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Iphan anuncia desapropriação de 111 imóveis históricos

| sábado, 21 agosto 20103 Comentários

Diante do desastre provocado pelas chuvas intensas que atingiram a cidade de Salvador, na Bahia, nos últimos dias, a superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, o governo do Estado e a Prefeitura de Salvador decidiram antecipar as medidas do plano de ação que começou a ser elaborado em conjunto há cerca de 20 dias. Entre as ações previstas, está a desapropriação, pelo governo do Estado, de 111 imóveis e ruínas, destacados pelo relatório da Defesa Civil Municipal.

O plano prevê também a retirada, pela prefeitura, dos invasores dos imóveis ameaçados.

O Iphan fará o escoramento emergencial dos imóveis em risco de desabamento e iniciará os estudos para o projeto de recuperação dos imóveis com fins habitacionais.

O Iphan terá recursos orçados em R$ 9 milhões, e que terão “liberação imediata, respeitados os prazos legais, com conclusão prevista para cinco meses”, informou o superintendente do Iphan na Bahia, Carlos Amorim Denúncia

Os casarões de valor histórico e arquitetônico apresentam infiltrações nas paredes e tetos, assoalhos apodrecidos, fiações elétricas expostas, fachadas danificadas com desprendimento de reboco, alvenarias comprometidas, ferragens expostas e oxidadas e rachaduras. Apesar de estarem neste estado de conservação, esses casarões são ocupados por pessoas que não têm onde morar.

*Com informações do Jornal A Tarde.

Andrea Lombardi

Atriz, pós-graduada em gestão da cultura. Para mais artigos deste autor clique aqui

3 Comments »

  • Bette Fernandes disse:

    Só vale a pena "tombar" se restaurar. De que adianta escoramento emergencial e passar anos elaborando planos de restauração? O que se vê ao olhar do Mercado Modelo para a "cidade alta"? O Elevador Lacerda, o belíssimo Palácio Rio Branco (este sim conservado) e um amontoado de edificações em ruína. Se o objetivo de "tombar" é deixar cair, melhor tombar/demolir antes que os imóveis caiam destruindo o patrimônio alheio e seifando vidas.

  • Ana Pessoa disse:

    Boa notícia, mas é preciso aperfeiçoar a legislação para que as desapropriações se antecipem às ruínas…
    Como se sabe, de modo geral, para o proprietário é melhor deixar edifício cair, e negociar posteriormente o terreno, do que se investir em sua manutenção.
    Ana Pessoa

  • Almeri E de Souza disse:

    O povo brasileiro, incluindo os governandes, têm de se habituar a idéia culta de conservar, cuidar do que é histórico.

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