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	<title>Comentários sobre: A Lei Rouanet é Nossa!</title>
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	<description>Desde 1998 &#124; Por Leonardo Brant &#124; Democracia se faz com arte.</description>
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		<item>
		<title>Por: Sérgio Khair</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/a-lei-rouanet-e-nossa/comment-page-2/#comment-73342</link>
		<dc:creator>Sérgio Khair</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 10:49:09 +0000</pubDate>
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		<description>Também torcendo para que aconteçam mudanças ( para melhor !! ) ,
queridos, queridas , ouso afirmar que sabemos : arte não tem dono.
 Talvez até venhamos a descobrir que seja mais difícil definir o que seja arte, mas quanto a posse, ah ... não há privatização de interesses que nos enganem, que nos iludam! A Lei tem que progredir , precisamos de &#039;coisa&#039; que cheire justiça. O quê é Justiça ?! Esse é outro papo , não sou &#039;devogado&#039; (artes cênicas, ou artes cínicas,não eis a questão) não, sou Palhaço. Um abraço e o desejo de mais um lindo DIA DO PALHAÇO A TODOS E TODAS ! TODO 10 DE DEZEMBRO VEM SENDO O DIA DA DECLARAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS; DIA INTERNACIONAL DO PALHAÇO, ENFIM, O RISO É UM DIREITO.

MUITOS RISOS, MUITAS MUDANÇAS E QUE 2010 SEJA 10 !

SÉRGIO KHAIR</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Também torcendo para que aconteçam mudanças ( para melhor !! ) ,<br />
queridos, queridas , ouso afirmar que sabemos : arte não tem dono.<br />
 Talvez até venhamos a descobrir que seja mais difícil definir o que seja arte, mas quanto a posse, ah &#8230; não há privatização de interesses que nos enganem, que nos iludam! A Lei tem que progredir , precisamos de &#8216;coisa&#8217; que cheire justiça. O quê é Justiça ?! Esse é outro papo , não sou &#8216;devogado&#8217; (artes cênicas, ou artes cínicas,não eis a questão) não, sou Palhaço. Um abraço e o desejo de mais um lindo DIA DO PALHAÇO A TODOS E TODAS ! TODO 10 DE DEZEMBRO VEM SENDO O DIA DA DECLARAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS; DIA INTERNACIONAL DO PALHAÇO, ENFIM, O RISO É UM DIREITO.</p>
<p>MUITOS RISOS, MUITAS MUDANÇAS E QUE 2010 SEJA 10 !</p>
<p>SÉRGIO KHAIR</p>
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	<item>
		<title>Por: lucila</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/a-lei-rouanet-e-nossa/comment-page-2/#comment-68768</link>
		<dc:creator>lucila</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 21:38:53 +0000</pubDate>
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		<description>Alô, Brant,

Finalmente alguma luz nessa discussão estranha. Valeu, Carlos Henrique, valeu, J. Requena!

Quais são as críticas reais ao projeto de reforma da Lei Rouanet? Quais são as falhas de fato graves? Que negócio é esse de &#039;relevância cultural&#039; que não se descobriu em lugar algum?


A quem interessa a situação atual?

Vocês vão me desculpar, mas acho estranho ver aqui algumas ideias esquisitas, como a de quem deve estabelecer critérios é a empresa privada que patrocina, segundo seus interesses.

Ora bolas, de onde vem o dinheiro? É da iniciativa privada? 
É OBRIGAÇÃO do Estado brasileiro, que no final das contas é quem patrocina, prever critérios de seleção, nomear pessoas (com histórico de comprometimento com a cultura) para o conselho que vai bater o martelo. Qual o problema?

E em qual processo de seleção não existe o dado da subjetividade? Quando o produtor envia seu projeto, já com selo de mecenato, para o edital de uma empresa patrocinadora, fica procurando saber quais os critérios, questionando a transparência, a subjetividade????? Ha-ha-ha!
  
O dirigismo cultural de Estado não pode? Mas da iniciativa privada pode? Conheço esse filminho neoliberal: em nome do fim do monopólio estatal, execrado e demonizado à exaustão, criou-se, aos baldes, iniciativas do monopólio privado (ah, isso pode, viva o Sr. Mercado!).

