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	<title>Comentários sobre: Projeto de reformulação não existe</title>
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	<description>Desde 1998 &#124; Para quem vive de cultura.</description>
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		<title>Por: Cultura Em Pauta &#187; E o projeto de reformulação da Lei Rouanet?</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/projeto-de-reformulacao-nao-existe/comment-page-1/#comment-67008</link>
		<dc:creator>Cultura Em Pauta &#187; E o projeto de reformulação da Lei Rouanet?</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 15:48:20 +0000</pubDate>
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		<description>[...] existe, de acordo com Leonardo Brant, em artigo publicado semana passada no Cultura e Mercado onde ele afirma ter recebido três confirmações [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] existe, de acordo com Leonardo Brant, em artigo publicado semana passada no Cultura e Mercado onde ele afirma ter recebido três confirmações [...]</p>
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		<title>Por: babel &#187; Nova Lei Rouanet está prestes a vir a público</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/projeto-de-reformulacao-nao-existe/comment-page-1/#comment-47214</link>
		<dc:creator>babel &#187; Nova Lei Rouanet está prestes a vir a público</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 12:46:33 +0000</pubDate>
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		<description>[...] até quem diga que o projeto existente é, no fundo, um grande rascunho. O site Cultura e Mercado levantou a suspeita, refutada pelo MinC, de que não existe um texto [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] até quem diga que o projeto existente é, no fundo, um grande rascunho. O site Cultura e Mercado levantou a suspeita, refutada pelo MinC, de que não existe um texto [...]</p>
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		<title>Por: fabio maleronka ferron</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/projeto-de-reformulacao-nao-existe/comment-page-1/#comment-46691</link>
		<dc:creator>fabio maleronka ferron</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 15:00:26 +0000</pubDate>
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		<description>Desculpe Carlos, só para que eu possa compreender,vc utilizou os termos ex comunista e ex terrorista, é isso não? não é extrapolar um pouco a discussão sobre a mudança da Lei?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Desculpe Carlos, só para que eu possa compreender,vc utilizou os termos ex comunista e ex terrorista, é isso não? não é extrapolar um pouco a discussão sobre a mudança da Lei?</p>
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		<title>Por: Carlos Henrique Machado Freitas</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/projeto-de-reformulacao-nao-existe/comment-page-1/#comment-46488</link>
		<dc:creator>Carlos Henrique Machado Freitas</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 20:26:49 +0000</pubDate>
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		<description>Julio, você falou bem!
&quot;Quando vem a lume uma lei, por exemplo, que aumenta a tributação dos agentes culturais (isto é só um exemplo – mas não tão remoto assim), é sinal de que alguém, ou muita gente, dormiu no ponto e perdeu o bonde. Ou melhor, foi atropelado pelo bonde&quot;.

O que você coloca talvez seja o principal símbolo negativo dessa gestão e do momento de leniência de artistas e produtores que estamos vivendo, numa só enxadada, acertaram todas as minhocas contra a cultura brasileira, porque não conseguem fazer o inverso, usar o mesmo critério, a mesma caneta e abrir a porteira, zerar os impostos da produção e da distribuição dos bens culturais. Seria uma tacada de mestre, com 100% de acerto. Mas por que falta pressão? Somos todos ingênuos ou maldosos e não buscamos efetivamente essa conquista? Bobos não somos, é provável que preguiçosos, artistas demais, uns ricos demais, outros cansados demais. Enfim, além de não conseguirmos uma conquista que deveria ser a primeira na pauta, já de Gil, recebemos do seu sucessor essa lambada na orelha.

Julio, aceito mesmo que o meu olhar possa ser simplista e vago, como você coloca, mas convenhamos, você citar que a sociedade é no fundo o legislador de seus rumos, aí você está sendo mais raso que eu, ou então não estava no Brasil pelo menos nos últimos quarenta anos, vendo a famosa &quot;Opinião Publicada&quot; comandar golpes, ditaduras e ampliar sua força em Globos, Vejas e Folhas, e não enxergar o cocô deixado no final da corda pelo príncipe da sociologia. Sem falar é lógico, em toda a lambança que o menestrel da privatização deixou. Um supremo comandado por uma espécie de Juca Ferreira da justiça, o Sr. Gilmar Mendes que agora anda até a dar palpites em silicones de madrinhas de baterias de escolas de samba ou em escalação do Resende Futebol Clube para causar crise institucional e, ainda por cima, termos neste país um mini-PMDB, um PV, um ex-comunista como Roberto Freire, um ex-terrorista como Gabeira. Então, falar que a sociedade verdadeiramente tem poderes sobre o legislativo, é um pouco demais. Temos realidades concretas no dia-a-dia da cultura, inclusive da leniência de muitos artistas que já foram no passado ponto de resistência da sociedade e hoje não é mais. Muito pela engenharia de domínio e da ocupação de espaços por essa turma barra pesada que fechou as portas dos canais de crítica e muito também de gente que vendeu samba, sim senhor, e decidiu virar doutor.

