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	<title>Comentários sobre: Cultura e educação</title>
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	<description>Desde 1998 &#124; Para quem vive de cultura.</description>
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		<title>Por: Nelize</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/gestao/cultura-e-educacao-2/comment-page-1/#comment-92503</link>
		<dc:creator>Nelize</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 18:06:01 +0000</pubDate>
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		<description>Sim, educa&#231;&#227;o e cultura de m&#227;os dadas! Educa&#231;&#227;o, para mim, &#233; um tema muito especial e um dos mais complexos. Eu vivi um breve privil&#233;gio de estudar em uma boa escola p&#250;blica durante a educa&#231;&#227;o b&#225;sica, e foi durante este per&#237;odo que entendi que o mais importante n&#227;o &#233; ensinar conte&#250;dos, martelar fatos ou decorar f&#243;rmulas, mas sim aprender a pensar. Infelizmente uma m&#225; gest&#227;o p&#250;blica destruiu um modelo de escola que avan&#231;ava a todo vapor, que alcan&#231;ava o que muitas escolas particulares n&#227;o tinham condi&#231;&#227;o oferecer, pois estavam preocupadas na &#233;poca em oferecer outros &quot;valores&quot;. Foi um golpe muito duro escutar de uma secretaria de educa&#231;&#227;o que nenhuma escola poderia ser &quot;diferente&quot; da outra, e mais vez, nivelaram por baixo. Se no futuro conseguirem fazer uma intera&#231;&#227;o produtiva entre Minc e MEC, seria maravilhoso, mas tenho muitas d&#250;vidas se realmente est&#227;o a procura do melhor para a educa&#231;&#227;o, a procura por multiplicar os casos de sucesso, ao vez de bani-los.  </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, educa&ccedil;&atilde;o e cultura de m&atilde;os dadas! Educa&ccedil;&atilde;o, para mim, &eacute; um tema muito especial e um dos mais complexos. Eu vivi um breve privil&eacute;gio de estudar em uma boa escola p&uacute;blica durante a educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, e foi durante este per&iacute;odo que entendi que o mais importante n&atilde;o &eacute; ensinar conte&uacute;dos, martelar fatos ou decorar f&oacute;rmulas, mas sim aprender a pensar. Infelizmente uma m&aacute; gest&atilde;o p&uacute;blica destruiu um modelo de escola que avan&ccedil;ava a todo vapor, que alcan&ccedil;ava o que muitas escolas particulares n&atilde;o tinham condi&ccedil;&atilde;o oferecer, pois estavam preocupadas na &eacute;poca em oferecer outros &quot;valores&quot;. Foi um golpe muito duro escutar de uma secretaria de educa&ccedil;&atilde;o que nenhuma escola poderia ser &quot;diferente&quot; da outra, e mais vez, nivelaram por baixo. Se no futuro conseguirem fazer uma intera&ccedil;&atilde;o produtiva entre Minc e MEC, seria maravilhoso, mas tenho muitas d&uacute;vidas se realmente est&atilde;o a procura do melhor para a educa&ccedil;&atilde;o, a procura por multiplicar os casos de sucesso, ao vez de bani-los.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Silmar Oliveira</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/gestao/cultura-e-educacao-2/comment-page-1/#comment-81856</link>
		<dc:creator>Silmar Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 12:53:29 +0000</pubDate>
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		<description>Na expectativa de colaborar, incitando reflexões, segue link de &quot;Música e Educação&quot;, artigo que postei em janeiro/2010: http://silmaroliveira.blogspot.com/2010/01/musica-e-educacao.html

Grato.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Na expectativa de colaborar, incitando reflexões, segue link de &#8220;Música e Educação&#8221;, artigo que postei em janeiro/2010: <a href="http://silmaroliveira.blogspot.com/2010/01/musica-e-educacao.html" rel="nofollow">http://silmaroliveira.blogspot.com/2010/01/musica-e-educacao.html</a></p>
<p>Grato.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: wposnik</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/gestao/cultura-e-educacao-2/comment-page-1/#comment-79752</link>
		<dc:creator>wposnik</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 22:03:38 +0000</pubDate>
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		<description>Leonardo:
Volta a este espaço, apenas para acrescentar mais um elemento, nesta discussão bastante profícua. Acho que a simbiose Educação-Cultura, deveria começar, na mais tenra infância; seja em casa, ou na pré-escola. E nada melhor do que o destaque e a valorização da narrativa, como bem demonstram inúmeros estudos disponíveis: sua  solução consistente na infância, quase que garante sucesso em todo o processo educativo formal - até o nível superior. A criança, quando passa das primeiras palavras, para a articulação das idéias mais simples, começa a ordenar seus processos reflexivos. Estimulá-la a se desenvolver nestas práticas, reforça a simbiose. Assim nascem os melhores contadores de estórias. Ou os melhores observadores do que se passa à sua volta ! Estória contada é estória recriada. Nada de alfabetização precoce. Dispor de pais com bom nível de escolaridade é &#039;meio caminho andado&#039;; freqüentar uma boa pré-escola, são outros passos largos - realidade cujo acesso alcança apenas as classes socialmente privilegiadas. Contudo, 90-95% da clientela da nossa escola pública, não tem esses privilégios. Como resolver esse desafio, que é antes de tudo, de cidadania cultural ?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Leonardo:<br />
Volta a este espaço, apenas para acrescentar mais um elemento, nesta discussão bastante profícua. Acho que a simbiose Educação-Cultura, deveria começar, na mais tenra infância; seja em casa, ou na pré-escola. E nada melhor do que o destaque e a valorização da narrativa, como bem demonstram inúmeros estudos disponíveis: sua  solução consistente na infância, quase que garante sucesso em todo o processo educativo formal &#8211; até o nível superior. A criança, quando passa das primeiras palavras, para a articulação das idéias mais simples, começa a ordenar seus processos reflexivos. Estimulá-la a se desenvolver nestas práticas, reforça a simbiose. Assim nascem os melhores contadores de estórias. Ou os melhores observadores do que se passa à sua volta ! Estória contada é estória recriada. Nada de alfabetização precoce. Dispor de pais com bom nível de escolaridade é &#8216;meio caminho andado&#8217;; freqüentar uma boa pré-escola, são outros passos largos &#8211; realidade cujo acesso alcança apenas as classes socialmente privilegiadas. Contudo, 90-95% da clientela da nossa escola pública, não tem esses privilégios. Como resolver esse desafio, que é antes de tudo, de cidadania cultural ?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Nara Wedekin</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/gestao/cultura-e-educacao-2/comment-page-1/#comment-79545</link>
		<dc:creator>Nara Wedekin</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 23:26:03 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Brant, 
Estive lendo seu artigo e os comentários...
Estou numa (quase surreal...) situação que ilustra a relação entre cultura e educação....
Vou contar um pouco da&#039;minha história: sou professora de teatro curricular numa escola municipal em Florianópolis. Dou aulas nas turmas de quinta à oitava séries. Desde 2004, desenvolvo um projeto na escola chamado Shakespeare no Rio Vermelho que monta comédias de Shakespeare na escola com os alunos das oitavas séries.
Já montamos Sonho de uma Noite de Verão, Muito Barulho por Nada, Noite de Reis, A Megera Domada e As Alegres Comadres ( de Windsor).
Ano passado me deparei com uma situação surreal: apesar do mínimo orçamento do projeto, este foi CORTADO pelo diretor da escola. Ainda assim no meio do ano, recebi a maravilhosa notícia que o grupo de teatro composto por ex-alunos do projeto foi aprovado numa lei estadual de incentivo à cultura, ganhamos dinheiro para fazer uma pequena turnë com o grupo de teatro...
Neste ano a cereja do bolo: o projeto não foi renovado.
Esta aí a situação surreal: uma iniciativa que une cultura e educação, que se desenvolve na edicação e transborda para a cultura é simplesmente ignorada e DESCARTADA pelo aparato educacional.
Não tenho respostas, e minhas verdades são por vezes transitórias...
Mas minha realidade é trabalhar na comunidade do Rio Vermelho tentando levar o acesso e a possibilidade de produção cultural esta comunidade...
Acredito que o binömio cultura=educação podem sim andar juntos em disputa, mas com retroalimentação.
Um exemplo claro disso para mim é quando os meus alunos SENTAM PARA LER SHAKESPEARE na oitava série. Não porque eu mandei ou porque  eles têm que fazer algum trabalho, mas sim porque eles querem, eles se interessam... 