Qual das duas iniciativas, quais critérios têm mais chances de refletir alguma preocupação com a sociedade, que é a função de uma lei como essa?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Alô, Brant,</p>
<p>Finalmente alguma luz nessa discussão estranha. Valeu, Carlos Henrique, valeu, J. Requena!</p>
<p>Quais são as críticas reais ao projeto de reforma da Lei Rouanet? Quais são as falhas de fato graves? Que negócio é esse de &#8216;relevância cultural&#8217; que não se descobriu em lugar algum?</p>
<p>A quem interessa a situação atual?</p>
<p>Vocês vão me desculpar, mas acho estranho ver aqui algumas ideias esquisitas, como a de quem deve estabelecer critérios é a empresa privada que patrocina, segundo seus interesses.</p>
<p>Ora bolas, de onde vem o dinheiro? É da iniciativa privada?<br />
É OBRIGAÇÃO do Estado brasileiro, que no final das contas é quem patrocina, prever critérios de seleção, nomear pessoas (com histórico de comprometimento com a cultura) para o conselho que vai bater o martelo. Qual o problema?</p>
<p>E em qual processo de seleção não existe o dado da subjetividade? Quando o produtor envia seu projeto, já com selo de mecenato, para o edital de uma empresa patrocinadora, fica procurando saber quais os critérios, questionando a transparência, a subjetividade????? Ha-ha-ha!</p>
<p>O dirigismo cultural de Estado não pode? Mas da iniciativa privada pode? Conheço esse filminho neoliberal: em nome do fim do monopólio estatal, execrado e demonizado à exaustão, criou-se, aos baldes, iniciativas do monopólio privado (ah, isso pode, viva o Sr. Mercado!).</p>
<p>Qual das duas iniciativas, quais critérios têm mais chances de refletir alguma preocupação com a sociedade, que é a função de uma lei como essa?</p>
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	<item>
		<title>Por: Guilherme Korte</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/a-lei-rouanet-e-nossa/comment-page-2/#comment-67427</link>
		<dc:creator>Guilherme Korte</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Aug 2009 17:40:17 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Xará