Em todos os aspectos que discutimos aqui, se não contemplarmos a realidade de forma mais ou menos técnicas, estaremos construindo vácuos onde o pior do poder público e privado acharão cama quente.

Abração e vamos seguir nessa tourada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Julio, você falou bem!<br />
&#8220;Quando vem a lume uma lei, por exemplo, que aumenta a tributação dos agentes culturais (isto é só um exemplo – mas não tão remoto assim), é sinal de que alguém, ou muita gente, dormiu no ponto e perdeu o bonde. Ou melhor, foi atropelado pelo bonde&#8221;.</p>
<p>O que você coloca talvez seja o principal símbolo negativo dessa gestão e do momento de leniência de artistas e produtores que estamos vivendo, numa só enxadada, acertaram todas as minhocas contra a cultura brasileira, porque não conseguem fazer o inverso, usar o mesmo critério, a mesma caneta e abrir a porteira, zerar os impostos da produção e da distribuição dos bens culturais. Seria uma tacada de mestre, com 100% de acerto. Mas por que falta pressão? Somos todos ingênuos ou maldosos e não buscamos efetivamente essa conquista? Bobos não somos, é provável que preguiçosos, artistas demais, uns ricos demais, outros cansados demais. Enfim, além de não conseguirmos uma conquista que deveria ser a primeira na pauta, já de Gil, recebemos do seu sucessor essa lambada na orelha.</p>
<p>Julio, aceito mesmo que o meu olhar possa ser simplista e vago, como você coloca, mas convenhamos, você citar que a sociedade é no fundo o legislador de seus rumos, aí você está sendo mais raso que eu, ou então não estava no Brasil pelo menos nos últimos quarenta anos, vendo a famosa &#8220;Opinião Publicada&#8221; comandar golpes, ditaduras e ampliar sua força em Globos, Vejas e Folhas, e não enxergar o cocô deixado no final da corda pelo príncipe da sociologia. Sem falar é lógico, em toda a lambança que o menestrel da privatização deixou. Um supremo comandado por uma espécie de Juca Ferreira da justiça, o Sr. Gilmar Mendes que agora anda até a dar palpites em silicones de madrinhas de baterias de escolas de samba ou em escalação do Resende Futebol Clube para causar crise institucional e, ainda por cima, termos neste país um mini-PMDB, um PV, um ex-comunista como Roberto Freire, um ex-terrorista como Gabeira. Então, falar que a sociedade verdadeiramente tem poderes sobre o legislativo, é um pouco demais. Temos realidades concretas no dia-a-dia da cultura, inclusive da leniência de muitos artistas que já foram no passado ponto de resistência da sociedade e hoje não é mais. Muito pela engenharia de domínio e da ocupação de espaços por essa turma barra pesada que fechou as portas dos canais de crítica e muito também de gente que vendeu samba, sim senhor, e decidiu virar doutor.</p>
<p>Em todos os aspectos que discutimos aqui, se não contemplarmos a realidade de forma mais ou menos técnicas, estaremos construindo vácuos onde o pior do poder público e privado acharão cama quente.</p>
<p>Abração e vamos seguir nessa tourada.</p>
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	<item>
		<title>Por: Carlos Henrique Machado Freitas</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/projeto-de-reformulacao-nao-existe/comment-page-1/#comment-46479</link>
		<dc:creator>Carlos Henrique Machado Freitas</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 20:00:17 +0000</pubDate>
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		<description>Leonardo

Em primeiro, não vou falar mais de Juca aqui. Já fui platéia dele, ao vivo e a cores, já mandei um porrão de emails para o Ministério. Vou lá na página do Minc e reclamo. Cansei de assoviar pra peru fazer glu glu. Na verdade, é isso que ele quer, fazer o gênero polêmico e, com isso, ganhar fôlego para a chegada. Já cantei essa pedra aqui várias vezes, que aquela cartola dele é uma tuba, pois dali não sai nem gato, que fará coelho.

Vamos nós aqui na praça Cultura e Mercado sonhando mesmo que ela vire uma praça de guerra para sacudir paletó de muita gente encostada, comportada demais, acostumada demais a soltar pipa em corredor.

