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Principais redes de livrarias projetam expansão para 2012

| quinta-feira, 26 janeiro 2012Um Comentário

Em 2012, as principais redes livrarias do país devem aumentar o número de lojas físicas, além de focar nas vendas on-line e em outros segmentos aquecidos. Juntas, as redes Saraiva, Leitura, Cultura, Curitiba e Vila devem inaugurar pelo menos 14 lojas até o fim do ano, segundo o site Publishnews.

O crescimento previsto para o PIB (4,5% este ano, contra cerca de 3% em 2011) e a percepção de que várias cidades e bairros carecem de livrarias motivam os planos. Nem a concorrência acirrada, que ainda ganhará combustível extra com a estreia da Amazon e do Google eBooks no país, esfria o otimismo dos livreiros. Para eles, o esperado crescimento do mercado de livros digitais ainda não justifica frear a expansão física.

A Saraiva, maior rede de livrarias do país, com 102 lojas, prevê abrir mais três ou quatro unidades no segundo semestre do ano, incluindo as chamadas megastores. Em 2011, a companhia agregou um total de oito novos pontos. Nos primeiros nove meses do ano passado, a receita da Saraiva com varejo subiu 20%, para R$ 1,02 bilhão. Os principais produtos continuam sendo livros, mas a expansão também será ajudada fortemente por outros segmentos, como eletrônicos e games, e pelo comércio virtual, que representa quase 40% dos negócios.

Já a Livraria Cultura vai inaugurar quatro lojas em 2012, o que no caso da rede vai representar a maior expansão já feita em um ano. As livrarias serão abertas no segundo semestre, em Manaus, São Bernardo do Campo (SP), Recife (segunda unidade) e Rio de Janeiro (também segunda unidade). “Estamos mais do que dobrando os investimentos em expansão. Apesar de toda a discussão sobre digitalização, enxergamos um potencial muito grande para lojas físicas. Há uma carência desses espaços em muitas capitais e um público ávido por consumir conteúdo”, afirma Fabio Herz, diretor de marketing e relacionamento da companhia. Atualmente, a rede tem 13 lojas, além de um e-commerce.

Em 2011, segundo Herz, o faturamento total da Cultura cresceu 14,5%. A quantidade de livros comercializados aumentou 9,6%, enquanto a receita com eles subiu 12,6%. Outros produtos, contudo, tiveram um desempenho mais forte, com destaque para CDs, DVDs e games.

A rede Leitura, de Minas Gerais, pretende inaugurar neste ano cinco novas lojas, três no primeiro semestre e duas no segundo. Salvador, Uberlândia (MG) e Taubaté (SP) são algumas das cidades que ganharão unidades. A empresa fechou 2011 com 31 lojas físicas e uma virtual. O volume de livros vendidos no ano passado foi cerca de 10% maior, chegando a 3,45 milhões de unidades (2,8 milhões no varejo e o restante, no atacado) – essas vendas representam metade dos negócios da Leitura. A receita da rede subiu 15% em 2011 e a expectativa é manter o mesmo ritmo este ano.

No caso das Livrarias Curitiba, a previsão é inaugurar no primeiro semestre deste ano uma nova unidade em Florianópolis (SC). Atualmente, a rede opera 20 lojas nos estado do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Marcos Pedri, diretor comercial da companhia, afirma que o foco do grupo para 2012 é a expansão da venda on-line de livros. Para isso, a rede já investiu R$ 300 mil na modernização do site. Segundo ele, a Livrarias Curitiba cresceu 12% em 2011 em relação ao ano anterior. Foram vendidos 2,4 milhões de livros no varejo e 2,6 milhões no atacado. Para este ano, o objetivo é ampliar as vendas em 15%.

A Nobel também possui projeto de expansão em 2012, mas não revela números sobre a abertura de novas lojas. Segundo o diretor Sérgio Milano Benclowicz, a meta é vender também 15% mais que em 2011, quando a rede comercializou cerca de 1,5 milhão de livros. A empresa, que opera com o sistema de franquias, possui ao todo 220 unidades, no Brasil, Portugal, Espanha, Angola e Colômbia, sendo que o maior número está presente em território nacional – 190 lojas. “Vamos procurar mais investidores e possíveis parceiros nos locais onde não estamos presentes”, afirma Milano.

O diretor explica o porquê da preferência do consumidor pelas lojas físicas: “Sabemos, através de pesquisas, que o consumidor procura a livraria, primeiramente, como lazer. Cerca de 70% dos clientes não sabem o que comprar ou se irão comprar quando entram na livraria. Investimos em exclusividade, através da qualidade de nossos produtos, ambientes acolhedores e bom atendimento para atrair clientes e futuros compradores.”

A Laselva também pretende aumentar a venda de livros on-line. Ela iniciou um projeto de expansão em 2008, com a sua marca em livrarias, cafeterias e lojas de conveniência. Atualmente, possui 80 lojas no Brasil. O foco, agora, é a loja virtual, reformulada em outubro do ano passado, de acordo com o diretor comercial e de operações da livraria, Marco Aurélio Moschella. Além dos livros, também disponibiliza para a compra on-line eletrônicos, eletrodomésticos, produtos de informática, brinquedos, DVDs, telefonia, entre outros.

A Livraria da Vila, em São Paulo, também prevê expansão, virtual e física. Segundo Samuel Seibel, proprietário da rede, existem seis unidades em São Paulo. A sétima loja abre em abril deste ano, no shopping JK Iguatemi. Também em 2012 será lançado o e-commerce da livraria, com a venda de conteúdo digital. Seibel informou que o projeto está na fase final, mas ainda sem data certa para ser iniciado.

*Com informações do site PublishNews

Redação http://www.culturaemercado.com.br

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One Comment »

  • Milena disse:

    Muito bom ver essa atitude de expansão das livrarias quando que o caminho poderia ser totalmente inverso. Se hoje as vendas virtuais em livrarias do BR giram em torno de 40% não duvido em poucos anos esse percentual duplicar. Moro nos EUA e um dia desses estava lendo sobre uma grande rede de livrarias que está fechando (http://www.barnesandnoble.com/) mais e mais as portas, ficando só na venda online. Se no BR ainda há um crescimento da implementação de lojas físicas, acredito que isso se deva a cultura de sociabilização e do encontro. É importante que as livrarias busquem sua lucratividade também através do entretenimento para que esse caminho da facilidade e melhor preço da compra online não sobre caia nas lojas físicas.

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