A Lei Rouanet patrocinou ao longo destes 17 anos de existência a formação de uma classe cultural produtora, consciente do benefício fiscal possível e útil à cultura nacional. A abertura desta porta a mais e mais fazedores, captadores, produtores e realizadores de cultura é um processo lento, e devido a ser cultura, permeável e solúvel. O Brasil é um vulcão cultural, cria, soma, abrange, mixa, apara e deste nosso balaio exportamos paz, alegria e vanguarda. O incentivo quanto mais abrangente melhor, quanto mais popular mais rico e mais verba. O bom fica. O cinema, o teatro, a pintura, o sarau, a música. Tanto você quanto o leitor, e eu sabemos das milhares de iniciativas de arte existentes, somente a mensagem adequada vinga no momento. As outras ou tarde ou cedo chegaram. Estive recentemente em Tauá-CE. Um grupo de teatro e cinema está se formando por lá. Filmando e atuando com apoio municipal. A forte contestação e indagação da juventude local forçou a autoridade competente a patrocinar esta forma de cultura. A cultura amadurece com a auto-estima.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Xará</p>
<p>A Lei Rouanet patrocinou ao longo destes 17 anos de existência a formação de uma classe cultural produtora, consciente do benefício fiscal possível e útil à cultura nacional. A abertura desta porta a mais e mais fazedores, captadores, produtores e realizadores de cultura é um processo lento, e devido a ser cultura, permeável e solúvel. O Brasil é um vulcão cultural, cria, soma, abrange, mixa, apara e deste nosso balaio exportamos paz, alegria e vanguarda. O incentivo quanto mais abrangente melhor, quanto mais popular mais rico e mais verba. O bom fica. O cinema, o teatro, a pintura, o sarau, a música. Tanto você quanto o leitor, e eu sabemos das milhares de iniciativas de arte existentes, somente a mensagem adequada vinga no momento. As outras ou tarde ou cedo chegaram. Estive recentemente em Tauá-CE. Um grupo de teatro e cinema está se formando por lá. Filmando e atuando com apoio municipal. A forte contestação e indagação da juventude local forçou a autoridade competente a patrocinar esta forma de cultura. A cultura amadurece com a auto-estima.</p>
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	<item>
		<title>Por: Leonardo Brant</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/a-lei-rouanet-e-nossa/comment-page-2/#comment-64067</link>
		<dc:creator>Leonardo Brant</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 13:02:39 +0000</pubDate>
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		<description>O problema não é largar o osso. A questão é: o que vem no lugar do osso? Abs, LB</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O problema não é largar o osso. A questão é: o que vem no lugar do osso? Abs, LB</p>
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	<item>
		<title>Por: JOSÉ AP. REQUENA</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/a-lei-rouanet-e-nossa/comment-page-2/#comment-64040</link>
		<dc:creator>JOSÉ AP. REQUENA</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 23:40:24 +0000</pubDate>
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		<description>Socorro! Alguém pode me explicar o que é Cultura? Pra que serve? Pra quem serve? 
Caros amigos!
Toda mudança provoca ruídos. Na hora do vamos ver, cada um traz a brasa para sua sardinha. Isso ocorre em todos os setores. Quem já se acomodou no sistema, achou sua zona de conforto, não quer mudar, pois tem medo de perder alguma coisa. Quem ainda não se achou no sistema, tá procurando a brasa ou a sardinha. Percebemos exemplos claros disso acontecendo agora no Senado Nacional. Bom, até ai, nenhuma novidade não é mesmo. Que valor tem o povo brasileiro?
Precisamos levar em conta na nossa análise, os interesses da maioria da sociedade brasileira. Eu por exemplo desconheço e agradeceria se alguém pudesse me informar, se alguma manifestação cultural subalterna, o Jongo por exemplo, foi contemplado com recursos da Lei Rouanet, no estagio em que Ela se encontra. Quantos projetos culturais de manifestações que ocorrem nos recantos mais pobres deste País teve a mesma sorte. O que vejo são apenas grandes produções de caráter egemônico, produzidos ou adaptados para serem consumidos nas grandes capitais, pois tem consumidores que podem pagar pelos preços absurdos dos ingressos. Na maioria das vezes, espetáculos produzidos com dinheiro público e ingresso caríssimo. Mas e a maioria da população, mesmo aquelas dos grandes centros urbanos que vivem acuadas nos guetos,nos bairros longíncuos, tem acesso?, podem pagar, frequentam estes espaços regularmente? 
Ora, que importância tem essa gente toda? São apenas povo. Não sabem nem mesmo se são um cidadãos, pois o cidadão, no mundo todo tem direitos e deveres, aqui só temos deveres, os direitos são de uma minoria.
Já dizia Caetano Veloso, &quot;É a força da grana que ergue e destrói coisas belas&quot;.
Quem precisa do dinheiro da Rouanet? Com quem fica este dinheiro? Vejo artistas morrendo a míngua por este País. Gente simples que produz arte, mas nem sabe se existe ou não.
Acho que quando nos referimos a Lei Rouanet, estamos considerando apenas os homens cultos e urbanos despe País.
A arte é importante em todas as suas instâncias, do mega espetáculo ao pequeno espetáculo. Todos tem direito de participar da fatia do bolo.
Precisamos refletir sobre o que é Cultura e sobre o que são Políticas Culturais, principalmente sobre quem são as pessoas que as produzem. Se temos claro alguns pontos como: CIDADANIA, SOCIEDADE, CULTURA e POLÍTICAS CULTURAIS, aí então estaremos amadurecendo argumentos para discutirmos mudanças nesta área.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Socorro! Alguém pode me explicar o que é Cultura? Pra que serve? Pra quem serve?<br />
Caros amigos!<br />
Toda mudança provoca ruídos. Na hora do vamos ver, cada um traz a brasa para sua sardinha. Isso ocorre em todos os setores. Quem já se acomodou no sistema, achou sua zona de conforto, não quer mudar, pois tem medo de perder alguma coisa. Quem ainda não se achou no sistema, tá procurando a brasa ou a sardinha. Percebemos exemplos claros disso acontecendo agora no Senado Nacional. Bom, até ai, nenhuma novidade não é mesmo. Que valor tem o povo brasileiro?<br />
Precisamos levar em conta na nossa análise, os interesses da maioria da sociedade brasileira. Eu por exemplo desconheço e agradeceria se alguém pudesse me informar, se alguma manifestação cultural subalterna, o Jongo por exemplo, foi contemplado com recursos da Lei Rouanet, no estagio em que Ela se encontra. Quantos projetos culturais de manifestações que ocorrem nos recantos mais pobres deste País teve a mesma sorte. O que vejo são apenas grandes produções de caráter egemônico, produzidos ou adaptados para serem consumidos nas grandes capitais, pois tem consumidores que podem pagar pelos preços absurdos dos ingressos. Na maioria das vezes, espetáculos produzidos com dinheiro público e ingresso caríssimo. Mas e a maioria da população, mesmo aquelas dos grandes centros urbanos que vivem acuadas nos guetos,nos bairros longíncuos, tem acesso?, podem pagar, frequentam estes espaços regularmente?<br />
Ora, que importância tem essa gente toda? São apenas povo. Não sabem nem mesmo se são um cidadãos, pois o cidadão, no mundo todo tem direitos e deveres, aqui só temos deveres, os direitos são de uma minoria.<br />
Já dizia Caetano Veloso, &#8220;É a força da grana que ergue e destrói coisas belas&#8221;.<br />
Quem precisa do dinheiro da Rouanet? Com quem fica este dinheiro? Vejo artistas morrendo a míngua por este País. Gente simples que produz arte, mas nem sabe se existe ou não.<br />
Acho que quando nos referimos a Lei Rouanet, estamos considerando apenas os homens cultos e urbanos despe País.<br />
A arte é importante em todas as suas instâncias, do mega espetáculo ao pequeno espetáculo. Todos tem direito de participar da fatia do bolo.<br />
Precisamos refletir sobre o que é Cultura e sobre o que são Políticas Culturais, principalmente sobre quem são as pessoas que as produzem. Se temos claro alguns pontos como: CIDADANIA, SOCIEDADE, CULTURA e POLÍTICAS CULTURAIS, aí então estaremos amadurecendo argumentos para discutirmos mudanças nesta área.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Célio Pontes</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/a-lei-rouanet-e-nossa/comment-page-2/#comment-52680</link>
		<dc:creator>Célio Pontes</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 18:26:00 +0000</pubDate>
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		<description>QUANTO À SUBJETIVIDADE DA AVALIAÇÃO

Todo processo de avaliação deve ser subjetivo. É bom que seja subjetivo. A subjetividade do avaliador à serviço das escolhas sutis. À luz da Memória e com ferramentas ideais: leis, regulamentos, editais, índices, parâmetros. CRITÉRIOS e BOM SENSO.

