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	<title>Comentários sobre: Ministro diz que Cultura terá 1% do Orçamento de 2009</title>
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	<description>Desde 1998 &#124; Para quem vive de cultura.</description>
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		<title>Por: Carlos Henrique Machado</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/noticias/ministro-diz-que-cultura-tera-1-do-orcamento-de-2009/comment-page-1/#comment-20931</link>
		<dc:creator>Carlos Henrique Machado</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 20:20:50 +0000</pubDate>
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		<description>Pois é, nessa hora é que sentimos falta de um Plano Nacional de Cultura. Neste momento de crise, se tivéssemos um planejamento estratétigo de políticas para o país, encabeçado por uma construida representitatividade institucional no campo da cultura, ampliaríamos os nossos espaços em muitos setores com a expansão das nossas representatividades. A cultura sempre foi fator estratégico de ampliação de divisas de qualquer país que queira ter assento nas questões mundiais. A cultura propõe um conceito de personalidade, de dinâmica, de busca por novos horizontes. Isso é vital para se construir uma imagem diante de investidores, ou mesmo dos nossos produtos manufaturados. 

O problema é que não há um planejamento estratégico. A generalidade antixenófoba,  antipatrioteira adora o discurso do tudo pode, e pode mesmo, agora, na hora de nos estendermos ao mercado internacional, vender cópia de produtos de outras nações para elas próprias, é, no mínimo, entrar em jogo num campeonato de terceira divisão.

No Brasil, temos a mania de discutir no varejo e esquecer de planejar amplamente de forma a colocar a cultura como ponta de lança da imagem do país. E aí,  teríamos até mais do 1%, mas como nossos investimentos mais pesados são delírios hollyoodianos ou cópias paraguaias de outros paises, não exploramos as nossas reais potencialidades. Este absurdo de não investir praticamente nada na música brasileira é algo que só se explica pela ótica do clientelismo, do corporativismo pequeno, da concentração de favores ao colegiado das estrelas.

Se existe o medo de que o governo controle alguma coisa por concentrar os recursos em suas mãos, temos que admitir que este balcão de negócios acontece pela Lei Rouanet e pelas ações do MinC que não para de lançar programas visando fortelecer um único segmento, o audiovisual. Nos outros segmentos, o que assistimos é o recapeamento, uma meia sola, uma meia boca para dar ares de higiene. Estratégia, pensamento para o fomento, principalmente na imagem institucional do país via cultura, isso é praticamente nulo. A questão não está no mais ou menos 1%, mas na forma de gerenciar esses recursos, porque senão, já já as novelas da Globo, Bandeirantes e Record, serão patrocinadas pela Lei Rouanet. Garanto que os marketeiros das empresas patrocinadoras, os tietes deslumbrados, estão ansiosos pra que isso aconteça.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é, nessa hora é que sentimos falta de um Plano Nacional de Cultura. Neste momento de crise, se tivéssemos um planejamento estratétigo de políticas para o país, encabeçado por uma construida representitatividade institucional no campo da cultura, ampliaríamos os nossos espaços em muitos setores com a expansão das nossas representatividades. A cultura sempre foi fator estratégico de ampliação de divisas de qualquer país que queira ter assento nas questões mundiais. A cultura propõe um conceito de personalidade, de dinâmica, de busca por novos horizontes. Isso é vital para se construir uma imagem diante de investidores, ou mesmo dos nossos produtos manufaturados. </p>
<p>O problema é que não há um planejamento estratégico. A generalidade antixenófoba,  antipatrioteira adora o discurso do tudo pode, e pode mesmo, agora, na hora de nos estendermos ao mercado internacional, vender cópia de produtos de outras nações para elas próprias, é, no mínimo, entrar em jogo num campeonato de terceira divisão.</p>
<p>No Brasil, temos a mania de discutir no varejo e esquecer de planejar amplamente de forma a colocar a cultura como ponta de lança da imagem do país. E aí,  teríamos até mais do 1%, mas como nossos investimentos mais pesados são delírios hollyoodianos ou cópias paraguaias de outros paises, não exploramos as nossas reais potencialidades. Este absurdo de não investir praticamente nada na música brasileira é algo que só se explica pela ótica do clientelismo, do corporativismo pequeno, da concentração de favores ao colegiado das estrelas.</p>
<p>Se existe o medo de que o governo controle alguma coisa por concentrar os recursos em suas mãos, temos que admitir que este balcão de negócios acontece pela Lei Rouanet e pelas ações do MinC que não para de lançar programas visando fortelecer um único segmento, o audiovisual. Nos outros segmentos, o que assistimos é o recapeamento, uma meia sola, uma meia boca para dar ares de higiene. Estratégia, pensamento para o fomento, principalmente na imagem institucional do país via cultura, isso é praticamente nulo. A questão não está no mais ou menos 1%, mas na forma de gerenciar esses recursos, porque senão, já já as novelas da Globo, Bandeirantes e Record, serão patrocinadas pela Lei Rouanet. Garanto que os marketeiros das empresas patrocinadoras, os tietes deslumbrados, estão ansiosos pra que isso aconteça.</p>
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		<title>Por: Notícias Online &#187; Blog Archive &#187; Ministro diz que Cultura terá 1% do Orçamento de 2009</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/noticias/ministro-diz-que-cultura-tera-1-do-orcamento-de-2009/comment-page-1/#comment-20876</link>
		<dc:creator>Notícias Online &#187; Blog Archive &#187; Ministro diz que Cultura terá 1% do Orçamento de 2009</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 04:35:57 +0000</pubDate>
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		<description>[...] chega perto de 1%”, afirmou. Continuação » Postado em NOTÍCIAS &#124; Sem comentários »&#8230; leia mais fonte: [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] chega perto de 1%”, afirmou. Continuação » Postado em NOTÍCIAS | Sem comentários »&#8230; leia mais fonte: [...]</p>
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