Articles by Erlon José Paschoal
Gestor Cultural, diretor de teatro, dramaturgo e tradutor. Foi gerente na Secretaria de Políticas Culturais do MinC e é sub-secretário da cultura do Espírito Santo.
Na última semana – por uma dessas curiosas coincidências da vida – topei com um texto de João Baptista Herkenhoff muito pertinente e esclarecedor. Nele, o jurista capixaba, que se autodefine como um “jurista marginal”, …
Outro dia alguém me perguntou como entender esses nossos tempos pós-modernos em toda a sua complexidade, aceleração e virtualidade, considerando, ao mesmo tempo, os sonhos e as utopias. Não pretendo aqui dar uma definição do …
Erlon José Paschoal pergunta se o teatro simplesmente foi riscado da agenda de inúmeros brasileiros bem informados?
Sem dúvida, à arte cabe a nobre tarefa no processo de reumanização de nossa sociedade, tão deteriorada eticamente neste primeira década do terceiro milênio.
Erlon José Paschoal aponta a cruzada contra a corrupção posta em prática enfim por este governo, como uma possibilidade, ao menos, de identificar os bandos, as quadrilhas e os esquemas, mesmo que ninguém seja preso, como tem acontecido.
Erlon José Paschoal ressalta a importância do Seminário Internacional sobre Diversidade Cultura: práticas e perspectivas, que o Ministério da Cultura organizou no âmbito da OEA, após a realização, no último dia 18, na Unesco, em Paris, da Primeira Conferência das Partes da Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.
Será que alguém que introjetou o modo de recepção da televisão, com sua “ditadura da velocidade”, necessariamente tem de sentir tédio ao ler um livro, cuja fruição exige tempo e paciência?
“Hoje novamente nos defrontamos com a oposição cultura/barbárie, mas temos a indústria do entretenimento para ajudar-nos a deglutir as grandes contradições e as vergonhosas incoerências. Vivemos desse modo o vazio em meio à abundância.”
“A rápida readaptação das estruturas produtivas, conforme as novas exigências do mercado e, sobretudo, da concorrência, mostram já uma de suas facetas que parece irreversível: a diminuição acelerada do número de empregos, fruto da automatização, a par do aumento constante da população, particularmente nas camadas mais carentes. Como o mundo é irônico! Há algumas décadas, a abolição do emprego significava a libertação, hoje significa a ruína e a humilhação!”
“Nesta nova ordem mundial em que vivemos, na qual o emprego está se tornando algo obsoleto, e o indivíduo tem de depender unicamente de si mesmo para existir e sobreviver, a capacidade de adaptação – ou para usar a palavra da moda, a flexibilização, o exercício constante da flexibilidade -, tende a se tornar uma necessidade imperiosa”
“Um dos principais motores dessa vida moderna globalizada é a sedução e a sensação do extraordinário. Tudo deve nos seduzir, tudo deve provocar em nós sensações extremas. Perceber e ser percebido passaram a ser as palavras chaves. Quem não é percebido não existe: apareço, logo existo.”
“Nas TVs a programação local prioriza – tal como nos jornais – o colunismo social explícito ou dissimulado e, além da divulgação natural de eventos comuns na cena cultural de uma cidade, sobra pouco espaço para a elaboração de um imaginário cultural mais amplo e canalizador de uma identidade comunitária.”
O gerente da Secretaria de Políticas Culturais do Minc discorre sobre as mudanças e desafios para a administração pública na área da cultura












