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Quem tem medo de Ana de Hollanda?

| quinta-feira, 3 março 201147 Comentários

A ministra da Cultura anunciou hoje o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos como novo presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa. Com isso, espera estancar mais uma polêmica envolvendo a recuperação do Ministério da Cultura, em constante ameaça por grupos de interesse que ali se instalaram durante a gestão de Juca Ferreira.

No último domingo (27/2), durante conversa telefônica, a ministra Ana de Hollanda pediu que o sociólogo Emir Sader se retratasse sobre entrevista dada ao jornal Folha de S. Paulo, em que a chamou de “meio autista”. Sader disse que a frase havia sido publicada fora de contexto. E publicou um artigo em resposta à matéria do jornal (clique aqui para ler).

Na terça (1/3), a Folha publicou o áudio da entrevista na internet. Na quarta (2/3), Ana de Hollanda informou que Sader não assumiria mais o cargo ao qual havia sido indicado. A decisão de não nomear o sociólogo foi sacramentada durante reunião da presidente Dilma Rousseff com outros integrantes da cúpula do governo.

O jornal Folha de S.Paulo informa que a ação causou saia justa no PT. Sader articulou, durante o segundo turno das eleições, o encontro que deu origem ao abaixo-assinado de artistas e intelectuais a favor de Dilma Rousseff. Além disso, é ligado a Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, e a Marco Aurélio Garcia, assessor para assuntos internacionais da Presidência.

A posição crítica de Sader, de acordo com funcionários e ex-funcionários do MinC, seria também de parte do PT, que está descontente com os rumos da pasta. Não consegui detectar o tal “racha” anunciado pela Folha, mas sim vozes dissonantes, porém desarticuladas.

Um pequeno grupo de ativistas ligados à cultura digital vem fazendo oposição ostensiva à ministra Ana de Hollanda, desde que foi anunciada no cargo. A tentativa é associar a ministra ao ECAD, o que representaria ameaça ao discurso e aos interesses políticos do ex-ministro Juca Ferreira. Não por acaso este mesmo grupo saiu a campo em defesa de um injustificável e implausível #ficajuca (a campanha pela permanência do cargo comandada pelo gabinete do ex-ministro teria custado cerca de R$ 500 milhões aos cofres públicos).

Embora pouco numeroso, o grupo é barulhento e tem boa penetração nas velhas e novas mídias. Tenta aquecer e turbinar um processo de desestabilização do novo MinC, com um volume de exposição negativa da nova ministra nas redes sociais, disseminando boatos e aquecendo factóides. Anna de Holanda contribuiu muito, dando alguns troféus para o grupo, como a retirada do selo Creative Commons do site do MinC. Embora o ato seja compreensível, não poderia ter sido feito em pior momento. O estopim desse processo, que rendeu uma tentativa frustrada de criar um coro em torno de um #foraannadeholanda foi a mudança na Diretoria de Direitos Intelectuais, coincidindo com as declarações proferidas por Emir Sader.

A estabilidade política do novo MinC está muito ligada à sua capacidade de resolução das pendências financeiras deixadas pela adminstração anterior. Em recente reunião com os pontos de cultura, foi feito um acordo de regularização gradativa dos débitos e o empenho para a resolução de problemas com inadimplência e débitos de 2010. Os débitos anteriores são mais complicados, pois exige gestão em outras instâncias do governo.

Mas como uma pendência do governo anterior (que só empurrou com a barriga os problemas dos Pontos de Cultura) pode afetar a credibilidade de Anna de Holanda? A resposta encontra-se nessa mesma central de boatos, que espalhou para as redes e listas de e-mail que a nova ministra teria a intenção de acabar com os Pontos de Cultura. Nem mesmo a indicação de uma gestora de reconhecida capacidade, como é o caso na nova secretária Marta Porto, e sua equipe formada por pessoas como Cesar Piva, que ajudaram a construir o programa Cultura Viva de dentro, conseguiram afastar os efeitos da tempestade que inundou o MinC.

Mas o MinC de Anna de Holanda não vive apenas de mau tempo. A criação da Secretaria de Economia Criativa, ocupada por Claudia Leitão, tem gerado repercussões positivas e se transformou na principal agenda propositiva do MinC nesses dois primeiros meses de atuação.

Aguardamos com apreensão os próximos capítulos dessa novela, que impede o foco nos problemas reais das políticas culturais, quase todos relacionados a financiamento e gestão.

Leonardo Brant http://www.brant.com.br

Consultor e pesquisador cultural. Autor do livro "O Poder da Cultura". Diretor do documentário Ctrl-V. Editor deste Cultura e Mercado. Presidente da Brant Associados e fundador do Cemec. Idealizou e coordena a plataforma Empreendedores Criativos. Para mais artigos deste autor clique aqui

47 Comments »

  • Alexandre Sivolella disse:

    “Não por acaso este mesmo grupo saiu a campo em defesa de um injustificável e implausível #ficajuca (a campanha pela permanência do cargo comandada pelo gabinete do ex-ministro teria custado cerca de R$ 500 milhões aos cofres públicos).”

    Campanha de R$ 500 milhões? Não seriam R$ 500 mil? Mesmo assim, é um valor alto. O que significa(ou) essa campanha e quais foram esses gastos?

    Permanência “do” cargo ou “no” cargo?

    Desculpe, mas não fez sentido…

  • Raul Luiz disse:

    A relação com o ECAD é tão evidente que um cidadão deveria ter vergonha de afirmar que essa relação não existe!! Não é o grupo do fica/juca quem está atacando a Ana e fazendo essas afirmações!!! É a sociedade civil que é a favor da democratização e do acesso a bens culturais pela população brasileira. A criminalização do Jabá???!!! A flexibilização de obras culturais para fins educacionais??!!. Quem é contra essas questões ??!! quem è contra o enriquecimento cultural do povo ??!! Vc está fazendo confusão, não sei por qual interesse, além de ser generalista e nivelar os movimentos sociais em uma única balança para defender um posicionamento conservador. Lamentável, ignorante e preconceituoso !!!

    http://extra.globo.com/tv-e-lazer/ana-de-hollanda-nomeia-advogada-ligada-representante-do-ecad-para-minc-indica-que-vai-abandonar-reforma-da-lei-de-direito-autoral-1178973.html

  • “Mas o MinC de Anna de Holanda não vive apenas de mau tempo. A criação da Secretaria de Economia Criativa, ocupada por Claudia Leitão, tem gerado repercussões positivas e se transformou na principal agenda propositiva do MinC nesses dois primeiros meses de atuação” (Leonardo Brant).

    Leonardo, digamos que eu seja um extremista da demanda do comércio cultural, um fundamentalista do neoliberalismo cultural que acende velas em frente ao Itaú Cultural para os Ayatollahs Saron e Sayad em condição de servo da gleba. E aí, dentro dos mandamentos científicos e técnicos, pergunto aos deuses da racionalização da cultura pelo capital, qual é o critério do sucesso em obediência às regras sugeridas pelas atividades hegemônicas da tal secretaria da economia criativa? Por acaso, Leonardo, é uma rapsódia da catapulta corporativa extraída da gestão Collor/Rouanet?

