<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd"
	xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>
<channel>
	<title>Comentários sobre: A gestão tropicalista de Gilberto Gil</title>
	<atom:link href="http://www.culturaemercado.com.br/entrevistas/a-gestao-tropicalista-de-gilberto-gil/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.culturaemercado.com.br/entrevistas/a-gestao-tropicalista-de-gilberto-gil/</link>
	<description>Desde 1998 &#124; Para quem vive de cultura.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 09 Feb 2012 12:26:07 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
	<item>
		<title>Por: Irene</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/entrevistas/a-gestao-tropicalista-de-gilberto-gil/comment-page-1/#comment-2320</link>
		<dc:creator>Irene</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 20:39:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=4402#comment-2320</guid>
		<description>Sensacional!
Excelente visão sobre a tropicália e a atuação de Gil. Ele fez o que nenhum outro fez, é preciso que se saiba reconhecer isso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sensacional!<br />
Excelente visão sobre a tropicália e a atuação de Gil. Ele fez o que nenhum outro fez, é preciso que se saiba reconhecer isso.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Henrique Machado</title>
		<link>http://www.culturaemercado.com.br/entrevistas/a-gestao-tropicalista-de-gilberto-gil/comment-page-1/#comment-2317</link>
		<dc:creator>Carlos Henrique Machado</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 16:34:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.culturaemercado.com.br/?p=4402#comment-2317</guid>
		<description>Há no Brasil um vício que me incomoda profundamete, essa auto-referência cotidiana, ao estilo Romário, &quot;eu sou o cara!&quot;, é que mata. O artista brasileiro tem essa necessidade de se lançar como um erpermatozóide, já em vida, numa correria por um lugar ao sol. E ainda achamos que lenda é uma coisa de mãe dágua e saci pererê. Isso é café pequeno se comparado às santidades de auto-gestão. A ótica principal que se teve depois que a poeira da Semaa de Arte Moderna baixou, foi a nossa natural antropofagia, lógica, porque um povo que se mistura, mistura também os seus sentimentos, as suas cores, as suas expressões. Desse mesmo processo, as variantes vão de zero a mil. Isso é do povo brasileiro, não é de A ou B, é um processo natural. A cultura não anda ao gosto do freguês, ela tem pernas próprias, autonomia. A cultura caminha com o caminhar do povo, no movimento de rotação e translacão diante do seu próprio universo que não para e se expandir no Brasil. A multiculturalidade é um processo natural da mestiçagem, das nuances que dão uma palheta de coloração sem fronteiras. Este é um processo colaborativo, palavra fundamental para que nos compreendamos melhor.

A rádio Nacional, no seu período de ouro, tinha a Marlene, a Emilinha Borba, cantando com arranjos de Radamés. O arranjador do Chacrinha era o Guerra Peixe, Villa Lobos pegava o seu trenzinho caipira para ouvr de perto as maravilhas da música não técnica, do espontâneo homem brasileiro, antropofágico, tropicalista, multicultural. E, se não compreendermos essa natureza, cairemos na mesmíssima idéia de um controle vigiado, soft, light, mas patrulhado com alguma forma de ideologia. PELO AMOR DE DEUS, DEIXEM A MEINA DANÇAR EM PAZ! Que façamos de uma ou duas décadas referências fundamentais do resultado da escolha de um povo, mas não me altere um saba tanto assim. Entre a história e a estória passa um mar de vaidades e interesses. Qualquer observação que nã tenha à frente a própria escolha do povo, cai no sabor mítico, do místico, do consensual forjado, da rotulação, mesmo que esbravejadora, de uma amarra que só houve em foi em instituições, e, contrapor uma instituição com outra, é uma guerra fundamentalista de dois touros sentados. O povo brasileiro anda a seu gosto, mistura xadrez com listrado, verde com rosa, é da gente!!!!.

Mais um detahe, proclamar a web, a banda larga, as tecnologias com o discurso &quot;deixe a vida me levar&quot; que seremos todos salvos pelas maravilhas digitais é irresponsável e omisso diante das questões práticas. Minha cidade é uma das mais dinâmicas em termos de web, pois praticamente todas as residências têm um PC ligado ao mundo, e isso é ótimo. Mas, na prática, não inclui absolutamente ninguém daquí. Fortalece um processo, amplia as questões, mas esse messianismo rasteiro é uma forma de jogar sobre os ombros de Bill Gates a responsabilidade de todas as questões, assim como o mercado que propala o ajuste natural simplesmente pelo mercado. Ninguém quer um Estado interventor, até poque historicamente no Brasil, o Estado é o rei da pataquada em politica cultural. Mas Queremos menos ainda um Estado omisso O que se quer é principalmente um estado que seja ético em todos os níveis. Temos que lembrar que a mesma tecnologia que pode trazer informações gerais, fundamentais, é a mesma que facilita as informações privlegiadas e faz, num simples clic de um mouse, um bilionário da noite para o dia. 

