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Bilheteria americana tem queda na alta temporada

| terça-feira, 15 junho 2010Sem Comentários

Em meio à preocupação com o fracasso de sequências e remakes que derrubaram a arrecadação dos cinemas americanos, um filme inspirado nos anos 80 devolveu neste fim de semana o ânimo às bilheterias dos EUA.
“Karate Kid” arrecadou US$ 56 milhões nos três primeiros dias de exibição, resultado acima das expectativas. No Brasil, o longa tem estreia prevista para 27/8.
O orçamento do filme, baseado em original de 1984, é de US$ 40 milhões. Ele tirou “Shrek Para Sempre” da liderança e superou outra grande estreia, “Esquadrão Classe A”, que ficou em segundo lugar (US$ 26 milhões).
A alta temporada dos cinemas americanos, que começou há seis semanas e vai até o início de setembro -e é responsável por 40% da renda anual com ingressos-, vinha sofrendo com os resultados das bilheterias.
Após uma série de decepções com longas de grande orçamento, “Karate Kid” foi considerada a primeira surpresa do verão.

A produção estrelada por Jaden Smith, filho do campeão de bilheterias Will Smith, fez com que o último fim de semana tivesse arrecadação 11% superior a igual período de 2009, segundo o site hollywood.com.

Mesmo assim, a receita da temporada, do início de maio até agora, caiu 6,4% em relação a 2009. Especialistas dizem que o desempenho de “Toy Story 3″, que estreia na próxima sexta, deverá provar que o “ciclo de queda” chegou realmente ao fim.

Entre os filmes de desempenho considerado ruim estão “Sex and the City 2″, “Shrek”, “Robin Hood” e “O Príncipe da Pérsia”. A principal razão para os fracassos é o “puro desinteresse do público”, afirmou Paul Dergarabedian, da hollywood.com, ao “Wall Street Journal”.

Justificativas

Para o analista, nenhum filme desta temporada foi tão bem-sucedido em atrair o público como ocorreu em 2009 com “Se Beber, Não Case” ou “Up – Altas Aventuras”. Além do desinteresse, os ingressos caros e a falta de opções em 3D estão entre os possíveis motivos para a queda nos EUA, que não deve se repetir na bilheteria internacional.

Para Valmir Fernandes, presidente internacional da rede Cinemark, isso acontece porque cada país recebe um produto de maneira diferente. “Espera-se que “Shrek”, tenha resultado excelente nos países latinos”, diz.
“Os grandes produtos na América Latina são as animações e filmes de super-herói. [A crise] é pontual, nem tudo vai se refletir no Brasil”, diz Fernandes. “Hoje, na América Latina,a questão é entender como os produtos irão se comportar com a Copa do Mundo. E esse não é um problema para os EUA.”

Fonte: Folha de S.Paulo (Cristina Fibe)

Andrea Lombardi

Atriz, pós-graduada em gestão da cultura. Para mais artigos deste autor clique aqui

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