    Gostaria mesmo de saber quais serão os processos dessa plantação e quando virá a colheita farta que servirá peixe em abundância a todos os súditos da agricultura científica e globalizada do fertilizante corretivo que chegará com essa nova secretaria de Claudia Leitão.

    Por enquanto, Leonardo, essa técnica contemporânea de multiplicação de pães e peixes frequentemente sacada como balão de ensaio do MinC de Ana, fica só no caminho aberto como triunfo das novas virtudes pragmáticas. Acho que, primeiro, o MinC tem que lançar uma campanha, “eu acredito em duende, Saron e Sayad”.

  • Bruno Cava disse:

    Na opinião do autor então não há diferença política entre o MinC do governo Lula e o MinC com Ana de Hollanda e seus ‘policymakers’. Toda essa barulheira, noveleira e sem conteúdo, não passa de uma rinha por cargos e verbas, uma briguinha paroquial em que um lado alijado, minúsculo, estaria ressentido e tentando “retomar” a mamata perdida.

    Nossa, que simples, como não pensei nisso antes!

    A concepção de política articulada no texto acima embute o que mais atrapalha partidos e discussão partidária no Brasil: reduzir tudo à disputa por aparelhos, cargos, poder, contornando o debate de propostas.

    Realmente carecem argumentos substantivos quando a desqualificação se torna o eixo retórico de um texto.

    Esse artigo caberia direitinho na revista Veja.

  • Na verdade Leonardo a pergunta tem que ser: DE QUEM ANA DE HOLLANDA TEM MEDO?

  • antony disse:

    A ministra da Cultura anunciou hoje o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos como novo presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa. Com isso, espera estancar mais uma polêmica envolvendo a recuperação do Ministério da Cultura, em constante ameaça por grupos de interesse que ali se instalaram durante a gestão de Juca Ferreira.

    Recuperar o Ministério da Cultura para as mãos de quem havia perdido.Certo?
    Ói oceis de novo nos corredores do poder. Viva cemec e bianchis e pensartes. Essa direita paulista ainda vai nos revelar a sua imensa podridão.

  • Boatos? “Seria” ligada ao ECAD? As provas são contundentes. Ana de Hollanda usa capangas de sua gravadora e do MR8 para atacar desafetos, todos ligados ao ECAD. Essa mulher representa o mais genuíno atraso e retrocesso e pode pôr tudo que foi conquistado a perder –

    http://tsavkko.blogspot.com/2011/02/ministra-ana-de-hollanda-desmascarada.html

  • zonda bez disse:

    as tais “vozes desarticuladas” significam, afinal, que existe sim uma movimentação vinda de vários setores da sociedade, de agentes culturais ao público em geral, que não estão entendendo as mudanças drásticas de posicionamento do novo minc diante de questões relevantes para uma pretensa ‘cultura para todos’.

    o que está em jogo não é a pessoa de ana de holanda e seus staff, pois nele estão figuras respeitáveis já conhecidas, mas sim o cenário de incertezas que, logo no início da gestão, está fazendo as bases da cultura brasileira, fortalecidas na última década, tremerem diante de questões como a livre circulação de conteúdos culturais.

    não acredito que o programa cultura viva e os pontos de cultura, já bastante enraizados, venham a sofrem um grande revés ou mesmo serem extintos, mas é difícil imaginar a produção diversa dos pontos tendo que se defrontar com estruturas de direitos de autor gestadas ainda no século 20 e que em nada contribuem para o acesso universal à cultura e o direito humano à comunicação e informação.

  • [...] jornalista Leonardo Brant, do site Cultura e Mercado, escreveu um texto hoje em defesa da Ministra da Cultura Ana de Hollanda. Brant, que vem mantendo [...]

  • Adolfo Maia Aquino disse:

    Não sou dos que pedem a cabeça de Ana de Hollanda, não é o que me preocupa. O que sinceramente me deixa preocupado é que nem a secretária Cláudia Leitão e nem Márcia Porto – citadas no texto – foram nomeadas oficialmente.

    Ao mesmo tempo, a equipe que assumiu o MinC fica na defensiva por que não deixa claro o que continua e o que muda. Entendo muito bem a realidade econômica complexa, mas o Estado continua e o ministério tem de apresentar o que pode e não pode fazer. Mais do que isso têm de ter uma pauta propositiva que eu sinceramente desconheço.

    Além disso têm de apontar um horizonte. Com todas as trombadas e trapalhadas, a proposta do Do-In cultural de Gil aconteceu, assim como o crescimento orçamentário.

    Também me preocupa sobre maneira que antes de demiti o senhor Marcos Souza da Diretorai de Direitos Intelectuais, nem a ministra, nem o seu secretário executivo e nem o poderoso chefe da Funarte nunca se deram ao trabalho de responder às tentativas de contato da diretoria. Anote-se uma diretoria única e exclusivamente formada por funcionários de carreira – gestores públicos e funcionários do próprio MinC.

    Além de desprezar uma pauta que desconhece – a própria ministra admitiu que ainda não havia lido a proposta de reforma da LDA –, ela não dialoga com funcionários de carreira do Estado brasileiro. Uma equipe que, apesar de seguir uma pauta, não trabalha para esse ou aquele ministro, trabalha para o Estado brasileiro.

    Essa falta de respeito é reforçada por que ao retirar o selo do Creative Commons do site, a equipe se prontificoua diaogar com a ministra e sua equipe para encontrar uma solução ao caso, mas não receberam resposta alguma. Não é membro de partido e nem um grupo minoritário da internet – como gosta de dizer o autor do texto acima – são funcionários do estado brasileiro que continuarão funcionários brasileiro com ou sem Ana de Hollanda e companhia no ministério.

    Esse desrespeito com a equipe é só uma parte. Casos de secretários que já dão entrevistas sem nunca terem conversado com as equipes – de carreira – que tocam ou tocavam os orçamentos pululam. A arrogância beira o inexplicável.

    Mas exste ainda, por incrível que pareça, uma questão mais preocupante ainda. Consequênca do que acabo de dizer, mas vai mais fundo no risco. A nova equipe não tem projeto, não apresenta nada e se recusa a descobrir o que vai além do orçamento.

    A nova ministra tem de apontar esse novo horizonte e continuar lutando por ampliação orçamentária. A exclusão cultural e educacional continua sendo um abismo. Talvez o mais complexo de se superar. É tarefa urgente do ministério contornar isso.

    Se não há orçamento, que isso seja superado com esforço de agendas legislativas como o PNC, Vale Cultura e Procultura. Se há controvérsias que se tente aprovar o que é consenso.

    Mais do que qualquer coisa, quem trabalha no e se interessa pelo setor cultural brasileiro quer respostas e um horizonte de atuação. O ministério para sair da crise precisa procurar o diálogo com a equipe de profissionais de carreira que existem lá e com os atores desse setor – que, ainda bem, se organizaram e cresceram.

    Os tais “amadores” que Luiz Carlos Barreto trata com desprezo em suas mensagens à ministra são agora protagonistas da cultura brasileira e quem não se dispuser a dialogar com eles, está virando de costas para boa parte dos agentes do setor cultural brasileiro.