Quando você diz que a cultura, ou melhor, a verba da cultura em mão do executivo é um suicídio, você está 1000% certo. Vivemos aqui mesmo em Volta Redonda essa lamentável realidade. Se não for amigo do rei, estará frito, ou então, se junta à sociedade e torne-se um grande adversário dele. Mas é, sem dúvida alguma, um grande laboratório que revela exatamente o que você vem alertando aqui.

Se deixarmos a Lei Rouanet acabar, estaremos covardemente assinando uma derrota sem luta. Mas o mais grave de tudo isso e o que mais me espanta é o quase absoluto silêncio de todos os envolvidos com a cultura, e não são poucos que estão vendo que, com uma simples canetada, pode-se fazer um estrago histórico na cultura brasileira. Pergunto: cadê aquela rapaziada da Globo pra fazer pressão diante das câmeras em prol da cultura? Sumiram todos?

Haverá mudança, pois há um poder se desmoronando no mundo e não sabemos como lidar com essa nova realidade. Todas as formas de alavanca do Estado enquanto sociedade, serão muito bem vindas. Ao contrário disso, esse mesmo uso de forma ideológica, provoca verdadeiras implosões

Acredito mesmo que bons técnicos com profundo conhecimento nos mecanismos da lei e seus gargalos, poderiam colocar a mesma para funcionar, assim como vemos o mecânico chegar ao nosso carro enguiçado na estrada, ligar um fiozinho, o certo, e aquela máquina toda voltar a funcionar. Os burocratas, como já disse, trabalham para aquele famoso ditado, &quot;se posso complicar, pra que facilitar? E agem assim também nas propostas de repasse direto de benefícios como é o caso do Cultura Viva e etc.

