Pincelada Brasileira no Festival de Jazz de Montreux
O Pintor brasileiro Romero Britto é o autor do Cartaz do Festival de Jazz de Montreux, que acontece entre o dia 2 e 17 de julho de 2010. Já em 1999 Romero foi honrado pelo diretor Claude Nobs para “colorir” o Festival.
Amigo de longas datas de Claude Nobs e mesmo residente em Miami, sempre presente no Festival, Romero foi esse ano protagonista da cena mais inusitada da principal sala “Auditorium Stravinski”.
Em pleno domingo à noite, antes do esperadíssimo show do mestre B.B. King foram leiloados pessoalmente por Claude Nobs quadros de autoria do pintor e seus alunos para a platéia presente, essa de alto poder aquisitivo.
O valor angariado pelo leilão muito bem sucedido foi destinado por completo para a Fundação de Jazz de Montreux, que entre outros projetos, trabalha com a iniciação musical de jovens na estilística do Jazz.
O Convite para mais uma pincelada de arte para o mais cobiçado festival de música do velho continente parece ser somente um dos Highlights na vida do artista.
De Julho a Setembro desse ano, Romero Britto teve seu trabalho exposto no concorrido Lounge da Volkswagen Sound Foundation no centro de Berlim.
Pelo valor de suas obras nessa exposição pode-se constatar que esse artista brasileiro se encontra no auge de sua já longa carreira.



















Gostei muito de saber que um dos nossos grandes artistas está envolvido no fabuloso Festival de Montreux. Gostaria de receber toda a programação do próximo festival. Estive nesse festival no ano (longínquo) de 1.973, e até hoje procuro a gravação do Oscar Piterson e não consigo. O show foi em Belgrado e acompanhado de umas 5 ou 6 cantoras maravilhosas. Já consegui há algum tempo,o show em CD da Ella
Fritzgerald. Por favor me informe onde posso conseguir esta gravação, é muito significativo para mim e alguns amigos que lá estiveram também.
Meus contatos :jacyguarany@terra.com.br
celular – 99313902
Muito obrigado
Não é de hoje que o Festival de Montreux optoupela mediocridade.
Olá Jacy,
Só agora percebi o comentário. Desculpe pela demora.
O Programa do Festival de Jazz de Montreux é tradicionalmente divulgado no início de Abril todos os anos. A Divulgação é acompanhada de uma coletiva que acontece em Zurique ou em Berna.
Quanto ao show do Petterson, já que o show foi em Belgrado, não tenho como te dizer onde encontrá-lo.
Quanto ao Festival de Montreux, existe uma gravadora “Montreux Sounds” que lança uma pequena quantidade de shows, para manter a exclusividade e não cair no lugar comum. Há também a parceria com a Blue-Rays.
Existe uma equipe que filma todos os shows e os artistas que se apresentam recebem no mesmo dia o DVD da apresentação e já podem assistir no ônibus da Tourne no dia seguinte, mas a maioria dos registros históricos ficam “escondidos” no Chalé.
O Arquivo do Diretor do Festival, Claude Nobs, ocupa uma sala inteira no seu Chalé. Eu diria que 10% do que existe ali, foi publicado seja no formato CD ou DVD.
http://www.montreuxjazz.com
Boa sorte,
Abs,
Fátima Lacerda
Olá Luis Andrion,
O Festival de Montreux optou realmente por um caminho infeliz.
Sem dúvida, o que se ve na programação musical é em sua maioria de muito bom gosto e com certeza, os momentos especialíssimos, que só se vê e ouve em Montrex ainda continuam.
Ao mesmo tempo, com 13 anos de experiência vivenciando o Festival posso constatar que o formato mudou radicalmente.
Esse ano quando, depois de uma pausa de 4 anos, lá estive, encontrei um jornalista alemão que formulou uma frase que diz tudo: “Nós vivemos a melhor época do Festival”. Sem falsa modéstica´, é isso mesmo.
Montreux peca pelo formato atual, em que se trata de um evento para ver e ser visto. Um evento onde a música, por mais que isso seja negado, é um fator coadjuvante.
O Festival é a festa de Nata de Claude Nobs.
Ele escolhe quem vem tocar e a sua mao direita e poderosíssima assistênte de Produção Michaela Mayer manda trazer.
Mas que tem o controle do Festival sao os UBS e os poderosíssimos patrocinadores do mesmo.
Pra você ter uma idéia, o chamado Media Center, local que outrora era ponto de encontro de jornalistas e fotógrafos e fanáticos por música, virou agora um cafofo apertado, sem clima algum e coordenado e dirigido por frios calculadores de Marketing recém-saidos da Faculdade e querendo à todo o custo mostrar serviço.
O atual Chefe da Imprensa conseguiu transformar o procedimento de credenciamento em um ato burocrático sem precedentes.
A Credencial não vale mais para todo o período do Festival para as duas salas, “Auditório Stravinki” e “Miles Davis Hall” e sim há dias que voce está credenciado, outros dias não, fazendo impossível o planejamento da pauta com a antecedência necessária.
Quanto ao convite ao pintor Romero Britto, o vejo mais como uma tacada de Marketing, do que uma coroação ao seu trabalho propriamente dito.