Mesmo assim (por várias vezes) que me pergunto quanto tempo ainda aguentarei no oficio de educadora e diretora teatral tendo que me deparar com situações verdadeiramente surreais....</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Brant,<br />
Estive lendo seu artigo e os comentários&#8230;<br />
Estou numa (quase surreal&#8230;) situação que ilustra a relação entre cultura e educação&#8230;.<br />
Vou contar um pouco da&#8217;minha história: sou professora de teatro curricular numa escola municipal em Florianópolis. Dou aulas nas turmas de quinta à oitava séries. Desde 2004, desenvolvo um projeto na escola chamado Shakespeare no Rio Vermelho que monta comédias de Shakespeare na escola com os alunos das oitavas séries.<br />
Já montamos Sonho de uma Noite de Verão, Muito Barulho por Nada, Noite de Reis, A Megera Domada e As Alegres Comadres ( de Windsor).<br />
Ano passado me deparei com uma situação surreal: apesar do mínimo orçamento do projeto, este foi CORTADO pelo diretor da escola. Ainda assim no meio do ano, recebi a maravilhosa notícia que o grupo de teatro composto por ex-alunos do projeto foi aprovado numa lei estadual de incentivo à cultura, ganhamos dinheiro para fazer uma pequena turnë com o grupo de teatro&#8230;<br />
Neste ano a cereja do bolo: o projeto não foi renovado.<br />
Esta aí a situação surreal: uma iniciativa que une cultura e educação, que se desenvolve na edicação e transborda para a cultura é simplesmente ignorada e DESCARTADA pelo aparato educacional.<br />
Não tenho respostas, e minhas verdades são por vezes transitórias&#8230;<br />
Mas minha realidade é trabalhar na comunidade do Rio Vermelho tentando levar o acesso e a possibilidade de produção cultural esta comunidade&#8230;<br />
Acredito que o binömio cultura=educação podem sim andar juntos em disputa, mas com retroalimentação.<br />
Um exemplo claro disso para mim é quando os meus alunos SENTAM PARA LER SHAKESPEARE na oitava série. Não porque eu mandei ou porque  eles têm que fazer algum trabalho, mas sim porque eles querem, eles se interessam&#8230;<br />
Mesmo assim (por várias vezes) que me pergunto quanto tempo ainda aguentarei no oficio de educadora e diretora teatral tendo que me deparar com situações verdadeiramente surreais&#8230;.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Gisele Costa</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/gestao/cultura-e-educacao-2/comment-page-1/#comment-79535</link>
		<dc:creator>Gisele Costa</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 18:25:13 +0000</pubDate>
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		<description>Com certeza Juliano! Como professora assino em baixo! O primeiro passo tem que ser dos educadores, que saem da universidade já com a formação ultrapassada. Na verdade, no ensino superior somos preparados para lecionar no ensino superior. Bem, digo na universidade pública, realmente não sei se o aplica às instituições particulares. Nas públicas, os professores tem preconceito quanto a preparar profissionais para educação básica, falta glamour né! Cansei de ouvir que educação básica não dá futuro, acredita!! Que os salários são baixos e as condições de trabalho são péssimas. O negócio é fazer universidade pública e não dá retorno nenhum social. Onde que esse povo vive hein?! Esses são os &quot;intelectuais brasileiros&quot;! Não adianta política pública se não tem gente de fato capacitada para dar conta delas. Não adianta criar projetos maravilhosos, socialmente revolucionários, se não existir revolucionários pra lutar!! Sabe por que a educação está no fosso? Por que quem tem condição de tirá-la de lá, não está a fim de por a mão na ...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Com certeza Juliano! Como professora assino em baixo! O primeiro passo tem que ser dos educadores, que saem da universidade já com a formação ultrapassada. Na verdade, no ensino superior somos preparados para lecionar no ensino superior. Bem, digo na universidade pública, realmente não sei se o aplica às instituições particulares. Nas públicas, os professores tem preconceito quanto a preparar profissionais para educação básica, falta glamour né! Cansei de ouvir que educação básica não dá futuro, acredita!! Que os salários são baixos e as condições de trabalho são péssimas. O negócio é fazer universidade pública e não dá retorno nenhum social. Onde que esse povo vive hein?! Esses são os &#8220;intelectuais brasileiros&#8221;! Não adianta política pública se não tem gente de fato capacitada para dar conta delas. Não adianta criar projetos maravilhosos, socialmente revolucionários, se não existir revolucionários pra lutar!! Sabe por que a educação está no fosso? Por que quem tem condição de tirá-la de lá, não está a fim de por a mão na &#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Juliano Barone</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/gestao/cultura-e-educacao-2/comment-page-1/#comment-79475</link>
		<dc:creator>Juliano Barone</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Feb 2010 03:57:11 +0000</pubDate>
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		<description>Concordo com o Bruno Fischer,

Qual a formação necessária que um educador deverá ter para estar apto, dentro de sala de aula, a decidir uma metodologia de trabalho, com suas estratégias próprias, capaz de alcançar não somente o acúmulo de conhecimento técnico, mas também a formação social e indivídual de todos os participantes do processo educacional, inclusive os próprios educadores, coordenadores, diretores e outros?

