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Os piores negócios da indústria musical

| segunda-feira, 30 agosto 2010Um Comentário

O site Digital Music News fez um levantamento dos piores negócios da indústria musical da última década, entregando o pódio à compra da EMI pela mega-corporação Terra Firma. O negócio de aquisição da editora britânica, cujo catálogo inclui uma mina de ouro chamada Beatles, envolveu mais de 4 mil milhões de euros, mas teve como consequência a gestão desastrosa da mítica etiqueta. O resultado? Um profundo buraco financeiro para a poderosa Terra Firma e as saídas de catálogo de bandas como Rolling Stones e Radiohead.

A EMI volta a aparecer no número cinco da contagem, devido ao contrato em formato 360 com Robbie Williams, assinado em 2002. Este acordo, pioneiro de contratos milionários como o de Jay-Z com a Live Nation, custou mais de 100 milhões de euros à editora, mas previa que a etiqueta tivesse acesso a uma parte de todas as receitas do cantor britânico. Desde os discos aos concertos, passando pelo merchandising. O problema é que Williams não conseguiu manter o sucesso do início da carreira a solo. Nos últimos anos, têm-se sucedido os rumores de que o britânico está a fazer de tudo para rescindir com a EMI.

O segundo pior negócio para o site norte-americano foi a compra da Last FM pelo gigante dos media CBS por cerca de 270 milhões de euros. Estávamos em 2007 e a Last FM tinha tudo o que os apreciadores de música poderiam desejar. Playlists com grande parte dos artistas e a informação gerida pelo chamado sistema ‘wiki’ (pelos próprios utilizadores). Três anos depois, a maior parte dos conteúdos são pagos fora dos Estados Unidos com a Last FM a perder significativamente para produtos mais user friendly como o Spotify.

O terceiro lugar do pódio vai para o investimento da Bertelsmann no Napster, um negócio que envolveu quase 100 milhões de euros e um processo por partilha ilegal de ficheiros que se arrastou durante anos, até a Bertelsmann gastar outra mão cheia de milhões de euros em acordos.

A lista inclui ainda a compra do site Mp3.com pela Vivendi, a junção da Sony com a BMG em 2004 (hoje em dia apenas Sony Music) e os investimentos da WMG no Imeen e no Bulldog Entertainment Group.

A lista termina com a decisão dos Guns n’ Roses de vender em exclusivo o mais recente “Chinese Democracy” na cadeia de lojas Best Buy. O público não respondeu em massa e os caixotes com cópias do disco que quase arruinou Axl Rose amontoaram-se nos armazéns da Best Buy.

*Com informações do site Music News.

Andrea Lombardi

Atriz, pós-graduada em gestão da cultura. Para mais artigos deste autor clique aqui

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