  • Assim fica fácil, reduzindo tudo a uma disputa por cargos e aparelhos esconde-se a discussão política que vem sendo feita.

    Surpresa! Há uma rede imensa de militantes de diversos movimentos sociais e culturais que não recebem um centavo para o que está sendo feito.

    O que estamos fazendo é defendendo os avanços obtidos no Ministério da Cultura durante o Governo Lula.

    Apoiamos Dilma para que ela desse continuidade às políticas progressistas de Lula, e vamos cobrar isso!

    Repito: A disputa é por ideologias e políticas, não por aparelhos e cargos!

    A luta continua!

    Atenciosamente,

    Yuri Soares Franco
    Estudante de História da Universidade de Brasília
    Coordenador do Diretório Central dos Estudantes da UnB
    Militante do Partido dos Trabalhadores – DF

  • São muito julgamentos prévios e especulações. O MinC está em silêncio, tentando entender o tamanho do rombo e definir as diretrizes. A equipe sequer foi empossada. O orçamento cortou o MinC até o joelho. Os desafios são gigantes. Lula criou as tais praças do PAC e colocou no colo do MinC. O vulto do projeto é tão grande que precisaria de um MinC inteiro para dar conta dele. O Plano Nacional de Banda Larga é outro monstro. O tiroteio não ajuda em nada. Devemos criticar, acompanhar, cobrar. Tudo isso é mais do que importante, necessário. Mas precisamos dar crédito, reconhecer a boa intenção. O novo MinC ainda não teve tempo de vir a público deixar sua mensagem, estruturar seu discurso, seu projeto. O fato de não ter feito isso ainda é um ponto positivo, demonstra responsabilidade. Por outro lado, a rédea tão solta que dá uma sensação de que o barco está à deriva. E isso é ruim para o setor, que está apreensivo com a monstruosa dívida deixada pelo sucessor. Vamos acompanhar todos os passos do MinC e saber para onde esse trem vai dar. Abs, LB

  • Uirá Porã disse:

    Olá Brant, tudo bom?

    Ao ler seu texto fiquei sem entender: essa informação de que houve um “acordo de regularização” é sua mesmo ou de alguém do MinC?

    Falo isso pq dentro do movimento dos pontos de cultura, mesmo sendo descentralizado, heterogêneo e autônomo, não houve até agora nenhum tipo de ‘acordo’ com ministério. Houveram sim, declarações de intenções, mas acho que chamar uma declaração de “acordo para regularização gradativa”, é forçar muito a barra. Se houvesse um acordo, haveriam termos e compromissos dos dois lados: isso não existe. Existem promessas, sem prazos, sem datas e sem compromissos certeiros, apenas boas intenções – nas quais, pelo menos eu, acredito serem de boa fé.

    Me permito aqui falar como integrante do Movimento dos Pontos de Cultura, pedindo a você que corrija a frase do texto acima, simplesmente para que nos mantenhamos fiéis à realidade dos fatos. O restante do texto, onde você coloca interpretações e suas opiniões, eu posso discordar e vc tem todo o direito de se expressar, claro. Mas essa frase, colocada como fato, induz o leitor ao erro e à interpretação de que houve uma atitude concreta do ministério da cultura: Não houve.

    Obrigado.

  • Adolfo Maia Aquino disse:

    Com todo respeito, o que o sehor Leonardo Brant classifica como prudência eu credito na conta da falta de ação. Essas pessoas estão no setor cultural há anos e não têm um projeto a apresentar – um horizonte? O que é “ter o artista no centro”, qualquer pessoa que acompanha a lista sinceramente sabe do que se trata?

    Outra coisa, não dialogam com a equipe, não têm o menor interesse. Só falam em disponilidade de se distribuir DASs e vivem numa paranóia de se tratar de uma ação orquestrada pela equipe do Juca que desapareceu completamente. Sinceramente, a nova equipe do MinC não tem de preocupar com Juca e cia, têm é de porestar esclarecimentos e DIALOGAR com o setor.

    As portas estão fechadase o plano de metas, qdo for apresentado, será uma peça de gabinete, talvez só voltada aos “profissionais do seto”. A ministra é fraca e trabalha na chave do desmantelamento até agora, se ela não se prontificar com uma agenda de construção – anote o que eu digo-, no final do ano teremos uma nova equipe, da qual não farão parte nem Gil, nem Juca.

  • Gilberto Manea disse:

    Leonardo Brant, veja o site do MinC! Quem mais dissemina boatos, um atrás do outro, é o próprio MinC através de sua secretaria de comunicação ao selecionar trechos dos jornais e revistas e republicá-las na página do orgão oficial!

  • Chico Simões disse:

    Caro Leo, vc sabe que não faço parte de nenhum grupo… apenas dos que continuam achando que vc é que deveria ser o secretário executivo da Ana… Como juca foi do Gil, como Manevy foi do Juca.. ai vc ia ver como política é fogo amigo… é fogo, amigo…

  • Prezado Leonardo,

    Acompanho teu site há muito tempo e apesar de não compartilhar alguns princípios, vejo teu trabalho como um contraponto sério em relação às minhas crenças. Entretanto, esse teu artigo em defesa da Ministra Ana de Hollanda me parece longe do rigor que a situação exige.
    Não me parece verdade que as críticas à gestão da nova Ministra sejam feitas por grupos de interesse ligados à gestão Juca. Posso te garantir que além das polêmicas que mencionas e que estão na grande mídia há uma enorme insatisfação por parte de grupos que nunca fizeram parte do governo, mas que na Eleição da Dilma tiveram, na cultura, o maior exemplo daquilo que precisa ter continuidade. Havia ali os princípios necessários para que a cultura tivesse o protagonismo necessário em uma democracia.
    Conheço muito bem o meio cinematográfico, por exemplo, e posso te garantir que ele é bem maior que o discurso do Luiz Carlos Barreto e que esse meio está indignado com o que vem sendo feito. Na universidade algo semelhante acontece. Nesses casos, que é o que conheço mais de perto, a insatisfação não passa por poder, cargos e nem se trata de pessoas que apoiaram a permanência de Juca. Trata-se de pessoas que das mais diferentes formas acompanharam um deslocamento fundamental operado pelo Gil na cultura, fazendo do Ministério algo maior que um incentivador de obras e espetáculos, dando à cultura o protagonismo necessário para ser um operador no mundo e no capitalismo mesmo, algo maior que me parece que vem sendo proposto pela “economia criativa”.
    O que não significa, claro, que se abandonou o estímulo à produção mais ligado ao mercado. No caso do cinema a Ancine é um exemplo disso, ela foi fundamental na articulação para que a PL 116, ex PL 29, possa ser aprovada, uma lei que inventa mercado para a produção brasileira.
    Teu texto cita alguns eventos como se eles tivessem sido hipervalorizados pela mídia. Concordo, o caso Emir é um desses. Uma bobagem diante de tantas outras coisas. Te convido, por exemplo a ver o breve texto que escrevi baseado na fala da ministra, dois dias depois da posse.
    http://a8000.blogspot.com/2011/01/cultura-esta-no-centro-das-disputas-do.html
    Ali já estavam dados os princípios que norteariam as ações seguintes, apenas não imaginávamos que elas seria tão brutais e destruidoras daquilo que apoiamos na campanha.