Acredito que apenas quando os educadores em exercício e os novos que começam seus trabalhos a cada ano, revisarem suas propostas de ensino, dialogarem suas opiniões com a instituição a qual prestam serviços e principalmente percerem as necessidades de cada aluno em relação ao seu meio social e suas expectativas como cidadão é que possibilidades de emancipação ocorrerão através da educação em comunhão com a cultura e a arte.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo com o Bruno Fischer,</p>
<p>Qual a formação necessária que um educador deverá ter para estar apto, dentro de sala de aula, a decidir uma metodologia de trabalho, com suas estratégias próprias, capaz de alcançar não somente o acúmulo de conhecimento técnico, mas também a formação social e indivídual de todos os participantes do processo educacional, inclusive os próprios educadores, coordenadores, diretores e outros?</p>
<p>Acredito que apenas quando os educadores em exercício e os novos que começam seus trabalhos a cada ano, revisarem suas propostas de ensino, dialogarem suas opiniões com a instituição a qual prestam serviços e principalmente percerem as necessidades de cada aluno em relação ao seu meio social e suas expectativas como cidadão é que possibilidades de emancipação ocorrerão através da educação em comunhão com a cultura e a arte.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Renata</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/gestao/cultura-e-educacao-2/comment-page-1/#comment-79457</link>
		<dc:creator>Renata</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Feb 2010 20:26:29 +0000</pubDate>
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		<description>Eu quero queimar as grades curriculares em praça pública!

A linguagem da educação está falida. Os livros didáticos são mal escritos, a escola funcionaliza tudo. A escola não tem sido espaço para o erro que pesquisa, nem pra experimentação do pensamento, nem pra construção de conhecimento, nem pra experimentação de formas de linguagem que recriem o conhecimento a partir de expressões potentes de cada pessoa.
A arte precisa entrar na escola, não como &quot;aulas de educação artística&quot;, mas como campo de conhecimento em diálogo com a educação.
Políticas públicas de educação e cultura devem dialogar. A cultura ampliando a oferta de repertórios culturais e de linguagens, formando e tornando acessíveis equipamentos e manifestações artístico-culturais, e a educação formando para a criação e crítica num amplo leque de linguagens.
Isso não é possível nas escolas que temos. O desmonte da educação pública (ao menos o que tenho visto em BH, Contagem e Minas Gerais) é assustador! Essas discussões não chegam a existir no cotidiano das escolas nem de administração pública.
A escola não é considerada espaço de produção de conhecimento. A escola, herdeira do século XIX, destina-se a atualizar o conhecimento produzido para as novas gerações. Professores transmitiriam esse saber e os alunos seriam, no máximo, uma boa cópia dos mestres.
Esse modelo está falido, principalmente após os ganhos trazidos pelas novas tecnologias da comunicação. Qualquer computador doméstico oferece mais informação que uma escola. O ensino à distância é muito mais barato que a manutenção da estrutura de um prédio escolar. A escola deve se transformar para a realidade que se apresenta, ou perderá seu sentido de existir. E a única forma potente, a meu ver, é a escola se afirmar como espaço criador.
Parêntese: diferenciemos criatividade e criação. A criatividade refere-se à capacidade de criar novas respostas aos problemas apresentados. Criação, por sua vez, refere-se à capacidade de produzir novas perguntas.