Mas acho ainda que não é loucura sonhar com as mudanças, é loucura desistir delas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Leonardo</p>
<p>Em primeiro, não vou falar mais de Juca aqui. Já fui platéia dele, ao vivo e a cores, já mandei um porrão de emails para o Ministério. Vou lá na página do Minc e reclamo. Cansei de assoviar pra peru fazer glu glu. Na verdade, é isso que ele quer, fazer o gênero polêmico e, com isso, ganhar fôlego para a chegada. Já cantei essa pedra aqui várias vezes, que aquela cartola dele é uma tuba, pois dali não sai nem gato, que fará coelho.</p>
<p>Vamos nós aqui na praça Cultura e Mercado sonhando mesmo que ela vire uma praça de guerra para sacudir paletó de muita gente encostada, comportada demais, acostumada demais a soltar pipa em corredor.</p>
<p>Quando você diz que a cultura, ou melhor, a verba da cultura em mão do executivo é um suicídio, você está 1000% certo. Vivemos aqui mesmo em Volta Redonda essa lamentável realidade. Se não for amigo do rei, estará frito, ou então, se junta à sociedade e torne-se um grande adversário dele. Mas é, sem dúvida alguma, um grande laboratório que revela exatamente o que você vem alertando aqui.</p>
<p>Se deixarmos a Lei Rouanet acabar, estaremos covardemente assinando uma derrota sem luta. Mas o mais grave de tudo isso e o que mais me espanta é o quase absoluto silêncio de todos os envolvidos com a cultura, e não são poucos que estão vendo que, com uma simples canetada, pode-se fazer um estrago histórico na cultura brasileira. Pergunto: cadê aquela rapaziada da Globo pra fazer pressão diante das câmeras em prol da cultura? Sumiram todos?</p>
<p>Haverá mudança, pois há um poder se desmoronando no mundo e não sabemos como lidar com essa nova realidade. Todas as formas de alavanca do Estado enquanto sociedade, serão muito bem vindas. Ao contrário disso, esse mesmo uso de forma ideológica, provoca verdadeiras implosões</p>
<p>Acredito mesmo que bons técnicos com profundo conhecimento nos mecanismos da lei e seus gargalos, poderiam colocar a mesma para funcionar, assim como vemos o mecânico chegar ao nosso carro enguiçado na estrada, ligar um fiozinho, o certo, e aquela máquina toda voltar a funcionar. Os burocratas, como já disse, trabalham para aquele famoso ditado, &#8220;se posso complicar, pra que facilitar? E agem assim também nas propostas de repasse direto de benefícios como é o caso do Cultura Viva e etc.</p>
<p>Mas acho ainda que não é loucura sonhar com as mudanças, é loucura desistir delas.</p>
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	<item>
		<title>Por: Fernando Caseiro</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/projeto-de-reformulacao-nao-existe/comment-page-1/#comment-46435</link>
		<dc:creator>Fernando Caseiro</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 16:25:21 +0000</pubDate>
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		<description>Não sei se é bom ou ruim...mas, nesse blog quase todos os textos misturam cultura com politica ideológica. Acho bom discutir politica, mas não vamos botar a culpa no pequeno mercado cultural pela selvageria capitalistas. O Marx disse: &quot;Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado&quot;.
Acho que o foco tem que ser apartir dessa frase do Marx. Realidade que estamos vivendo e que ele previu a um século atrás. Eu sou socialista, se o socialismo ainda significar justiça e igualdade social. Porém não vamos esquecer que os paises socialistas (segundo leio nos jornais), hoje, com o chamado mundo &quot;globalizado&quot; também são grandes capitalistas, fora dos seus paises, explorando mão de obra em paises subdesenvolvidos e exportando capital para seus paises de origem. A não ser que lutemos para que o mundo resgate o marxismo com valores de igualdade, liberdade e persiguição da excelencia do estado, ao meu ver, não temos outra saída, a não ser, melhorar o sistema que já existe pautada na democracia, pois acredito que o capitalismo junto com a democracia só são eficientes quando o estado é um bom regulador e controlador, o que, infelizmente não é o caso do Brasil.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei se é bom ou ruim&#8230;mas, nesse blog quase todos os textos misturam cultura com politica ideológica. Acho bom discutir politica, mas não vamos botar a culpa no pequeno mercado cultural pela selvageria capitalistas. O Marx disse: &#8220;Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado&#8221;.<br />
Acho que o foco tem que ser apartir dessa frase do Marx. Realidade que estamos vivendo e que ele previu a um século atrás. Eu sou socialista, se o socialismo ainda significar justiça e igualdade social. Porém não vamos esquecer que os paises socialistas (segundo leio nos jornais), hoje, com o chamado mundo &#8220;globalizado&#8221; também são grandes capitalistas, fora dos seus paises, explorando mão de obra em paises subdesenvolvidos e exportando capital para seus paises de origem. A não ser que lutemos para que o mundo resgate o marxismo com valores de igualdade, liberdade e persiguição da excelencia do estado, ao meu ver, não temos outra saída, a não ser, melhorar o sistema que já existe pautada na democracia, pois acredito que o capitalismo junto com a democracia só são eficientes quando o estado é um bom regulador e controlador, o que, infelizmente não é o caso do Brasil.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Leonardo Brant</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/projeto-de-reformulacao-nao-existe/comment-page-1/#comment-46421</link>
		<dc:creator>Leonardo Brant</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 14:58:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=6584#comment-46421</guid>
		<description>Que delícia discutir com você, Carlos. Devemos fazer mais isto. Concordo com tudo. Infelizmente a lógica empresarial que tomou conta do país (e do mundo) é a do estrupo, da extorsão: com a lei, o Estado e o poder judiciário a favor dos estrupadores e contra as reais vítimas do capitalismo desenfreado. Essa é a nossa condição, o resultado desse sistema que se apoderou de todas as nossas ferramentas de sobrevivência. Nos deixaram uma migalha e nos fazem rastejar por ela, nos departamentos de marketing. 
Mas vi na prática reais possibilidades de fazer coisas interessantes com essa ferramenta, imperfeita, contraditória, incorreta, prostituta. E não sou a favor de acabar com ela antes de termos alternativas viáveis implementadas. Façam outro mecanismo que substitua a Rouanet, esqueçam esse sistema, que induz a corrupção e à degradação. Façam um fundo público, autônomo, como venho defendendo diariamente aqui. Fundo para o Juca gerir não serve. Sinceramente, prefiro os agiotas. Tem que ser da sociedade. Mas pra isso precisamos ter sociedade. Por isso vale a pena gritar, discutir, debater: para haver sociedade, participação, democracia. Chega de populismo e autoritarismo.
Vamos combinar que um fundo cheio de dinheiro, gerido pela sociedade, com regras claras e estabilidade jurídica, por si já substitui a Lei Rouanet, que cairia em desuso, pois não haverá um artista decente que queira utilizar este excremento. 