Se o sistema tem falhas, ou é a baixa subjetividade dos avaliadores de projetos, ou as ferramentas precisam ser aprimoradas. Ou: todas as alternativas estão corretas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>QUANTO À SUBJETIVIDADE DA AVALIAÇÃO</p>
<p>Todo processo de avaliação deve ser subjetivo. É bom que seja subjetivo. A subjetividade do avaliador à serviço das escolhas sutis. À luz da Memória e com ferramentas ideais: leis, regulamentos, editais, índices, parâmetros. CRITÉRIOS e BOM SENSO.</p>
<p>Se o sistema tem falhas, ou é a baixa subjetividade dos avaliadores de projetos, ou as ferramentas precisam ser aprimoradas. Ou: todas as alternativas estão corretas.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Henrique Machado Freitas</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/a-lei-rouanet-e-nossa/comment-page-2/#comment-52655</link>
		<dc:creator>Carlos Henrique Machado Freitas</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 16:33:58 +0000</pubDate>
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		<description>O que é contraditório, Leonardo, é que o Mercado cultural para ter privilégios diante do mercado comum, e garantir o mecenato público, usa a prerrogativa simbólica, substanciada na absoluta subjetividade, mas não quer reconhecer, exercer, na mesma medida, a liberdade de escolha da sociedade via governo democraticamente eleito.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O que é contraditório, Leonardo, é que o Mercado cultural para ter privilégios diante do mercado comum, e garantir o mecenato público, usa a prerrogativa simbólica, substanciada na absoluta subjetividade, mas não quer reconhecer, exercer, na mesma medida, a liberdade de escolha da sociedade via governo democraticamente eleito.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Leonardo Brant</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/a-lei-rouanet-e-nossa/comment-page-2/#comment-52646</link>
		<dc:creator>Leonardo Brant</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 15:52:13 +0000</pubDate>
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		<description>Eu nunca achei que fosse obrigado a defender o mercado, já que estou acostumado a propor políticas e alternativas para as manifestações culturais que precisam sobreviver a ele. Mas o que está ocorrendo, em pleno século XXI, num país capitalista, é que o mercado, tão defendido e comemorado pelo presidente Lula, sofre, agoniza. Não estou falando de bancos e montadoras (esses estão garantidos com Proer e benefícios fiscais de toda ordem). Estou falando das cerca de 150 mil empresas (segundo o próprio ministério, já que a sociedade não tem acesso aos dados) que dependem da Lei Rouanet para sobreviver. Não se trata de contrapor os produtores e artistas do teatro que não tem acesso à lei, tampouco as manifestações populares, incitadas a combater a lei (portanto a sustentação de uma dinâmica de mercado que particularmente considero imprópria e indecente para os artistas) para garantir a sua própria sobrevivência. Não quero voltar aqui depois de 10 anos para dizer &quot;eu te disse&quot;. Quero utilizar os instrumentos que temos para praticar a contrainformação. Precisamos minar a manipulação indecente de dados que o MinC faz para colocar a sociedade contra a Lei Rouanet. Essa campanha em si já traz resultados negativos para a cultura brasileira. O artista e o produtor que um dia precisou dialogar com uma empresa para garantir a sobrevida de sua arte já foi lançado à fogueira. Se for assim, quero ser queimado, pois me recuso a participar dessa sujeira antidemocrática. E aqui não estão somente os defensores do mercado. Pelo contrário. Meus companheiros são liberais de esquerda, são empresários bem-sucedidos ou falidos, artistas consagrados ou frustrados, comunistas históricos, que não estão preocupados com a Lei Rouanet em si, mas com a democracia e com a participação do setor cultural nessa discussão.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu nunca achei que fosse obrigado a defender o mercado, já que estou acostumado a propor políticas e alternativas para as manifestações culturais que precisam sobreviver a ele. Mas o que está ocorrendo, em pleno século XXI, num país capitalista, é que o mercado, tão defendido e comemorado pelo presidente Lula, sofre, agoniza. Não estou falando de bancos e montadoras (esses estão garantidos com Proer e benefícios fiscais de toda ordem). Estou falando das cerca de 150 mil empresas (segundo o próprio ministério, já que a sociedade não tem acesso aos dados) que dependem da Lei Rouanet para sobreviver. Não se trata de contrapor os produtores e artistas do teatro que não tem acesso à lei, tampouco as manifestações populares, incitadas a combater a lei (portanto a sustentação de uma dinâmica de mercado que particularmente considero imprópria e indecente para os artistas) para garantir a sua própria sobrevivência. Não quero voltar aqui depois de 10 anos para dizer &#8220;eu te disse&#8221;. Quero utilizar os instrumentos que temos para praticar a contrainformação. Precisamos minar a manipulação indecente de dados que o MinC faz para colocar a sociedade contra a Lei Rouanet. Essa campanha em si já traz resultados negativos para a cultura brasileira. O artista e o produtor que um dia precisou dialogar com uma empresa para garantir a sobrevida de sua arte já foi lançado à fogueira. Se for assim, quero ser queimado, pois me recuso a participar dessa sujeira antidemocrática. E aqui não estão somente os defensores do mercado. Pelo contrário. Meus companheiros são liberais de esquerda, são empresários bem-sucedidos ou falidos, artistas consagrados ou frustrados, comunistas históricos, que não estão preocupados com a Lei Rouanet em si, mas com a democracia e com a participação do setor cultural nessa discussão.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Célio Pontes</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/a-lei-rouanet-e-nossa/comment-page-2/#comment-52632</link>
		<dc:creator>Célio Pontes</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 15:12:47 +0000</pubDate>
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		<description>RELEVÂNCIA CULTURAL: É PERFEITAMENTE POSSÍVEL DEFINIR PARÂMETROS.

