Reportagem do jornal O Globo deste domingo (11/3) mostra que jovens de comunidades carentes cariocas estão assumindo o papel de produtores culturais, destacando seis iniciativas que ilustram este novo espaço conquistado pelos moradores destas áreas: Maneh Produções (Chapéu Mangueira, Poesia de Esquina e Conexão Cultural (Cidade de Deus), Nós com Todos (Casa Branca), Bela Arte Jazz e Família Tetra (Cantagalo).
Com propostas e visões diferentes, elas se aproximam como partes de um movimento que o jornalista e escritor Julio Ludemir chama de “revolução cultural”. “Há meninos produzindo de tudo. De filmes a saraus, passando pelo funk, que não para de se reinventar. Estamos diante de uma grande revolução cultural com uma marca bem brasileira, que talvez seja do tamanho do que aconteceu no rock e no punk. Deley do Acari, grande poeta, intelectual sofisticado e produtor aguerrido (preso e torturado na ditadura por sua atuação como artista e ativista), só tinha as universidades para dialogar. Hoje o Binho da Vila Aliança (jovem sociólogo), a Viviane da Cidade de Deus (produtora do Poesia de Esquina) têm uma rede muito maior”, explica Ludemir.
Muitos dos jovens produtores defendem que a pacificação possibilita, com o fim das barreiras impostas pelo tráfico, a circulação de ideias com mais fluidez — dentro da comunidade e dela com o resto da cidade.
Mas eles também fazem ressalvas, como o fato de as diretrizes sobre produções de eventos nas favelas pacificadas não serem unificadas. Cada comandante faz suas regras e, em algumas comunidades, acusam os produtores.
A íntegra da reportagem pode ser lida aqui.
*Com informações do site do jornal O Globo