Crise, pior para quem faz cultura

A crise pegou a atividade cultural como nenhuma outra. Além do descaso governamental, da falta de pacote, do aumento de impostos, da inoperância e da propaganda governamental contra o único instrumento efetivo de financiamento à cultura, vimos o corte de orçamento, a má gestão do Mais Cultura, que gasta pouco menos que 20% da verba disponível, estamos observando a repetição disso em outras esferas do poder público e da sociedade.
As críticas todas foram feitas. Não poupamos o neoliberalismo, o mercado, o dirigismo governamental e seus gestores. E a Lei Rounet continua aí, sofrendo todas as ingerências e abusos tanto do governo quanto do mercado. Se esta proposta não interessa a ninguém, por que não construir uma alternativa, construída no seio da sociedade civil articulada? Mas temos organização para isso? Se não temos, melhor engolir a proposta do governo e assumirmos as consequências.
O último encontro do Fórum “A Lei Rounaet é Nossa!”, na próxima quarta-feira, vai discutir e sugerir maneiras concretas de construir propostas efetivas para a lei, mais condizentes com a atual situação do mecanismo. E por que não ampliar a discussão e pensar em uma mobilização maior, que inclua a consolidação do movimento iniciado pelo Instituto Pensarte em busca da revogação do aumento dos impostos, em busca de soluções mais amplas para alterar a triste realidade de nossa política cultural.
A Lei Rouanet é Nossa! (último encontro)
Al. Nothman, 1029 - Campos Eliseos – Centro – S.Paulo, SP
Quarta-feira, 15 de abril, às 19h30
Confirme presença pelo e-mail ip@pensarte.org.br
Venha e participe deixando comentários e sugestões!


O que minha experiência de anos me diz enquanto professor e teórico da literatura (!) é que, para as diversas correntes políticas nacionais, cultura é algo tão antipático quanto festinha de batizado. Vejo agora que os se envolvem na questão pertencem ao chamado mercado da cultura ou à indústria da cultura, tirando o sentido pejorativo que seu inventor, T. W. Adorno, lhe concedia. Em troca, os agentes da cultura acadêmica, em que eu me incluo, não se interessam por ela, como se a soubessem previamente perdida. Creio que, como arregimentação de forças, contra o descaso dos políticos nacionais, teríamos que ter encontros entre os dois grupos, chamemos assim os “industriais” e os artesãos” da cultura, a partir da exposição de alguém que estivesse por dentro de quais os pontos que estão em discussão na lei Rouanet. Talvez assim possamos vir a interessar uma parte da mídia nacional, que, no referente à parte cultural, é das mais medíocres e sem estímulo que conheço.Como local de encontro, no Rio, creio que a Fundaçnao Ruy Barbosa seria o ponto ideal.
Não devemos apenas atribuir a falta de interesse em relação à cultura ao governo, pois somos (o povo) os criadores e transformadores da cultura. Devemos insistir no processo de conscientização dos profissionais que trabalham com a arte, com a música etc. É daí que podemos criar “corpo” e tirar a cultura das entranhas do velho mecanismo que vem assolando os operários da arte como um todo.Precisamos continuar a intervir nas mudanças que andam querendo fazer na lei Rouanet.
[...] micro e pequenas empresas culturais (na verdade foi a correção de um erro – sobre esse erro AQUI e AQUI)…mais informações sobre a redução, [...]
Comente:
2011 UMA ODISSEIA CULTURAL »
Programa do Partido da Cultura
O texto “2011, uma odisseia cultural” foi pensado e elaborado de forma colaborativa, a partir de encontros, rascunhos e trocas de e-mails. Eu, Fabio Maciel, Ricardo Albuquerque e Px Silveira já havíamos trabalhado dessa maneira …
ANÁLISE »
Uma contradição chamada Lei do Audiovisual
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7674/10, do Senado, que estende até 2016 os mecanismos de incentivo à atividade cinematográfica previstos na Lei do Audiovisual (8.685/93). Atualmente, a lei autoriza os incentivos até o …
CONSULTÓRIO »
Negócios Culturais Sustentáveis
Tempos bicudos para quem vive de arte e cultura no país. Para mim, o maior termômetro disso, é que a sustentabilidade de empreendimentos culturais passou a figurar como a principal atividade da minha empresa de …
ENTREVISTAS »
Captador de recursos, ou o Curupira!
Conheci o Gui Afif como músico, dos bons, há mais de uma década. Meu primeiro contato profissional, no entanto, foi por meio do escritório Cesnik, Quintino & Salinas, onde ele atuava como parceiro. Em 2005 …
RESENHAS »
Mídias Sociais na Prática
Todos sabemos que as chamadas mídias sociais são importantes canais de comunicação, mas existem particularidades que nem todos dominam. Para isso, o livro Mídias Sociais na Prática promete colaborar muito com quem quer entender e …
Cultura e Mercado nas Redes
Leonardo Brant no Twitter
Ctrl-V | VideoControl
CeMcast – O Podcast do Cultura e Mercado
Boletim
Feeds (rss)
Banco de dados
Nuvem de tags
acesso ancine arte audiovisual cidadania cinema comunicação cultura cultura viva cursos dança digital direito autoral direitos culturais diversidade economia educação festivais financiamento fomento funarte gestão gilberto gil incentivo internet juca ferreira lei rouanet leitura literatura livro música mais cultura mecenato mercado minc museu patrimônio pnc política rádio redes teatro tv tv digital visuais
WP Cumulus Flash tag cloud by Roy Tanck and Luke Morton requires Flash Player 9 or better.