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Crise, pior para quem faz cultura

Foto: Mathieu Struck
A crise pegou a atividade cultural como nenhuma outra. Além do descaso governamental, da falta de pacote, do aumento de impostos, da inoperância e da propaganda governamental contra o único instrumento efetivo de financiamento à cultura, vimos o corte de orçamento, a má gestão do Mais Cultura, que gasta pouco menos que 20% da verba disponível, estamos observando a repetição disso em outras esferas do poder público e da sociedade.

As críticas todas foram feitas. Não poupamos o neoliberalismo, o mercado, o dirigismo governamental e seus gestores. E a Lei Rounet continua aí, sofrendo todas as ingerências e abusos tanto do governo quanto do mercado.  Se esta proposta não interessa a ninguém, por que não construir uma alternativa, construída no seio da sociedade civil articulada? Mas temos organização para isso? Se não temos, melhor engolir a proposta do governo e assumirmos as consequências.

O último encontro do Fórum “A Lei Rounaet é Nossa!”, na próxima quarta-feira, vai discutir e sugerir maneiras concretas de construir propostas efetivas para a lei, mais condizentes com a atual situação do mecanismo. E por que não ampliar a discussão e pensar em uma mobilização maior, que inclua a consolidação do movimento iniciado pelo Instituto Pensarte em busca da revogação do aumento dos impostos, em busca de soluções mais amplas para alterar a triste realidade de nossa política cultural.

A Lei Rouanet é Nossa! (último encontro)
Al. Nothman, 1029 - Campos Eliseos – Centro – S.Paulo, SP
Quarta-feira, 15 de abril, às 19h30
Confirme presença pelo e-mail ip@pensarte.org.br

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3 Comentários »

  • Luiz Costa Lima:

    O que minha experiência de anos me diz enquanto professor e teórico da literatura (!) é que, para as diversas correntes políticas nacionais, cultura é algo tão antipático quanto festinha de batizado. Vejo agora que os se envolvem na questão pertencem ao chamado mercado da cultura ou à indústria da cultura, tirando o sentido pejorativo que seu inventor, T. W. Adorno, lhe concedia. Em troca, os agentes da cultura acadêmica, em que eu me incluo, não se interessam por ela, como se a soubessem previamente perdida. Creio que, como arregimentação de forças, contra o descaso dos políticos nacionais, teríamos que ter encontros entre os dois grupos, chamemos assim os “industriais” e os artesãos” da cultura, a partir da exposição de alguém que estivesse por dentro de quais os pontos que estão em discussão na lei Rouanet. Talvez assim possamos vir a interessar uma parte da mídia nacional, que, no referente à parte cultural, é das mais medíocres e sem estímulo que conheço.Como local de encontro, no Rio, creio que a Fundaçnao Ruy Barbosa seria o ponto ideal.

  • Felipe Almeida:

    Não devemos apenas atribuir a falta de interesse em relação à cultura ao governo, pois somos (o povo) os criadores e transformadores da cultura. Devemos insistir no processo de conscientização dos profissionais que trabalham com a arte, com a música etc. É daí que podemos criar “corpo” e tirar a cultura das entranhas do velho mecanismo que vem assolando os operários da arte como um todo.Precisamos continuar a intervir nas mudanças que andam querendo fazer na lei Rouanet.

  • Semanada Cultural no Congresso Nacional « LIBIDINAGENS:

    [...] micro e pequenas empresas culturais (na verdade foi a correção de um erro – sobre esse erro AQUI e AQUI)…mais informações sobre a redução, [...]

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