Em análise publicada pelo Cultura e Mercado no dia 13 de agosto, sobre o uso do artigo 3º A da Lei do Audiovisual, voltamos a campo para avaliar a participação de outra gigante do entretenimento, a Rede Globo, que pretende utilizar R$ 25 milhões por esse dispositivo em 2010.
A Globo trabalha com mais de dez projetos para o uso dos recursos recolhidos pelo artigo 3º A. Segundo Carlos Eduardo Rodrigues, diretor da Globo Filmes e coordenador das negociações para uso dos recursos na Globo, a emissora dispõe de R$ 25 milhões por este mecanismo de incentivo e deve utilizar metade na produção cinematográfica e metade na produção de séries televisivas. “Espero aproveitar 100% dos recursos que recolhemos. É importante para a empresa que a empreitada seja bem sucedida”, explica o executivo. “Para uma empresa que fatura milhões como a Globo, não é muito dinheiro, mas é o valor simbólico de ter o projeto dentro da lei que possa ser repetido anualmente”.
Rodrigues contou que a maior parte dos recursos é proveniente do recolhimento de impostos da compra de direitos esportivos e que houve, inicialmente, dificuldades em convencer os parceiros a repassarem os benefícios. “Esta forma de negociação é nova para a TV. A ideia é fazer com que isso seja feito da forma mais adequada possível para que nas próximas negociações possamos batalhar por esses recursos que são importantes para a produção independente no País”, observa.
Rodrigues participou de painel durante o seminário de audiovisual que acontece em São Paulo, na Broadcast & Cable. Mario Diamante, diretor da Ancine, também esteve no evento apresentando números dos mecanismos da agência de apoio à produção, distribuição e exibição. Pelo artigo 3º A, foram recolhidos aproximadamente R$ 51 milhões. O Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), somando a primeira e a segunda fase, já lançou editais de R$ 118,4 milhões. O total de recursos dos Funcines até agosto de 2010 é de aproximadamente R$ 49 milhões.
*Com informações da Tela Viva News.