    Te chamo atenção para esses fatos porque teu texto é ofensivo a mim e a tantas pessoas que se manifestam hoje criticamente às ações que vem do ministério, como se toda crítica e reflexão fosse parte de interesses pessoais e mesquinhos.
    Te diria que efetivamente existem coisas maiores que jogos palacianos nesse debate. Felizmente muita gente ainda acredita na política como possibilidade de invenção de mundo.

    Meu cordial abraço
    Cezar Migliorin

  • Leonardo
    Ao invés de falar de setor, devemos falar de sociedade. A cultura fora dessa fusão é inútil, é nula. Não se trata o próprio povo criminalizando-o. A cultura é uma demanda da sociedade e não o inverso. Esse deslocamento promovido pelos deuses da ribalta ofusca com tantas luzes a capacidade de entender o próprio percurso das águas. Os tais artistas têm que buscar um tratamento psicoterapeutico para lhes tirar a síndrome de Peter Pan de purpurina. Querer interromper o debate, o fluxo de informação via rede é o mesmo que tentar segurar com as mãos um ciclone.

    A sociedade, Leonardo, detentora de sua própria cultura, quer construir pontes, aproximar-se de forma humana nesse mundo globalizado. O dia que tivermos a plena liberdade de troca de conteúdo, as sociedades serão as grandes vitoriosas, e os artistasa, os criadores que são filhos dessa sociedade se beneficiarão da comunhão humana dos povos.

    Como disse Plínio Marcos, quem se cerca das coisas para se sentir protegido, acaba sendo cercado por elas.

  • Ceila Santos disse:

    Brant,

    Acabo de ler o texto de Savazoni e agora o seu…confesso que diante desse momento de transição do Minc seria muito rico ter um debate sobre políticas públicas que envolvesse ambos representantes da casa da cultura e da cultura mercado, que tal?

  • zehma disse:

    ola Brant
    nao sao “factoides”, nem mesmo ” pouco numeroso, o grupo é barulhento” , o que existe sao ações claras de um MinC que , nos parece, nao estar no runo de uma CONTINUIDADE. Isso nos deixa apreensivos, enquanto movimento e cidadãos e cidadãs. E nao sao as declarações desmedidas do Sader ( quem conhece a figura publica dele e seu jeito de falar nao ficou impressionado) que fez esse maremoto, é todo um contexto. o ultimo tiro no pé foi a ressurreiçao das BAC’S, este projeto que Celio conseguiu trannsformar em Cultura Viva.Sugiro a vc ler o livro Pontos de Cultura: o Brasil de baixo para cima, tá tudo lá! é um absurdo o governo propor que as comunidades locais sejam gestoras de praças.Isso é uma politica neoliberal, é o Estado se desobrigando de suas tarefas, e repassando para a sociedade civil.
    Com os pontos de cultura tendo que se virar para dar conta das atividades, o governo anuncia milhoes para praças, isso nao esta certo.
    faço coro a Uira, nao existe ainda nem um acordo , e sim intensoes declaradas verbalmente, entao por favor, creio que seu texto deva ser corrigido
    por fim, sempre fiel a debate, dizer que a Scretaria de Economia criativa,tem sido um ponto positivo … nao sei, positivo pra quem ?flar de economia criativa pautado num mercado de alta costura esta muito longe de minha realidade que moro no suburbio de Belem do Pará, e trabalhando com jovens em situaçao de vulnerabilidade social, populações ribeirinhas, quilombolas e outros grupos marginalizados, o que infelizmente tbm é a realidade da maior parte da populaçao brasileira. Vc que nos pareceser uma pessoa autera e muito proxima a este MinC poderia então sugerir a Secretaria Claudia Leitão que tratasee de temas como e-commerce solidario, comercio justo e economia viva, ai sim , poderiamos dizer que esta secretaria seria o “suspiro” deste MinC.
    no mais é isso, e continuo a acompanhar seu sitio eletronico que tem sempre muitas imformações
    sds
    zehma
    GT AMAZONICO/CNPdC

  • Paulo Morais disse:

    Olá Brant,

    Mais do que o debate de ideias, a discussão toda ao redor do MinC está no campo do “quem é pior”. A turma da Cultura Digital é barulhenta, golpista, desarticulada, bagunçada ou “mesmo pouco numerosa”, como você supõe gratuitamente no texto. A panela do Grassi é do Ecad, corporativista, atrasada, amiga da Microsoft.

    Toda a discussão que está acontecendo parte do princípio de que é preciso desqualificar a turma do outro lado para tentar sustentar os argumentos. E isso nos leva a não enxergar diretamente o ponto central do debate, que é para qual lado vai o MinC no governo Dilma.

    Se a ministra teve tanta pressa assim de tirar a licença do Creative Commons do site, deveria também se apressar em abrir logo o jogo, publicamente, sobre o que se pretende fazer em relação à reforma da Lei Rouanet, ao Vale Cultura, à LDA, ao Plano Nacional de Cultura, ao Cultura Viva. Vai ser tudo engavetado? Vai ser tudo rediscutido (para que passe mais 4 anos na fila)?

    Cabe lembrar que, se a ministra ainda não tem conhecimento de tudo o que tem pela frente (nem conhecia o texto da nova LDA, por exemplo), fica a dica: é só ir ao Plano de Governo da Dilma e se pautar por lá.

    Dizer que “Pontos de Cultura serão prioridade” é fácil, até o ministro do José Serra diria isso se tivesse ganho a eleição. O que tem que ser dito, e logo, para acalmar os ânimos, é quem, o quê, quando, onde, por quê e como o MinC vai continuar e aperfeiçoar a gestão do Juca.

    Abraços.

  • marcos pardim disse:

    Leonardo Brant, não participei desse tal Fica Juca a que vc tanto incomoda. Igualmente, se houve, há ou ainda haverá um Fora Ana, também não participei, participo ou participarei. Como operário cultural que sou, torço mesmo é pelo sucesso da escolha de Dilma. Isso posto, peço encarecidamente que vc, sobretudo enquanto cidadão, denuncie juridicamente esse tal rombo de 500 milhões a que vc tanto se refere. Não julgo nada ético nem bom jornalismo essa história de “teria, seria, possivelmente, dizem, provavelmente, etc etc etc”. Houve ou não houve esse rombo? Se houve, é crime, e como tal deve ser tratado. Se vc não sabe se houve, e apenas supõe tê-lo havido, por favor, não o cite mais no condicional, por que, agindo assim, vc corre o sério risco de cair na própria armadilha que seu texto me parece querer armar para aqueles que vc julga sermos pertencentes a uma “central de boatos”. E, como já disseram em comentário anterior, corrija, para o bem da verdade dos fatos, a sua informação sobre o tal acordo com os Pontos de Cultura. O Uirá já te pediu isso, e como vc não ainda assim não o fez, reitero o pedido dele. Estava lá, presencialmente (vc, não, pelo que me consta)e posso te assegurar que não houve esse acordo, mas sim um pedido de tempo até o dia 14 de março para uma melhor avaliação da situção para, aí sim, propor uma regularização (que, ao que tudo indica, só poderá ser feita de maneira gradual). Outro detalhe que me incomoda é essa mania de “patrimoniar” o MinC – Minc de Ana, MinC de Juca, MinC de Gil… Que mal pergunte, a quem mesmo pertence o MinC? Em psicologia, ou se preferir: em filosofia de botequim (que eu adoro), a isso chamamos de “ato falho” que demonstra certos pendores. O seu seria esse: o de eternamente querer patrimoniar órgãos públicos? No mais, continuo sempre por aqui, te lendo e aos demais que por aqui batucam suas caraminholas. 1 abraço

  • Está difícil responder tudo. Vamos por partes:

    Carlos, ainda é cedo para fazer uma análise sobre o que é melhor para a sociedade. O que sei é que a nova ministra causou, mas equilibrou mais o debate, entre bandidos e mocinhos. E com uma única pessoa definindo quem era o quê. Acho que agora está mais nas mãos da sociedade do que antes. Até porque o MinC precisa ser reconstruído, o que deixaram lá foi a sobra de uma gestão irresponsável com a sociedade.