É preciso avançar diante de tabus enraizados na reflexão das práticas culturais. Dizer que é difícil, impossível ou até improvável atribuir relevância a um projeto cultural só contribui para o isolamento das práticas culturais na sociedade. Isso só reforça preconceitos de outras áreas do conhecimento mais objetivas em relação à cultura. 

O fato das expressões artístico-culturais lidarem com aspectos abstratos, criativos ou pouco tangíveis não é obstáculo para definição de um conceito de Relevância Cultural que seja o melhor para a sociedade brasileira como um todo. Não só para praticantes, produtores, &quot;majors&quot;, artistas e tecnocratas da cultura, mas também para o consumidor cultural. Não existe um conceito universal  de relevância, ou uma lei natural. Devemos nos despir da vaidade inerente à Arte  e olhar para outras áreas do conhecimento. Aprender com a Sociologia, a Economia ou a Geografia, por exemplo, a criar e sistematizar índices e parâmetros de avaliação, mesmo que o objeto seja abstrato, intangível, ou poético. 

É possível, e é preciso partir de uma construção coletiva do conceito de relevância cultural. De início, podemos nos amparar na Filosofia: O QUE É RELEVANTE PARA A PRODUÇÃO E O CONSUMO DE CULTURA NO BRASIL? É simples: toda a sociedade pode responder a partir de sua ótica. Ao termos clareza das respostas a essa questão, poderemos avançar na definição de parâmetros objetivos, técnicos e práticos da uma política que amplie o capital cultural dos indivíduos. O resto é consequência.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>RELEVÂNCIA CULTURAL: É PERFEITAMENTE POSSÍVEL DEFINIR PARÂMETROS.</p>
<p>É preciso avançar diante de tabus enraizados na reflexão das práticas culturais. Dizer que é difícil, impossível ou até improvável atribuir relevância a um projeto cultural só contribui para o isolamento das práticas culturais na sociedade. Isso só reforça preconceitos de outras áreas do conhecimento mais objetivas em relação à cultura. </p>
<p>O fato das expressões artístico-culturais lidarem com aspectos abstratos, criativos ou pouco tangíveis não é obstáculo para definição de um conceito de Relevância Cultural que seja o melhor para a sociedade brasileira como um todo. Não só para praticantes, produtores, &#8220;majors&#8221;, artistas e tecnocratas da cultura, mas também para o consumidor cultural. Não existe um conceito universal  de relevância, ou uma lei natural. Devemos nos despir da vaidade inerente à Arte  e olhar para outras áreas do conhecimento. Aprender com a Sociologia, a Economia ou a Geografia, por exemplo, a criar e sistematizar índices e parâmetros de avaliação, mesmo que o objeto seja abstrato, intangível, ou poético. </p>
<p>É possível, e é preciso partir de uma construção coletiva do conceito de relevância cultural. De início, podemos nos amparar na Filosofia: O QUE É RELEVANTE PARA A PRODUÇÃO E O CONSUMO DE CULTURA NO BRASIL? É simples: toda a sociedade pode responder a partir de sua ótica. Ao termos clareza das respostas a essa questão, poderemos avançar na definição de parâmetros objetivos, técnicos e práticos da uma política que amplie o capital cultural dos indivíduos. O resto é consequência.</p>
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	<item>
		<title>Por: Carlos Henrique Machado Freitas</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/leirouanet/a-lei-rouanet-e-nossa/comment-page-1/#comment-52624</link>
		<dc:creator>Carlos Henrique Machado Freitas</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 14:39:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=7228#comment-52624</guid>
		<description>Fabio Maciel
É exatamente isto que estou, há muito, tentando dizer aqui no Cultura e Mercado, sobre o aspecto amplo do papel da cultura.