Mas enquanto este fundo não vem, a Lei Rouanet deve ser patrimônio tombado pela Unesco. Devemos criar barricadas para defendê-la do Juca Ferreira e seus aspones incompetentes. Enquanto derruba a Lei Rouanet no gogó, nosso orçamento está sendo gerido mal e porcamente, de maneira ideológica, autoritária e indecente. Se depender de mim, essa reformulação não passa. Lutarei até o fim! 
Sabe por que, Carlos? Porque quem usa a Lei Rouanet sabe o pouco que precisa ser feito para alterá-la de maneira inteligente. Estamos todos aqui falando para as paredes há anos. Mas tem um bando de burocratas que nunca promoveram ação cultural na vida, que vem cheio de verdades sobre o que não conhecem. Por que não chamam quem entende do assunto para desenvolver uma proposta técnica, com diretrizes conceituais fornecidas pelo governo? Sabe por quê: Porque eles não têm as diretrizes. Não sabem o que querem. Não são gestores públicos. São gestores privados, preocupados apenas em suas salas com ar condicionado e diárias de viagem. 
Queria ter a ilusão de que nossas políticas iriam mudar de vez, mas estou cada vez mais cético. Mas ainda há a possibilidade de eu estar complemente louco. Contra isso, só um debate lúcido, que ponha os pingos nos “is”. Grande abraço, LB</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Que delícia discutir com você, Carlos. Devemos fazer mais isto. Concordo com tudo. Infelizmente a lógica empresarial que tomou conta do país (e do mundo) é a do estrupo, da extorsão: com a lei, o Estado e o poder judiciário a favor dos estrupadores e contra as reais vítimas do capitalismo desenfreado. Essa é a nossa condição, o resultado desse sistema que se apoderou de todas as nossas ferramentas de sobrevivência. Nos deixaram uma migalha e nos fazem rastejar por ela, nos departamentos de marketing.<br />
Mas vi na prática reais possibilidades de fazer coisas interessantes com essa ferramenta, imperfeita, contraditória, incorreta, prostituta. E não sou a favor de acabar com ela antes de termos alternativas viáveis implementadas. Façam outro mecanismo que substitua a Rouanet, esqueçam esse sistema, que induz a corrupção e à degradação. Façam um fundo público, autônomo, como venho defendendo diariamente aqui. Fundo para o Juca gerir não serve. Sinceramente, prefiro os agiotas. Tem que ser da sociedade. Mas pra isso precisamos ter sociedade. Por isso vale a pena gritar, discutir, debater: para haver sociedade, participação, democracia. Chega de populismo e autoritarismo.<br />
Vamos combinar que um fundo cheio de dinheiro, gerido pela sociedade, com regras claras e estabilidade jurídica, por si já substitui a Lei Rouanet, que cairia em desuso, pois não haverá um artista decente que queira utilizar este excremento.<br />
Mas enquanto este fundo não vem, a Lei Rouanet deve ser patrimônio tombado pela Unesco. Devemos criar barricadas para defendê-la do Juca Ferreira e seus aspones incompetentes. Enquanto derruba a Lei Rouanet no gogó, nosso orçamento está sendo gerido mal e porcamente, de maneira ideológica, autoritária e indecente. Se depender de mim, essa reformulação não passa. Lutarei até o fim!<br />
Sabe por que, Carlos? Porque quem usa a Lei Rouanet sabe o pouco que precisa ser feito para alterá-la de maneira inteligente. Estamos todos aqui falando para as paredes há anos. Mas tem um bando de burocratas que nunca promoveram ação cultural na vida, que vem cheio de verdades sobre o que não conhecem. Por que não chamam quem entende do assunto para desenvolver uma proposta técnica, com diretrizes conceituais fornecidas pelo governo? Sabe por quê: Porque eles não têm as diretrizes. Não sabem o que querem. Não são gestores públicos. São gestores privados, preocupados apenas em suas salas com ar condicionado e diárias de viagem.<br />
Queria ter a ilusão de que nossas políticas iriam mudar de vez, mas estou cada vez mais cético. Mas ainda há a possibilidade de eu estar complemente louco. Contra isso, só um debate lúcido, que ponha os pingos nos “is”. Grande abraço, LB</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: JULIO</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/projeto-de-reformulacao-nao-existe/comment-page-1/#comment-46420</link>
		<dc:creator>JULIO</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 14:57:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=6584#comment-46420</guid>
		<description>Carlos Henrique, a lei não é promulgada para “dar suporte” a nada. Lei é mandamento, é ordem, é prescrição de conduta. As leis brasileiras estão inseridas num contexto capitalista, portanto, servem, sim, às expectativas, aos desígnios do capital. Falar do neoliberalismo sob o prisma do que falta ou sobra é vago demais.
Se a lei está obsoleta, se não atende aos anseios da sociedade, se é imprópria para ser manejada pelos agentes, isto representa um problema estrutural grande e há diversas saídas, mas todas, absolutamente todas, passam pela provocação do legislador. Não nos esqueçamos que, queira-se ou não, a sociedade é quem pare a sua legislação. É preciso estar atento e forte... Quando vem a lume uma lei, por exemplo, que aumenta a tributação dos agentes culturais (isto é só um exemplo – mas não tão remoto assim), é sinal de que alguém, ou muita gente, dormiu no ponto e perdeu o bonde. Ou melhor, foi atropelado pelo bonde.
Não vejo problema em que o Ministério venha a promover um diálogo, buscando junto à própria sociedade idéias para a edificação de um instrumento normativo (ou que “jogue para a galera”, como disseram acima). O problema está em forjar um diálogo, patinando, ao sabor do que convém, sobre uma pista de informações demagógicas e mentirosas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos Henrique, a lei não é promulgada para “dar suporte” a nada. Lei é mandamento, é ordem, é prescrição de conduta. As leis brasileiras estão inseridas num contexto capitalista, portanto, servem, sim, às expectativas, aos desígnios do capital. Falar do neoliberalismo sob o prisma do que falta ou sobra é vago demais.<br />
Se a lei está obsoleta, se não atende aos anseios da sociedade, se é imprópria para ser manejada pelos agentes, isto representa um problema estrutural grande e há diversas saídas, mas todas, absolutamente todas, passam pela provocação do legislador. Não nos esqueçamos que, queira-se ou não, a sociedade é quem pare a sua legislação. É preciso estar atento e forte&#8230; Quando vem a lume uma lei, por exemplo, que aumenta a tributação dos agentes culturais (isto é só um exemplo – mas não tão remoto assim), é sinal de que alguém, ou muita gente, dormiu no ponto e perdeu o bonde. Ou melhor, foi atropelado pelo bonde.<br />
Não vejo problema em que o Ministério venha a promover um diálogo, buscando junto à própria sociedade idéias para a edificação de um instrumento normativo (ou que “jogue para a galera”, como disseram acima). O problema está em forjar um diálogo, patinando, ao sabor do que convém, sobre uma pista de informações demagógicas e mentirosas.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Henrique Machado Freitas</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/projeto-de-reformulacao-nao-existe/comment-page-1/#comment-46411</link>
		<dc:creator>Carlos Henrique Machado Freitas</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 14:18:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=6584#comment-46411</guid>
		<description>Leonardo