    Cezar, minha intenção com esse texto foi apenas alertar para os rumos perigosos que a oposição à ministra estava tomando. Nesses casos costumo carregar muito na caneta, o que deixa margem para uma interpretação equivocada. Não quero atacar os opositores. Não existe democracia sem crítica e oposição. O que não dá para aceitar é golpe. O conteúdo das acusações, no geral, está muito baixo. As especulações sobre as intenções malévolas da ministra chegam a arrepiar. Tem o tom da campanha política presidencial, de tão baixo nível. Meu alerta é para os que estão promovendo esse tipo de ataque e isso obviamente não te inclui.

    Chico, não tenho intenção nenhuma de ocupar cargo público. Meu lugar é aqui!

    Gilberto, o maior inimigo do novo MinC está dentro do próprio MinC, inclusive na assessoria de comunicação. Os vícios da gestão anterior são tão profundos e eticamente contestáveis, que não vejo outra forma senão a reformulação do departamento.

    Adolfo, não vejo essa caça às bruxas no MinC. Gente como Marco Acco, Henilton Menezes, Sergio Mamberti e muitos outros continuam tocando o barco, assumindo funções importantes dentro do novo projeto, que ainda não conhecemos. Quero ser o primeiro a criticá-lo, se houver críticas, mas antes quero conhecer o projeto. Por enquanto não consigo identificá-lo, até porque a equipe sequer foi empossada. A troca na diretoria de direito autoral é mais do natural. A ministra tem que poder empossar a sua equipe. É um absurdo a exigência de alguém num cargo de terceiro escalão. Factóide.

    Uirá, vou checar com o MinC os termos desse possível acordo, se existe acordo ou se está no nível da negociação. Vc pode estar certo.

    Yuri, nem tudo é disputa por cargos, mas é inegável que isso existe e é natural que exista. O que não pode haver é baixaria, tentativa de golpe. De resto, tudo é legítimo.

    Respondi ao Savazoni na página dele, no blog Trezentos. Bom diálogo!

    Raphael, não há nada até agora que indique uma postura de proteção ao ECAD, que é uma organização legítima e deve ter espaço de diálogo no governo. Vou além, a ministra entende muito mais sobre os reais problemas do ECAD, pois é uma usuária desse escritório. É mais provável que venha com um pacote de soluções mais assertivo e menos demagógico para corrigir as distorções do ECAD, que existem e precisam ser observadas. Vamos fazer pressão para que isso de fato aconteça. Por enquanto há muita especulação rasteira, sem qualquer fundo de realidade. Me comprometo aqui a fazer uma gestão e acompanhamento deste assunto, hiper-sensível a todos nós.

    Antony, se é que vc existe: vc tem todo o direito de não gostar de mim, desconsiderar a relevância dos empreendimentos que eu fundei ou estou envolvido, mas não me venha com esse papo de direita paulista. Sou mineiro, minha família é do Vale do Jequitinhonha, torço para o Atlético Mineiro e estou profundamente envolvido e engajado com um projeto de esquerda (pelo menos no sentido apontado por Norberto Bobbio). Com certeza não sou da mesma esquerda que você. Não peço que ame, mas ao menos respeite e não venha com essa baixaria.

    Alexandre, são R$ 500 milhões mesmo. O rombo deixado pelo ex-ministro chega a R$ 1 bi. Coincidentemente a maior parte dele contraído no período da campanha #ficajuca. Ainda não se sabe onde fica o fundo do poço deixado pelo ex-ministro, mas já sabemos que é bem fundo…

    Abs, LB

  • Gabriela disse:

    Olá Leonardo,

    Você poderia explicar melhor o trecho abaixo:

    (a campanha pela permanência do cargo comandada pelo gabinete do ex-ministro teria custado cerca de R$ 500 milhões aos cofres públicos)

    Acho que tamanha “acusação” deve ser melhor relatada. Do contrário, fica parecendo “disseminação de boatos e aquecimento de factóides”.

    Um abraço,

  • Sobre o custo #ficajuca:

    - De fato não tenho informações precisas sobre todos os gastos efetuados e todas as negociatas realizadas pelo ex-ministro. Nesse sentido minha informação é imprecisa e especulativa.

    - Por outro lado, tenho informações sobre o tamanho do rombo deixado pelo ex-ministro, provenientes da atual gestão. Esse rombo pode chegar a mais de R$ 1 bi, considerando as dívidas reais, empenhadas, restos a pagar e compromissos assumidos e não efetivados.

    - Como o valor do rombo real (valores empenhados, restos a pagar) somam R$ 500 milhões, fiz uma conta de padeiro para chegar à outra metade.

    - Outro exercício interessante a se fazer é o volume de editais e compromissos diretos assumidos e anunciados no próprio site do MinC e que ainda não estavam prontos e não se efetivarão. Temos ações do Mais Cultura, das seccretarias de Identidade, do Audiovisual, das Políticas Culturais. Além disso, algumas promessas de investimentos descabidas, como a Ópera do Neschiling, a Europália e vários outros projetos criados em cima da hora, sem consistência e sem lastro financeiro. Fiz uma soma disso tudo e já estou chegando perto dos R$ 500 milhões.

    - Como não tenho acesso às contas do MinC, não tenho como confirmar todas as operações. Por isso, digo que há um risco de imprecisão, mas que não tornam o problema menos grave.

    Abs, LB

  • Robson Santana disse:

    Admiro muito sua coragem Leonardo. Coloca o dedo na ferida, se expõe, dá a cara a bater, faz as denúncias, se indigna, anda contra a corrente. Sua voz é dissonante, provocadora, faz o contraponto necessário ao bom debate público. Não concordo com muitas das suas colocações, que estão longe de ser unânimes, mas digo sem medo de errar que o Cultura e Mercado é um dos maiores patrimônios da cultura brasileira. Sem papas na língua, amplo, democrático, tem opinião de todos os lados. Sabe admitir os erros cometidos, não tem a empáfia de quem exerce o poder da informação, é transparente.
    Acredito que este texto aprumou o debate. Confesso que estou incomodado com a postura da ministra, mas a situação que ela herdou é realmente desesperadora. Não acho que devamos concentrar a atenção no ex-ministro (que fique em paz). Devemos olhar para o futuro e o que ainda nos resta conquistar!
    Um grande abraço, Robson

  • Jimmy Avila disse:

    Leonardo

    Mais uma vez nos brinda com um texto muito lucido e ponderado!

