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Pincelada Brasileira no Festival de Jazz de Montreux

| quarta-feira, 25 novembro 20094 Comentários

O Pintor brasileiro Romero Britto é o autor do Cartaz do Festival de Jazz de Montreux, que acontece entre o dia 2 e 17 de julho de 2010. Já em 1999 Romero foi honrado pelo diretor Claude Nobs para “colorir” o Festival.

Amigo de longas datas de Claude Nobs e mesmo residente em Miami, sempre presente no Festival, Romero foi esse ano protagonista da cena mais inusitada da principal sala “Auditorium Stravinski”.

Em pleno domingo à noite, antes do esperadíssimo show do mestre B.B. King foram leiloados pessoalmente por Claude Nobs quadros de autoria do pintor e seus alunos para a platéia presente, essa de alto poder aquisitivo.

O valor angariado pelo leilão muito bem sucedido foi destinado por completo para a Fundação de Jazz de Montreux, que entre outros projetos, trabalha com a iniciação musical de jovens na estilística do Jazz.

O Convite para mais uma pincelada de arte para o mais cobiçado festival de música do velho continente parece ser somente um dos Highlights na vida do artista.

De Julho a Setembro desse ano, Romero Britto teve seu trabalho exposto no concorrido Lounge da Volkswagen Sound Foundation no centro de Berlim.

Pelo valor de suas obras nessa exposição pode-se constatar que esse artista brasileiro se encontra no auge de sua já longa carreira.

Fátima Lacerda

Fátima Lacerda é jornalista, produtora cultural e curadora da mostra "Perspectiva América Latina" na Oficina das Culturas (Werkstatt der Kulturen), em Berlim, Alemanha. Para mais artigos deste autor clique aqui

4 Comments »

  • Jacy Guarany C.Santos disse:

    Gostei muito de saber que um dos nossos grandes artistas está envolvido no fabuloso Festival de Montreux. Gostaria de receber toda a programação do próximo festival. Estive nesse festival no ano (longínquo) de 1.973, e até hoje procuro a gravação do Oscar Piterson e não consigo. O show foi em Belgrado e acompanhado de umas 5 ou 6 cantoras maravilhosas. Já consegui há algum tempo,o show em CD da Ella
    Fritzgerald. Por favor me informe onde posso conseguir esta gravação, é muito significativo para mim e alguns amigos que lá estiveram também.
    Meus contatos :jacyguarany@terra.com.br
    celular – 99313902
    Muito obrigado

  • Luis Andrion disse:

    Não é de hoje que o Festival de Montreux optoupela mediocridade.

  • Fátima Lacerda disse:

    Olá Jacy,

    Só agora percebi o comentário. Desculpe pela demora.

    O Programa do Festival de Jazz de Montreux é tradicionalmente divulgado no início de Abril todos os anos. A Divulgação é acompanhada de uma coletiva que acontece em Zurique ou em Berna.

    Quanto ao show do Petterson, já que o show foi em Belgrado, não tenho como te dizer onde encontrá-lo.

    Quanto ao Festival de Montreux, existe uma gravadora “Montreux Sounds” que lança uma pequena quantidade de shows, para manter a exclusividade e não cair no lugar comum. Há também a parceria com a Blue-Rays.

    Existe uma equipe que filma todos os shows e os artistas que se apresentam recebem no mesmo dia o DVD da apresentação e já podem assistir no ônibus da Tourne no dia seguinte, mas a maioria dos registros históricos ficam “escondidos” no Chalé.

    O Arquivo do Diretor do Festival, Claude Nobs, ocupa uma sala inteira no seu Chalé. Eu diria que 10% do que existe ali, foi publicado seja no formato CD ou DVD.

    http://www.montreuxjazz.com

    Boa sorte,

    Abs,

    Fátima Lacerda

  • Fátima Lacerda disse:

    Olá Luis Andrion,

    O Festival de Montreux optou realmente por um caminho infeliz.

    Sem dúvida, o que se ve na programação musical é em sua maioria de muito bom gosto e com certeza, os momentos especialíssimos, que só se vê e ouve em Montrex ainda continuam.
    Ao mesmo tempo, com 13 anos de experiência vivenciando o Festival posso constatar que o formato mudou radicalmente.

    Esse ano quando, depois de uma pausa de 4 anos, lá estive, encontrei um jornalista alemão que formulou uma frase que diz tudo: “Nós vivemos a melhor época do Festival”. Sem falsa modéstica´, é isso mesmo.

    Montreux peca pelo formato atual, em que se trata de um evento para ver e ser visto. Um evento onde a música, por mais que isso seja negado, é um fator coadjuvante.

    O Festival é a festa de Nata de Claude Nobs.
    Ele escolhe quem vem tocar e a sua mao direita e poderosíssima assistênte de Produção Michaela Mayer manda trazer.
    Mas que tem o controle do Festival sao os UBS e os poderosíssimos patrocinadores do mesmo.

    Pra você ter uma idéia, o chamado Media Center, local que outrora era ponto de encontro de jornalistas e fotógrafos e fanáticos por música, virou agora um cafofo apertado, sem clima algum e coordenado e dirigido por frios calculadores de Marketing recém-saidos da Faculdade e querendo à todo o custo mostrar serviço.

    O atual Chefe da Imprensa conseguiu transformar o procedimento de credenciamento em um ato burocrático sem precedentes.
    A Credencial não vale mais para todo o período do Festival para as duas salas, “Auditório Stravinki” e “Miles Davis Hall” e sim há dias que voce está credenciado, outros dias não, fazendo impossível o planejamento da pauta com a antecedência necessária.

    Quanto ao convite ao pintor Romero Britto, o vejo mais como uma tacada de Marketing, do que uma coroação ao seu trabalho propriamente dito.

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