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	<title>Comentários sobre: Políticas Culturais no processo eleitoral</title>
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	<description>Desde 1998 &#124; Para quem vive de cultura.</description>
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		<title>Por: Marcos André Carvalho Lins</title>
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		<dc:creator>Marcos André Carvalho Lins</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jun 2006 12:03:41 +0000</pubDate>
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		<description>Cultura como bem colocaram alguns debatedores e expositores, é preciso ser vista como algo menos setorial e mais global. a articulação entre as diversas pastas ministeriais não é apenas necessária mas condicionante na formulação de uma agenda cultural abrangente, menos segmentada e mais plural. muito pouco se falou na educação: peça fundamental e estrutural quando se fala em políticas públicas, e principalmente quando estas dizem respeito ao panorama cultural de um país. educação, não apenas no sentido formal do termo, mas em sentido amplo e irrestrito. toda maneira de ver  o mundo reflete um coadjuvante educacional primeiramente. não se pode fazer cultura num país sem o mínimo de base educacional convergente. fato que acaba por validar atitudes do tipo: distribuir prospectos elucidativos e explicativos na portaria de cinemas, teatros ou museus. a população deveria não só ter acesso ao espetáculo mas também conhecer , ao menos superficialmente, o contexto sócio-político determinante daquele conteúdo. isso se faz pela educação!! o que se faz hoje nesse mister:- bolsa-escola, todo mundo na escola(!!??) mas que escola é essa???- distribuição de livros didáticos(??!!) mas que livros são esses???- meia entrada para estudantes(??!!) mas que &quot;estudante&quot; é esse ???-cotas para as universidades(??!!) , mas que universidades são essas???que formação fundamental ministramos aos nossos educandos para se chegar a conclusões quanto a parcelas oprimidas pela inapetência da escola pública. se desejamos um estado tutelar, culturalmente falando, é mister um público que 
abasteça o nosso cenário cultural com novos olhares, imagens e visões de mundo. não desejamos um público apático que ler apenas um folhetinho qualquer e acha que já sabe o suficiente. queremos um público que se integre à obra, que saiba contextualizá-la e engrandecê-la com críticas pertinentes, que abandone os espetáculos, não por pudor ou incompreensão do que está se passando diante dele, mas pela convicção, acertada ou não, de que aquilo não reflete sua realidade mas trata-se de algo com a intenção de diminuí-lo e desmerecê-lo enquanto expectador. a educação , portanto, cujo ponto matricial é a escola, deve privilegiar a inclusão pelo conhecimento no lugar da abstração pelo consumismo e pelas práticas falseadas de aprendizagem de teor alienante e dispersivo. mais claramente: a escola deve passar por uma reforma significativa da grade curricular assim como da praxe utilizada para ministrá-la. se desejamos a participação da sociedade na formulação e implementação de uma política cultural eficiente, precisamos de uma educação mais coerente, que faça sentido. o respeito ao universo particular de cada comunidade e o resgate do aluno-pensador-ativista se fazem primordiais nesse intuito. é necessário não se colocar simplesmente os artistas em pauta, mas principalmente o seu público. trata-se de uma dialética prosaica pois público e artista são uma coisa só.     </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cultura como bem colocaram alguns debatedores e expositores, é preciso ser vista como algo menos setorial e mais global. a articulação entre as diversas pastas ministeriais não é apenas necessária mas condicionante na formulação de uma agenda cultural abrangente, menos segmentada e mais plural. muito pouco se falou na educação: peça fundamental e estrutural quando se fala em políticas públicas, e principalmente quando estas dizem respeito ao panorama cultural de um país. educação, não apenas no sentido formal do termo, mas em sentido amplo e irrestrito. toda maneira de ver  o mundo reflete um coadjuvante educacional primeiramente. não se pode fazer cultura num país sem o mínimo de base educacional convergente. fato que acaba por validar atitudes do tipo: distribuir prospectos elucidativos e explicativos na portaria de cinemas, teatros ou museus. a população deveria não só ter acesso ao espetáculo mas também conhecer , ao menos superficialmente, o contexto sócio-político determinante daquele conteúdo. isso se faz pela educação!! o que se faz hoje nesse mister:- bolsa-escola, todo mundo na escola(!!??) mas que escola é essa???- distribuição de livros didáticos(??!!) mas que livros são esses???- meia entrada para estudantes(??!!) mas que &#8220;estudante&#8221; é esse ???-cotas para as universidades(??!!) , mas que universidades são essas???que formação fundamental ministramos aos nossos educandos para se chegar a conclusões quanto a parcelas oprimidas pela inapetência da escola pública. se desejamos um estado tutelar, culturalmente falando, é mister um público que<br />
abasteça o nosso cenário cultural com novos olhares, imagens e visões de mundo. não desejamos um público apático que ler apenas um folhetinho qualquer e acha que já sabe o suficiente. queremos um público que se integre à obra, que saiba contextualizá-la e engrandecê-la com críticas pertinentes, que abandone os espetáculos, não por pudor ou incompreensão do que está se passando diante dele, mas pela convicção, acertada ou não, de que aquilo não reflete sua realidade mas trata-se de algo com a intenção de diminuí-lo e desmerecê-lo enquanto expectador. a educação , portanto, cujo ponto matricial é a escola, deve privilegiar a inclusão pelo conhecimento no lugar da abstração pelo consumismo e pelas práticas falseadas de aprendizagem de teor alienante e dispersivo. mais claramente: a escola deve passar por uma reforma significativa da grade curricular assim como da praxe utilizada para ministrá-la. se desejamos a participação da sociedade na formulação e implementação de uma política cultural eficiente, precisamos de uma educação mais coerente, que faça sentido. o respeito ao universo particular de cada comunidade e o resgate do aluno-pensador-ativista se fazem primordiais nesse intuito. é necessário não se colocar simplesmente os artistas em pauta, mas principalmente o seu público. trata-se de uma dialética prosaica pois público e artista são uma coisa só.</p>
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