    Ao contrario dos histericos nerds do Culyura Digital .

    Esse pessoal esta desesperado sem saber mais oque fazer depois que ate
    o MINC bateu de frente com eles.

    Bye, bye bobinhos

  • yuri queiroz disse:

    Caro Brant,

    Sobre o custo Juca:

    Seus argumentos partem de hilações que não se fundamentam no campo da fiscalização orçamentária, nos princípios que regem as competências do TCU para tal análise. Quer dizer, vc não tem dados, não tem informações, não atua no Secretaria do MinC responsável pela execução orçamentária da pasta, mas ainda sim tenta de forma carente da ética acusar. Sua postura é no mínimo irresponsável, para não ir ao encontro da leviandade. Se crontapor no campo da Administração Pública, afinal estamos falando de orçamento da União, exige rigor, não dramaturgia verborrágica.

    Sobre o Direito autoral:

    Pela sua falta de capacidade política, no sentido do debate franco, aberto e que exige no campo da racionalidade, certa impessoalidade e isenção, vc se excluiu da possibilidade de ter participado dos debates inúmeros que foram travados para a elaboração da minuta de projeto que prevê a revisão da atual lei do Direito Autoral, apresentada ao final da gestão Juca, como esforço programático de um compromisso assumido pela pasta no Governo Lula. Então, sem substância e massa crítica para argumentar os elementos principiológicos que guiaram e guiam os posicionamentos presentes no corpo do texto, vc vem a público municiado apenas de adjetivos efêmeros e desconexos!? Seu objetivo era ridicularizar os atores!? Por que não debater o paradigma!? Conveniência!? Oportunismo!? Ficou a desejar à cultura. Sobrou ao mercado.

    Sobre esse papel de Secretário Executivo que vc tenta exercer nos seus textos:

    Acho bastante deselegante uma pessoa que depende de fontes (em todos os sentidos), vir a público falar da proximidade que mantém com o Poder Público, em especifico, com o Ortiz. Resquício do velho patrimonialismo, esse discurso que vc tanto criticou na gestão anterior parece que lhe agrada. Os afagos dos gabinetes são nocivos a aqueles que procuram no campo da opinião pública apresentarem-se como cidadãos portadores do pensamento crítico. Por isso, cuidado para não queimar tb o Secretário Executivo.

    forte abraço, Yuri.

  • Caro Brant,

    Sou fã deste site, espaço democrático e de informação qualificada. Sempre acompanho, também, seus artigos. Por vezes, discordo, mas sempre vi argumentos ponderados, ou no mínimo, bem siutados. No entanto, neste último em tela, acho que você perdeu a calma e a gentileza, descendo para um nível de irresponsabilidade. Veja isso:

    “Não por acaso este mesmo grupo saiu a campo em defesa de um injustificável e implausível #ficajuca (a campanha pela permanência do cargo comandada pelo gabinete do ex-ministro teria custado cerca de R$ 500 milhões aos cofres públicos).”

    Como você pode dizer isso, Brant? Desculpe-me a franqueza, mas isso é, no mínimo, uma calúnia. E você mesmo, numa das respostas, diz que fez uma “conta de padeiro”. Ora, coitado do padeiro!

    E a “conta de padeiro” que você faz não explica, de modo algum, a grave mas genérica acusação a uma tal “campanha pela permanência do cago” (deveria ser “no cargo”) do ex-ministro de ter causado um rombo dessa ordem e natureza.

    Brant, sabemos que você se opõe à gestão Juca Ferreira. Sabemos também que você foi contra mudanças na lei Rouanet, entre outros pontos. Mas nada disso justifica uma acusação tão séria, sem qualquer prova e fundamentação!

    Na guerra, meu caro Brant, é bom manter a calma e não deixar cair o nível.

    Além disso, você desqualifica totalmente as pessoas que têm discutido a atual gestão do Minc, que ora mal se inicia e já traz tanta polêmica! Imagino que você gostaria de ver a gestão decolando, mas isso, infelizmente, não está acontecendo. E parece, então, que sua frustração e raiva caem sobre aqueles que discordam das mudanças que estão ocorrendo no Minc.

    Brant, quem está causando problemas para o Min é o próprio Minc. Eu, por exemplo, tenho escrito sobre a situação em meu blog, Olho-de-Corvo. E não faço parte de nenhuma orquestração contra a ministra.

    Posso lhe dizer que os problemas da ministra estão, precisamente, nas falas e entrevistas da mesma. Desde o seu discurso de posse. Acho suas posições completamente equivocadas. Nunca a ataquei pessoalmente. Pelo contrário, sempre disse que discutimos idéias e não pessoas.

    Você não questiona a falta de continuidade em políticas públicas? Você considera que toda as consultass, realizada pelo país afora, não têm valor?

    E você acredita, mesmo, que somente o grupo do ex-ministro é que articula, não ocorrendo o mesmo com o grupo que entra? Não há um clima ou todo um jeito de revanche política? Mas deveríamos não reduzir o debate a isso. Seria apequenar nossa inserção na cultura, na vida, na política.

    Quem tem que se sustentar é a própria ministra Ana de Hollanda. Agora, se ela não está conseguindo isso, se necessita, cada vez mais, de pessoas e aliados que a expliquem, então a coisa está realmente complicada.

    Espero que você possa ponderar sobre essa crise, não vendo mais fantasmas onde eles não estão. Certamente que os inimigos se aproveitem de nossas fraquezas. Mas, então, cabe a nós mesmos cuidarmos disso e não simplesmente colocar a culpa no “outro”. Por muito menos Gilberto Gil sofreu diversas críticas e contestações. Mas não me lembro de vê-lo perder a elegância. Ele tinha argumentos e promovia o debate para um nível sempre melhor. Lamento a comparação com a ministra, mas não foi possível evitar.

    Espero que Cutura e Mercado continue abrigando o debate, as vozes discordantes e que, principalmente, as acusações infundadas não sejam difundidas.

    Um grande abraço

  • É isso mesmo Yuri e Luiz Carlos. Tem duas informações mal colocadas no texto. Primeiro, o acordo com os Pontos. Ainda não foi feito o acordo de desencaixe do dinheiro, apenas um prazo, ainda em março, para o MinC apresentar uma proposta. A outra é o custo #ficajuca. Tem o custo Juca e o custo #ficajuca que estão entrelaçados e são difíceis de se desvincular. Mas não a irresponsabilidade não é minha, é toda do ex-ministro. E não sou eu quem fez essa acusação. Estou ecoando o que a própria ministra e alguns secretários, como Ana Paula, da SAV, divulgaram. Estou tentando fazer essa conta bater com as informações disponíveis, para tentar confirmar o que o poder público divulgou, mas uma informação de uma autoridade é mais do que suficiente para eu divulgá-la. Não falta transparência quanto às fontes da informação.