Quando você coloca que “o conhecimento precisa ser construído a partir do indivíduo e da comunidade”, concordo com você, mas isso só é possível se houver essa transformação da concepção atual de escola.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu quero queimar as grades curriculares em praça pública!</p>
<p>A linguagem da educação está falida. Os livros didáticos são mal escritos, a escola funcionaliza tudo. A escola não tem sido espaço para o erro que pesquisa, nem pra experimentação do pensamento, nem pra construção de conhecimento, nem pra experimentação de formas de linguagem que recriem o conhecimento a partir de expressões potentes de cada pessoa.<br />
A arte precisa entrar na escola, não como &#8220;aulas de educação artística&#8221;, mas como campo de conhecimento em diálogo com a educação.<br />
Políticas públicas de educação e cultura devem dialogar. A cultura ampliando a oferta de repertórios culturais e de linguagens, formando e tornando acessíveis equipamentos e manifestações artístico-culturais, e a educação formando para a criação e crítica num amplo leque de linguagens.<br />
Isso não é possível nas escolas que temos. O desmonte da educação pública (ao menos o que tenho visto em BH, Contagem e Minas Gerais) é assustador! Essas discussões não chegam a existir no cotidiano das escolas nem de administração pública.<br />
A escola não é considerada espaço de produção de conhecimento. A escola, herdeira do século XIX, destina-se a atualizar o conhecimento produzido para as novas gerações. Professores transmitiriam esse saber e os alunos seriam, no máximo, uma boa cópia dos mestres.<br />
Esse modelo está falido, principalmente após os ganhos trazidos pelas novas tecnologias da comunicação. Qualquer computador doméstico oferece mais informação que uma escola. O ensino à distância é muito mais barato que a manutenção da estrutura de um prédio escolar. A escola deve se transformar para a realidade que se apresenta, ou perderá seu sentido de existir. E a única forma potente, a meu ver, é a escola se afirmar como espaço criador.<br />
Parêntese: diferenciemos criatividade e criação. A criatividade refere-se à capacidade de criar novas respostas aos problemas apresentados. Criação, por sua vez, refere-se à capacidade de produzir novas perguntas.<br />
Quando você coloca que “o conhecimento precisa ser construído a partir do indivíduo e da comunidade”, concordo com você, mas isso só é possível se houver essa transformação da concepção atual de escola.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Bruno Fischer</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/gestao/cultura-e-educacao-2/comment-page-1/#comment-79399</link>
		<dc:creator>Bruno Fischer</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 17:50:21 +0000</pubDate>
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		<description>Penso também na formação dos professores. Será que elas dão suporte a esse diálogo educação/cultura? Um professor com formação em educação artística ou uma licenciatura específica de uma linguagem está preparado para traçar caminhos de conexão?
Um outro aspecto que gostaria de salientar é que o Estado não é tão controlador da escola quanto parece. Os professores são os atores da sala de aula e não há uma fiscalização sistemática do que está sendo desenvolvido em suas aulas (para o bem e para o mal). Às vezes é preciso, como colocado pelo Leonardo, sair da lógica paternalista de esperar que toda mudança venha de cima para baixo e buscar linhas de fuga exatamente de onde se está. Se mudar políticas é preciso do ponto de vista macro, atitudes e posturas precisam ser tomadas em nível local.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Penso também na formação dos professores. Será que elas dão suporte a esse diálogo educação/cultura? Um professor com formação em educação artística ou uma licenciatura específica de uma linguagem está preparado para traçar caminhos de conexão?<br />
Um outro aspecto que gostaria de salientar é que o Estado não é tão controlador da escola quanto parece. Os professores são os atores da sala de aula e não há uma fiscalização sistemática do que está sendo desenvolvido em suas aulas (para o bem e para o mal). Às vezes é preciso, como colocado pelo Leonardo, sair da lógica paternalista de esperar que toda mudança venha de cima para baixo e buscar linhas de fuga exatamente de onde se está. Se mudar políticas é preciso do ponto de vista macro, atitudes e posturas precisam ser tomadas em nível local.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Antonio S L</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/gestao/cultura-e-educacao-2/comment-page-1/#comment-79367</link>
		<dc:creator>Antonio S L</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 01:16:12 +0000</pubDate>
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		<description>O que as políticas públicas ainda não fazem é fortalecer o verdadeiro poder da cultura, o de potencializar as ações e transformações individuais únicas e necessarias a cada ser.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O que as políticas públicas ainda não fazem é fortalecer o verdadeiro poder da cultura, o de potencializar as ações e transformações individuais únicas e necessarias a cada ser.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: gil lopes</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/gestao/cultura-e-educacao-2/comment-page-1/#comment-79347</link>
		<dc:creator>gil lopes</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 15:03:17 +0000</pubDate>
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		<description>Leo, o discurso auto ajuda na tribuna já é ruim imagina fora dela...ehehe...é inevitável o ambiente de campanha, e muito bem vindo. Depois de 9 anos olha o Brasil nas urnas novamente...é a grande hora nacional, vamos a ela.
