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	<title>Comentários sobre: O museu e sua função cultural</title>
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	<description>Desde 1998 &#124; Para quem vive de cultura.</description>
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		<title>Por: evany</title>
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		<dc:creator>evany</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Jul 2008 00:31:51 +0000</pubDate>
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		<description>Bom o texto de Almandrade.
Porem desejo fazer uma corrigenda. 
Na época em que surgiu o Neoconcretismo, o meste Ivan Serpa, -cujas briilhantes aulas frequentei-  manteve-se fiel aos princípios da  Arte Concreta.. Foi o meu outro mestre, Aluisio Carvão que iniciou uma ruptura com o Concretismo, estabelecendo um princípio semi-orgânico na representação de seu revolucionário Cubo de Cor, apresentado no início de 1962.   já o Ivan Serpa tempos depois desligou-sa da Arte Concreta, passando a criar dentro da área do figurativismo expressionista. Ivan Serpa NUNCA aderiu ao Neoconcretismo.
Este período, de 1950 até 1975 é  dos mais ricos da arte brasileira. Até podia ser que houvesse algum mundanismo em torno das exposições no MAM aqui do Rio, mas até este possível mundanismo era irrelevante, porque o debate cultural era muito maior e mais intenso. Este debate cultural era análogo à representatividade do país. Existe uma relação entre produções artísticas e desenvolvimento, mas isto não é explicável agora. 
Porem, com certeza, artesanato popular  não tem nada a haver com desenvolvimento e relações internacionais. . 
Costumo explicar aos alunos mais jovens que um museu é um local
para guardar valores, coisas de significado importante para a memória. e visão reflexiva,. Um museu é de imenso valor para a comunidade,  representando  um lastro espiritual de outras riquezas.   É um local de culto semi-profano. Cito um país rico como a Holanda, com o seu principal banco, onde está o dinheiro da país. Mas o grande dinheiro do banco da Holanda de pouco valeria sem o lastro em ouro. O dinheiro do Banco da Holanda é garantido pelo imenso lastro em ouro. Porem o lastro moral desta riqueza material da Holanda é o Museu do Reino, com seus Rembrandt, Van der Weyden, Vermeer.  Logo, museus e cidades museográficas  se constituem como lastro moral de identidade de um país, alem claro, de patromõnio..  Os museus que expoem produções  contemporãneas induzem á visão reflexiva e oferecem ao publico os fatores mais instigantes que traduzem recados  para a leitura sobre o &quot;what is going on&quot; na sociedade. contemporãnea.   
É lembrar que a arte informa...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bom o texto de Almandrade.<br />
Porem desejo fazer uma corrigenda.<br />
Na época em que surgiu o Neoconcretismo, o meste Ivan Serpa, -cujas briilhantes aulas frequentei-  manteve-se fiel aos princípios da  Arte Concreta.. Foi o meu outro mestre, Aluisio Carvão que iniciou uma ruptura com o Concretismo, estabelecendo um princípio semi-orgânico na representação de seu revolucionário Cubo de Cor, apresentado no início de 1962.   já o Ivan Serpa tempos depois desligou-sa da Arte Concreta, passando a criar dentro da área do figurativismo expressionista. Ivan Serpa NUNCA aderiu ao Neoconcretismo.<br />
Este período, de 1950 até 1975 é  dos mais ricos da arte brasileira. Até podia ser que houvesse algum mundanismo em torno das exposições no MAM aqui do Rio, mas até este possível mundanismo era irrelevante, porque o debate cultural era muito maior e mais intenso. Este debate cultural era análogo à representatividade do país. Existe uma relação entre produções artísticas e desenvolvimento, mas isto não é explicável agora.<br />
Porem, com certeza, artesanato popular  não tem nada a haver com desenvolvimento e relações internacionais. .<br />
Costumo explicar aos alunos mais jovens que um museu é um local<br />
para guardar valores, coisas de significado importante para a memória. e visão reflexiva,. Um museu é de imenso valor para a comunidade,  representando  um lastro espiritual de outras riquezas.   É um local de culto semi-profano. Cito um país rico como a Holanda, com o seu principal banco, onde está o dinheiro da país. Mas o grande dinheiro do banco da Holanda de pouco valeria sem o lastro em ouro. O dinheiro do Banco da Holanda é garantido pelo imenso lastro em ouro. Porem o lastro moral desta riqueza material da Holanda é o Museu do Reino, com seus Rembrandt, Van der Weyden, Vermeer.  Logo, museus e cidades museográficas  se constituem como lastro moral de identidade de um país, alem claro, de patromõnio..  Os museus que expoem produções  contemporãneas induzem á visão reflexiva e oferecem ao publico os fatores mais instigantes que traduzem recados  para a leitura sobre o &#8220;what is going on&#8221; na sociedade. contemporãnea.<br />
É lembrar que a arte informa&#8230;</p>
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