    Tem duas informações que gostaria de contrapor. A primeira é que Cultura e Mercado não cobriu devidamente a discussão sobre direito autoral. Não é verdade. Dentro da enorme gama de assuntos que debatemos, o direito autoral tem peso considerável no site. Não considero que seja uma discussão de baixo nível. É uma das mais ricas e diversas da blogosfera, praticamente a única que traz os vários pontos de vista.

    A outra é a acusação de que sou contra as mudanças na Lei Rouanet. Historicamente conheço poucos que tenham debatido e trazido propostas concretas para mudanças urgentes na Lei como o CeM. Isso antes mesmo de Lula tomar posse. Fui contra o Procultura, um atentado, um crime contra o setor cultural. E continuo achando isso, mas não sem dar o mesmo peso aos outros que pensam diferente de mim. A Lei Rouanet precisava mudar há 8 anos. Agora precisa muito mais do que isso. E a responsabildiade por esse descuido é toda do governo que se foi, não minha.

    Abs, LB

  • Gledson disse:

    É…

    Depois dessa só me resta me despedir desse blog!

  • Bruno Cava disse:

    Pedindo a licença aos donos deste site, convido para leitura de um contraponto em: http://quadradodosloucos.blogspot.com/2011/03/de-que-ana-de-hollanda-tem-medo.html

    Abraços.

  • Erick Felinto disse:

    Qualquer pessoa minimamente informada sobre o universo das redes sociais e dos ativistas da cultura comum sabe que não se trata de um barulho de alguns poucos incomodados, mas sim de uma reação ampla e justificada aos vários desmandos de Ana de Holanda em suas poucas semanas frente ao Minc. Aliás, percebe-se isso claramente pelos comentáros feitos aqui a este post. Eu, infelizmente, não tenho grandes expectativas em relação ao que virá nos próximos meses. Tudo indica que a gestão de Ana de Holanda representará um grave retrocesso, não apenas em relação às mudanças (inevitáveis e abrangentes) que estão se processando no mundo da cultura e das redes digitais, mas também a tudo que de positivo, democrático e moderno vinha sendo realizado na cultura duante o governo Lula.

  • Lamento a sua saída Gledson. Aguardo seu retorno.
    Vale a pena ler o artigo do Bruno Cava, indicado acima.
    Abs, LB

  • Carlos Henrique Machado disse:

    Vale mais, Leonardo, o artigo de Bruno Cava vale ser publicado aqui no Cultura e Mercado, para ratificar o que Robson Santana disse acima, que esta tribuna é importante pelo seu caráter democrático. E o artigo de Bruno, assim como o de Raphael Tsavkko deveriam ser republicados aqui.

    Abração.

  • Robson Santana disse:

    Leonardo, eu não conheço jornalista mais honesto que você. Acusou, mostrou de onde vem as informações e ainda teve a humildade de apontar qualquer mal entendido na leitura do texto. Está mais do que demonstrado que o ex-ministro se envolveu com uma campanha utilizando dinheiro público em favor de sua permanência no poder. Isso é um escândalo que deve ser investigado pelo Ministério Público.
    Mas pelo visto tem gente aqui implicado nessa corrupção e a única arma possível é tentar de desqualificá-lo. Tem um povo desesperado porque a boquinha vai secar. Como não é nem nunca foi profissional da cultura, vai ficar sem trabalho e sem os favores governamentais, já que no mercado não sobrevive.

  • Muito interessante o texto de Bruno Cava, citado no comentário: http://quadradodosloucos.blogspot.com/2011/03/de-que-ana-de-hollanda-tem-medo.html

    Bruno Cava diz algo muito importante:

    “Por mais que defensores da atual gestão desqualifiquem o movimento que lhe contesta, — como se não passasse de uma revide paroquial de grupos alijados, tentando recuperar aparelhos e cargos; — na realidade, o que está em jogo são duas concepções de cultura profundamente diferentes e irreconciliáveis. Trata-se de um corte conceitual, por assim dizer, entre a cultura como mundo e o mundinho da cultura.”

    Aproveito também para sugerir, com permissão deste site, a leitura de dois textos que escrevi sobre o tema:

    - Indústria criativa não é panacéia: os equívocos do Minc: http://olhodecorvo.redezero.org/industria-criativa-nao-panaceia-os-equivocos-do-minc/

    - Política cultural: redes ou centralidade?
    http://olhodecorvo.redezero.org/politica-cultural-redes-ou-centralidade/

    E volto a insistir nesse aspecto: é o Minc que deve se explicar! A sociedade civil aprendeu a participar e, agora, faz a cobrança. Como fica a continuidade em políticas públicas?

    Os avanços que enfatizamos não pertencem à gestão anterior. Não são fruto de algumas cabeças, como bem disse o Bruno Cava. São nossas conquistas. E que contemplam diferenças.

    E quanta a essa tentativa de acusar grupelhos interessados em desestabilizar a ministra, é preciso dizer que isso não cola. Mesmo que tais interesses possam existir, é diminuir demais o empoderamento da sociedade civil, conquista no debate, na discussão, nas consultas realizadas.

    Ou será que é justamente isso – o empoderamento da sociedade civil – que se pretende acabar de uma vez por todas? Então, o governo Dilma tem que vir a público e esclarecer, de uma vez por todas, o que se quer do Minc.

  • william alves disse:

    Caro Brant

    Está claro seu posicionamento diante das ações da antiga e da nova equipe do MinC, também está claro que em relação aos debates promovidos aqui houveram discussões muito boas, mas e os resultados dessas discussões onde estão? Se existem como se chegou a eles?

    Suas conclusões, enquanto editor desse blog, são importantes e podem colaborar para o aprimoramento do debate e você deve cuidar, estar atento, vigiar e ter maturidade para saber que quando emiti uma opnião pessoal sobre alguma questão de ordem politica principalmente, muitos que consideram esse espaço importante se manifestarão, também como quiserem dentro desse espaço que vc abriu, entende?

    Vc como conhecedor das ações e mobilizações culturais instituidas nesse Estado por grupos independentes e partidários, em função da última politica governamental em nível federal deve perceber que é precismo mais cuidado com as palavras e as construções discurssivas na de se referir aos fazedores de cultura e cultura no sentido mais amplo da palavra.

    Se sua opinião em relação ao movimento politico cultural que emerge exigindo do Estado coerencia no fazer política de forma clara, aberta e objetiva, permanecer no campo da taxação simplesta e reducionista desse movimento, fica dificil travar qualquer tipo de debate com você.

    Se o debate que você se dispos a bancar ficar somente no campo das opiniões pessoais, sua opinião já foi dada, já sabemos como você pensa politica cultural para o pais, não precisa se justificar mais.

    O que interessa de fato são as propostas politicas desse MinC a unica coisa feita até o momento por ele sinalizar para o que já estamos vendo.

    Juizo na cabeça

    William

  • zehma disse:

    ola Brant,
    esqueceu de mim ?sds
    zehma

  • José Silva disse:

    A coisa tá feia. Leonardo: apelou perdeu. Sorte que você tem alguns créditos. Mas olha que eles terminam. Defender o indefensável é crime intelectual. 500 milhões? Você caluniou. Você mentiu. Pena

  • Gostei bastante do texto do Bruno. Já pedi a ele autorização para publicar aqui, conforme o próprio Carlos Henrique sugeriu.

