Entre kindles, livros em braile e títulos atuais

Inaugurada nesta segunda-feira, dia 8 de fevereiro, a Biblioteca Pública de São Paulo (BPSP) fica no Parque da Juventude, na área da antiga Casa de Detenção do Carandiru. O investimento total soma cerca de R$ 12,5 milhões, dos quais R$2,5 milhões são do Ministério da Cultura, por meio do Programa Mais Cultura. Seu diferencial é a acessibilidade e quantidade de títulos diversos: de sexo e violência a temas infanto-juvenis.

Numa área de 4.257 m2 do Parque da Juventude, na Zona Norte, a Biblioteca de São Paulo que já tem um acervo de 30 mil livros em português – de clássicos a lançamemntos, 4 mil CDs e DVDs, 7 Kindles, 1000 audiolivros, revistas e jornais, títulos em braile e ainda uma verba anual de R$ 1 milhão para a manutenção dessa coleção e aquisição de novas obras.

Além de ouvir o usuário na hora de renovar o acervo, Adriana Ferrari, idealizadora do espaço, comentou que a equipe estará sempre de olho nos boletins das editoras e nas notícias de jornais para acompanhar as novidades. No segundo andar, há, inclusive, dois displays: um para os “mais vendidos” e outro para os lançamentos.

No térreo, estão as obras infantis e juvenis. Para os menorzinhos, há ainda alguns brinquedos que remetem a livros para já colocá-los em contato com a literatura. Tendas espalhadas pelo andar são destinadas a atividades mais agitadas que podem atrapalhar os que estiverem lendo os seus “Ziraldos” ou “Harry Potters”.

No andar de cima estão os livros adultos. Os mais adultos ainda, com violência ou sexo em seu conteúdo, ficam reservados em uma sala com acesso controlado. É neste andar que estão os computadores e leitores que podem ajudar as pessoas com baixa ou nenhuma visão a ler os livros.

Acessibilidade nos livros e na estrutura do prédio: cheio de rampas, elevadores, mesas adaptadas, leitores, teclados grandes e ampliadores de letras, leitores autônomos que lêem os textos ou o transformam em linguagem em braile, impressora em braile e pelo folheador que ainda vai chegar, o que se prega por lá é a política de portas abertas.

A Biblioteca de São Paulo quer criar uma relação de confiança com os usuários. Não haverá multa caso o livro não seja devolvido no prazo de quinze dias. Porém, um dia de atraso representa um dia sem retirar livro e assim sucessivamente. Também não há tempo estipulado para o uso dos 100 computadores; tudo é uma questão de conversa.

Um auditório para 106 pessoas será usado para dar cursos a profissionais de 941 bibliotecas públicas municipais integrantes do Sistema Estadual de Bibliotecas, além de workshops, encontros, palestras e projeção de filmes para os freqüentadores. Os DVDs e CDs não podem ser retirados.

De acordo com o secretário de cultura João Sayad, está é uma biblioteca “para consumo imediato”. Os livros estão ao alcance de todos, é fácil encontrá-los, e são todos novinhos (com exceção da prateleira com o acervo de uma biblioteca desativada).

Além disso biblioteca já comprou 7 Kindles (aparelho de leitura digital) e cada um deles já está equipado com 71 títulos da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial. A biblioteca fica na avenida Cruzeiro do Sul, 2.630 – Santana, em São Paulo, com acesso pelo estação Carandiru do metrô. Abre de 3ª a 6ª, das 9 às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 9 às 19h.

Investimentos do Minc em bibliotecas

O Programa Mais Cultura já investiu R$ 18,5 milhões para modernizar bibliotecas de grande porte em vários estados brasileiros – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco; Biblioteca de São Paulo; Biblioteca Pública Estadual de Alagoas; Biblioteca Nacional, em Brasília; Biblioteca de Referência Governador Menezes Pimentel, no Ceará; Biblioteca Pública do Estado da Bahia; Biblioteca Parque de Manguinhos, no Rio de Janeiro; Biblioteca Thiago de Mello, no Amazonas; e Biblioteca de Cruzeiro do Sul, no Acre.

Até o fim do ano serão investidos mais R$ 14,3 milhões na Biblioteca de Cruzeiro do Sul (2ª parcela); Biblioteca Digital Latinoamericana, no Pará; Biblioteca Pública de Santa Catarina; Biblioteca Pública do Rio Grande do Sul; Biblioteca Thiago de Mello (2ª etapa); Biblioteca de Referência de Canoas, no Rio Grande do Sul; e Biblioteca Pública do Rio de Janeiro.

Entre 2003 e 2009, o MinC investiu mais de R$ 286 milhões em políticas públicas de incentivo à leitura e acesso ao livro. O aporte de recursos no setor saltou de R$ 6 milhões, em 2003, para R$ 95 milhões em 2009, por meio do Programa Mais Cultura – crescimento superior a 1.500%.

Biblioteca de São Paulo em números

Área total: 4.257 m2

Auditório: 106 lugares

Investimento: 12,5 milhões

Acervo e tecnologia:

30 mil livros

4 mil CDs e DVDs

7 kindles

1000 audiolivros

1000 hqs

50 títulos de gibis

100 jogos eletrônicos

20 jornais nacionais e internacionais

15 títulos de revistas

100 computadores com acesso à Internet

10 computadores com softwares de leitura r teclados ampliados

6 mesas para leitura adaptáveis

1impressora que transforma livros para o braile

Fonte: Ascom SAI/MinC e Publish News.

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