Obs. hoje estive conversando com um líder de um quilombo que foi beneficiado com o programa &quot;Pontos de Cultura&quot;. Digo que a realidade é bem diferente  do que está sendo cantando em banda larga por aí. Essa marafunda social é bem mas ampla, bem mas complexa do que esse discurso que tenho ouvido. Ainda estamos na primeira fase, na pasmaceira do atoleiro, ou seja, de marketing em marketing, a galinha enche é o saco, nosso é claro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há no Brasil um vício que me incomoda profundamete, essa auto-referência cotidiana, ao estilo Romário, &#8220;eu sou o cara!&#8221;, é que mata. O artista brasileiro tem essa necessidade de se lançar como um erpermatozóide, já em vida, numa correria por um lugar ao sol. E ainda achamos que lenda é uma coisa de mãe dágua e saci pererê. Isso é café pequeno se comparado às santidades de auto-gestão. A ótica principal que se teve depois que a poeira da Semaa de Arte Moderna baixou, foi a nossa natural antropofagia, lógica, porque um povo que se mistura, mistura também os seus sentimentos, as suas cores, as suas expressões. Desse mesmo processo, as variantes vão de zero a mil. Isso é do povo brasileiro, não é de A ou B, é um processo natural. A cultura não anda ao gosto do freguês, ela tem pernas próprias, autonomia. A cultura caminha com o caminhar do povo, no movimento de rotação e translacão diante do seu próprio universo que não para e se expandir no Brasil. A multiculturalidade é um processo natural da mestiçagem, das nuances que dão uma palheta de coloração sem fronteiras. Este é um processo colaborativo, palavra fundamental para que nos compreendamos melhor.</p>
<p>A rádio Nacional, no seu período de ouro, tinha a Marlene, a Emilinha Borba, cantando com arranjos de Radamés. O arranjador do Chacrinha era o Guerra Peixe, Villa Lobos pegava o seu trenzinho caipira para ouvr de perto as maravilhas da música não técnica, do espontâneo homem brasileiro, antropofágico, tropicalista, multicultural. E, se não compreendermos essa natureza, cairemos na mesmíssima idéia de um controle vigiado, soft, light, mas patrulhado com alguma forma de ideologia. PELO AMOR DE DEUS, DEIXEM A MEINA DANÇAR EM PAZ! Que façamos de uma ou duas décadas referências fundamentais do resultado da escolha de um povo, mas não me altere um saba tanto assim. Entre a história e a estória passa um mar de vaidades e interesses. Qualquer observação que nã tenha à frente a própria escolha do povo, cai no sabor mítico, do místico, do consensual forjado, da rotulação, mesmo que esbravejadora, de uma amarra que só houve em foi em instituições, e, contrapor uma instituição com outra, é uma guerra fundamentalista de dois touros sentados. O povo brasileiro anda a seu gosto, mistura xadrez com listrado, verde com rosa, é da gente!!!!.</p>
<p>Mais um detahe, proclamar a web, a banda larga, as tecnologias com o discurso &#8220;deixe a vida me levar&#8221; que seremos todos salvos pelas maravilhas digitais é irresponsável e omisso diante das questões práticas. Minha cidade é uma das mais dinâmicas em termos de web, pois praticamente todas as residências têm um PC ligado ao mundo, e isso é ótimo. Mas, na prática, não inclui absolutamente ninguém daquí. Fortalece um processo, amplia as questões, mas esse messianismo rasteiro é uma forma de jogar sobre os ombros de Bill Gates a responsabilidade de todas as questões, assim como o mercado que propala o ajuste natural simplesmente pelo mercado. Ninguém quer um Estado interventor, até poque historicamente no Brasil, o Estado é o rei da pataquada em politica cultural. Mas Queremos menos ainda um Estado omisso O que se quer é principalmente um estado que seja ético em todos os níveis. Temos que lembrar que a mesma tecnologia que pode trazer informações gerais, fundamentais, é a mesma que facilita as informações privlegiadas e faz, num simples clic de um mouse, um bilionário da noite para o dia. </p>
<p>Obs. hoje estive conversando com um líder de um quilombo que foi beneficiado com o programa &#8220;Pontos de Cultura&#8221;. Digo que a realidade é bem diferente  do que está sendo cantando em banda larga por aí. Essa marafunda social é bem mas ampla, bem mas complexa do que esse discurso que tenho ouvido. Ainda estamos na primeira fase, na pasmaceira do atoleiro, ou seja, de marketing em marketing, a galinha enche é o saco, nosso é claro.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>