Estamos, o tempo todo e sem perceber, produzindo distenções em um corpo que é naturalmente interligado por suas suas ações, à sociedade. Aí a intervenção institucional entra em campo e começa a tentar mostrar serviço, produzindo, com isso, uma tourada, &quot;pelada&quot; de bêbados, onde todos querem pegar a bola e ocupar o mesmo espaço no campo, destruindo um processo harmônico que, ao longo de cinco séculos, a sociedade foi se articulando e estabelecendo diálogo na produção de novas formas de relações culturais.

A grande questão é que a hierarquia social é perfeitamente aceita por uma sociedade que tem memória ainda muito fresca do genocídio dos índios e do mais longo período escravocrata da história da humanidade. Portanto, a nossa visão ainda está carregada do ideário da casa grande.

O interessante de tudo isso é a inversão de valores, os mitos de opressão e liberdade. Ainda vou escrever sobre o tem &quot;Getúlio e Fernando Henrique&quot;, os mitos sobre a orientação &quot;ultra-nacionalista&quot; de Getúlio e a &quot;liberdade&quot; contemporânea promovida pelo neoliberalismo de Fernando Henrique. Para a população os sentidos foram inversos, a escolha de Fernando Henrique em privatizar a CSN não foi um ato impensado, pois a cidade de Volta Redonda era o principal estandarte político de Getúlio,o trabalhismo, onde por inúmeras vezes, citado pela história recente, que a cidade era um grande laboratório para o surgimento do novo homem brasileiro. Meu pai, por exemplo, como um dos milhares de operários que fundaram a siderúrgica, tem em conta que fascista é o Fernando Henrique Cardoso.

As vezes, lendo alguns historiadores, chego a rir da narrativa, pois o que tentam passar é que havia um ideal verde-oliva a la Plínio Salgado, por essas bandas de cá.rsrsrsrs

O projeto de Getúlio Vargas na área da educação e que teve sim Volta Redonda como labortório, uma coisa que nunca pensei ver na minha vida, um projeto concretamente transformador e que transformou o Brasil por ser o primeiro da indústria de base e que, por conseguinte, deu etrutura às outras fundamentais para o desenvolvimento do Brasil. O que a história não diz é que chegaram aqui em Volta Redonda, arigós, pessoas vindas da roça, da lida com o gado e com a lavoura e tiveram que se adequar a uma realidade industrial, com três turnos contingenciado, muitos ainda carregados da herança escravocrata, muitos negros que tiveram, a partir de então, moradias dignas, além do fácil acesso à escolas de alto nível para seus filhos. A melhor escola de siderurgia da América Latina ficava em um bairro de imensa maioria de negros, filhos desses arigós analfabetos ou semi-analfabetos que aqui chegaram. Seus filhos apresentaram uma realidade no campo educacional que, em termos de conjunto, que podemos considerar transformador, dentro da lógica social, que jamais tive notícia.

No campo da cultura e do esporte, éramos todos livres, estimulados a praticar esporte e arte, principalmente música e teatro, mas tudo com o sentido recreativo, sociabilizante, projetos claros de integração e de comunhão social.

Quando FHC rifou a cidade, tudo isso foi entregue nas mãos dessa &quot;liberdade neoliberal&quot;, e quem quiser, pode até vir aqui se certificar o que que aconteceu. A CSN, hoje, segue os padrões dirigistas dessa praga que tomou conta do Brasil. Esse arianismo sobre o qual não me canso de falar. Essa cópia, essa rigidez embutida na safra de neocolonização proposta por esses malucos ou mal-intencionados, nem sei, que vêm transformando a música orquestral em academia de ginástica para se alinhar a padrões europeus. Um totalitarismo assustador, já na infância, no momento em que o ser humano pode desenvolver toda a sua liberdade criativa e essas falácias de &quot;projetos guris&quot; saidos de São Paulo e disseminados por todo o Brasil.

Na minha época de garoto, participávamos do canto orfeônico e cantávemas as cantigas de roda que nossas mães cantavam. Não havia intervenção para aleijar a nossa memória afetiva. As fanfarras eram objetos de liberdade, e tivemos fantásticas aqui, muitas com vários títulos nacionais, sem que os músicos tivem que estudar a parte teórica música, era tudo na orelhada mesmo, tudo feito na informalidade, na paixão, entrávamos e saíamos desses grupos que eram formados livremente no esporte, na música, no teatro. A cidade de Volta Redonda hoje está cercada, parecendo mais um campo de concentração, ou seja, tudo o que pertencia à sociedade, passou a ter um só dono, em nome da liberdade temos hoje vários terrenos comuns, inclusive o antigo semitério, que viraram propriedade do Sr. Benjamin Streinbruck cercados e vigiados por patrulhas patrimoniais 24 horas por dia . A cidade, escolas, até campos de pelada FHC entregou em suas mãos, privatização financiada com dinheiro público, via BNDES, &quot;pagos&quot; com as conhecidas moedas podres. Provocou um estrago regional com a demissão de milhares de funcionários e ainda deu, assim de sobremesa, dez anos de isenção de imposto de renda. O gênio da lâmpada, com toda este histórico que acabo narrar, está se fartando e cada dia mais milionário, já é um banqueiro que financia o comércio de toda a região e anda comprando, com lucros absurdos,e compmprando outras siderúrgicas mundo afora. Aí, pergunto Fábio, quem é fascista, Getúlio ou Fernando Henrique?