Como &quot;ninguém está preocupado com o povo...&quot; quem é agora que vai ter esse privilégio? Quem será o preocupado agora? Vamos desconstruir nosso ambiente democrático tirando legitimidade dos nossos representantes, desqualificá-los sob a alegação que estão &quot;jogando pra torcida&quot;, essa seria boa?
Sobretudo Lula, e FHC, porque não, são as melhores resultantes do nosso sonho democrático. Vamos por aí.
&quot;Quem sabe depois de algumas experiências democráticas...&quot; se me permite, isso soa esquisito...quem sabe? qual o tamanho do risco dessas tais &quot;experiências&quot;, eu hein...quem é que quer experiências? Isso não fica bem por aqui, o Brasil é um gigante e não deve se permitir experiências...apesar disso muita gente, com boas e más intenções, sempre quis fazer &quot;experiências&quot; por aqui. A conquista da democracia é para acabar justamente com experiências. Vamos caminhando e nos acertando, sem grandes Planos Brasis e Experiências, e isso como consequência do Poder Democrático que vivemos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Leo, o discurso auto ajuda na tribuna já é ruim imagina fora dela&#8230;ehehe&#8230;é inevitável o ambiente de campanha, e muito bem vindo. Depois de 9 anos olha o Brasil nas urnas novamente&#8230;é a grande hora nacional, vamos a ela.<br />
Como &#8220;ninguém está preocupado com o povo&#8230;&#8221; quem é agora que vai ter esse privilégio? Quem será o preocupado agora? Vamos desconstruir nosso ambiente democrático tirando legitimidade dos nossos representantes, desqualificá-los sob a alegação que estão &#8220;jogando pra torcida&#8221;, essa seria boa?<br />
Sobretudo Lula, e FHC, porque não, são as melhores resultantes do nosso sonho democrático. Vamos por aí.<br />
&#8220;Quem sabe depois de algumas experiências democráticas&#8230;&#8221; se me permite, isso soa esquisito&#8230;quem sabe? qual o tamanho do risco dessas tais &#8220;experiências&#8221;, eu hein&#8230;quem é que quer experiências? Isso não fica bem por aqui, o Brasil é um gigante e não deve se permitir experiências&#8230;apesar disso muita gente, com boas e más intenções, sempre quis fazer &#8220;experiências&#8221; por aqui. A conquista da democracia é para acabar justamente com experiências. Vamos caminhando e nos acertando, sem grandes Planos Brasis e Experiências, e isso como consequência do Poder Democrático que vivemos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Leonardo Brant</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/gestao/cultura-e-educacao-2/comment-page-1/#comment-79340</link>
		<dc:creator>Leonardo Brant</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 11:35:49 +0000</pubDate>
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		<description>Quando Gandhi diz &quot;seja você a mudança que deseja ver no mundo&quot;, ela desafia, antes de qualquer pessoa, a si próprio, a dimensão do indivíduo, do cidadão e sua capacidade criadora. O Estado é o resultado de um conjunto de indivíduos autônomos, preparados para lidar com os seus desafios e o da coletividade.

Toda política pública de cultura precisa ter uma dimensão do indivíduo, do cidadão. Isso é o que menos ocorre. Precisamos aplicá-la antes em nós mesmos. Essa dimensão micro está presente no Paulo Freire. 

Políticas públicas sempre pensam em como transmitir para o povo, uma massa homogênea, um projeto civilizatório, qualquer que seja. Para mim é sempre ruim, pois não gera essa autonomia. A política pública de cultura é tão perigosa quanto a da educação, sobretudo quando ambas trabalham sob o mesmo prisma, de transformar sujeitos em máquinas de consumo e de obediência civil.

