipe, mas isso nos levaria ao ponto de desequilíbrio, como apregoa o artigo?

  • Antonio Carlos do Amaral disse:

    Poder é sempre poder. Quem não está suscetível a ele, com ele não está envolvido. É natural que exista um grupo político no comando e que ele trabalhe para criar uma rede de sustentação política para seus atos, mesmo que pra isso tenha que irrigar aqui e acolá. A política é assim desde que o mundo é mundo. Lula vem de um uninverso que os brasileiros pouco conheciam. O aparato legal que sustenta a política não prevê a existência desses “porcos, sujos e malvados”. Daí a dificuldade encontrada em transferir dinheiro para quem não é cliente tradicional do Estado. Não há manipulação e má fé no processo. O que existe é uma situação nova, que exige uma nova legislação para lidar com ela. Esse trabalho, por outro lado, talvez caiba aos próximos mandatários, já que esses estão muito preocupados em manter as rebanho no curral…

  • Regina Moura disse:

    Acredito que o debate está fervendo em todos os sentidos e na verdade acredito que seja bom, estávamos todos muito quietos e acomodados com tanta desgovernança do MINC.
    O Programa Cultura Viva é mesmo o carro chefe do governo Gil, é onde se consegue o respaudo popular, imagina se alguém vai falar que ele não está descentralizando os recursos da cultura. Mais de dois mil pontos espalhados no Brasil, de pessoas que mal tinham a informação de como formatar um projeto e agora tem até recurso público. Isso sem contar que o recurso não chega, mas não chega como todo investimento direto, de um um orçamento contingenciado.
    O que me preocupa no programa cultura viva é transparência da seleção destes. Fico me perguntando porque a UNE tem tantos pontos de cultura? E eles são só um exemplo. A escolha dos pontos está a meu ver ligado diretamente ao desejo de respaudo popular, deu aprovo onde não há conflito de interesses, onde sempre vou receber elogios. Ao mesmo tempo, a força de articulação política dos pontos, pode ser o passo para um revolução cultural.. peraí não somos bodes espiatórios.
    O programa cultura viva é o conceito de cultura do ponto de vista antropológico. Só que a briga hoje está em outro campo, no setor profissional da cultura, no mercado. E o MINC vem utilizando os veículos de comunicação numa luta injusta, que me lembra mesmo a ditadura, tentando tampar com a peneira todas as suas falhas.
    A briga não pode ser entre nós, o bom debate deve ser travado com o governo. Porque na verdade se existem destorções, elas surgem de onde se gere a política cultural deste país

  • Cleide Junqueira disse:

    Concordo Regina. E acho que devemos insistir na discussão sobre a lei rouanet. E também sobre o teatro, que iniciou essa história toda. Sabemos que há problemas em todas as outras áreas, mas ainda não temos uma resposta do MinC em relação a isso tudo. Percebo que eles estão completamente desorientados e que nem tudo nessa história está perdido. Precisamos fazer alguma coisa. Ou ajudamos a levantar ou a derrubar de vez…

  • Carlos Henrique Machado disse:

    Há um dado fundamental nesse jogo todo que se pode observar aqui. O que me parece é que neste debate, poucos ou ninguém, de fato, põem a mão na massa, ou seja, a arte e o artista. O meu aplauso segue firme na direção do último texto de Almandrade que vocês podem ver aqui mesmo dando um clic e, já no primeiro parágrafo, “Almandrade faz logo o bingo”. Mas se querem discutir a questão política, vamos a ela: Lula não enganou ninguém,pois disse que faria um governo para os pobres. Eu estava naquele primeiro encontro no Canecão, já havia também participado, dias antes, do encontro de Benedita com artistas e intelectuais, encontro em que fiz o show junto com os meus companheiros. Neste encontro tivemos artistas de peso nitidamente engajadas na campanha de Benedita, como Aldir Blanc, Paulindo da Viola, Martinho da Vila e etc. Algumas falas nos emocionaram como no caso desses três nomes citados acima, grandes artistas brasileiros voltados ao apoio à Benedita para uma melhoria do Rio de Janeiro. Paulinho, Aldir e Martinho, artistas de reconhecimento nacional e internacional, tinham em suas falas e seus olhares, paixão pelo país, paixão pelo Rio de Janeiro, paixão pela arte, mas acima de tudo, a paixão por uma revolução humanista. Um apoio político com credencial verdadeiramente humana. Mas, calma aí! O Rio Scenarium estava lotado, assim como o Canecão. Os dois encontros eram também constituidos por um caldo de esquerda festiva ou fisiológica. Espectadores de uma nova possibilidade de arte, de cultura, de humanismo, de democracia? Nada. Era nítido, pelo próprio comportamento tanto no encontro com a Benedita, quanto com Lula, que a grande maioria queria ser amigo do rei. Lembro-me de uma passagem constrangedora que tive que assistir no Canecão ao fim da fala de Lula, de um “artista/empresário” cumprimentar alguém que ele julgava que faria parte do alto escalão do ministério da cultura, caso Lula vencesse, como venceu. Esse artista, com o filho no colo, disse textualmente ao suposto futuro ocupante de um cargo de chefia no Minc … “vim aqui oferecer meus préstimos para sustentar meu filhinho aqui. Fiquei constrangido com a cena, mas… fazer o quê? Observo aqui, muitas vezes, a extensão desse quadro, desse circo dos horrores sendo reeditado em nome da cultura. Aqui não tem o frisson que tinha lá, onde já se gastava politicamente por conta. Lembro-me perfeitamente, desta vez no Rio Scenarium, um desafinado cineasta, quase num ato de desespero, saltar nos braços de Edosn Santos, então candidato ao senado, e sentencia, entre a bajulação e a aposta errada, gritando… “SENADOR, SENADOR!” Edson Santos se assusta e estende a mão ao insistente cineasta caça-níquel que faz o gênero íntimo e o apresenta ao seu colega de trabalho e segue o seu “tira-pó da casaca do homem”. Tudo isso, todo esse mau-gosto que estou a narrar, é fruto dessa lógica de um profissionalismo rastaquera entre o público e o privado, mas que tem credencial das auto-proclamações. É um blefe. A cada dia que passa, percebemos que tudo não passa de um blefe. Sempre que se fala de um homem simples do povo, tem-se a crença de uma manipulação barata, e essa viciada ingenuidade do mediano alpinista fantoche da mídia, como muito bem disse Mino Carta, preocupado excessivamente com as suas quinquilharias consumistas, esquece que convive com povo na rua. Eu pergunto, esse homem simples é bobo, é trouxa? Alguém já ouviu falar nos termos “tumé, migué?” Esse provincianismo típico das zonas nobres do Brasil que anda à caça de um aceno de Nelson Mota e suas besteiradas produzidas em série, não percebeu ainda que quem deu o tom e elevou a temperatura da febre que está matando a oposição e todos os reacionários, jogando os índices de aprovação de Lula à estratosfera, é o povo. O povo pobre não raciocina diferente do mediano, nem do milionário não, pois todos, das três camadas querem a mesma coisa, o bem-estar. Mudou e muito o perfil do eleitor de Lula. O que quero dizer com tudo isso, é que mantenho a fé no ponto central do governo Lula que é a “justiça social”. O Minc, mais cedo ou mais tarde, se ainda não está, vai entrar no prumo. O Bolsa-família é um sucesso retumbante, extraordinariamente humano, vigoroso, exemplo para o mundo. Portanto, meus amigos, se a coisa caminha aqui para o abandono da discussão sobre a arte, me valho da experiência do próprio governo Lula como ponto vital do pensamento da democracia social, para me munir com absoluta certeza, que a tecnicalidade aqui tão ostentada nos discursos a favor da Lei Rouanet como está, das fundações infundadas, dos departamentos de marketing e o capitalismo dependente. Por isso agora eu faço uso dela, da tecnicalidade, para justificar que o governo Lula que está acima do Minc e tem experiência e lastro para imprementar o mesmo conceito de distribuição de benefícios como no caso do bolsa-família, através da iniciativa direta, nesse universo invejável de manifestações culturais do nosso povo e deixá-lo tinindo com o motor de altíssima potência. Ás vezes, percebo que, mesmo algumas pessoas que defendem pontos da democracia cultural, tem a crença de que o povo é órfão da sanha civilizatória das nossas instituições urbanóides. O que me obriga a relembrar a belíssima leitura que fiz sobre a classe fantoche que todos sabemos que se julgava informada. Temos um longo caminho meus caros, para destruir os nossos próprios preconceitos. Essa implosão é doída, mas garanto que é necessária para a nossa própria sobrevivência. As tais instituições promotoras de cultura provam aqui em debates pequenos em algums momentos, que estão longe de poder dar conselhos de civilidade ao povo. Calcemos todos as sandálias da humildade, não as mesmas do franciscano Pedro Simon, senão, vamos acreditar que teremos que pedir desculpas ao Noblat.