As transformações sociais no campo da cultura deve passar pela liberdade de escolha, e o direito de expressão, sobretudo religiosa, até porque, no caso do Brasil, têm fortes componentes nas diretrizes que nos fizeram culturalmente um povo miscigenado, tolerante, de altares com muitos santos. Essa feijoada, esse prato que tanto apreciamos e aceitamos tudo o que acentue o gosto de uma prato que naturalmente é feito em panelões, significando que ali, em torno dele, haverá uma comunhão de sentimentos, de pensamentos agregadores.

Dia desses falei com Córdula, aqui mesmo, sobre o perigo da visão setorizada que acaba produzindo uma paisagem  de mosaico artificial com a intervenção institucional, com limites, metas, objetivos dentro de um universo que nasce e se desenvolve distante dessas planilha, bem a cara dos nossos poucos momentos de liberdade como cidadãos.

Chamo a atenção sobre o que você exalta, o debate, e observo que este debate é feito diariamente pela sociedade na forma de lidar com a própria sobrevivência. O que precisamos é respeitar essa liberdade e nos colocarmos nesta discussão como um dos milhões de brasileiros comuns e sermos porta-vozes deste manifesto natural já, de antemão, produzido por intenso debate com extensas negociações que a sociedade brasileira produziu. Devemos ser menos técnicos, abandonar um pouco os gráficos, nos jogarmos na poesia humana e cedermos um pouco para que a nossa tecnicalidade, muitas vezes arrogante, não nos transforme num criador de projetos estéreis.

