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É nítido que as conferências de cultura de forma instantânea incendiaram a vida nacional. Cultura, política, eleição, sociedade, empresariado, pessoas sérias, picaretas, enfim, há um jogo franco, menos técnico, “técnico-racional”, mais apaixonado, alucinado em muitos momentos, produzindo por uma febre de participação que ainda não experimentamos.
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O apelo do consenso é construção ideológica de aparência histórica, quanto a isso não há duvidas. O que cabe a nós agora, é nos interarmos dos seus propósitos. A interpretação artificial favorece sempre o andar de cima. “Especialistas” são convocados de acordo com o tema, mas no internacionalismo cultural, essa negação automática às nossas realidades, é um clichê que pauta qualquer observação com um enorme “campo interpretativo”.
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Inovação! Este deve ser, para um conjunto de políticas, o principal programa nacional de estratégia para a cultura. E inovar, no nosso caso, é amarrar os investimentos públicos ou privados com a identidade nacional, é demonstrar uma postura de fundamentos novos, nossos, independentes, afinados com a realidade brasileira.
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“Os problemas que enfrentamos não podem ser solucionados pelo mesmo tipo de pensamento que os criou.” (Albert Einstein). Estão longe de serem claros os pontos de perfuração da drenagem que a proposta da economia criativa promete para o bem da saúde cultural brasileira. O salto de qualidade ainda é uma expectativa e ainda é bem clara a insuficiência de uma proposta objetiva de não dependência estatal.
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“Por isso mesmo, o Brasil foi, ainda é, um moinho de gastar gentes. Construímo-nos queimando milhões de índios. Depois, queimamos milhões de negros. Atualmente, estamos queimando, desgastando milhões de mestiços brasileiros, na produção não do que eles consomem, mas do que dá lucro às classes empresariais.” (Darcy Ribeiro).





