A matéria de Carlos Minuano para Cultura e Mercado sobre a parceria entre Petrobras e MinC faz reabrir uma longa e inconclusa discussão sobre o uso da Lei Rouanet em benefício do próprio Governo: É legítimo e legal o uso da Lei Rouanet por órgãos públicos? O governo federal deve centralizar as decisões do patrocínio privado, como declarou o ministro interino Juca Ferreira? Quais serão os riscos dessa atitude? Os editais públicos do MinC são realmente democráticos, suas comissões julgadoras são capacitadas, isentas e desinteressadas política e artisticamente? E levanta o debate sobre a eficácia do mecenato privado:
É legítimo exigir das empresas investimento próprio em cultura quando o próprio Estado, que tem este dever constitucional, não o faz? É uma boa estratégia governamental atacar as empresas que investem em cultura, quando parte delas desenvolvem políticas consistentes e vêm aprimorando e tornando seus métodos e decisões mais transparentes e públicos? O que é mais democrático, pulverizar a decisão em 1500 empresas ou centralizar nas mãos do melhor dos governantes? O que é mais fácil e inteligente, em termos de gestão pública: gerir o patrocínio de 1500 empresas, ou influenciá-las com políticas consitentes e convincentes?