É muito comum estebelecermos uma relação, quando técnicos, com a sociedade e, de imediato, nos julgarmos como não sociedade, ou seja, saimos do lugar comum, nos encapsulamos e nos jogamos numa ideia andrógena e passamos a apontar o dedo para nós mesmos nos acusando, enquanto sociedade, de uma série de demandas que seriam negativas ao país.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fabio Maciel<br />
É exatamente isto que estou, há muito, tentando dizer aqui no Cultura e Mercado, sobre o aspecto amplo do papel da cultura.</p>
<p>Estamos, o tempo todo e sem perceber, produzindo distenções em um corpo que é naturalmente interligado por suas suas ações, à sociedade. Aí a intervenção institucional entra em campo e começa a tentar mostrar serviço, produzindo, com isso, uma tourada, &#8220;pelada&#8221; de bêbados, onde todos querem pegar a bola e ocupar o mesmo espaço no campo, destruindo um processo harmônico que, ao longo de cinco séculos, a sociedade foi se articulando e estabelecendo diálogo na produção de novas formas de relações culturais.</p>
<p>A grande questão é que a hierarquia social é perfeitamente aceita por uma sociedade que tem memória ainda muito fresca do genocídio dos índios e do mais longo período escravocrata da história da humanidade. Portanto, a nossa visão ainda está carregada do ideário da casa grande.</p>
<p>O interessante de tudo isso é a inversão de valores, os mitos de opressão e liberdade. Ainda vou escrever sobre o tem &#8220;Getúlio e Fernando Henrique&#8221;, os mitos sobre a orientação &#8220;ultra-nacionalista&#8221; de Getúlio e a &#8220;liberdade&#8221; contemporânea promovida pelo neoliberalismo de Fernando Henrique. Para a população os sentidos foram inversos, a escolha de Fernando Henrique em privatizar a CSN não foi um ato impensado, pois a cidade de Volta Redonda era o principal estandarte político de Getúlio,o trabalhismo, onde por inúmeras vezes, citado pela história recente, que a cidade era um grande laboratório para o surgimento do novo homem brasileiro. Meu pai, por exemplo, como um dos milhares de operários que fundaram a siderúrgica, tem em conta que fascista é o Fernando Henrique Cardoso.</p>
<p>As vezes, lendo alguns historiadores, chego a rir da narrativa, pois o que tentam passar é que havia um ideal verde-oliva a la Plínio Salgado, por essas bandas de cá.rsrsrsrs</p>
<p>O projeto de Getúlio Vargas na área da educação e que teve sim Volta Redonda como labortório, uma coisa que nunca pensei ver na minha vida, um projeto concretamente transformador e que transformou o Brasil por ser o primeiro da indústria de base e que, por conseguinte, deu etrutura às outras fundamentais para o desenvolvimento do Brasil. O que a história não diz é que chegaram aqui em Volta Redonda, arigós, pessoas vindas da roça, da lida com o gado e com a lavoura e tiveram que se adequar a uma realidade industrial, com três turnos contingenciado, muitos ainda carregados da herança escravocrata, muitos negros que tiveram, a partir de então, moradias dignas, além do fácil acesso à escolas de alto nível para seus filhos. A melhor escola de siderurgia da América Latina ficava em um bairro de imensa maioria de negros, filhos desses arigós analfabetos ou semi-analfabetos que aqui chegaram. Seus filhos apresentaram uma realidade no campo educacional que, em termos de conjunto, que podemos considerar transformador, dentro da lógica social, que jamais tive notícia.</p>
<p>No campo da cultura e do esporte, éramos todos livres, estimulados a praticar esporte e arte, principalmente música e teatro, mas tudo com o sentido recreativo, sociabilizante, projetos claros de integração e de comunhão social.</p>
<p>Quando FHC rifou a cidade, tudo isso foi entregue nas mãos dessa &#8220;liberdade neoliberal&#8221;, e quem quiser, pode até vir aqui se certificar o que que aconteceu. A CSN, hoje, segue os padrões dirigistas dessa praga que tomou conta do Brasil. Esse arianismo sobre o qual não me canso de falar. Essa cópia, essa rigidez embutida na safra de neocolonização proposta por esses malucos ou mal-intencionados, nem sei, que vêm transformando a música orquestral em academia de ginástica para se alinhar a padrões europeus. Um totalitarismo assustador, já na infância, no momento em que o ser humano pode desenvolver toda a sua liberdade criativa e essas falácias de &#8220;projetos guris&#8221; saidos de São Paulo e disseminados por todo o Brasil.</p>
<p>Na minha época de garoto, participávamos do canto orfeônico e cantávemas as cantigas de roda que nossas mães cantavam. Não havia intervenção para aleijar a nossa memória afetiva. As fanfarras eram objetos de liberdade, e tivemos fantásticas aqui, muitas com vários títulos nacionais, sem que os músicos tivem que estudar a parte teórica música, era tudo na orelhada mesmo, tudo feito na informalidade, na paixão, entrávamos e saíamos desses grupos que eram formados livremente no esporte, na música, no teatro. A cidade de Volta Redonda hoje está cercada, parecendo mais um campo de concentração, ou seja, tudo o que pertencia à sociedade, passou a ter um só dono, em nome da liberdade temos hoje vários terrenos comuns, inclusive o antigo semitério, que viraram propriedade do Sr. Benjamin Streinbruck cercados e vigiados por patrulhas patrimoniais 24 horas por dia . A cidade, escolas, até campos de pelada FHC entregou em suas mãos, privatização financiada com dinheiro público, via BNDES, &#8220;pagos&#8221; com as conhecidas moedas podres. Provocou um estrago regional com a demissão de milhares de funcionários e ainda deu, assim de sobremesa, dez anos de isenção de imposto de renda. O gênio da lâmpada, com toda este histórico que acabo narrar, está se fartando e cada dia mais milionário, já é um banqueiro que financia o comércio de toda a região e anda comprando, com lucros absurdos,e compmprando outras siderúrgicas mundo afora. Aí, pergunto Fábio, quem é fascista, Getúlio ou Fernando Henrique?</p>
<p>As transformações sociais no campo da cultura deve passar pela liberdade de escolha, e o direito de expressão, sobretudo religiosa, até porque, no caso do Brasil, têm fortes componentes nas diretrizes que nos fizeram culturalmente um povo miscigenado, tolerante, de altares com muitos santos. Essa feijoada, esse prato que tanto apreciamos e aceitamos tudo o que acentue o gosto de uma prato que naturalmente é feito em panelões, significando que ali, em torno dele, haverá uma comunhão de sentimentos, de pensamentos agregadores.</p>
<p>Dia desses falei com Córdula, aqui mesmo, sobre o perigo da visão setorizada que acaba produzindo uma paisagem  de mosaico artificial com a intervenção institucional, com limites, metas, objetivos dentro de um universo que nasce e se desenvolve distante dessas planilha, bem a cara dos nossos poucos momentos de liberdade como cidadãos.</p>
<p>Chamo a atenção sobre o que você exalta, o debate, e observo que este debate é feito diariamente pela sociedade na forma de lidar com a própria sobrevivência. O que precisamos é respeitar essa liberdade e nos colocarmos nesta discussão como um dos milhões de brasileiros comuns e sermos porta-vozes deste manifesto natural já, de antemão, produzido por intenso debate com extensas negociações que a sociedade brasileira produziu. Devemos ser menos técnicos, abandonar um pouco os gráficos, nos jogarmos na poesia humana e cedermos um pouco para que a nossa tecnicalidade, muitas vezes arrogante, não nos transforme num criador de projetos estéreis.</p>
<p>É muito comum estebelecermos uma relação, quando técnicos, com a sociedade e, de imediato, nos julgarmos como não sociedade, ou seja, saimos do lugar comum, nos encapsulamos e nos jogamos numa ideia andrógena e passamos a apontar o dedo para nós mesmos nos acusando, enquanto sociedade, de uma série de demandas que seriam negativas ao país.</p>
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