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Novo portal Santander

| sexta-feira, 8 março 2002Sem Comentários

Banco investe US$ 60 milhões em portal e traz ao país projeto de educação universitário que visa interligar América Latina, Portugal e Espanha Estreou nesta semana no Brasil, o Universia, um dos mais ambiciosos projetos de educação na internet. Patrocinado pelo banco Santander, o portal vai consumir US$ 60 milhões em cinco anos para interligar universidades da América Latina, Portugal e Espanha. Para marcar o lançamento no país, o projeto será apresentado ao presidente Fernando Henrique Cardoso.

O Universia, criado em julho de 2000, já reúne 428 instituições de ensino e seis milhões de alunos na Espanha, Argentina, Chile, México, Peru, Porto Rico e Venezuela. Em abril, será lançada a versão portuguesa e, até o fim do semestre, a colombiana.

No portal, estão disponíveis teses, pesquisas científicas, informações sobre cursos, bolsas de estudo e intercâmbios, testes interativos, banco de currículos e biblioteca virtual, além de salas de bate-papo. O acesso é livre, mas há seções nas quais o internauta precisa cadastrar-se previamente. No Brasil, a empresa, com sede em São Paulo, fechou acordo com o iBest para oferecer acesso grátis.

Setenta instituições brasileiras já aderiram ao projeto. As 12 universidades com maior produção científica foram convidadas para formar o Órgão de Gestão Acadêmica, que ajudará na definição do conteúdo. São elas: USP, Unesp, Unicamp, as universidades federais de Minas Gerais, Santa Catarina, Pernambuco e Rio Grande do Sul, além da FGV e da PUC nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

O Universia também busca parcerias com empresas. A primeira delas foi feita com a Microsoft, que irá apresentar seus produtos no portal e oferecer treinamento aos alunos. Segundo Maria Voivodic, diretora executiva do Universia no Brasil, o Santander – que já investiu US$ 10 milhões no projeto, sendo US$ 2 milhões no país – não tem pretensões comerciais com o negócio. “O banco pretende reinvestir toda a receita no próprio portal”. A idéia, diz Maria, é democratizar a produção acadêmica. Isso não significa, no entanto, que o portal não precise se sustentar. A meta é atingir o equilíbrio entre receita e despesa em cinco anos, diz Maria. “Depois de formatar o conteúdo e atrair usuários, vamos estruturar o modelo de negócios”. Na Espanha, por exemplo, que tem 50 mil usuários únicos por mês, a receita vem de cursos de e-learning e de serviços, como apoio para obtenção de patentes.

Fonte: Jornal Valor
www.valor.com.br

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Redação http://www.culturaemercado.com.br

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