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PV apóia, PT ignora

A assessoria de comunicação do Ministério da Cultura divulga nota oficial do PV em apoio à nomeação de Juca Ferreia, mas omite a nota do PT, que não dá a efetivação do secretário-executivo como questão fechada. As notas são do dia 31 de julho.

O Ministério da Cultura recebeu a seguinte nota emitida nesta quinta-feira, dia 31 de julho, pela Executiva Nacional do Partido Verde

Nota da Executiva Nacional do Partido Verde

A Executiva Nacional do Partido Verde (PV) manifesta seu apoio e admiração pelo trabalho desempenhado à frente do Ministério da Cultura por Gilberto Gil e sua equipe. A gestão Gil trouxe inúmeros avanços democratizando e ampliando o acesso da população aos bens culturais, dando novas oportunidades à produção cultural em escala nacional, revertendo a concentração regional previamente existente.

Com sua ação de grande efeito internacional Gil projetou o Brasil em todo o mundo e melhorou as condições para a consolidação da indústria cultural brasileira nos seus diversos campos. Gil foi um poderoso difusor dos princípios verdes: a paz, a tolerância, o multi-culturalismo, a democracia e a ecologia. Foi o ministro melhor avaliado em todas pesquisas realizadas.

A Executiva Nacional do Partido Verde dá seu total apoio e respaldo à Juca Ferreira, indicado por Gilberto Gil para sucedê-lo, em processo acordado com o presidente Lula. Por ter sido peça fundamental na equipe de Gil, tê-lo substituído diversas vezes como ministro interino e ajudado a formular sua política cultural, Juca Ferreira é, sem dúvida, o quadro melhor preparado para sucedê-lo.

Executiva Nacional do Partido Verde.

Brasilia, 31 de julho de 2008

Nota do Partido dos Trabalhadores

Gilberto Gil se tornou referência para a gestão da Cultura Brasileira. Retorna aos palcos para ser mais um cantante. Deixa a alcunha de ministro-cantante, que rendia respeito e atenção de lideranças políticas no mundo inteiro.

Sua gestão foi além do básico e provocou debates intensos e acalorados junto à sociedade. Às vezes recuando, por outras em enfrentamentos mais diretos, emprestou sua imagem às lutas e à militância cultural do país. Fez uma gestão democrática e de ampliação dos conceitos de cultura para além da Arte com a Arte e de ação cultural para além dos Artistas, mas com Artistas. Uma gestão de trocas e transformações de papéis que, se a muitos incomoda, deve ser o modelo de gestão constituída.

Nesse meio tempo, ensinou que é possível unir Pop e Ideologia. Ser brasileiro e ser do mundo. Ser artesão, mas ser digital. E outras tantas pautas e aparentes dicotomias que não passavam ela nossa  agenda.

A Gestão Refazenda superou qualquer outra iniciativa na curta história do Ministério da Cultura. Quem substituí-lo terá como principal demanda encontrar os vazios e preenchê-los. Ao Presidente caberá sabedoria para, nesse momento, preservar as conquistas desta gestão, intensificando o legado em plena fase de institucionalização. Estamos num novo momento da Cultura no país, mas que ainda circula em estantes de cristal, exigindo delicadeza e sabedoria para que as políticas maturem.

Esperamos que a distância seja curta. O artista militante, sucessor direto de Mário de Andrade, com a Tropicália refundou o sentimento modernista; e com sua gestão no MinC recriou o modelo de gestão de Cultura do Brasil.

Morgana Eneile
Secretaria Nacional de Cultura do PT

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