Mais dois integrantes da equipe do Ministério da Cultura foram nomeados oficialmente pelo ministro Juca Ferreira nesta quinta-feira (5/2): o secretário-executivo, João Brant, e o presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Francisco Bosco. Eles substituem, respectivamente, Ana Cristina Wanzeler e Guti Fraga.
Francisco Bosco é escritor e autor dos livros Alta ajuda, Banalogias, E livre seja este infortúnio, Dorival Caymmi e Da amizade. Atua como colunista semanal no jornal O Globo, onde trata de reflexões sobre cultura, política e temas da atualidade. Também escreveu para as revistas Trip e Cult. Fez mestrado e doutorado em Teoria Literária pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A Funarte, entidade vinculada ao ministério, é responsável pelo desenvolvimento de políticas públicas de fomento às artes visuais, ao circo, à dança, à música e ao teatro. A Fundação deve ter papel importante na elaboração da Política Nacional das Artes, uma das prioridades da nova gestão do ministro Juca Ferreira, que prevê a revitalização e o fortalecimento da própria Funarte.
O novo secretário-executivo do MinC, João Brant, foi assessor especial na Secretaria Municipal de Cultural de São Paulo, de agosto de 2013 a janeiro deste ano, na gestão de Juca Ferreira. É doutorando em Ciência Política na Universidade de São Paulo (USP), mestre em Regulação e Políticas de Comunicação pela London School of Economics and Political Science (LSE). Também foi coordenador da Intervozes, organização não governamental que trabalha na promoção do direito à comunicação e a democracia no Brasil.
A Secretaria Executiva é segundo posto na hierarquia ministerial. Auxilia diretamente o ministro na gestão, na definição de diretrizes, na implementação de ações e de políticas públicas, no planejamento e avaliação de resultados do Plano Plurianual.
Audiovisual – Nesta quinta-feira também anunciado o convite do ministro para que Pola Ribeiro assuma a Secretaria do Audiovisual (SAV). Comunicador e cineasta com experiência em gestão pública, Ribeiro substituirá João Batista da Silva, que ocupava interinamente o cargo desde a saída do cineasta Leopoldo Nunes, em outubro de 2013.
Ribeiro era diretor do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia até abril de 2014, quando saiu para disputar as eleições como deputado estadual pelo PT.
Baiano da capital, Ribeiro é graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal da Bahia e mestre em Gestão Social pela Escola de Administração da UFBA. Começou a produzir e dirigir filmes ainda nos anos 1970, primeiro como curta-metragista, até chegar aos longas, como Axé do acarajé (2006), documentário sobre ofício das baianas que vendem as iguarias, e Jardim das folhas sagradas (2011), sobre conflitos religiosos e preconceito racial. É produtor de Eu me lembro, de Edgar Navarro, vencedor do Festival de Brasília de 2005.
Como gestor público, atuou como presidente e vice-presidente da Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais; ocupou a mesa do Conselho Consultivo da Secretaria Nacional do Audiovisual do Ministério da Cultura, do Conselho Superior de Cinema e do Conselho Estadual de Comunicação.
Na semana passada, foram nomeados outros dois secretários do MinC e o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).
*Com informações do site do MinC e do jornal O Globo