Sei exatamente o que você está falando. Compreendo o seu realismo e admiro a forma com que defende esse pensamento e observo que, em muitos momentos é incompreendido.

Não partilho do sonho de que o Estado tenha que sustentar de forma irrestrita as iniciativas de cunho cultural, sei o perigo disso, do controle do Estado e também de grupos. Isso acontece em prefeituras, estados, federação, universidades e etc.

O financiamento público privado poderia ser uma grande saida, mas não é porque não temos no Brasil empresários propriamente ditos, o que temos na ponta desse furúnculo neoliberal é uma turma barra pesada de negociantes, agiotas sem a menor vontade de investir em nada, sequer em suas empresas. O negócio deles é a otimização de lucros. O negócio deles é camelotagem em proporções gigantescas.

Peguemos, por exemplo, uma fundação CSN. Benjamim, tido há dois anos pela Veja, com direito a capa e tudo, como empresário do ano, ou seja, um exemplo de empresário brasileiro que, da noite para o dia, num jogo de xadrez, onde não tira um centavo do bolso, ganha de presente a maior siderúrgica da América Latina, antes vilipendiada pelo lobbie de grandes empresários, conseguindo fazer com o que o quilo do aço, no dia da privatização, custasse o mesmo que um molho de cebolinha. Pois bem, além da siderúrgica, com financiamento do BNDES, o homem ainda recebeu dez anos de isenção de imposto de renda. Os terrenos comuns de Volta Redonda, campinhos de pelada, clubes, escolas, praças, terrenos regulares e irregulares, hortas comunitárias, uma fazenda e uma reserva de mata atlântica, tudo hoje cercado e vigiado por patrulha patrimonial. A CSN foi entregue nas mãos desse gênio que demitiu mais 40 mil funcionários, provocando praticamente, entre diretas e indiretamente um total de 80 mil demissões em toda a região. Fechou o centro de pesquisas mais importante da América Latina, privatizou e desqualificou a Escola Técnica Pandiá Calógeras, uma referência. Não se relaciona com a Faculda de Engenharia Metalúrgica (UFF) em Volta Redonda. Acabou com o esporte, destruiu uma banda de música de 6o anos e até um cemitério público caiu na rede dele.

Tempos atrás, noticiado no Brasil todo, desabou, por falta de manutenção, o teto de um auto-forno. Hoje temos a CSN-Invest que financia o mercado de varejo na região, o mesmo empresário anda a comprar outras empresas em outros paises e seus negócios são todos feitos em São Paulo, seja a CSN-Invest, siderúrgica, fundação e etc. A relação de Benjamin com a cidade de Volta Redonda não poderia ser pior. E um cara desses ainda é tido no Brasil como exemplo de empresário.