Como este Estado jamais vai mudar sem cidadãos livres, cientes dos deveres e da responsabilidade de ser cidadão, nós vamos ter que nos virar para gerar essa transformação, pois ela não vem do governo, nem deste, muito menos de qualquer outro.

O governo Lula promove sim esta emancipação, por princípio e por conhecimento de causa. Mas devemos estar sempre atentos aos movimentos de controle da sociedade. Não há cidadão que se forme sob o controle do Estado. Não no Brasil no início do século XXI. Quem sabe depois de algumas experiências de poder democrático, pois o que temos até agora é muito pouco. Abs, LB</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quando Gandhi diz &#8220;seja você a mudança que deseja ver no mundo&#8221;, ela desafia, antes de qualquer pessoa, a si próprio, a dimensão do indivíduo, do cidadão e sua capacidade criadora. O Estado é o resultado de um conjunto de indivíduos autônomos, preparados para lidar com os seus desafios e o da coletividade.</p>
<p>Toda política pública de cultura precisa ter uma dimensão do indivíduo, do cidadão. Isso é o que menos ocorre. Precisamos aplicá-la antes em nós mesmos. Essa dimensão micro está presente no Paulo Freire. </p>
<p>Políticas públicas sempre pensam em como transmitir para o povo, uma massa homogênea, um projeto civilizatório, qualquer que seja. Para mim é sempre ruim, pois não gera essa autonomia. A política pública de cultura é tão perigosa quanto a da educação, sobretudo quando ambas trabalham sob o mesmo prisma, de transformar sujeitos em máquinas de consumo e de obediência civil.</p>
<p>Como este Estado jamais vai mudar sem cidadãos livres, cientes dos deveres e da responsabilidade de ser cidadão, nós vamos ter que nos virar para gerar essa transformação, pois ela não vem do governo, nem deste, muito menos de qualquer outro.</p>
<p>O governo Lula promove sim esta emancipação, por princípio e por conhecimento de causa. Mas devemos estar sempre atentos aos movimentos de controle da sociedade. Não há cidadão que se forme sob o controle do Estado. Não no Brasil no início do século XXI. Quem sabe depois de algumas experiências de poder democrático, pois o que temos até agora é muito pouco. Abs, LB</p>
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		<title>Por: Fabio Rios</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/gestao/cultura-e-educacao-2/comment-page-1/#comment-79291</link>
		<dc:creator>Fabio Rios</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 17:28:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=12117#comment-79291</guid>
		<description>Bom Tarde Brant.

   Lendo a sua resposta, me surgiu uma dúvida. Envolto aos livros de Paulo Freire, resolvi pesquisar qual o fundamento das teorias PEDAGÓGICAS defendidas pelo pensador, e creio não ter encontrado referências de estado, a não ser na aplicação ou viabilização da formação profissional, não citando se as instituições são privadas ou públicas.

   O que torna Paulo Freire brilhante e digno de citações é a sua relação com a sala de aula onde sua pedagogia é válida e podendo ser definida como de relação educando versus educador e indo mais além, nem sempre é específico quanto a sua pedagogia ser responsabilidade estritamente da escola, mas sim de educadores, leia-se como educadores, todo aquele que educa, professores, pais e responsáveis no mesmo balaio.

   Um outro ponto importante, é que não cito a relação de estado nem de governo, para não ser nem parcial nem polêmico.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bom Tarde Brant.</p>
<p>   Lendo a sua resposta, me surgiu uma dúvida. Envolto aos livros de Paulo Freire, resolvi pesquisar qual o fundamento das teorias PEDAGÓGICAS defendidas pelo pensador, e creio não ter encontrado referências de estado, a não ser na aplicação ou viabilização da formação profissional, não citando se as instituições são privadas ou públicas.</p>
<p>   O que torna Paulo Freire brilhante e digno de citações é a sua relação com a sala de aula onde sua pedagogia é válida e podendo ser definida como de relação educando versus educador e indo mais além, nem sempre é específico quanto a sua pedagogia ser responsabilidade estritamente da escola, mas sim de educadores, leia-se como educadores, todo aquele que educa, professores, pais e responsáveis no mesmo balaio.</p>
<p>   Um outro ponto importante, é que não cito a relação de estado nem de governo, para não ser nem parcial nem polêmico.</p>
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