  • Carlos Henrique Machado disse:

    UMA BOA REFLEXÃO PARA ESTE TEMA SOBRE O GERENCIAMENTO DO GOVERNO FEDERAL EM PROGRAMAS DE REPASSE DIRETO.ACHO QUE TAMBEM,QUE PODE VALER PARA A QUESTÃO DO MINC! PONTOS DE CULTURA E ETC.

    12/04/08 11:36

    A Bolsa Equilíbrio

    Por Elton Machado

    Bravo Nassif,

    Eis um texto contido no portal da CartaCapital que julgo interessante para fins de debates.

    Falta o Bolsa Equilíbrio

    Não fosse o diário Valor Econômico, uma constatação e uma crítica do Banco Mundial passariam despercebidas de parte da opinião pública. A constatação: o Bolsa Família é um programa social exemplar e deve servir de modelo para futuras experiências internacionais. A crítica: a mídia brasileira faz uma cobertura excessivamente negativa do programa e tem dificuldade em reconhecer seus avanços ou de discutir maneiras de aperfeiçoá-lo.

    Os pesquisadores do Banco Mundial analisaram os resultados do Bolsa Família, compararam com o Bolsa Escola, criado no governo Fernando Henrique Cardoso, e cotejaram a cobertura do tema em seis jornais do País. Como se trata de estrangeiros, ninguém poderá acusá-los de “lulistas” ou de serem “chapas-brancas”.

    Eis o que concluíram: a imprensa não só dedicou mais espaço ao programa como o fez de maneira mais crítica com a chegada de Lula ao poder. O número de artigos sobre o Bolsa Família foi quase o dobro dos que trataram do Bolsa Escola de FHC.

    Nos tempos de Fernando Henrique, apenas 10% das reportagens traziam relatos sobre fraudes ou problemas de controle do programa social. Em geral, a cobertura era positiva às medidas de transferência de renda. O porcentual de espaço dedicado à cobertura de fraudes atingiu 50% sob Lula em 2004. Subiu tambén o tom crítico. Com o passar do tempo, essa porcentagem diminui até chegar a cerca de 20%.

    Segundo os técnicos do Banco Mundial, a imprensa nem sempre diferencia entre problemas causados por fraudes e irregularidades burocráticas e os de desconhecimento de regras ou erros em formulário. Concluem que isso dá aos leitores uma impressão equivocada sobre a natureza dos “desafios” do Bolsa Família. Nem toda irregularidade é fraude, anotam os pesquisadores, que classificaram o programa como bem-sucedido.

    Ao que parece, os técnicos produziram uma bela peça de crítica à mídia sem mesmo gastar tempo com a análise subjetiva de algumas avaliações produzidas nas páginas dos jornais. Nessa seara, há a imbatível e arguta análise de um dos luminares da imprensa carioca, que apontou desvios no programa pelo fato de os beneficiários usarem parte do dinheiro para comprar eletrodomésticos.

    Com direito à chamada de primeira página no jornal por ele profundamente influenciado, o texto do jornalista, que segundo uma revista semanal está “um degrau acima dos pensadores brasileiros”, permite uma única interpretação: o sujeito só pode receber o Bolsa se comer farinha em cuia e mastigar rapadura. Preservar alimentos em uma geladeira ou cozinhá-los é um despropósito, fraude que deveria ser punida com o corte do repasse e o retorno às trevas da indigência por toda a eternidade.

    Pouco espanta que a classe média leitora e espectadora não consiga perceber, sem detrimento da vigilância necessária à boa aplicação dos recursos públicos, os ganhos gerais que a redução da miséria traz ao Brasil.

    Não faz muitos dias, em carta publicada na Folha de S.Paulo, um leitor sugeriu que os beneficiários de programas sociais fossem impedidos de votar. Nem percebe o indignado leitor que o cabresto que ele imagina nos outros está, na verdade, bem abaixo do seu nariz.