Fazer parceria com esse universo, via Lei Rouanet, é desconstruir um mínimo de sentido colaborativo tão necessário para a construção de uma política de mercado cultural. A economia da cultura nesse meio será tritura, como já está sendo. 

Por isso, Leonardo, não tenho mais a crença de que podemos construir algo dentro desse terreno. Acho mais prudente começarmos a discutir formas autônomas de mercado cultural.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Leonardo</p>
<p>Sei exatamente o que você está falando. Compreendo o seu realismo e admiro a forma com que defende esse pensamento e observo que, em muitos momentos é incompreendido.</p>
<p>Não partilho do sonho de que o Estado tenha que sustentar de forma irrestrita as iniciativas de cunho cultural, sei o perigo disso, do controle do Estado e também de grupos. Isso acontece em prefeituras, estados, federação, universidades e etc.</p>
<p>O financiamento público privado poderia ser uma grande saida, mas não é porque não temos no Brasil empresários propriamente ditos, o que temos na ponta desse furúnculo neoliberal é uma turma barra pesada de negociantes, agiotas sem a menor vontade de investir em nada, sequer em suas empresas. O negócio deles é a otimização de lucros. O negócio deles é camelotagem em proporções gigantescas.</p>
<p>Peguemos, por exemplo, uma fundação CSN. Benjamim, tido há dois anos pela Veja, com direito a capa e tudo, como empresário do ano, ou seja, um exemplo de empresário brasileiro que, da noite para o dia, num jogo de xadrez, onde não tira um centavo do bolso, ganha de presente a maior siderúrgica da América Latina, antes vilipendiada pelo lobbie de grandes empresários, conseguindo fazer com o que o quilo do aço, no dia da privatização, custasse o mesmo que um molho de cebolinha. Pois bem, além da siderúrgica, com financiamento do BNDES, o homem ainda recebeu dez anos de isenção de imposto de renda. Os terrenos comuns de Volta Redonda, campinhos de pelada, clubes, escolas, praças, terrenos regulares e irregulares, hortas comunitárias, uma fazenda e uma reserva de mata atlântica, tudo hoje cercado e vigiado por patrulha patrimonial. A CSN foi entregue nas mãos desse gênio que demitiu mais 40 mil funcionários, provocando praticamente, entre diretas e indiretamente um total de 80 mil demissões em toda a região. Fechou o centro de pesquisas mais importante da América Latina, privatizou e desqualificou a Escola Técnica Pandiá Calógeras, uma referência. Não se relaciona com a Faculda de Engenharia Metalúrgica (UFF) em Volta Redonda. Acabou com o esporte, destruiu uma banda de música de 6o anos e até um cemitério público caiu na rede dele.</p>
<p>Tempos atrás, noticiado no Brasil todo, desabou, por falta de manutenção, o teto de um auto-forno. Hoje temos a CSN-Invest que financia o mercado de varejo na região, o mesmo empresário anda a comprar outras empresas em outros paises e seus negócios são todos feitos em São Paulo, seja a CSN-Invest, siderúrgica, fundação e etc. A relação de Benjamin com a cidade de Volta Redonda não poderia ser pior. E um cara desses ainda é tido no Brasil como exemplo de empresário.</p>
<p>Fazer parceria com esse universo, via Lei Rouanet, é desconstruir um mínimo de sentido colaborativo tão necessário para a construção de uma política de mercado cultural. A economia da cultura nesse meio será tritura, como já está sendo. </p>
<p>Por isso, Leonardo, não tenho mais a crença de que podemos construir algo dentro desse terreno. Acho mais prudente começarmos a discutir formas autônomas de mercado cultural.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Leonardo Brant</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/projeto-de-reformulacao-nao-existe/comment-page-1/#comment-46251</link>
		<dc:creator>Leonardo Brant</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 21:38:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=6584#comment-46251</guid>
		<description>Carlos Henrique, 
Ao contrário do que desejamos, o mecenato é um mecanismo de incentivo às empresas e não ao artista. É um engano nosso pensar isso. Está no centro do capitalismo. E é contraditório. Permite e incentiva a apropriação dos elementos culturais da sociedade para fins comerciais e privados. Por outro lado, permite ao artista/produtor cultural se enfiar na espinha dorsal do capitalismo, o que é fundamental para a sobrevivência e o desenvolvimento das artes. Por mim, derrubemos o capitalismo, ele já provou ser a pior opção para a sobrevivência da humanidade. Mas comecemos pelo Proer. Deixemos a Lei Rouanet por último.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos Henrique,<br />
Ao contrário do que desejamos, o mecenato é um mecanismo de incentivo às empresas e não ao artista. É um engano nosso pensar isso. Está no centro do capitalismo. E é contraditório. Permite e incentiva a apropriação dos elementos culturais da sociedade para fins comerciais e privados. Por outro lado, permite ao artista/produtor cultural se enfiar na espinha dorsal do capitalismo, o que é fundamental para a sobrevivência e o desenvolvimento das artes. Por mim, derrubemos o capitalismo, ele já provou ser a pior opção para a sobrevivência da humanidade. Mas comecemos pelo Proer. Deixemos a Lei Rouanet por último.</p>
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		<title>Por: Carlos Henrique Machado Freitas</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/projeto-de-reformulacao-nao-existe/comment-page-1/#comment-46247</link>
		<dc:creator>Carlos Henrique Machado Freitas</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 21:17:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=6584#comment-46247</guid>
		<description>PX