    William, gosto de ter uma certa irresponsabilidade. Não sou mídia, não sou dono da verdade. Meu papel aqui é de provocador. Eu só coloco lenha na fogueira. É claro que tenho ideias próprias, vivência no setor, vontades, relações, sou um ser humano. E me coloco como tal. Errando, aprendendo, dialogando, tentando garimpar o que está por trás dos atos do mercado e dos coronéis da política cultural.

    Se eu me colocar como editor de um veículo, como a Folha de S.Paulo, terei de ter compromisso com a “verdade”. Daí a coisa vai para o ralo, pois não existe nada menos verdade do que esse tipo de compromisso, de querer ser isento e seguir as regras do bom jornalismo. Eu me coloco e abro espaço para quem quiser se colocar. Corro atrás de quem pensa diferente, estimulo tudo que ve

    O bom jornalismo pra mim quem faz é a rede, não eu. A reação das pessoas em cima do que publicamos faz parte da matéria. Por isso eu arrisco, pois quero provocar esse complemento, essa participação, esse contraponto. Isso inclui ataques pesssoais, o entendimento equivocado do nosso papel (que eu respeito muito, pois não quero pregar para convertidos como a maioria dos movimentos sociais brasileiros. Não quero também ser aceito ou aprovado pelos leitores), mas também o companheirismo de pessoas como você, que ajudam a fazer isso daqui há mais de uma década. Muito obrigado. Suas palavras ficam para reflexão sobre o nosso trabalho, que é permanente e inclui pessoas com muito mais vivência que eu.

    Abs, LB

  • E ESSE MESMO GRUPO QUE TENTA DERRUBAR A MINISTRA, DEIXOU UM “CALOTE”, PARA VÁRIOS ARTISTAS… CASO: FEIRA MÚSICA BRASIL 2010 – BELO HORIZONTE – MG.

    Remeti a carta abaixo e ainda estou esperando resposta, por parte do Ministério da Cultura…

    A/C SRA. MINISTRA DA CULTURA, SR. PRESIDENTE DA FUNARTE, COLABORADORES E OUVIDORIA

    REF. CARTA: Denúncia / Crítica / Cobrança – FMB 2010

    Mandei um e-mail para todos e não tive resposta. Por isso, colo abaixo parte da minha “Denúncia / Crítica / Cobrança”. Acho que o MinC / Funarte devem ter “Responsabilidade Social”, verificar os problemas internos e solucioná-los, antes de realizar qualquer novo projeto. Segue abaixo “parte” da carta que enviei, e que pretendo torná-la pública.

    “Hoje é dia 05/03/2011, São Paulo – SP. Revelo para qualquer brasileiro ou estrangeiro, e com cópia para 10 jornalistas formadores de opinião, que até agora, meu artista, não recebeu qualquer quantia como pagamento de cachê, ou mesmo ajuda de custo por sua participação artística, dia 09/12/2010, às 21h, na Funarte/MG, FMB 2010, município de Belo Horizonte – MG, como consta nos links abaixo:”

    http://www.funarte.gov.br/musica/feira-musica-brasil-32-mil-pessoas-em-99-shows/

    http://www.feiramusicabrasil.com.br/edital/edital/

    http://www.feiramusicabrasil.com.br/edital/rede/bandadepifanosdecaruaru/

    http://www.funarte.gov.br/musica/divulgada-a-relacao-de-artistas-selecionados-no-feira-musica-brasil/

    http://www.youtube.com/watch?v=vn0PVeNhC28

    http://www.youtube.com/watch?v=D55ajOYl-LY

    http://www.flickr.com/photos/rockvoyeur/5257601187/

    Vale lembrar que em 05/03/2011, às 12h34, o site oficial da “FEIRA MÚSICA BRASIL”, está fora do ar…

    http://www.feiramusicabrasil.com.br/

    Existem mais de 40 artistas (centenas de pessoas – artistas e fornecedores), “esmolando” pelo trabalho realizado.

    A classe artística é gente… Paga aluguel, luz, água, telefone, provedor de internet, tem filho e precisa comer! Alguns artistas estão doentes e compram remédios, com os míseros cachês que recebem dos shows musicais. Já fazem 83 dias que a “FMB 2010 – Belo Horizonte – MG”, terminou, e até agora, os responsáveis pelo evento, não pagaram os “cachês / ajudas de custos”, dos artistas participantes. Sinto que a “FUNARTE” se promoveu com o nome do meu artista e dos outros. Sou idiota! Ainda acredito que o “MinC / Funarte” são sérios! Ou será que apenas fui enganado pela parceria “FUNARTE / ARTBHZ / INSTITUTO CULTURAL SÉRGIO MAGNANI”. Este último (o instituto) não devolveu meu contrato assinado, até a presente data! Será que fui vítima de “Estelionato” ? Devo procurar a polícia ou a ouvidoria do MinC?

    …………..

    Deixo claro que toda a responsabilidade da FMB 2010, foi da gestão anterior: MinC / Funarte.

    É esse grupo “caloteiro” que tenta derrubar uma gestão honesta! Conheço “Ana de Hollanda” há muitos anos… Ela sabe o que faz e tem experiência! E tem sensibilidade de artista!

    Abraços.

    Lailton Araújo

  • Daniel Merli, coordenador de Comunicação Social do MinC disse:

    Gilberto,
    quanto à reprodução de matérias sobre o Ministério da Cultura na própria página do Minc, esclareço que isso é uma praxe dos sites oficiais da Esplanada.
    Reportagens negativas, sobre o próprio órgão, podem também ser vistas em seções correlatas nas páginas dos ministérios do Planejamento e Relações Exteriores.

    Leonardo,
    quanto à sua crítica difusa (“o maior inimigo do novo MinC está dentro do próprio MinC, inclusive na assessoria de comunicação. Os vícios da gestão anterior são tão profundos e eticamente contestáveis, que não vejo outra forma senão a reformulação do departamento”) gostaria que fosse mais específico, o que afinal quer dizer com isso?

    Daniel Merli
    Coordenador de Comunicação Social do Ministério da Cultura

  • Descartado pelo (terror do planalto) Ana de Hollanda, Emir Sader é convidado para trabalhar com Lula. Moral da historia: Sader caiu pra cima. Ana fica mais isolada politicamente…

    Sem falar que Zé Dirceu em seu Blog convoca os militantes do PT a ler o artigo de Marcelo Branco, um dos principais críticos a essa política meeira entre MinC/Ecad.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/884160-descartado-por-ministerio-sader-trabalhara-com-lula.shtml

  • Bruno Cava disse:

    Salve, Leonardo,

    Agradeço a leitura e a oportunidade de o artigo ser republicado aqui, um espaço indispensável para o debate. O conteúdo do blogue que edito está licenciado em copyleft, então fique à vontade.

    Um abraço,

    Bruno.

  • Quero alterar a dinâmica de discussão e colaboração deste site. Por isso estou encerrando os comentários deste artigo, na tentativa de promover uma discussão propositiva em tornos de temas relevantes da política cultural. Abs, Leonardo Brant