  • André Luiz disse:

    Olá a todos,

    É muito interessante ver o debate que se trava aqui. Depois de ler tudo o que Carlos Henrique Machado escreveu, devo reconhecer que partilho quase a totalidade de suas opiniões…, apesar de não ser artista. Sou pesquisador de política cultural, encontro-me antropólogo, neste debate. O tema é sim muito pertinente, é inegável que a atual gestão do Minc revolucionou a gestão das políticas culturais do Estado brasileiro. Isto trouxe desafios e problemas? Sim. Por isso devemos jogar fora a água com a criança? Não. A avaliação que aparece no inicio deste fórum, isentando Gil e culpabilizando Lula, faz lembrar o caso do desmatamento da Floresta Amazônica. As Ongs acusam o governo pela desmatamento, mas dizem que a ministra não tem culpa, pois o problema “está embaixo do nariz do presidente, que não faz nada”. Agora o mesmo preconceito com relação ao tema aqui tratado. Alguém sério acredita mesmo que Gilberto Gil se prestaria ao papel de fantoche, ocupando o papel de marionete de um provável ministro-de-fato??!!! Ele não precisa disto. Quanto ao Programa Cultura Viva, tive conhecimento do Prêmio cultura Viva e testemunho a lisura do processo de seleção dos finalistas. Quanto as cartas que o Cultura e Mercado diz ter recebido com diferentes denuncias, que elas sejam encaminhas a quem cabe a fiscalização do dinheiro público. Ora, aqui neste espaço vi comentários sobre a enorme burocracia do Minc, que se gasta muito dinheiro nas atividades meios (entenda-se burocráticas), ora e ainda se exige do Minc que monte uma estrutura de fiscalização do uso do dinheiro? A fiscalização da aplicação do dinheiro repassado cabe à sociedade. A descentralização administrativa supõe a participação cada vez maior das comunidades em que estes recursos são aplicados. Veja-se o exemplo do bolsa-família, os casos de denuncias que apareceram na mídia, na sua maioria, surgiram de denuncia de munícipes atentos, que conhecem a realidade dos beneficiários do programa. Acho que este é o modelo que deve ser adotado no caso do Cultura Viva. Portanto, sugiro que Cultura e Mercado encaminhe estas denúncias e não as engavete, isto é fundamental para o aperfeiçoamento do programa. Por fim, um último comentário sobre o que se entende por cultura e seus usos. É claro e notório que o Mercado faz uma restrição enorme da noção de cultura. Ele toma cultura como produto e adota estratégias de mercado quando decide investir no setor. Os raros casos excepcionais apenas confirmam esta regra. O cerne da discussão é antigo, mas é esse. Ah! Lembrando o que disse um colega abaixo, o dinheiro investido não é das empresas, é do Estado. A renúncia fiscal significa que são os contribuintes que pagam a conta. Quando o estado isenta uma empresa de pagar um imposto ele vai compensar isto de outra maneira. Ou seja, o dinheiro que a empresa investe é o dinheiro do imposto, que pertence ao Estado, é nosso. E por fim, para registrar há produtos culturais que conseguem com mais facilidade acessar recursos disponíveis nos mecanismos de renuncia fiscal (uma Política que delega ao mercado o papel de gestão cultural) e há outros que tem muita dificuldade? O que fazer? Uma política em que o gestor é o Estado? Talvez. Mas qualquer que seja a resposta o fato é que: estaremos lidando com migalhas: 1% ou pouco mais do orçamento da União para a Cultura é piada, só fazendo milagres para conseguir revigorara atividade cultural no Brasil. È um abacaxi que não é fácil descascar. Apesar das críticas, das falhas e do possível trabalho que isso dá, eu ainda acredito na política deste ministério.

  • Carlos Wesley Amaral disse:

    acho estranho as pessoas falarem falarem e nao se indentificarem…
    a politica de discussão não podemos julgar nada sem saber…
    acredito que essa tal de amanda nao conhece nenhuma das empresas que ela cita…
    legal é conhecer e depois julgar
    em relação ao teia eu tambem gostaria de saber como é feita essa prestação de contas e onde isso é divulgado para nós leitores do cultura e mercado isso tem que ser exposto para que não haja duvida em relação a essa prestação de contas…
    abraços

  • Carlos Henrique Machado disse:

    O Brasil está vivendo um período das cruzadas moralistas, do linchamento público pelos mesmos hipócritas de sempre, pela mesma doutrina e pelo mesmo grupo sócio-econômico. Se, por um lado, o nosso baronato cafeeiro se mostrou medíocre e nos jogou num atraso durante um século inteiro e mais meio século de ostracismo, por outro, ele foi competente em criar cartilhas opressoras dentro do processo escravocrata. E suas viúvas estão aí aos berros, se fazendo valer das manchetes escandalosas. A “Caros Amigos” que chega esta semana às bancas, traz uma bela matéria de um símbolo desses inquisidores da atualidade, o senador “José Agripino Maia”. Tudo bem que ele, como síntese, apareça de forma mais fogueteira, mas na cauda dessa estrela decadente segue à reboque o pensamento da ortodoxia de muita gente que até então se apresentava à sociedade como libertário/progressista, foi o caso, por exemplo, no campo da cultura, de Ferreira Goulart, com ataques virulentos contra o Minc, no episódio marcante “Não vi e não gostei”. Seguido de Gerard Thomas/Azevedo. O discurso? O de sempre, o projeto eurocentrista de práticas até hoje xenófobas, protecionistas e agora, após o dia 14 de março, clamando a intervenção, por toda a europa, dos Bancos Centrais como reguladores, depois da queda da cartilha néoliberal que caiu de joelhos pedindo socorro ao estado, o que mostra a retórica de grupos de domínio que sempre andaram com a calça frouxa por criar regras e fórmulas que lhes dessem empre a garantia de reinado. Os nossos ilustres defensores do escancaramento comercial das multinacionais da indústria fonográfica, são frequentadores do mesmo clube, portanto, do mesmo pensamento dos nossos homens de cartola que não mostram o resultdo de suas convicções da elevação do padrão cultural do Brasil através das suas amordaçantes doutrinas. Esperava-se o quê da gestão Gil? Um avanço significativo diante, primeiro de uma discussão ampla da sociedade ao sol do meio-dia, sem achismos, pragmático, analítico, até planilheiro, com uma metodologia ampla, não aquelas que não revelam coisa alguma, como estamos acostumados, onde seriam confrontados o Brasil do ato com o Brasil de fato. Talvez Gil não quisesse bater de frente e fortaleceu o Brasil pelas beiradas, veio comendo pela borda através das políticas de democratização cultural, via pontos de cultura e etc. Agora, tem que mergulhar no olho do calo e, com certeza, a chiadeira vai ser muita. É difícil imaginarmos as consequências de um confronto mais nevrálgico, mas já aparecem reações, aqui mesmo na grita moralista “a la Agripino”, que ensaiam o que virá pela frente. O Brasil tem, com a sua secular tradição institucional, o desrespeito à instituição “povo brasileiro” e suas próprias construções. O Brasil, no campo da cultura, sempre substituiu ao seu bel prazer o caminho democrático pelo dirigismo acadêmico e comercialesco dando lugar à metodologia lineares que criou enormes deformidades. A nossa lógica institucional sempre foi atacar o Brasil, subjugando o homem brasileiro e sua cultura. A técnica, a de sempre, subjugar o homem através de sua arte para construir essa legião passiva de não-cidadãos. Essa deplorável metodologia de persuasão sempre nos colocou (povo brasileiro) num jogo que só nós tínhamos as balizas das traves para tomar os gols. Eles, como tinham a certeza de não serem atacados, só atacavam. E nós ficávamos aqui em baixo nos desviando dos bombardeios dos doutores da nossa cultura. Quero mais é que o circo pegue fogo, o que não podemos é ficar nessa política morna, vestindo um casaquinho pra nos escondermos nessa geladeira de planílha européia que vivemos até hoje no campo institucional.Aos que defendem o mercadão,que apresentem os numeros !!!

  • mais um membro da família adelaide disse:

    Caros, fiquei impressionado q, após mais de uma semana, a discussão aqui ainda seja se o Sr. Leonardo usa ou não benefícios proveninetes do MinC. Claro q usa, todos nós usamos, pois se não for assim ninguém faz cultura neste país. Pelo que percebo, todos aqui querem continuar a fazer o seu trabalho e receber dignamente por ele. Mas, hoje, com as condições do MinC, passamos mais tempo elaborando e enviando formulários novos para que liberem a utilização do dinheiro que, de forma tão suada, foi captado do q executando os produtos culturais propostos. Será, q não deveríamos nos organizar e tentar melhorar a nossa vida como produtores culturais ou devemos ficar aqui tentando sujar um ou outro colega da área? Caso tenham interesse em montar algum plano de ação, prático e q traga resultados para área, manifestem-se q sou capaz de deixar de ser um membro da família adelaide para se um cidadão normal, de carne e osso… coisa q acho q nossa amiga Amanda Brasil não é…..

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