A lei nasce para dar suporte à arte e não ao capitalismo, se assim for, ela não se justifica pelos caminhos da arte. Se a responsabilidade for com o capital, é o fim de um sonho de política que, na essência, veio para combater os excessos do neoliberalismo. Nesse ponto, quando defendo a lei, defendo a fala de Marx, &quot;que um artista produz a sua arte porque a sociedade permite, ou melhor, quer que ele produza&quot;. 

A validade da Lei Rouanet tem que obedecer aos critérios da sociedade. Vou mais longe, fugir desse padrão é um tiro no pé das próprias instituições que hoje são criticadas por suas posturas de total falta de compromisso com o projeto de país. O Minc tem que ter um projeto de país, mas as empresas também.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>PX</p>
<p>A lei nasce para dar suporte à arte e não ao capitalismo, se assim for, ela não se justifica pelos caminhos da arte. Se a responsabilidade for com o capital, é o fim de um sonho de política que, na essência, veio para combater os excessos do neoliberalismo. Nesse ponto, quando defendo a lei, defendo a fala de Marx, &#8220;que um artista produz a sua arte porque a sociedade permite, ou melhor, quer que ele produza&#8221;. </p>
<p>A validade da Lei Rouanet tem que obedecer aos critérios da sociedade. Vou mais longe, fugir desse padrão é um tiro no pé das próprias instituições que hoje são criticadas por suas posturas de total falta de compromisso com o projeto de país. O Minc tem que ter um projeto de país, mas as empresas também.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ana maria santeiro</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/projeto-de-reformulacao-nao-existe/comment-page-1/#comment-46242</link>
		<dc:creator>ana maria santeiro</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 21:00:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=6584#comment-46242</guid>
		<description>Excelente comentário da Denise Grimming que propões mudanças concretas que verdadeiramente democratizariam a Lei Rouanet, ampliando sua base de atendimento.

há um dado interessante tb a lembrar: quando mudaram a Lei Sarney para a Lei Rouanet e deram 100% de isenção fiscal, o governo tirou a possibilidade de se profissionalizar a relação entre produtores e patrocinadores. Ou seja, quando o patrocinador tinha que entrar com 30% do seu bolso, ele era obrigado a ter um profissional capacitado para analisar o projeto. Do mesmo modo, o produtor cultural teria que estudar bem o mercado e apresentar um projeto que estivesse realmente dentro da área de interesse das empresas. Ora, com 100% de isenção, as empresas não precisam ter ninguém capacitado para analisar projeto. Mandam os produtores diretamente para o Contador da empresa que, como sabemos, em muitos casos pergunta: Quanto você me dá para eu te dar o  meu IR?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente comentário da Denise Grimming que propões mudanças concretas que verdadeiramente democratizariam a Lei Rouanet, ampliando sua base de atendimento.</p>
<p>há um dado interessante tb a lembrar: quando mudaram a Lei Sarney para a Lei Rouanet e deram 100% de isenção fiscal, o governo tirou a possibilidade de se profissionalizar a relação entre produtores e patrocinadores. Ou seja, quando o patrocinador tinha que entrar com 30% do seu bolso, ele era obrigado a ter um profissional capacitado para analisar o projeto. Do mesmo modo, o produtor cultural teria que estudar bem o mercado e apresentar um projeto que estivesse realmente dentro da área de interesse das empresas. Ora, com 100% de isenção, as empresas não precisam ter ninguém capacitado para analisar projeto. Mandam os produtores diretamente para o Contador da empresa que, como sabemos, em muitos casos pergunta: Quanto você me dá para eu te dar o  meu IR?</p>
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