Marcas querem aproximar-se dos clientes por meio do entretenimento
O setor de mídia e entretenimento alcançou US$ 1,6 trilhão em 2011 e deve atingir US$ 2,16 trilhões até 2016, número alavancado pelas plataformas digitais, segundo levantamento da PricewaterhouseCoopers (PwC). No Brasil, onde a expansão de uma nova classe econômica e novas regulamentações dos segmentos-chave desse mercado impulsionam ainda mais seu crescimento, grandes empresas intensificam a atenção dada aos investimentos na área, tentando, sobretudo, aproximar seus clientes.
Cristina Duclos, diretora de Imagem e Comunicação da Telefônica Vivo, acredita que investir em entretenimento é também fortalecer os vínculos do público com a marca, criando uma relação mais próxima. “Os eventos também são oportunidades de criar experiências únicas, que transmitam os valores e crenças da marca aos nossos clientes”, explica.
A empresa promove diversos projetos na área, como o Conexão Vivo, mostra itinerante de videoclipes e documentários musicais, e o Vivo Open Air, que exibe lançamentos do cinema em espaços abertos, sempre seguidos de um show ou uma festa. Cristina informa que os eventos são produzidos por agências especializadas sob a supervisão da área de Eventos e Patrocínios da empresa.
“Hoje, o patrocínio faz parte do roteiro de comunicação das empresas, é above the line, porque está na pizza de comunicação”, afirmou em entrevista ao site Meio & Mensagem Sergio Ajzemberg, presidente da produtora Divina Comédia, responsável pela produção do festival de música latina Telefônica Sonidos, que a partir deste ano deve passar a se chamar Vivo Sonidos – resultado da mudança da marca de produtos da empresa, que atingiu os serviços de telefonia fixa, internet e TV por assinatura.
Outra marca conhecida por apostar no modelo de brand content em eventos culturais é a Red Bull. Só neste ano já foram mais de uma dezena, na maior parte voltados à música. Alguns deles tiveram suas primeiras edições nacionais, como o Red Bull House of Art, residência artística que fomenta a produção de jovens artistas locais, e o Red Bull Technostalgia, prova do aumento do interesse da marca no país.
“Os eventos proprietários Red Bull têm a participação de curadores selecionados pela própria Red Bull. São pessoas ligadas às cenas com as quais os eventos conversam e que podem, a partir de sua bagagem profissional e experiência, falar com propriedade sobre o evento em si, sua dinâmica e o contexto no qual a iniciativa em questão está inserida”, informou a empresa à nossa reportagem.
Personalização - De acordo com a matéria “Inovação no setor de entretenimento é chave para atender consumidores exigentes”, do boletim Oportunidade & Negócios, publicado pelo Sebrae em fevereiro deste ano, os consumidores estão mais exigentes quanto à qualidade do serviço e do atendimento. Por causa disso, cinemas, casas de shows, teatros e outros serviços estão procurando personalizar seu trabalho.
“Hoje em dia, o consumidor quer conviver com histórias semelhantes à sua e com um final feliz. Quer ver o cotidiano, as relações autênticas, ser menos invadido e mais incluído na comunicação das marcas”, acredita Flávio Mendes, sócia da Ube Entertainment, empresa especializada em entretenimento para marcas.
Prova desse interesse é um projeto em andamento da empresa que, segundo Flávio, está sendo disputado por diversas marcas pela sua capacidade de falar com públicos “de todas as classes, ao mesmo tempo, e com linguagens de comunicação distintas com os targets, nos diferentes eventos”. A Ube Entertainment é a responsável por cuidar da captação da Ópera Bayreuth de Richard Wagner, que será trazida ao país pela primeira vez em razão das comemorações do Ano Brasil/Alemanha, em 2013.
Ele conta que essa é apenas a quarta vez que o espetáculo sai do país de origem para ganhar um palco no exterior em um século. “As marcas querem participar de uma forma mais próxima, explorar a oportunidade”, explica ele sobre o interesse das companhias no projeto.
Flávio Mendes apresenta, de 10 a 13 de setembro, o curso Entretenimento, que vai abordar entretenimento clássico, o brand entertainment & branded content, no Brasil e no mundo. Clique aqui para mais informações.
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Acho péssimo quando os cursos do Cemec dão origem a pautas do Cultura e Mercado. Começamos a ler a matéria, e no fim lá está a propaganda do curso. Me sinto enganado como leitor. Já vi outros leitores reclamando disso aqui, e engrosso o coro.
Olá, Mauro!
Como já foi explicado aqui em outra ocasião pelo editor do site, o Cemec é uma empresa parceira do Cultura e Mercado, que nos auxilia a produzir conteúdos interessantes ao público que trabalha com cultura e que nos acompanha. Muitas dessas pautas são geradas pelo Cemec, ou a partir dos estímulos do Cemec. E os assuntos são tratados jornalisticamente, como qualquer outro que publicamos aqui. São pautas e conteúdos que interessam ao leitor e são melhor abordados aqui graças a essa troca de experiência que temos com o Cemec.
Dizer que a matéria não traz informações relevantes ou que poderia ter sido melhor desenvolvida seria uma discussão mais interessante para nós, que estamos sempre buscando melhorar nosso trabalho, e para o nosso público, que pode ter mais conteúdo de qualidade. Sempre deixamos isso muito aberto e já aconteceu de aprofundarmos pautas após leitores nos indicarem outras fontes e abordagens, aqui mesmo no espaço para comentários.
Mas não entendemos que divulgar os cursos seja uma enganação para o leitor. Está explícito que a pauta foi feita a partir de um tema proposto pelo Cemec e, a quem possa interessar se aprofundar no assunto, haverá um curso.
Grande abraço.
Mônica